O Duque (Sendo Reescrita)
28 Decisões Parte I
Notas iniciais
Bem, sinto muito pela extrema demora...Isso não era pra ter acontecido, mas, como quase ninguém sabe, meu antigo pc queimou e então tive que comprar outro - e quando o antigo queimou, perdi todas as histórias, e os capítulo que já estavam prontos. Bem, em algumas fics não consegui continaur a escrever já que não tinha a história do começo e acabava sempre me contradizendo - eu vi isso qaundo a internet voltou, então vou reeescrever alguns - Ah é! Teve esse problema de falta de internet já que minha mãe tem a grande mania de não pagar a conta no dia certo e ai acabam cortando e então ela paga e demora mais uns dias pra voltar... Dessa vez a culpa foi do meu irmão, que conseguiu ferrar todas as contas de casa, além do que eu tive que comprar um óculos - É, descobri que tenho miopia, legal não? :/
Mas, agora que estou de férias, vou tentar atualizar todas as fics ok.
Espero mesmo que me perdoem...
Ps: Espero que ainda tenha alguém lendo a fic...
Ps²: Capítulo sem nome, por que eu esqueci mesmo u.u
Beijos...
DECISÕES
PARTE I
A respiração suave e regular de Cosette ajudava-me a me concentrar no que enfrentaria.
Nas poucos horas da noite anterior em que consegui dormir, minha mente, inconscientemente, me passou cada uma das possíveis reações que Severus poderia ter ao ver Cosette — da aceitação imediata à recusa. Entretanto, independentemente de sua escolha, eu já havia me decidido e não voltaria atrás.
— Está nervosa. — dissera Luna, assim que subimos na carruagem. — Tem certeza de que quer mesmo continuar?
Olhei em seus grandes olhos azuis.
— Sim, Luna — respondi. — Está na hora de voltar para casa...
Não conversamos mais e, por fim, acabei por adormecer junto a Cosette.
***
Luna me acordou horas depois.
— Estamos chegando — disse ela.
Ao longe, eu já podia ver a enorme construção que vagamente lembrava um castelo. Pouco a pouco, os muros da propriedade ficavam cada vez mais perto. Por um instante, senti que já não estava tão preparada como imaginara estar. Sentia receio da possível reação de Severus...
Olhei para meu colo, Cosette ainda dormia.
— Estou com medo — sussurrei, para ninguém específico.
Luna sorriu. Ela sempre sorria quando não sabia o que falar...
Cosette acordou pouco antes de chegarmos. Eu via seus olhinhos bicolores brilharem ao ver a paisagem pela janela.
Estávamos mais perto.
Passamos pela última curva e, então chegamos aos grandes portões de ferro da propriedade. Cada segunda parecia passar com estrema lentidão, conforme nos aproximávamos cada vez mais. A casa erguia-se imponente a nossa frente.
O cocheiro parou em frente à casa, retirando nossas malas e ajudando-nos a descer em seguida. Mal sai da carruagem, as portas foram abertas com violência.
Severus
Logo Dino, um dos empregados da casa, veio para levar minhas malas. Severus continuava na mesma posição, olhando-me fixamente. Percebi Cosette escondida atrás de mim e, pelo que pude notar, ela parecia estar com medo.
— Venha Cosette — falei, pegando-a no colo.
Cosette passou seus braços ao redor de meu pescoço, apertando-o com mais força do que eu julgara que ela possuía.
— Está tudo bem — sussurrei para ela.
A cada degrau que eu subia, sentia como se meu coração estivesse prestes a explodir em meu peito. Era como se todo ar a minha volta pesasse, me sufocando, fazendo Cosette parecer mais pesada em meus braços. Por fim, cheguei até Severus. Sua expressão era indescritível. Eu não conseguia saber o que ele pensava.
— Resolvi voltar mais cedo. — Foi a única coisa que eu consegui pronunciar.
Não esperei que Severus dissesse qualquer coisa. Por um instante olhei em seus olhos, mas logo desviei e atravessei a porta.
Passei pelo hall em direção as escadas. No entanto, pude ver, na sala de visitas, Dumbledore sentado em uma poltrona enquanto ria de algo — provavelmente dito por ela. Era impossível não notar os cabelos ruivos, cuja dona encontrava-se de costas para mim. Sei que Dumbledore notou minha presença, uma vez que cessou seu riso e levantou-se cumprimentando-me. Com uma leve aceno de cabeça, devolvi-lhe o cumprimento e, após isso, segui em direção à meu quarto.
Tão logo cheguei ao quarto, não se passaram sequer dez minutos até que eu ouvisse batidas na porta seguidas da voz de Luna, dizendo-me que Severus me esperava em seu escritório. Claro, senti certo receio de deixar Cosette sozinha em um lugar estranho para ela, de forma que pedi a Luna que lhe fizesse companhia enquanto eu conversasse com Severus. Luna concordou de bom grado, então apenas dei um beijo em Cosette e sai de meu quarto.
Parei no meio do corredor, tentando me acalmar, tentando adivinhar a reação de Severus...
Voltei a andar após não chegar à conclusão alguma.
A cada passo eu me aproximava mais. E, por fim, encontrei-me em frente a porta — reuni toda coragem que possuía naquele momento e a abri.
De certa forma, não tive surpresa alguma ao notar que Severus não estava sozinho. A sua direita, sentado à sua frente, estava Dumbledore. Ele suspirava enquanto tomava uma dose de uísque. E, a sua esquerda, a seu lado, estava Lílian. Ela vestia um vestido verde-claro, com um decote que deixava seus seios à mostra e a cintura marcada onde era possível ver uma pequenina elevação, onde uma de suas mãos acariciava enquanto me olhava.
Em apenas um segundo, senti todo meu receio transformar-se em raiva.
— O que quer? — perguntei a Severus, sem me aproximar mais do que o necessário.
— Sabe que precisamos conversar, Hermione — disse ele, apoiando os cotovelos na mesa e entrelaçando seus dedos a sua frente.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ouvi outro longo suspiro de Dumbledore, que levantou-se e foi para o lado de Lílian, pegando-a pelo braço.
— Devemos deixá-los conversar em paz —disse ele, enquanto Lílian o mandava largá-la. — Afinal, eles são casados, portanto que se resolvam!
— Mas...
— Eu sou a esposa dele, e não você — falei, controlando-me para não gritar. Céus! Eu estava tão irritada... — Portanto, seja educada e saia!
Após lançar-me um gélido olhar, deixou-se ser levada por Dumbledore sem mais nenhuma reclamação.
Fiquei olhando-os até a porta ser fechada novamente. Virei-me, então, para Severus. Ele estava em silêncio, de cabeça baixa.
— Vou adotá-la, Severus — murmurei. Não sei se falei baixo demais, já que ele sequer se moveu. Respirei fundo. — Severus...
— Fico feliz de ter voltado mais cedo — disse ele. Então ergueu a cabeça e olhou para mim. — Não sabe a vontade que tive de ir à casa de seus pais trazê-la de volta, nem que fosse a força...
— O que...
— Quanto a criança, creio que isso fosse algo que devêssemos decidir juntos — falou. — Não é algo tão simples Hermione. Não pode simplesmente trazer uma criança para morar conosco... E se ela tiver uma família? Não sabe sequer de onde ela veio.
— Encontrei Cosette por acaso, ela própria me confirmou que não tinha família, morava na rua a muito tempo. — Sentia-me nervosa. Severus não iria querer tirá-la de mim, não é? —Não importa o que diga, vou adotá-la... Não a deixarei voltar paras ruas.
— Hermione...
— Se não aceitá-la, não terei outra escolha a não ser pedir a anulação de nosso casamento.
Logo que disse isso, Severus olhou-me como se eu estivesse louca.
— Mamãe ficaria terrivelmente chateada caso me divorciasse, contudo, nosso casamento jamais foi consumado e, uma vez que isso seja provado, tenha plena certeza de que posso conseguir uma anulação — falei.
Severus levantou-se, vindo em minha direção. Seus olhos brilhavam com uma fúria contida.
— E o que, que mal lhe pergunte, a faz crer que a deixarei? — perguntou ele.
— Não há nada que nos ligue um ao outro — respondi.
— Então o principal motivo disso tudo é o filho que Lílian está esperando...?
Sem que eu percebesse, Severus me encurralara contra parede e, conforme falava, pressionava seu corpo contra o meu.
— Claro que não... — respondi rapidamente.
— Hermione...
— Tenho um carinho muito forte por Cosette, como se fosse realmente minha filha... Vou adotá-la, Severus. — Por um instante, não tive coragem de olhá-lo nos olhos. — Não me obrigue a escolher entre vocês.
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