O Duque (Sendo Reescrita)
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Notas iniciais
Bem, acabei de escrevê-lo, então me desculpem qualquer erro, e espero que gostem *-*
LEIAM AS NOTAS FINAIS, TEM UMA PEQUENA PERGUNTINHA OK.
RECOMEÇAR
— Perdoe-me. — a voz de Severus era tão baixa e tão melancólica, que me fez chorar.
Eu não merecia passar por isso...
Não soube o que dizer.
Severus passou os braços ao redor de minha cintura e a apertou com força. Eu realmente poderia jurar que ele chorava, mas, minutos depois quando ergueu a cabeça, olhei em seus — não havia nenhum sinal de lágrimas.
— Perdoe-me. — pediu ele novamente.
E novamente não pude lhe responder.
Severus tocou meu rosto delicadamente. Mantinha sua expressão séria e, ao mesmo tempo, ainda parecia triste e preocupada.
Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Severus passou os braços em torno de mim e me ergue em seu colo. Talvez fosse o choque da notícia ou a dor desconhecida em meu peito que me impedia de dizer qualquer coisa naquele momento. Agarrei-me a camisa negra de Severus e escondi meu rosto na curva de seu pescoço. Minhas lágrimas molhavam sua pele exposta e sua roupa. Ele me apertou mais em seus braços e saiu da biblioteca.
Não prestei atenção em nada ao redor, apenas sabia que não estávamos indo para o meu quarto. Era a parte mais fria da casa, eu havia estado por aquele lado apenas uma vez, por pura curiosidade...
Ouvi Severus abrir uma porta.
Uma onda de calor chegou a meu corpo, arrepiando minha pele.
Severus colocou-me deitada em uma cama macia, os lençóis eram negros e quentes. Não me preocupei em olhar em volta, sabia que aquele era o quarto de Severus.
Assim que ele me colocou deitada, encolhi-me em um canto, abraçando meus joelhos, sentindo as lágrimas correrem por meu rosto.
Senti o colchão se movendo ao meu lado, as cobertas sendo colocadas sob meu corpo encolhido e as mãos de Severus fazendo carinhos em meu cabelo.
Ele deitou-se ao meu lado e puxou meu corpo de encontro ao seu. Não o impedi. Naquele momento eu precisava daquilo. Deitei minha cabeça em seu peito e ouvi as batidas aceleradas de seu coração. Naquele momento percebi que aquela era a primeira vez que eu estava naquela situação tão... intima com meu marido. Era reconfortante, e, de certa forma, me fazia esquecer-se de Lílian Potter.
Coloquei minhas mãos ao lado de meu rosto, sentindo a textura do tecido sob minha pele, o coração ainda mais acelerado. Severus mantinha a mão firme em minha cintura, deixando-me como que presa a ele.
Adormeci daquela forma.
***
Abri os olhos devagar.
Não reconheci o lugar onde estava a princípio, então me lembrei do que ocorrera. Eu estava no quarto de Severus, depois de saber que Lílian Potter teria um filho dele... o filho que eu recusara.
A dor em meu peito voltara.
Virei-me na cama e vi-me sozinha. Ele me deixara. Meus olhos encheram-se de lágrimas, entretanto, eu não queria derramar nenhuma delas.
— Hermione. — ouvi a voz baixa e rouca de Severus.
Sentei-me na cama e olhei para frente.
Lá estava ele, sentado em uma poltrona negra, com um copo nas mãos, olhando para mim.
Não dissemos nada quando nossos olhos se encontraram.
— Precisamos conversar. — disse Severus, quebrando o silêncio.
E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele saiu de sua poltrona e veio até a cama, sentando-se ao me lado e pegando minhas mãos. Suas mãos estavam frias.
— Não é necessário. — falei, pouco acima de um sussurro. — Você não... — engoli em seco. — Não me deve satisfação.
Severus tinha os olhos semicerrados. Tocou meu rosto lentamente.
— Você é minha mulher Hermione. — disse ele. — Você tem todos os direitos... Especialmente sobre isso.
Olhei para os lençóis negros de sua cama.
— Podemos ser casados, mas não sou sua mulher Severus. — falei. Ele parou os movimentos em meu rosto, segurou meu queixo e ergueu meu rosto, fazendo olhar para ele.
— Poderia ser. — disse baixinho.
Olhei-o incrédula.
— Por quê? — perguntei. — Você já tem o que quer.
— E o que é? — perguntou ele parecendo confuso.
— Lílian Potter... e um filho. Um herdeiro. — respondi, baixando a cabeça novamente. — Podem ficar juntos agora.
Severus obrigou-me novamente a olha-lo. Seus olhos continham uma fúria contida desconhecida.
— Eu nunca quis ter filhos Hermione, apenas com você. — disse ele. — Apenas por você. Nunca me passou pela cabeça ter filhos com qualquer outra pessoa, nem mesmo Lílian. — Severus voltou a acariciar meu rosto. Eu não sabia o que pensar diante de sua declaração. — E quanto a ficar com ela, talvez você devesse saber que não estamos mias juntos há algumas semanas.
— Não? — perguntei. Uma parte de mim ainda não acreditava nele.
Severus sorriu. Fora primeira vez que o vira sorrir.
— Nunca mais. — disse ele. Eu sorri. — Você é minha esposa Hermione. Se for para construir uma família será com você. Apenas com você.
— E seu filho? — perguntei. Uma vozinha em minha cabeça me perguntava o porquê de eu falar sobre isso justo agora.
— Primeiramente, eu tenho que ter certeza de que o filho é realmente meu. — disse ele um pouco pensativo. Então o filho poderia não ser dele? — Embora eu acredite que possa não ser meu, há uma pequena chance de ser verdade... — Severus olhou-me diretamente nos olhos. Suas íris negras pareciam ver minha alma. — Você me deixaria se esse filho for meu? — perguntou ele.
Não entendi sua pergunta.
— Não sei. — respondi. — Você se separaria de mim para ficar com ela, não é?
Severus passou seus dedos frios por meus lábios.
— Não. — respondeu ele confiante. — Ao menos que você queira.
Pensei...
— Por que está agindo assim? — perguntei.
Severus sorriu novamente.
— Você me atrai. — disse ele. — Embora no começo me irritasse profundamente, com o tempo sua presença ficou mais, como posso dizer... permanente no meu dia-a-dia, é como se você estivesse em cada canto dessa casa a todo momento. E por mais que eu quisesse negar, isso mexe comigo. Você me afeta, não de uma forma ruim, mais diferente do que qualquer outra pessoa tenha afetado algum dia de minha vida. Você é diferente Hermione.
De certa forma, poderia se dizer que, às vezes, eu me sentia dessa forma em relação a ele, embora negasse com todas as minhas forças. Severus também me afetava.
— Vamos começar do zero. — pediu ele. — Da onde realmente devíamos ter começado.
Sorri diante de sua proposta. Essa não parecia tão absurda quanto à outra.
Aproximei-me lentamente dele, não sei de onde tirei coragem, juntei nossos lábios. Foi como se fosse nosso primeiro beijo. Nosso beijo de casamento. Devíamos começar por ai.
Severus passou os braços por minha cintura e puxou-me contra seu tórax. Não o deixei levar isso adiante. Afastei-o gentilmente e toquei seus lábios úmidos com a ponta dos dedos. Dei-lhe um beijo na bochecha e me levantei, sentindo o chão frio contra meus pés.
Olhei em seus olhos.
Ele sorriu.
— Agora você me conquista. — falei num sussurro. Beijei-o novamente e sai do quarto, sentindo meu coração disparado e minhas pernas bambas.
Notas finais
Comentem e, bem, alguém poderia recomendar a fic???
E a propósito, vocês querem que o próximo cap seja narrado por quem? Severus, Luna ou Hermione???
Bjus.
Patt.
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