O Duque dos Meus Sonhos
18 Tudo no seu devido lugar
Notas iniciais
Capítulo 18 – Tudo no seu devido lugar
O novo casal não deixou o quarto naquela manhã, eram muitas descobertas e se amavam intensamente em cada cantinho daquele cômodo que seria tão marcante e especial em suas vidas.
Marie mandou que levassem uma bandeja com frutas, bolachas e chá para o quarto dos recém casados, tudo indicava que aquele seria um domingo atípico no Castelo de Clevydon. Edward e Bella permaneceriam no castelo até a próxima semana, pois ficariam para o casamento de Alice, passando esse evento, eles se mudariam definitivamente para Aubrey Hall.
Esme dormiu em um quarto de hóspede no próprio castelo, outros convidados que vieram de longe, também ficaram para dormir e só iriam embora no fim da tarde do domingo, outros só partiriam na segunda, porém Carlisle queria que uma convidada em especial não partisse mais.
O duque tinha pressa em conquistar de uma vez por todas o coração de Esme, ela era muito decidida e também muito desconfiada, ele precisava conquistar sua confiança. Muitas coisas já tinham avançado, eles conversavam sempre sem hostilidade e Carlisle nunca perdia a oportunidade de encher Esme de mimos.
Mas agora ele tinha ido longe demais, temia pela reação da nobre senhora que as vezes lhe tratava com “sete pedras na mão”. Esme acordou cedo e logo se arrumou, pôs um vestido simples porem muito bonito, um daqueles novos que Bella fez questão de lhe comprar e desceu para a cozinha, não tinha jeito, lá era o lugar em que Esme se sentia mais a vontade.
Ao descer as escadas de marfim do castelo de Clevydon, Esme estranhou o barulho que vinha da sala principal, quatro homens grandes e vestidos uniformizados traziam dois baús enormes e ouviam com atenção ordens do duque Cullen.
Logo atrás deles vinham outros homens com duas bolsas e então Esme não acreditou em que seus olhos viam, era a sua caixa de recordação na mão de um dos entregadores! A mulher ficou vermelha de raiva, como suas coisas tinham vindo parar aqui no castelo!
– Bom dia senhor Carlisle, por acaso essas coisas são minhas? – Disse Esme com um olhar furioso.
– Bom dia milady, eu tomei a liberdade de mandar trazer suas coisas para cá, os carregadores já estão levando para o seu quarto.
– Eu não acredito nisso... estou sonhando né?
– Venha Esme, acho que podemos conversar mais reservadamente em meu escritório. – as pessoas já olhavam curiosa para a bela senhora que falava em tom alto com um duque renomado.
Antes que ela começasse a fazer um escândalo sem tamanho, Carlisle tratou de levar Esme ao escritório, fechou a porta atrás de si e esperou que ela iniciasse aquela conversa, não seria fácil, mas ele estava decidido a ficar com ela não importava muito o que os outros iriam falar.
Esme discutiu e argumentou, mas sem sucesso, ele realmente mandara trazer todas as suas coisas e ela estava hospedada no quarto, onde seria o seu para sempre. Era loucura!
– Então o senhor acha mesmo que ficarei no quarto de hóspedes para sempre?
– Esme, Esme, você não percebeu que o quarto onde você está é a continuação do meu? Ele faz parte do quarto de casal, tem uma porta que liga os dois aposentos, você está nos aposentos da duquesa.
– Você enlouqueceu, só pode! Eu não sou a duquesa!
– Mas será assim que o Cardeal vier para celebrar nossa união?
– O Cardeal? De Roma?
– Sim minha querida esposa, eu sou um duque, primo da rainha Vitória.
Com essa, Esme teve que se sentar, ela não acreditava nisso, tinha ido ao castelo para o casamento de sua filha, não para se casar e ter sua vida mudada de uma hora para outra. Aquele homem mexia com seu coração, deixava ela a beira de um ataque de nervos.
– E o senhor imagina que eu abrirei a porta que liga nossos aposentos?
– Assim espero, não hoje é claro, mas o Cardeal Oliver me garantiu que chegará em Clevydon no mais tardar quarta-feira, até lá você pode deixar a porta fechada. – ele disse com um sorriso de tirar o fôlego.
Não tinha o que fazer, Carlisle era pior que o filho, quando queria uma coisa, não poupava esforços até conseguir. Antes de sair do escritório, ele ainda teve a chance de encurralar Esme e roubar-lhe um beijo, que deixou a pobre mulher com as pernas bambas.
Bella soube da decisão do sogro e tratou logo de acalmar o coração da mãe, Esme estava louca pelo duque, ele era lindo, forte, atencioso, tinha todos os atributos desejáveis por uma mulher, ela só estava insegura.
Edward aproveitou a estada em Clevydon para mostrar a Bella o quanto ele a amava. Nunca perdia a oportunidade de abraçar a esposa e a levar para o quarto. Quando menos esperava, Bella era surpreendida por mãos fortes que a pegavam no colo e a carregava escada acima.
– Eu amo você – falou ele quando os dois caíram sobre a cama. – Promete nunca me deixar. – ele desamarrou freneticamente o vestido dela. – Eu amo você.
– Eu sei – afirmou ela, trêmula. Segurou o rosto dele e o encarou – Eu também amo você e nunca vou te deixar, eu prometo.
O amor por aquela mulher inundou seu peito, fez os dedos de suas mãos formigarem e o deixou sem fôlego.
– Eu a amo tanto que às vezes fico até assustado. Tenho medo de te perder – sussurrou ele – Se eu pudesse lhe dar o mundo, você sabe que eu daria, não sabe?
– Eu só quero você – disse ela baixinho – não preciso do mundo, só do seu amor. E talvez – acrescentou com um sorriso malicioso – que você tire as botas.
Edward abriu um sorriso enorme. De alguma forma, ela sempre sabia exatamente do que ele precisava. No momento exato em que ele estava sendo sufocado pelas emoções, chegando às lágrimas, ela aliviou o clima, fazendo-o sorrir.
– Seu desejo é uma ordem – falou, arrancando os calçados. – Mas alguma coisa condessa?
Ela inclinou a cabeça para o lado timidamente.
– Acho que pode tirar a camisa também.
Ele obedeceu, jogando a peça de linho em cima da mesa de cabeceira.
– Satisfeita?
– Isto aqui – respondeu ela, enganchando o dedo em um dos passadores da calça dele – só está atrapalhando.
– Concordo – murmurou Edward, tirando-a. depois engatinhou para cima dela, envolvendo-a com a quentura de seu corpo. – E agora?
Isabella prendeu a respiração.
– Bem, agora você já está nu.
– É verdade – concordou ele, olhando para ela com ardor, ela parecia uma menininha travessa.
– E eu não.
– Isso também é verdade. – Ele deu um sorriso sensual. – Precisamos cuidar disso.
Ela assentiu sem palavras.
– Levante os braços – ordenou ele baixinho.
Ela obedeceu e, segundos depois, seu vestido que já estava desamarrado foi tirado de uma só vez.
– Agora está melhor – comentou ele com a voz rouca, olhando para os seios faminto.
Os dois estavam ajoelhados um diante do outro sobre a imensa cama de dossel. Bella encarava o marido com os batimentos se acelerando diante da visão do amplo peito nu dele se movimentando a cada respiração ofegante. Estendeu uma mão trêmula e o tocou, passando os dedos levemente em sua pele quente.
Edward prendeu a respiração até que o indicador de Bella tocou seu mamilo, então ele cobriu a mão dela com a sua.
– Eu quero você – disse ele.
Ela abaixou os olhos e deu um pequeno sorriso.
– Estou vendo.
– Não – suspirou ele, puxando-a mais para perto.- Eu quero estar no seu coração. Na sua... alma, pra sempre.
– Ah, Edward. Você já está.
Então não houve mais palavras, apenas lábios, mãos e pele. Ele a acariciava todas as formas que conhecia, passou as mãos pelas pernas e beijou os joelhos. Apertou os quadris e tocou sua barriga.
Ele avançou devagar, implacável. E quando se acomodou completamente dentro dela, sentiu que ali era sua casa. O lugar perfeito.
– Você é a coisa mais linda que eu já vi. – murmurou. – Eu nunca... eu não sei como...
Ela arqueou as costas.
– Apenas me ame – suspirou, — Por favor, me ame.
Edward começou a se mexer, subindo e descendo no ritmo mais antigo que existia. As mãos de Bella apertavam suas costas, cravando as unhas na pele dele a cada arremetida.
Ela não parava de gemer, e o corpo dele ardia com os sons da paixão. Estava perdendo o controle, seus movimentos ficando mais tensos, mais frenéticos.
– Não vou conseguir segurar por muito tempo . – Ele queria esperar por ela, precisava que ela se sentisse completa antes de se permitir sentir seu próprio prazer.
Mas então, no instante exato em que pensou que fosse explodir de desejo, Bella estremeceu embaixo dele, com seus músculos mais íntimos apertando-o enquanto ela gritava seu nome.
Edward ficou sem fôlego enquanto observava o rosto dela. Ela estava linda, rubra, suada e brilhava.
Ficou louco de paixão.
– Eu te amo – disse ele – Ah, meu Deus, como eu amo você! – então mergulhou mais fundo, explodindo dentro dela. A sensação sempre era maravilhosa, sensacional, nada em sua vida já tinha sido tão bom quanto fazer amor com sua Bella.
– Eu amo você – sussurrou ela – e vou amá-lo para sempre.
Edward só desejava que sua sina não o perseguisse dessa vez, não suportaria perder sua Bella.
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