O Duque dos Meus Sonhos

11 Os encantos do Conde Edward


Notas iniciais
♥ Boa leitura... PS: a cena em que Edward dá flores a Esme é uma releitura de uma das cenas do livro " O duque e eu" de Julia Quinn

Capítulo 11 – Os encantos do Conde Edward

Edward entrou em contato com seu pai durante a tarde da segunda-feira, Carlisle avisou o filho que deveria agir com cautela com a sua paixonite, se ele queria mesmo continuar com aquela sandice de cortejar a filha da cozinheira, que ele tomasse cuidado, deveria ir depois das cinco horas da tarde e entrar pela porta dos fundos.

Edward achou tudo muito estranho, mas não quis questionar o pai, terminou o mais cedo que pode os afazeres na ferrovia, saiu mais antes do horário e foi à cidade. Comprou um belo vestido de passeio azul para sua Bella, um par de sapatos novos estilo boneca e um chapéu lindo e delicado. Pediu que tudo fosse embrulhado para presente, parou na floricultura que tinha no caminho e comprou um lindo buque de flores e seguiu seu destino.

Ao chegar na mansão do visconde de Halle, cumprimentou alegremente o jardineiro e foi pelo caminho de cascalho até os fundos da casa, bateu na porta que dava acesso a lavanderia e esperou.

Judith escutou uma batida diferente na porta dos fundos e foi ver do que se tratava, a mulher quase teve um infarto ao ver o Conde, belo e formoso na porta, com os braços repletos de presentes empacotados, pareciam ser lojas famosas e caras.

– Boa tarde senhor conde de Massen, o que faz aqui nos fundos?

– Boa tarde senhora, eu vim visitar Isabella, poderia chama-la por favor.

– Alteza, o senhor veio para falar com a Bella, filha da Esme?

– Exatamente, poderia chama-la?

–Entre, por favor, pode esperar aqui na cozinha.

Edward sentou-se à mesa da cozinha, achou estranho não encontrar Esme nem a filha ali, talvez já tivessem encerrado o expediente, talvez por isso que pediram que ele chegasse depois das cinco. Preso em seus pensamentos, ele não percebeu quando as duas mulheres entraram na cozinha.

Esme vinha na frente com Isabella amedrontada logo atrás. A mulher parou muito séria e foi logo indagando.

– Então o senhor voltou?

Levantando-se depressa, Edward fez uma reverência.

– Boa tarde dona Esme, Isabella. – fixou o olhar em Bella que corava violentamente e lhe sorria. Ele ajeitou as flores e caminhou lentamente em direção a elas. Deixando os muitos pacotes em cima da mesa.

– Não poderia imaginar estar em nenhum outro lugar – disse Edward ao beijar a mão de Esme – sua filha é uma jovem excepcional.

Esme não pode evitar e suspirou, satisfeita, pelo elogio, ele sabia conquistar.

– Belas flores. – elogiou ela assim que parou de se deliciar com seu orgulho materno. – São holandesas? Devem ter custado uma fortuna!

– Mamãe! – repreendeu Bella com a voz estridente. – assim a senhora deixa o conde sem saber o que dizer!

– As flores são para a senhora dona Esme – estendendo o lindo buque – não importa quanto custaram.

– Para mim? – Esme ficou boquiaberta, deixando um suspiro de surpresa escapar de seus lábios. – Tem certeza? Porque eu... – Olhou para Bella, depois para Edward e por fim de volta para a filha. – Tem certeza?

–Absoluta!

Esme piscou rapidamente e Bella percebeu que havia lágrimas nos olhos da mãe. Pensou que nunca sua mãe havia recebido flores. Ela era uma mãe tão boa que a menina esquecera que ela era também uma mulher.

– Não sei nem o que dizer – fungou Esme.

–Tente “obrigada” – sussurrou a filha em seu ouvido, dando um sorriso que deixou o comentário mais caloroso.

–Ah, Bella, você é terrível. – Esme lhe deu um tapinha no braço, parecendo mais jovem do que Isabella jamais tinha visto. — Mas obrigada, Alteza. São lindas, porém o mais importante é que foi um gesto muito gentil. Sempre me lembrarei deste momento com muito carinho.

Edward parecia prestes a dizer algo, mas acabou apenas sorrindo e inclinando a cabeça para o lado.

Bella olhou para a mãe e viu a inegável alegria em seus olhos azuis e se deu conta, com um lampejo de vergonha, ela era uma mulher linda e jovem que tinha se condenado a viver sozinha. Era impossível não se apaixonar por Edward.

– Mamãe – chamou Bella – quer que eu vá pegar um vaso?

– O quê? – Esme ainda estava cheirando as tulipas com um ar sonhador – Ah, sim, é claro. Pegue um vaso simples, colocarei as flores em nosso quarto.

A jovem lançou um sorriso de gratidão ao conde e saiu depressa na busca de um vaso, deixando os dois sozinhos na cozinha. Assim que ela voltou havia um silêncio confortável no ambiente.

– Dona Esme, agora que Bella está de volta, gostaria de pedir sua permissão para dar um passeio com ela no Hyde Park, muitos casais estão lá a essa hora.

– Vocês iriam sozinhos?

– Claro né mamãe! – Bella respondeu meio contrariada. Como gostaria de passear com o seu amado no parque, já imaginava a cena perfeita.

– Pois não acho que seja prudente o senhor ir sozinho com minha filha a um passeio, se ela ao menos tivesse uma dama de companhia para acompanha-la, mas não é o caso de Bella.

– Eu entendo sua preocupação dona Esme, eu poderia pedir para que Lady Alice nos acompanhasse, embora ela não seja uma dama de companhia, é nossa amiga em comum e faria muito gosto em sair conosco.

– Mas também tem outro problema alteza, Isabella não poderia ir ao parque com vestes de camareira, e infelizmente não temos traje de passeio para que ela vista se adequadamente.

– Eu providenciei os trajes para essa tarde, se a senhora permitir é claro. – Edward estendeu todas as caixas finas com o vestido, sapatos e chapéu, Bella ficou estarrecida, isso tinha sido premeditado por ele, ele tinha pensado em tudo, em tudo!

– Vejo que o senhor é um homem precavido e pensa em cada detalhe. Tudo bem, eu vou falar com Lady Alice, Isabella, vá para o quarto se trocar e o senhor me acompanhe até a sala, se Alice sairá com vocês, é de bom tom que saiam pela porta da frente, não pedirei que Alice venha até a cozinha, isso já seria absurdo.

Não demorou muito para que Isabella estivesse vestida como uma verdadeira dama, com trajes lindos e muito belos, o vestido azul claro lhe serviu perfeitamente, havia uma par de luvas de renda branca, o chapéu de longas abas que a protegeria bem do sol e os sapatos lhe serviram, parecia até que Edward conhecia seu corpo de olhar.

Os três seguiram pela agitada trilha de Rotten Row, muitos casais passeavam de braços dados, outros alugavam charretes e curtiam o entardecer quente do condado de Clevydon. Alice estava agitada, andava saltitante pelo parque mostrando a Bella cada detalhe, era tudo muito novo para a morena.

Aproveitaram bem à tarde, conversaram sobre o que gostavam, o que não gostavam, Edward queria saber mais sobre as origens de Bella, mas a moça não sabia responder, na verdade, nunca tinha questionado a mãe a respeito de seu pai, sabia apenas que ele a tinha abandonado grávida e que havia morrido de febre tifoide há três anos.

– Eu lembro bem dessa epidemia, minha primeira esposa morreu de febre tifoide.

– Falando em suas ex-esposas, minha mãe me disse o que senhor já se casou três vezes, mas que infelizmente, ou felizmente, elas morreram sem lhe deixar herdeiros?

– São fatalidades da vida, mas se não se importar, não gostaria de falar delas, não me leve a mal, foram mulheres importantes na minha vida, mas que já partiram.

– Eu entendo.

– E você senhoria, sonha em se casar, ter filhos?

– Acho que toda moça sonha em se casar e ter filhos, mas eu gostaria de aprender a ler, toda vez que eu limpo a biblioteca, fico encantada com a quantidade livros que existem lá, queria poder lê-los.

– Pois se nos casarmos, a primeira coisa que lhe farei é contratar um tutor para que lhe ensine.

– Oh! O senhor faria isso? Mesmo?

– Mas é claro... eu vou querer sair com você todos os dias, poderia passar no fim da tarde para pegá-la. O que me diz, assim poderíamos conversar e nos conhecer melhor.

– Eu adoraria poder sair com você todos os dias, mas creio que não será possível, você ouviu mamãe, para sair hoje foi um sacrifício!

– Ela só está preocupada com as aparências e o que as pessoas vão falar, eu sinceramente não me importo, mas concordo com ela, você precisará de roupas apropriadas para os passeios, Alice pode ajudar com isso.

Alice que até então caminhava próximo ao casal, tentando dar um pouco de espaço aos pombinhos, ouviu o seu nome e se aproximou.

– Eu ajudar em que?

– Oh! Alice! Que susto menina! Ajudar a Bella a comprar roupas apropriadas para passeios, pois pretendo busca-la para passear todas as tarde. O que me diz, estaria disposta a gastar um pouco da minha fortuna?

– Jura! É tudo de bom... Ah! Bella você vai adorar, podemos ir na modista e mandar fazer vestido de várias cores para você, ela tem uns desenhos de vestidos da França que são lindos!

– Não Alice, eu não poderia ir na modista, que absurdo, ainda mais com que dinheiro compraria vestidos da modista?

– Ah! Bella, você é tão obtusa! Eu lhe darei o dinheiro, não se preocupe com isso.

– Eu não posso aceitar seu dinheiro, isso já seria loucura.

– É claro que pode e isso não está em discussão. Deixarei com Alice 50 libras esterlinas, acho que será suficiente.

– O senhor ficou louco? 50 libras, quer que eu compre uma dúzia de lojas de roupas!

– Não reclame sim, o que sobrar, a senhorita usa para comprar vestidos para sua mãe, ela também precisará de trajes adequados, pois por certo, meu pai oferecerá um jantar no castelo para lhe apresentar a sociedade.

– Não adianta discutir com o senhor né, dono da verdade.

– Eu sempre tenho razão mocinha. Sempre.

Notas finais
♥ Comentários e Recomendações????? ♥ Até sábado!