O Duque dos Meus Sonhos

19 O que tem que ser, será.


Notas iniciais
♥ Estamos nos aproximando do fim de nossa história, quem não comentou ainda, aproveita as últimas chances ok! Recomendações são bem vindas... hehehehe!!!! PS: a cena de amor de Alice e Jasper é uma releitura de uma das cenas do livro "Um perfeito cavalheiro" de Julia Quinn

Capítulo 19 – O que tem que ser, será.

Na quarta-feira perto da hora do almoço o Cardeal Oliver chegou em sua carruagem, participou da refeição com o duque e sua família. O almoço transcorreu bem sem nenhum contratempo, e o cardeal se retirou para dormir um pouco a tarde em seus aposentos.

Esme e Bella aproveitaram o sono da autoridade religiosa para se arrumarem para o casamento, Esme estava apavorada, vestiu um belo vestido verde água e Bella fez cachos nos seus cabelos, mãe e filha desceram pela bela escadaria, definitivamente o duque sabia dar uma festa.

O Castelo estava completamente iluminado com velas em candelabros de bronze, não havia mais do que cem convidados, mas as pessoas presentes mostravam ser da nobreza e possuírem títulos e muito, muito dinheiro.

Bella recepcionava os convidados ao lado do marido e notava os olhares invejosos e também repulsivos de alguns membros da sociedade. Ela tentava disfarçar e não se sentir intimidada pela sociedade, mas não estava sendo uma tarefa fácil.

O cerimônia de casamento foi sublime e especial, Esme chorou ao ser recebida por seu duque, ele era o sonho de qualquer mulher. Durante o jantar Esme não deixou de perceber como era observada, alguns olhares davam medo.

– As pessoas me olham como se eu tivesse alguma doença contagiosa, como lepra.

– Não ligue meu amor, é inveja. – Carlisle tentava passar confiança para sua amada, não largou a mão dela nem por um minuto.

A festa estava muito animada, a orquestra tocava belíssimas músicas e os casais dançavam a valsa no enorme salão. Alice aproveitou que estavam todos distraídos e puxou Jasper para a escadaria do castelo.

– Ei fadinha, onde está me levando?

– Venha comigo e não faça perguntas.

Alice subiu as escadas em disparada tendo Jasper em seu encalço, ela então abriu a enorme porta que dava acesso a biblioteca. Sem perder tempo, a pequena, entrou e trancou a porta, prensando Jasper contra a mesma, dando-lhe um beijo ardente e avassalador.

O beijo acendeu um fogo dentro dele, um desejo de ser amado, uma necessidade de amar em troca. E que Deus o perdoasse, mas quando Alice o beijava, tudo que ele queria era retribuir aquela paixão.

– Alice, Alice – dizia ele sem parar, com os lábios percorrendo seu rosto, seu pescoço, sua orelha.

Ele pronunciou o nome dela tantas vezes que pareceu ficar gravado em sua pele. Alice sentia as mãos de Jasper nos botões do vestido, enquanto o tecido se soltava conforme cada um ia sendo aberto. Era tudo o que ela jurara que jamais faria, mas quando seu corpete caiu até a cintura, deixando-a despudoradamente exposta, ela gemeu o nome dele e arqueou o corpo para trás, oferecendo-se a ele como uma fruta proibida.

Jasper parou de respirar quando a viu. Havia imaginado aquele momento muitas vezes – todas as noites, ao se deitar, e em todos os sonhos quando conseguia de fato dormir. Mas aquilo- a realidade – era muito melhor do que um sonho e muito mais sensual.

Fez a mão que acariciava a pele quente das costas de Alice escorregar bem devagar para as costelas dela. Ela era pequena e ao mesmo tempo maravilhosamente sedutora.

– Você é tão linda... – sussurrou, sabendo que palavras eram inadequadas ao momento. A necessidade que ele tinha dela era muito intensa, primitiva, indispensável.

Ele a tocou no queixo e levantou seu rosto até conseguir fita-la nos olhos. As pupilas pareciam cintilar, reluzindo lágrimas represadas. Também tinha os lábios trêmulos, e Jasper soube que estava tão afetada pelo momento quanto ele.

– Você me trouxe aqui, mas não imaginava que isso aconteceria minha fadinha?

Era impressionante, mas toda vez que ele a beijava, os lábios dela pareciam mais doces e agora não estava diferente, ele a beijou com volúpia, o seu perfume encantadoramente desejável e o Jasper viu todo o seu autocontrole ir para o espaço, ele a empurrou para o sofá e terminou de arrancar suas roupas.

Um sorriso veio aos lábios, ela seria dele e no palácio de Clevydon.

– Por que está sorrindo? – pergunto Alice de olhos fechados.

Jasper recuou um pouco e segurou o rosto dela com as duas mãos.

– Como sabia que eu estava sorrindo?

– Senti nos meus lábios.

Ele levou um dedo à boca de Alice e traçou seu contorno.

– Você me faz sorrir – sussurrou – Quando não me faz querer gritar , você me faz sorrir. Eu quero você, e não posso esperar mais.

– Eu sei, por isso mesmo lhe trouxe aqui. Eu também quero você e acho que não consigo esperar até sábado.

Foi o que bastou para Jasper deitar a pequena no sofá e cobrir o pequeno corpo com o dele, passeou com sua língua pelos pequenos seios e mordiscou a pele sensível acima das costelas.

Alice se contorceu embaixo dele, desconcertada com aquela necessidade primitiva de se mexer. Ela estava quente, vibrante. Queria desesperadamente sentir a pele dele então começou a retirar a camisa encorajando o major a retirar toda a roupa em seguida.

O copo do Jasper estava muito quente, e embora tivesse músculos rijos e fortes, sua pele era sedutoramente macia. Seu cheiro também era maravilhoso, Alice acariciou os cabelos espessos e macios e Jasper abriu suas ligas.

– Ah, Jasper, acho que você não deveria... — ela parecia quer voltar atrás de sua decisão. — acho que você não deveria...

– Ah, não, eu devo... realmente eu devo fazer isso e agora.

Então Jasper a tomou por completo, primeiro a beijou intimamente deixando-a completamente pronta para recebe-lo. Era impossível raciocinar naquele momento, os dedos dele provocando-a, a língua quente e doce sugando tudo que ela tinha.

De repente, ele mordiscou sua orelha com delicadeza e sussurrou um “confie em mim” e ela percebeu que confiava, algo se alterou dentro dela. Estava pronta e iria fazer uma coisa maluca, ousada, inadequada de todas as formas possíveis, mas simplesmente ela queria.

Jasper era o amente gentil e lânguido e ao mesmo tempo um homem dominado pelo desejo, suas mãos estavam em todas as partes, ela estava nua e no sofá estreito ele se posicionou, deitou em cima dela, fazendo uma pausa e estremecendo ao saborear a sensação do corpo de Alice sob o seu.

Era a primeira vez dela e tinha que ser perfeita, aquilo era loucura, uma febre e ela se agarrava a ele com pressão.

– Ah, Jasper – suspirou – Ah, meu amor.

Ele avançou de forma implacável, entrando e saindo até atingir a frágil barreira do hímen, estremeceu, nunca estivera com uma virgem antes. Alice estava com o rosto vermelho e sua respiração tinha acelerado, sentiu- a se retesar ligeiramente ao redor dele quando seu hímen se rompeu e teve que morder a própria mão para não gozar no mesmo instante. Era como se ele fosse um rapazinho inexperiente de 16 anos, não um homem feito de 30.

Ela fazia isso com ele. Apenas ela. Buscando satisfazer as necessidades de sua fada, ele se esforçou para ser gentil, embora Alice deixasse essa tarefa muito mais complicada. Ela convulsionou sob ele, arqueando o corpo para trás com um grito, agarrou suas costas e o arranhou com as unhas afiadas, mas ele não se importou. Tudo o que ele sabia era que ela conseguira chegar ao clímax e que tinha sido bom, e pelo amor de Deus, ele podia enfim...

– Ahhhhhhhh!

Jasper explodiu. Não havia outra palavra para descrever o que aconteceu, levou um tempo até eles se recuperarem, aquilo tinha sido melhor do que qualquer sonho. Eles se levantaram, se vestiram e depois colocaram uma almofada sob a mancha de sangue, alguém certamente viria a mancha no dia seguinte. Voltaram para a festa a fim de dançarem, nunca que imaginariam que iriam se entregar daquela forma. Tinha sido uma loucura.

Um pouco depois da meia noite os convidados começaram a se despedir, Bella e Edward foram os últimos a se recolher. Nos aposentos reais, Carlisle esperava sua amada. Esme tinha se retirado para o seu cômodo privativo e não tinha aberto a porta que ligava os aposentos, ele esperava mesmo que a porta fosse aberta.

Esme estava apavorada, e se ela não agradasse o duque, fazia tanto tempo que não fazia amor que tinha medo de não ser boa o suficiente para ele. Tomou um banho e colocou uma camisola longa de seda branca, amarrou o penhoar e juntando o que tinha de coragem dentro de si, abriu a porta que ligava os dois aposentos.

Carlisle estava deitado na cama, sem camisa, apenas com suas ceroulas, ele dormia tão sereno que Esme teve o maior cuidado para deitar ao seu lado com medo de acordá-lo.

Ele sentiu o pequeno corpo juntar-se ao seu e como que por reflexo, passou o braço possessivamente abraçando Esme de forma cálida e gentil.

– Você demorou muito, acho que cochilei enquanto esperava.

– Não tem problema, desculpe a demora ... eu estava com ... medo.

– Eu não tenho mais 30 anos não é? Mas acho que eu ainda sei como se faz!

Carlisle deu um sorriso encantador e com toda gentiliza e cuidado a beijou de forma intima e profunda. Não tinha como ser diferente, eles tinham finalmente encontrado o seu lugar. Não havia amor mais lindo e sublime do que o amor de Carlisle e Esme, não era só questão de sexo, corpo, pele, tesão, ia além de tudo isso, era entrega, alma, cuidado, o mais puro e íntegro amor.

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...

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Bella estava cansada de só ficar trancada naquele castelo, Clevydon era maravilhoso, tinha uma arquitetura lindíssima, belos jardins e uma biblioteca super equipada, mas ficar cinco dias sem sair estava entediante. Desde sábado que ela não saia para fora, depois do seu casamento os dias que se seguiram foram super agitados, mas hoje estava entediante, Edward tinha saído logo sedo.

Ela aproveitou que era sexta-feira e Edward havia ido ao Parlamento, ele levaria a manhã inteira com os compromissos do governo, então ela decidiu sair, o casamento de Alice seria no dia seguinte e ela não havia comprado um presente especial para sua amiga.

Edward sentiu um aperto no peito de repente e rogou aos céus que fosse apenas uma impressão ruim. A assembleia terminou, os últimos projetos haviam sido votados e ele se apressou para voltar ao castelo, mal podia esperar para encontrar sua esposa, segurá-la em seus braços e dizer o quanto a amava.

Ao chegar ao castelo, o mordomo lhe disse que Bella havia saído cedo para as compras, provavelmente ela estaria Baker Street, ele se apressou em selar um cavalo e partir, estava ansioso para ver sua pequena e aquela sensação de aperto do peito não havia abandonado ainda.

Então, justo quando acreditou que logo encontraria Bella, ouviu a voz feminina irritante de Araminta Gunningworth, condessa de Penwood.

– Cullen! Cullen! Para agora mesmo! Estou falando com você!

Ele deu meia volta resmungando. Ela era um dragão da alta sociedade. Não havia meio de ignorá-la, era uma força da natureza, orgulhosa e não media esforços para pisar em alguém.

– Lady Gunningworth – falou, tentando não parecer irritado e controlando seu cavalo – que bom vê-la.

– Meu Deus rapaz – gritou ela, — você fala como se tivesse vindo de um enterro. Anime-se!

Edward deu um sorriso sem graça.

– Onde está sua esposa?

– Estou procurando-a neste momento – retrucou ele – ou, pelo menos, estava tentando.

A condessa entendeu a indireta mas não perderia a chance de alfinetar o belo conde.

– Sua esposa até parece uma lady depois do casamento, o dinheiro faz milagres não é?

– Para mim, ela sempre foi uma lady e sempre será. Agora se me der licença. – Ele não esperou que aquela mulher arrogante lhe falasse mais nada, esporeou o cavalo e partiu em busca de sua Bella.

A medida que o cavalo galopava rumo a Baker Street Edward viu horrorizado a cena que parecia ocorrer em câmara lenta, uma velha charrete saia do controle enquanto fazia a curva em duas rodas. Estava muito distante para que ele visse o rosto dos dois ocupantes, mas os cabelos chocolate que voavam ao vento eram sem dúvida de sua amada.

Seu sangue gelou nas veias, sua esposa estava naquela charrete e sem pensar, Edward esporeou o cavalo a toda velocidade. Não tinha certeza do que faria ao se aproximar do veículo. Talvez tomasse as rédeas das mãos do infeliz condutor. Talvez conseguisse retirar Bella em segurança. A única coisa que sabia era que não podia ficar parado assistindo a charrete cair ribanceira a baixo.

Ainda assim, foi exatamente o que aconteceu, Edward estava na metade do caminho até a velha charrete desgovernada, quando viu o veículo tombar e deslizar pela ribanceira que dava no riacho de águas límpidas. Ele via horrorizado sua esposa caindo...

Notas finais
♥ vejo vocês na quinta-feira ok!