O Duque dos Meus Sonhos
10 Noiva de um engenheiro
Notas iniciais
Capítulo 10 – Noiva de um engenheiro
Emmett pegou sua carruagem, ela não era nova, mas pelo menos não estava com os eixos desregulados. Durante todo o trajeto para casa, Rosalie mantinha a cabeça abaixada, com os pensamentos longe.
Ele apenas observava a bela garota, ela era tão nova, 19 anos e acabava de passar por um dos piores traumas que uma garota poderia viver. Ela se segurava para não chorar, tinhas os olhos cheios d’água. E ele uma enorme vontade de pegá-la no colo e dizer que tudo ficaria bem.
Ao pararem na casa do visconde, Emmett fez questão de descer e ajudar Rosalie com os degraus, como um perfeito cavalheiro, ele tocou o alpendre da porta e esperou que o mordomo viesse atender.
O Duque Carlisle tinha deixado a casa não fazia mais do que meia hora. A casa estava um verdadeiro caus, o velho visconde Jayme estava ao telefone gritando impropérios para alguém, a senhora Eloísa com uma enorme xícara de chá, olhos inchados e com marcas roxas em baixo dos olhos, Alice estava sentada no chão aos pés da mãe e chorava sem parar.
O mordomo abriu a porta e logo exclamou alto e em bom tom.
– Meu Deus, o senhor seja louvado! Senhorita Rosalie está bem, viva!
Abrindo bem a porta, o mordomo permitiu que ambos entrassem e vissem o desespero que estava toda a família, na hora, Jayme desligou o telefone, dizendo – ela chegou.
– Minha filha! Rosalie, onde esteve? E você o que faz aqui com minha filha?
– Bom dia Senhor Visconde, eu posso explicar.
– Terá que fazer melhor do que isso meu caro, ou teremos que resolver isso em um duelo de honra.
Que danado todo mundo resolveu me chamar para um duelo agora, eu não quero morrer, ainda sou tão jovem. Nem cheguei nos 30 anos! — pensava Emmett com cara de desespero.
– Será que podemos ir ao escritório, acho que nossa conversa terá que ser no particular, uma conversa de cavalheiros. – Emmett pediu humildemente.
Indicando o caminho com um movimento sutil de cabaça, o velho visconde se dirigiu para o seu escritório com Emmett nas suas costas. Rosalie era abraçada pela mãe e irmã que choravam agora de alegria por ver a filha em casa e viva.
– Eu imaginei as piores coisas meu bem, ligamos para o Duque ontem à noite e ele disse que você já tinha saído de lá há mais de uma hora, estávamos todos angustiados, o que aconteceu Rose, pode nos contar?
Rosalie pediu para subir para o quarto, sua mãe Eloisa e Alice subiram juntas e lá, sentada em sua cama, no aconchego de seu quarto, ela contou aquilo que tinha combinado com Emmett, falou que tinha desmaiado na rua e acordou agora cedo na casa do engenheiro que lhe trouxe para casa sã e salva.
Reclamou muito de Emmett dizendo que ele deveria ter trazido ela para casa ontem à noite assim que a encontrou, mas aquele cabeça de vento, nem tinha pensado naquilo e apavorado com a moça desmaiada, levou direto para sua casa.
Enquanto isso, Emmett no escritório com o visconde mantinha a mesma farsa. O velho ouvia tudo com muita desconfiança e por fim decretou.
– Pois bem senhor Emmett McCarty, a minha filha dormiu fora de casa, precisamente na casa de um homem solteiro e chegou agora de manhã, todos os criados já devem estar falando e para a bem dela e de sua honra, eu exijo que o senhor case-se com minha filha o mais rápido possível.
– Casar?
– Ou o senhor casa com minha filha ou nos encontramos às cinco horas no novo Regent’s Park. – tinha coisas que só podiam ser obras de Deus, o motivo perfeito para ver sua filha casada com um homem bom e correto, um homem que Jayme Halle teria orgulho de passar o título de Visconde.
– Duelos são ilegais senhor visconde. – Emmett respondeu um pouco temeroso.
– Ao inferno que são ilegais, minha filha não ficará difamada e sem honra, o senhor pode levar um assistente, eu levo as armas. – Jayme sabia muito bem fazer um blefe.
– Eu não sou homem de fugir de minhas responsabilidades senhor Halle e fique o senhor sabendo que me casarei com sua filha no próximo mês. Pode marcar a data.
– É bom mesmo, mas o casamento será para a próxima semana. Que o acordo desse casamento fique apenas entre nós senhor McCarty.
– Pode ficar tranquilo, farei conforme manda as boas maneiras, hoje mesmo trarei o anel de noivado para sua filha, para mim é uma honra poder leva-la ao altar, só quero que fique muito bem esclarecido, que jamais faltei com respeito à senhorita Halle.
– Entendi isso, só acho que mais ninguém acreditaria nessa história.
O velho visconde saiu do escritório, se despediu do futuro genro que já estava muito atrasado para o trabalho e subiu para dar as boas novas a filha mais velha. Era tudo que o velho queria, ver sua filha casada com o McCarty, não sabia ao certo o que danado tinha acontecido para a filha ter dormido fora de casa, mas que essa atitude veio bem a calhar, isso não tinha dúvidas.
A notícia do noivado caiu como uma bomba aos ouvidos de Rosalie, ela se casaria com o engenheiro, um casamento arranjado e sem amor, um casamento por obrigação, ele estava apenas livrando-a dos falatórios e como um homem de honra faria o sacrifício.
Ela não o amava e já imaginava que nunca seria capaz de amá-lo, ou era isso ou seria condenada para o resto da vida. Estava perdida.
Emmett deixou a casa dos Halle com sentimentos muito contraditórios, iria se casar com seu anjo lindo, era ela linda, perfeita, arrogante e orgulhosa, mas tinha um ar de menina sonhadora e deslumbrada com a vida.
Ele amaria com todas as forças de sua alma, mas e ela? Será que ela o amaria, será que ela o compreenderia e se entregaria a ele com o mesmo amor e paixão? Isso ele não tinha tanta certeza.
Já que estava atrasado para o trabalho na ferrovia, Emmett foi procurar Jasper, o major Whitlock saberia como ajuda-lo ele queria acabar com a vida de Royce e seus amigos estupradores.
Jasper ouviu toda a história de Emmett horrorizado, em breve todos cairiam mortos, ele mesmo faria questão de atirar naqueles vermes. Emmett fazia questão de matar Royce com as próprias mãos.
– Mas você não sabe nem pegar em uma arma Emmett, como quer matar o Royce?
– A morte dele será dolorosa, muito dolorosa, eu não preciso saber atirar para matá-lo major. Fique tranquilo, eu só preciso da sua ajuda, para me acobertar certo?
– Tudo bem amigo, você cuida do Royce e eu dos amigos do desgraçado.
Era hora do almoço quando Emmett chegou na ferrovia e Edward já estava apavorado. Dando mil ordens, andando de um lado para o outro, nervoso e com as mãos nos cabelos.
– Bom dia chefinho?
– Bom dia o caralho Emmett? Isso são horas de chegar seu veado! Estou aqui que nem um louco e você some!
– Se acalme sim, de pessoas nervosas e estouradas hoje o meu dia já foi bem cheio, acabou a cota. Por que não se senta e me escuta.
Emmett ficou por mais de uma hora relatando tudo que havia acontecido nas ultimas 36 horas de sua vida, uma loucura, desde a saída da casa dos Halle, o dia que ele ficou vigiando os passos de Royce, o que aconteceu com Rosalie no domingo à noite, o acordo que ele tinha com o visconde, pai da moça e sua última conversa com o major, Edward queria saber de tudo e com detalhes.
Lamentava que o casamento do amigo tivesse que ser as pressas e sem amor de ambas as partes, conhecia muito bem Rose para saber que era uma menina mimada e orgulhosa, que dificilmente fosse fazer Emmett feliz.
– Vamos sair para almoçar, que eu tenho ótimas noticias, sobre a Bella, conversei com o meu pai e ele não se opôs a minha corte. Amigo, eu acho que agora eu vou ser feliz!
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