O Duque (Sendo Reescrita)

8 O resultado da traição


Notas iniciais
Olá minhas queridas - eu acho que não tem nenhum garoto lendo a fic, se tiver, manifeste-se.
Eu ia postar essa cap sábado, mas não deu, já que se apossaram do meu computador enquanto eu tomava banho ¬¬... parentes que não tem nada pra fazer no fim de semana...
Bem, espero que gostem do capitulo *-*

O RESULTADO DA TRAIÇÃO


— Não. — respondi, minha voz saiu pouco acima de um sussurro. — Não vou ter um filho com você.

Como eu esperava sua expressão não se alterou. Ele continuava com a expressão superior e os olhos frios. Na verdade ele parecia pouco se importar com minha decisão, parecia que eu era apenas um de seus negócios que pouco importava a ele conseguir sucesso ou não.

Eu estava ainda mais certa de minha decisão. Jamais iria querer ter filhos com alguém tão desprovido de sentimentos como ele.

— Bom... — disse ele. — Foi apenas uma proposta... Caso queira reconsiderar, precisara apenas falar comigo.

Então se levantou e saiu, deixando-me sozinha.

Eu não sabia descrever o que sentia naquele momento. Parecia uma solidão profunda, que tomava conta de todo meu ser. Eu sentia-me abandonada, desiludida, desesperada... Eram tantos sentimentos ruins, que não sei como não me joguei da janela de meu quarto e acabei com tudo. Talvez fosse a réstia de esperança que eu fazia questão de guardar dentro de mim, esperança de que eu fosse feliz um dia.

Talvez fosse por isso que eu seguia em frente. Aguentava a essas situações em que Severus me deixava. O único fio de esperança me prendia a esse mundo, a essa vida, esse casamento de aparências...

Sinto-me perdida.

***

O vento gélido entrou pela janela completamente aberta de meu quarto. Estava frio aquela manhã. Eu continuava com a mesma roupa do dia anterior. Não sei dizer a hora em que dormi, talvez uma ou duas horas depois de minha conversa com Severus provavelmente. Notei que estava coberta, com certeza Luna estivera em meu quarto depois que adormeci e cobriu-me para que não sentisse frio durante a noite.

Eu não queria descer e encarar Severus, mas me sentia fraca, já que não comera praticamente nada no dia anterior. Minha cabeça doía assim como cada membro do meu corpo.

Tentei levantar de minha cama, mas uma forte vertigem se apoderou de mim, fazendo-me buscar apoio em minha penteadeira. Levantar não fora uma boa ideia. Com um pouco de dificuldade, voltei para cama. Outra rajada de vento entrou no quarto, fazendo com que todo meu corpo se arrepiasse. Eu não entendia o fato de Luna ter me coberto enquanto dormia, e deixara a janela aberta, apesar do frio que fazia. Não fazia muito sentido.

Pouco depois voltara a dormir.

Ao menos nos sonhos, eu era quem eu quisesse ser. Eu podia ser feliz, embora minha realidade fosse completamente diferente.

***

Sentia-me sendo balançada por alguém. Abri os olhos lentamente. Logo a imagem de Luna apareceu em meu campo de visão. Ela parecia preocupada. Uma de suas mãos estava em minha testa.

— Por Deus, está ardendo em febre. — disse ele, parecendo bem aflita.

Não prestei muita atenção a isso, minha cabeça doía. Parecia que se partiria ao meio.

— Lu-Luna — minha voz saiu fraca e rouca. Eu sentia frio.

Apertei mais minhas cobertas contra meu corpo. Luna levantou-se e saiu do quarto, voltando segundos depois acompanhada de ninguém mais, ninguém menos que Severus.

Ele olhou para mim e, pela primeira vez e talvez única, vi preocupação em seus olhos. Ele estava preocupado comigo.

Meus olhos ardiam. Minha cabeça doía. Minha pele estava quente, mas ao mesmo tempo eu estava com frio.

— Ela está com febre senhor. — disse Luna. — Além do mais não comeu nada ontem, nem hoje.

Severus colocou sua mão em minha testa.

— Você não está nada bem. — disse ele, acho que foi mais para ele mesmo do que mim. — Peça para chamarem o doutor Lupin. — pediu ele.

— Sim senhor. — disse, e saiu.

Encolhi-me ainda mais na cama.

Não me lembro de mais nada, pois acabei adormecendo novamente.

***

Quando abri os olhos, vi Luna ao lado da cama com um bandeja de comida nas mãos.

— Você precisa comer. — disse ela. — Está muito fraca.

— Eu não estou me sentindo bem. — falei. Minha voz saiu arranhando minha garganta.

Luna sorriu.

— Você só tem que comer e descansar. — disse ela. — Ao menos foi isso que o médico falou.

— Médico? — perguntei.

— Sim. O senhor me pediu para buscá-lo, já que você não parecia nada bem. — respondeu. — Ele examinou-a enquanto dormia.

Sorri. Um sorriso falso, mas ainda sim um sorriso.

Luna ajudou-me a sentar-me na cama. Meus olhos ainda ardiam, e isso me incomodava profundamente. Luna permaneceu sentada ao meu lado até que eu terminasse de comer. Ela era tão rígida quanto Severus quando queria. Chegava a ser assustadoramente engraçado.

Depois que terminei de comer, Luna me deixou sozinha depois de dizer pela milésima vez que eu deveria dormir e que não me levantasse e que se precisasse de qualquer coisa era preciso apenas chama-la.

Senti-me uma inválida.

Luna saiu, deixando-me sozinha novamente.

Depois de horas, senti-me entediada. Eu ainda estava um pouco mal, mas ainda sim quis andar um pouco, tomar um ar. Nunca fui uma boa doente, nunca tive paciência para ficar em repouso.

Levantei-me e coloquei meu robe negro sobre minha camisola branca de linho. Desci devagar, para não alertar ninguém de minha presença e ter que voltar para o quarto. Fui em direção à biblioteca, um dos meus lugares favoritos nessa casa. Abri a porta devagar, já que não tinha muitas forças. Eu já tinha em mente o livro que queria.

No momento em que ouvi vozes, vozes conhecidas, foi como se voltasse no tempo. Mais precisamente para o dia do meu casamento.

Severus e Lílian Potter estavam ali. Mas a conversa dessa vez, era ainda mais, como poderia dizer... traumatizante, do que quando descobri o caso dos dois? Sim, certamente era.

— Sev, eu não sei o que fazer. — disse ela. — Não pudemos conversar, já que James veio comigo.

— E o que você queria me contar? — perguntou ele, com a voz transbordando de preocupação. — Por favor, seja rápida. Tenho que ver como Hermione está...

— Her-Hermione? — perguntou ela, um pouco surpresa. Eu também estava.

— Sim, ela está doente. — disse Severus. — Não posso deixá-la sozinha, não é? Apesar de tudo, Hermione é minha esposa.

— Tudo bem — disse a Sra. Potter, parecendo um pouco confusa. Ela respirou fundo. — Estou grávida Sev. E não é do James. — falou.

Meu coração parou naquela hora.

— Como é? — perguntou Severus, claramente transtornado.

— Estou grávida. — repetiu.

Apoiei-me em uma pequena mesa que ficava no canto da parede e acabei derrubando um pequeno vaso de flores sem querer.

Olharam pra mim no mesmo instante.

— Hermione — disse Severus, quase num sussurro. — Eu...

— Não. Diga. Nada. — pedi, pausadamente.

Eu queria correr. Sair dali e ir par qualquer lugar. Mas minhas pernas me traíram. Levaram-me até a poltrona que havia a poucos metros de mim e me sentei. Fiquei olhando para nenhum ponto especifico, era como se eu estivesse em um transe.

— Lílian, você poderia... — começou Severus. Sua voz era baixa e preocupada.

— Conversamos depois. — disse ela. Então saiu.

Ficamos apenas nós dois ali.

Severus veio até mim e ajoelhou-se a minha frente.

Ele colocou a cabeça em meu colo.

Parecia chorar, embora eu achasse que isso fosse impossível.

Seria engraçada, se não fosse tão... trágica, a situação em que estávamos. Severus havia me proposto termos um filho, e eu me negara. Agora ele seria pai de qualquer forma. Pai de um filho de Lílian Potter.

Por que esse tipo de coisa acontecia comigo?

Sem que eu percebesse, minhas mãos estavam nos cabelos de Severus, acariciando-os, embora minha vontade interior fosse estrangulá-lo até faltar-lhe ar.

— Perdoe-me. — a voz de Severus era tão baixa e tão melancólica, que me fez chorar.

Eu não merecia passar por isso...


Notas finais
Achei tristemente fofo o final.
As vezes acho que sou incrivelmente má coma Hermione, mas ai lembro que eu sempre sou assim, então me perdoo por ser má... isso não faz muito sentido.
¬¬
De qualquer forma, gostei dele.
Deixem a opinião de vocês.
Comentem, Recomendem a fic...
Próximo cap ainda essa semana, se não se apossarem do meu baby de novo, especialmente meu irmãozinho viciado em facebook.
Bjus, Patt.