O Duque dos Meus Sonhos
17 O casamento da Condessa
Notas iniciais
Capítulo 17 – O casamento da Condessa
Na véspera de seu casamento, Esme estrou no quarto que dividia com a filha. Bella estava sentada na cama com lembranças de infância espalhadas à sua frente.
– Posso me sentar com você? — Ela parecia muito desconfortável – posso falar com você um instante?
Bella a olhou com preocupação, sua mãe estava com uma aparência amedrontadora.
– É claro. Está tudo certo mamãe? Você não ,e... parece muito bem.
– Eu estou ótima. Eu só... – Esme pigarreou e se empertigou. – Acho que chegou a hora de termos nossa conversa.
– Ahhhhhh – suspirou Bella, com o coração batendo forte de expectativa. Estava esperando por aquilo. Sabia que todas as meninas um dia antes de se casar, tinham uma conversa especial com suas mães, Rosalie teve a sua e não revelou nada a ela depois. Disse apenas, “você logo saberá”. As mães deviam contar todos os segredos da noite de núpcias.
A noiva era, então, admitida no mundo feminino e ficava sabendo de todos os fatos pecaminosos e deliciosos que eram mantidos longe dos ouvidos das moças solteiras. Bella estava ansiosa e mal podia esperar, Esme, por outro lado, parecia que ia vomitar a qualquer momento.
– Gostaria de se sentar mamãe?
– Sim, sim, seria ótimo. – Esme sentou-se na pontinha do colchão da cama de solteiro e não parecia estar confortável.
Percebendo a aflição da mãe, Bella resolveu ajudar.
– É sobre o casamento?
Esme apenas fez um sinal afirmativo, quase imperceptível com a cabeça.
– Sobre a noite de núpcias?
Dessa vez, Esme nem conseguiu se mover.
– Eu não sei realmente como falar sobre isso com você, é muito constrangedor. – Bella apenas olhava curiosa para mãe, dando o tempo que ela precisava para conseguir destravar a língua e falar. – sabe – continuou Esme – há coisas que você precisa saber. Coisas que vão acontecer amanhã à noite. Coisas que tem haver com o seu marido.
Bella estava com os olhos arregalados, louca para saber tudo que veria a seguir.
–Sabe, o seu marido... quer dizer, Edward, é claro, já que ele será seu marido...
– Sim, Edward será meu marido.
– Isto é muito difícil para mim.
–Estou vendo mamãe.
Esme então respirou fundo e se endireitou, como se estivesse se preparando para a tarefa mais desagradável do mundo.
– Na sua noite de núpcias seu marido irá esperar que você cumpra os seus deveres conjugais, seu casamento será consumado.
– É claro. – assentiu Bella
– Ele irá se juntar a você na cama.
Ela fez que sim com a cabeça. Sabia disso também, mas e daí o que vinha depois, isso ela não tinha ideia.
– E ele irá realizar algumas... intimidades com você. – Bella estava muito curiosa para saber que intimidades seriam essas – estou aqui para lhe dizer que seus deveres conjugais não precisam sem desagradáveis.
Mas o que eram esses deveres conjugais ... o rosto de Esme estavam tão vermelhos...
– Sei que algumas mulheres consideram o... hã...ato...ruim, mas...
– É mesmo? Quis saber Bella curiosa – então porque vejo tantas criadas saindo às escondidas com os lacaios?
– Bella, só quero que você saiba que não precisa ser nem um pouco desagradável. Se duas pessoa se gostam... e eu acredito que o conde gosta muito de você...
– E eu dele – interrompeu Bella com delicadeza.
– É claro, sim, bem, considerando que vocês dois se gostam, provavelmente será um momento encantador e muito especial, e você não deve ficar nervosa, tenho certeza que Edward será muito gentil com você.
– Mas...
Esme se levantou em um salto.
– Muito bem, foi só isso que eu vim lhe dizer. Vou dormir agora, amanhã teremos um grande dia. Durma bem meu bem.
– É só isso?
– Sim
– Mas o que eu devo fazer?
– O seu marido saberá.
– Eu não quero fazer papel de boba, mamãe.
– Você não fará, confie em mim. Os homens são...
– São o quê, mamãe?
A essa altura não só o rosto de Esme estava vermelho, mas também pescoço e orelhas.
– Os homens são fáceis de agradar, ele não vai se decepcionar.
– Mas...
– Mas chega! Eu já lhe disse tudo que uma mãe deve dizer a filha antes do casamento. Não seja uma boba nervosa e faça o possível para ter um filho.
Bella ficou boquiaberta.
– O quê?
Esme estava tão nervosa.
– Eu me esqueci de mencionar a parte sobre o bebê?
– Mamãe!
– Muito bem. Os seus deveres conjugais... quer dizer... a consumação... é como se fazem os bebês.
– Então a senhora só fez uma vez?
– Não!
Bella olhou a mãe confusa. As explicações da mãe estavam sendo vagas demais, e ela ainda não sabia exatamente o que eram os tais deveres conjugais.
– Mas a senhora só tem eu como filha.
– Sim, mas eu fiz mais que uma vez – admitiu super envergonhada, com a voz baixa, Bella a olhava incrédula.
– Fez?
– As vezes as pessoas fazem porque se gostam.
– É mesmo?
– Hã... é...
– Como quando homens e mulheres se beijam?
– Sim, exatamente. Você já beijou o conde?
– Posso ter beijado – murmurou ela envergonhada também
– Isabella Swan, eu não acredito que tenha sido capaz de fazer uma coisa dessas. A senhorita sabe muito bem o que lhe disse sobre permitir tais liberdades!
– Isso não tem importância agora mamãe, iremos nos casar amanhã!
– Ainda assim... bem, deixe pra lá, você tem razão. Amanhã irá se casar e estará a noiva mais linda de toda Inglaterra. Boa noite condessa Massen Cullen.
...
O casamento aconteceu nos jardins do Castelo de Clevydon, o local foi totalmente decorado para a ocasião com flores naturais, não havia mais que cem convidados, porém a cerimônia foi belíssima.
Edward esperava sua esposa no altar improvisado, Bella estava maravilhosamente perfeita, trazia nas mãos um grande buque de rosas brancas. Seu vestido branco com detalhes em azul a deixava ainda mais bela.
O casal não prestou muita atenção nas palavras do arcebispo, quando trocaram as alianças, Edward beijou seu dedo antes de colocar a joia. Terminada a falação, eles se beijaram de forma intensa e profunda.
A festa passou como um borrão e logo Edward entrava no quarto, ele entrou com ela no colo e logo a deitou sob o grande colchão da enorme cama com dossel que ocupava boa parte do quarto.
– Eu preciso de você – murmurou ele, — preciso de você agora.
Pôs-se de pé, ela continuava deitada na imensa cama aconchegante, ele não desviou os olhos dela nem por um instante. Ele começou a tirar as próprias roupas de maneira metódica: primeiro as luvas, uma por uma, depois o casaco. – ele deu um sorriso encantador – você nunca viu um homem nu antes não é? – murmurou ele.
Ela balançou a cabeça afirmativamente.
– Ótimo. – inclinou-se para a frente e começou a retirar os sapatos dela. – e nunca verá outro. – ela ainda continuava deitada e ofegante enquanto ele terminava de retirar as próprias roupas.
Ele desabotoou a camisa lentamente e ela umedeceu os lábios com a língua. Ela o queria tanto quanto ele e isso fez com que seu desejo aumentasse ainda mais. Depois de tirar a camisa, passou para calça. Deslizou as mãos até o primeiro botão da calça e o abriu, mas parou por aí. Bella continuava completamente vestida, e completamente inocente. Não estava pronta para ver a demonstração de seu desejo.
Ele subiu novamente na cama e, como um felino selvagem, engatinhou até ela, deslizou até sua esposa, fazendo-a deitar em baixo dele, ele retirou os prendedores usados no elaborado penteado de casamento.
Com reverência e desejo deslizou a mão pelo pescoço até a pele delicada acima do corpete. O vestido era fechado por uma fileira enlouquecedora de botões nas costas, mas ele já abrira quase um terço deles, deixando o traje frouxo o suficiente para que pudesse deslizar o tecido de seda por cima dos seios dela.
– Sem combinação? – murmurou ele, apreciando, percorrendo com o dedo a linha proeminente da clavícula.
Ela respondeu com a voz entrecortada:
– O modelo do vestido não permitiu.
Ele deu um meio sorriso tipicamente masculino.
– Lembre-me de enviar uma bonificação à sua costureira.
Deslocou a mão para um dos seus e apertou com delicadeza, dando um gemido de prazer.
– Que delícia – sussurrou ele. Subitamente ansioso para ser tocado, Edward ergueu uma das mãos dela, ainda com a comprida luva de cetim, e levou-a a seu peito. Ele podia sentir o calor da sua pele, mesmo através do tecido, mas não era o suficiente.
– Quero sentir você – murmurou ele, em seguida retirou os dois anéis do dedo de Bella e colocou-os no espaço entre os seios dela.
Ela arfou e estremeceu com o toque do metal frio contra a própria pele, então observou, sem fôlego e fascinada, enquanto Edward lidava com sua luva, puxando cada um dos dedos com delicadeza até que ele se soltasse e depois deslizando-a por seu braço e pela mão até tirá-la totalmente. O movimento um tanto erótico, fez ela se arrepiar. Ele recolocou os anéis em seu dedo, um por um, e beijou a palma sensível da sua mão.
– Dê me a outra – pediu com paixão.
Ela obedeceu e ele repetiu a mesma tortura, lenta e calmamente, beijou-lhe cada dedinho. – Que mãos maravilhosas você tem! São fortes e ainda assim, graciosas e delicadas.
– Você está falando bobagens – disse Bella constrangida, — minha mãos...
Mas ele a silenciou com um dedo sobre os lábios.
– Shhhh. Você ainda não perdeu a mania de falar demais não é?
Ela apenas deu uma risadinha, ele apertou mais junto a si, pegou-a pela nuca e puxou-a até que seus lábios estivessem bem perto dos dele.
– Beije-me – ordenou, surpresa pela arrogância em sua voz. – Beije-me agora.
E então tudo aconteceu a um só tempo. Os lábios se provocavam e se devoravam enquanto as mãos dele a erguiam até que ela se sentasse. Ele trabalhou com agilidade nos botões do vestido e deslizou suas grandes mãos por toda a extensão de sua coluna até os quadris, puxando de uma vez todo o vestido longo.
– Levante a perna – ordenou ele.
Ela obedeceu entregue, então ele deslizou cada meia de seda com vagarosa tortura, e antes que ela percebe estava totalmente nua diante dele, ele percorreu sua barriga lisa com as mãos firmes.
– Creio que estou vestido demais, não acha milady?
Ela apenas arregalou os olhos quando ele saiu da cama e tirou o restante de suas roupas. Ele tinha o corpo perfeito, o peito, musculoso, braços e pernas, poderosos e o ...
– Ah, meu Deus – disse ela com um suspiro.
Ele sorriu.
– Vou considerar isso um elogio.
Bella engoliu o ar sem parar e tentou sorrir.
– Confie em mim. – ele deitou na cama ao lado dela e acariciou sua pela. – Apenas confie em mim.
Ele deitou-se completamente em cima dela e enquanto a beijava com vontade e amor, sua mão mergulhava ainda mais em baixo, até alcançar o calor úmido de sua feminilidade. Ela arfou e ele persistiu, provocando e tocando, desfrutando de cada um de seus espasmos e gemidos.
Ele se moveu para cima dela, afastando suas pernas com as coxas. Suspirou quando sua virilidade acomodou-se contra o quadril dela. Ele tentava manter-se no controle, procurava uma forma de ser gentil, ela estava pronta pra ele, ele sabia que a na primeira vez iria doer, mas não esperava que essa dor durasse mais do que um instante.
– Vou fazê-la minha agora – disse ele, e a sensação maravilhosa e deliciosa de se estar no lugar certo foi especialmente mágico e perfeito. Uma sensação inigualável, um amor quente, doce, intenso, sublime.
Os corpos se entendiam perfeitamente, suspiravam, gemiam e se entregavam com verdadeiro encanto. Então, antes que Bella tivesse um instante para recuperar o fôlego, seus lábios eram devorados com um beijo violento, que ela se agarrou à cama para não gritar. Os quadris dele afundaram no dela, frenéticos e poderosos, impelindo, girando, acariciando-a até ela se incendiar completamente. Ela o agarrou, sem saber ao certo se tentava prendê-lo ou repeli-lo.
Ele então deslizou a mão entre seus corpos suados e a tocou em seu íntimo, fazendo-a gritar. Deu um último impulso e o mundo dela simplesmente desmoronou. Ela estava rígida, então trêmula, então achou que estava caindo. Não conseguia respirar, não conseguia nem mesmo ofegar. Sua garganta devia estar fechada e a cabeça se inclinou para trás, as mãos agarrando o colchão com uma força que ela não acreditava ter.
–Ah, meu Deus – ofegou ele, agora estremecendo — Nunca ... nunca foi ... tão bom... nunca foi tão bom.
Bella, que tivera alguns segundos a mais para se recuperar, sorriu acariciando os cabelos revoltos, então deu um sorriso lento e assumiu um ar sedutor e feminino.
– Nunca ... mesmo?
– Nunca! Você é perfeita pra mim, na medida certa.
Eles dormiram abraçados o restante da noite. Se bem que... já estava amanhecendo, tinham sorte que as grandes e pesadas cortinas eram escuras o suficiente para deixa-los dormir um pouco mais.
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