O Duque dos Meus Sonhos

16 Uma ponte para o seu coração


Notas iniciais
♥ Chegando agora do retiro de carnaval, foi muito especial... espero que gostem do capítulo e deixem muitos reviews!!!!

Capítulo 16 – Uma ponte para o seu coração

Logo que os primeiros raios do sol iluminaram o dia, Esme se levantou, colocou um belo vestido e desceu para a cozinha, ela iria preparar o seu café. Estava tão acostumada a fazer isso, que mesmo sendo visita na casa do duque e seu filho, ela não perdia o costume.

Bem antes da cozinheira levantar, Esme já estava com um pão caseiro crescendo com o calor no fogão a lenha. O cheirinho de bolo de chocolate invidia o ambiente, ela passou um café forte, fez o chá, colocou o leite para ferver quando um outro aroma invadiu a cozinha.

– Bom dia milady? Acordou cedo? Dormiu bem?

– Bom dia senhor duque, dormi muito bem obrigada, é o costume.

– O cheiro está divino! Será que posso provar?

– Mas é claro. – ela estendeu a ele um dos bolinhos que tinha acabado de rechear e colocar uma maravilhosa cobertura de creme de chocolate batido.

Carlisle se sentou confortavelmente à mesa da cozinha e observava a bela mulher se movimentar pelo local com tanta desenvoltura que parecia ser a própria dona da casa. Ele não acharia nenhum pouco ruim se fosse.

– Eu queria agradecer a você por ter se aberto tanto ontem à noite, agora eu consigo te entender melhor, e posso te garantir que nem todos os homens nobres possuem um caráter tão detestável quanto aquele ser desprezível que lhe abanou.

Esme terminou o que estava fazendo, serviu uma xícara de leite quente para si e outra para lindo e imponente homem sentado a sua frente. Sentou-se a mesa, tomou um pequeno gole da bebida quente.

– Eu sei, seu filho tem se mostrado um homem de honra, fez com a Bella o mesmo que se faz com as filhas da nobreza. Tem mostrado respeito pela minha filha, a pediu em casamento, lhe deu um anel de noivado e já marcou a data.

– Eu não estava falando de Edward.

– Ah!...

–Você é uma mulher muito jovem, bonita, tem o quê? 32 ou 33 anos?

– 32. Faço aniversário só em dezembro.

– Nunca pensou em se casar de novo? Sabe, construir uma família, sair da casa do visconde...

– Eu não creio que poderia senhor. Depois que a jovem Alice se casar, o senhor e a senhora Halle irão para Bedfordshire e eu irei com eles.

– Para tão longe... – ele parou um pouco e ponderou suas chances – a senhora poderia ficar, ficaria se eu lhe propusesse casamento?

– Casamento? Com o senhor? Só pode ter enlouquecido, o senhor é um duque, primo da rainha! Onde já se viu se casar com uma cozinheira que não tem onde cair morta!

– Talvez você me ache velho demais para você, afinal eu já vou fazer 50 anos?

– Não, de forma alguma, o senhor não está velho...

– Obrigada, vou levar isso como um elogio. Venha Esme, vamos dar uma volta pelos jardins, talvez eu consiga mudar sua opinião.

– O pão já cresceu, devo coloca-lo para assar.

– Não se preocupe com o pão, tenho certeza que Marie logo aparecerá aqui na cozinha e fará isso por você. Venha.

Carlisle levantou e estendeu a mão em pleno convite para que Esme o acompanhasse até os jardins. A manhã estava fria, então ele lhe estendeu o seu próprio casaco para aquece-la.

Todo o tempo o duque procurou manter suas mãos longe daquela linda e provocante mulher, ela era forte, corajosa, destemida, mas algo nela clamava por ele, por ser amada, por ser beijada, desejada, tocada tão intima e profundamente, que ele tinha que se segurar para não agarra-la ali mesmo.

Edward acordou, colheu uma linda rosa do jardim e foi até o quarto de Bella, entrou com cuidado para não acorda-la e viu que Esme não estava mais nos aposentos. Aproveitou o momento que estava sozinho com sua Bella, para observa-la dormindo.

Ela tinha um rosto sereno de um anjo, e falava dormindo, ela dizia seu nome e que o amava. Bastou isso para que ele se sentasse na cama, junto a ela e desse um beijo em sua testa. Bella acordou um pouco desnorteada e logo viu que Edward estava em seu quarto.

Cobrindo a boca com mão para evitar o mal hálito matinal, a moça questionou a ousadia do noivo.

– Bom dia Edward, o que está fazendo aqui, ficou louco? Não pode me ver assim, não estou em trajes descente...

Ela iria continuar a falar sem parar como sempre fazia, quando ele a calou com um beijo.

– Eu já disse que você fala demais. – deu-lhe mais um selinho – bom dia minha noiva. – entregando-lhe a rosa, ele levantou e da porta disse apenas – levante-se depressa, estarei lhe esperando para o café.

Bella estava chocada com tamanha ousadia do conde, onde já se viu invadir o quarto de uma donzela e observar ela dormindo, tudo bem que sua camisola era bem comportada, de mangas cumpridas e de um tecido bem grosso, mas mesmo assim, não eram trajes adequados para uma moça ser vista por seu noivo. Que loucura!

Ela levantou depressa, fez sua higiene matinal e colocou um belo vestido branco com detalhes em vermelho, colocou seus sapatos novos, penteou os cabelos e fez uma bela trança. Edward estava ao pé da escada esperando por ela.

Quando ela estava no último degrau, ele a segurou pela cintura e a beijou com verdadeiro encanto e desejo. O domingo foi calmo e tranquilo para os casais que aproveitaram o ar do campo.

Bella ficou feliz em saber que nos casamentos anteriores Edward não morou em Aubrey Hall, primeiro ele ficou em Londres com Tanya e Penélope e com Juliet ele morou em Wiltshire. Ficou feliz em saber que ali seria a primeira casa em que Edward viveria com uma mulher, ela, e com ela, construiriam uma família, linda, grande e especial.

– Eu sinto que tem algo que te incomoda Edward?

– Você gostou daqui? Gostou de Aubry Hall?

– O lugar é lindo e perfeito para criar nossos filhos, tem muito espaço para as crianças correrem e brincarem...

– Bella, sobre isso... hã... bem... eu não sei se teremos filhos sabe?

– Por quê?

– Porque eu não sei se posso ter filhos, veja, eu já fui casado três vezes e nenhuma das minhas ex- esposas engravidou, talvez eu seja incapaz de ...

– Não diga tolices, se bem que... olhe... nós tentaremos ok, se não tivermos filhos, não tem problema. Seremos felizes mesmo assim.

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...

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Emmett já estava subindo pelas paredes sem poder tocar em sua esposa, mas Rose tinha sido muito enfática ao proibir o marido de encostar nela. Os nove dias se passaram e nada da menstruação da loira descer.

Já sem esperanças de um final feliz, Emmett se conformou com a ideia de ser pai, só rogava aos céus que o filho que estivesse no ventre de sua ursinha o amasse-o como pai. Durante todos aqueles nove dias, Emmett deixou um rosa branca ao lado de sua amada adormecida, sempre encima do travesseiro que seria o dele, se ele estivesse dormindo com ela.

Na manhã do que seria o décimo dia na contagem do casal, Emmett fez uma bela bandeja de café da manhã, um enorme buque de rosas brancas, entrou no quarto e surpreendeu sua amada. Beijou a barriga lisa dela e chorou.

– Ursinha, me perdoa, eu fui tão idiota, eu amo você e amo tudo que venha de você...esse bebê eu vou amar...

– Emmett, eu não estou grávida.

– Eu vou amar esse bebê...

– Ursão, não tem bebê, pare de chorar e me escute sim. Eu não estou grávida, não tem bebê.

Emmett levantou o rosto que até então estava afundado no ventre da garota, limpou as últimas lágrimas e olhou incrédulo para sua esposa.

– Não está?

– Não, minhas regras desceram essa madrugada, veja, estou usando meus paninhos.

– Oh! Meu Deus, obrigada!!! Não que eu não quisesse um ... filho, por que eu quero... muitos, ... mas, Oh! Que alegria!

Emmett levantou abruptamente da cama e puxou Rose consigo, a rodopiava no ar, girava e beijava freneticamente sua ursinha.

– Nós faremos muitos bebês não é?

– Faremos assim, Emmett. Me desculpe também, eu não devia...

– Não tem problema. Eu te amo, te amo...

– Vamos comer, essa bandeja está bem convidativa, foi você que fez?

– Não, eu contei com a ajuda de Valentina, ela tem sido uma boa governanta.

– Ela tem sido uma boa governanta – remendou Rosalie imitando a voz de Emmett, deixando transparecer todo o seu ciúme.

– Você está com ciúmes de uma senhora de cinquenta anos e que pesa três vezes mais do que você? Eu não acredito! Eu não olharia para outra mulher ursinha, para mim, você é única.

– É bom mesmo senhor McCarty! Pena que eu não posso te agarrar, estou com uma saudade... – pediu manhosa.

– Bem feito, a culpa é sua por ter me deixado de castigo todos esses dias.

Eles tomaram o delicioso café da manhã no quarto, depois Emmett saiu para o trabalho, começar a construção do novo trem subterrâneo, estava dando muita dor de cabeça. A sorte é que podia contar com o financiamento de Edward para seu projeto um tanto inovador e muito audacioso para época.

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...

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Jasper passou na casa de sua fadinha logo cedo, antes de ir para o quartel, vestido com sua farda impecavelmente passada, o homem exalava poder e sexualidade. Todos os dias ele fazia a mesma coisa, beijá-la era uma questão de autopreservação. Era simples, se não fizesse isso, se não a possuísse, ele morreria.

Parecia melodramático, mas naquele instante ele poderia jurar que era verdade. O desejo que se enroscava em suas entranhas acabaria fazendo-o sucumbir. Era dessa forma sôfrega que ele a desejava e ela não fazia por menos, o provocava até o limite.

Quando seus lábios finalmente cobriam o dela, ele não era gentil. Não agia com violência, mas sua pulsação ficava sempre irregular, urgente demais e os beijos que trocavam pela manhã eram sempre ávidos e repletos de luxúria. Suas mãos a agarravam e sua boca era insaciável.

O dia só começava, depois que se despediam, sempre que se separavam, Jasper dava uma boa olhada ao redor para ter certeza que não tinham sido vistos por nenhum criado ou pior, que não tinham sido vistos pelos pais de sua tentadora noiva.

– Você é terrível Alice! Terrível!

– E você gosta... pensa que eu não sei... tenha um bom dia major Whitlock.

Notas finais
♥ Comentários e Recomendações são bem vindos!!!!!