Notas iniciais
Amores da vida da tia Patt, sentiram saudades?
~provavelmente não, mas ok~
Então, eu sei que dessa vez demorei mais de um mês pra postar esse capítulo - que eu terminei agora :) - mas tenho bons motivos:
1. Meu pc queimou, morreu de vez!
2. Eu tive que ir comprar outro computador
3. Esse infeliz não veio com o Office ativado! Eu tive que escrever no WordPad, o que não é a mesma coisa u.u
Mas enfim, aqui estou finalmente... Ah sim, e quero agradecer a Aline dos Santos pela recomendação.
Beijos :3

SOB A LUA

Cosette ria.

Eu adorava ouvi-la rir. Era como se eu pudesse sentir o quanto ela estava feliz.

— Ela parece bem feliz — ouvi a voz calma de Luna atrás de mim. Olhei para ela e sorri. — Você também... Não lembro-me de vê-la sorrir dessa forma.

Não a responi a príncipio, estava pensando em algo que pudesse falar quando ouvi-a novamente.

— Quando vamos voltar? — perguntou.

Cruzei meus braços em frente ao meu corpo.

— Amanhã.

— Hermione...

Eu sabia o que ela perguntaria. Era a mesma coisa que meus pais perguntavam-me ultimamente.

— Acho melhor levar Cosette para dentro. Está ficando frio aqui fora...

Ouvi Luna suspirar ao meu lado.

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, levantei-me e fui até Cosette, que brincava com a filha de um dos empregados, chamava-se Elizabeth se não me engano. Ambas rodopiavam tentando descobrir qual das duas caiam primeiro... Estavam nessa brincadeira a horas e, graças a isso, ambas tinham as roupas sujas de terra, mas não pareciam se importar.

— Meninas, acho que já chega por hoje — falei chamando a atenção das duas, e consequentemente ouvindo reclamações delas.

— Mas... Hermione... — murmurou Cosette.

— Está ficando tarde e vocês precisam ir se limparem — disse eu.

Por fim, Cosette abraçou Elizabeth e veio correndo em minha direção.

— Nós podemos ir — disse ela sorrindo.

***

A lua estava cheia e brilhava como nunca.

Eu havia acabado de colocar Cosette para dormir. Estava sem sono e no fim, decidi dar uma volta pelo jardim. Eu não sentia frio, apesar da brisa fria que passava por meu corpo fazendo a camisola de cetim, que eu ganhara de minha mãe pouco antes de meu casamento, esvoaçar atrás de mim.

Por um momento senti-me em uma daquelas histórias de contos de fada. As enormes árvores de carvalho rodeadas por flores delicadas que minha mãe plantara quando eu era criança davam aquele momento um clima diferente. Algo como um sonho.

— Deveria estar dormindo. — Ouvi alguém falar. Um voz conhecida e que pouco se dirigira a mim nestes últimos dias.

Draco...

— Estou... Estou sem sono — murmurei.

Não olhei para ele, apesar de o querer fazer. Draco veio ao meu lado e ficou por um momento em silêncio. Não resistindo ao impulso, olhie para ele e vi que encarava o horizonte vazio. Usava uma roupa simples, a calça e a camisa ambas de linho branco. Os cabelos de Draco, como raramente se era visto, estava desalinhado e os fios loiros esvoaçavam com a brisa...

— Eu também — disse ele. E então sorriu. — Poderiamos juntar nossa insônia, há tempos que quero dar um passeio durante a noite...

— Draco...

— Vamos princesa — ele estendeu sua mão para mim. — Relembrar os velhos tempos.

Não consegui negar isso a ele.

Andavámos entre as árvores, como quando erámos crianças. E, apesar da noite escura, acabei por encontar uma marca antiga, gravada em um velho carvalho — Draco & Mione.

— Sinto falta daquela época — murmurou Draco, encostando-se na árvore. — Às vezes, quando me olho no espelho, sinto-me estranho ao notar que cresci... Que nunca mais acordarei no meio da noite com medo de trovões e poderei ir para o quarto de meus pais...

— Ainda tem medo de trovões? — perguntei, rindo baixinho.

Draco sorriu.

— Sim — admitiu. — Vergonhoso, não?

— Oh! Mas é claro que não — disse eu. — Eu, por exemplo, ainda tenho horror a peixes listrados.

Tão logo disse isso, ouvi as gargalhadas de Draco. Seu corpo parecia dobrar-se entre os risos e, pr mais que eu quisesse recriminá-lo por rir de mim daquela forma, não pude deixar de rir junto consigo.

— Oras! É melhor correr caso não queira levar uns merecidos tabefes — falei entre os risos, e Draco, no instante seguinte, pôs-se de pé corretamente e começou a correr.

Eu não me importava com o frio que aumentava a cada minuto, eu mal o sentia na verdade. O sangue corria rápido por minhas veias mantendo-me aquecida. A única coisa que eu realmente me importava era a grama molhada sob meus pés, a terra que sujava a barra de minha camisola, Draco desafiando-me a pegá-lo... As lembranças que isso me trazia, de quando brincavámos quando crianças e nada mais importava. Quando casamentos eram de mentira, e o máximo que eu precisava realmente me importar era qual seria nossa próxima brincadeira.

Quando finalmente consegui alcançá-lo, tropecei em meus próprio pés e cai sobre seu corpo, levando-o ao chão comigo.

Riamos como loucos.

Levantei-me de cima de Draco e estendi-lhe a mão para ajudá-lo a levantar-se. Nossas roupas, agora, encontravam-se molhadas e sujas de terra e grama. Não importava-me com isso, eu sentia-me feliz, realmente feliz como não me sentia há muito tempo... Mas é claro que isso não poderia durar para sempre.

— Hermione... — A voz de Draco estava mudada.

Ele segurou meu rosto com ambas as mãos e fez-me olhar para ele. Diretamente para seus olhos.

— O que você...? — Comecei.

— Soube que irá voltar para casa mais cedo. — A voz de Draco era apenas um sussurro. Ele suspirou. — Eu sei Hermione. Sobre seu casamento, as traições... Sei que a mãe do Potter está em sua casa...

— O que?! — Eu não conseguia acreditar que aquilo estavaa acontecendo, era como se a magia que envolvesse-nos naquele momento se desfizesse. — Draco...

— Perdoe-me Hermione, mas...

— Preciso ir Draco — murmurei, num tom quase inaudível. Soltei-me e dei meia volta, então senti meu pulso sendo agarrado. — Draco, por favor, deixe-me ir.

— Você não precisa voltar — disse ele.

— Você não entende... — murmurei.

Ele virou-me, deixando-me de frente consigo.

— Explique-me — pediu ele. — Eu conheço você Hermione, sei que esse não é o casamento com o qual sempre sonhou...

— Não, não é... Mas é o que tenho. E não a mais volta.

— Está enganada... — murmurou ele, com um suspiro derrotado. Por um instante, pensei que o ouviria fazer um discurso sobre o assunto, detalhando cada motivo pelo qual eu não deveria voltar... Mas não. Ele simplesmente me soltou e, sem dizer mais nada, deu-me as costas e voltou para casa, deixando-me ali sozinha.

***

A manhã estava fria.

Cosette estava ao meu lado. Ela vestia um de seus novos vestidos que ganhara de meus pais. Eu sentia o leve tremor de suas mãos, e percebi o quanto ela esforçava-se para não demonstrar nervosismo.

— Vai ficar tudo bem — falei, abaixando-me ao seu lado e dando um beijo em seu rosto.

Ela sorriu.

Luna apareceu logo depois. Então, após uma longa despedida já que meus pais recusavam-se a deixar-me ir embora sem antes repetirem milhares de vezes as mesmas coisas, fomos em direção a curruagem. Devo admitir que, durante esse tempo, esperei que Draco viesse ao menos se despedir de nós... mas ele não apareceu. O vi apenas quando entrava na carruagem e olhei novamente para meus pais. Ele estava lá, atrás deles. Não sorria, apenas nos olhava e por fim, deu um leve aceno.

Logo depois já estávamos voltando para casa.

Notas finais
Se ainda tiver um sobrevivente por ai, fale comigo :D