O Duque (Sendo Reescrita)

21 Não se esqueça de mim


Notas iniciais
Então? Sentiram saudades?
~le várias pedras voando em minha direção~
Er... depois de muito, muito, muuuuuito tempo, aqui está um novo capítulo. Então, agradeçam a Amandinha Snape (Amanda ^^) por ter escrito a maior parte dele, se não fosse por ela, ele teria demorado mais ^^
Agora, vamos ao capítulo ^^

NÃO SE ESQUEÇA DE MIM

— Não posso expulsá-la e deixá-la à própria sorte — disse Severus novamente. — Por favor, entenda-me. Lilian está grávida, não posso deixá-la sozinha nesse momento.

Eu queria tampar meus ouvidos e cantarolar, como fazia quando criança e não queria ouvir algumas coisas. Talvez eu parecesse infantil ao desejar isso, mas eu não me importava. Eu preferia parecer infantil ao continuar ouvindo-o falar daquela forma... amorosa sobre ela.

— Por favor, Severus, não a quero aqui. Será que não entende isso? — perguntei.

— Não será por muito tempo.

Suspirei derrotada.

Eu queria poder fazê-lo entender o que eu estava sentindo por ter que conviver com aquela que, até pouco tempo atrás, era sua amante. Mas Severus parecia irredutível. Era como se ele tivesse obrigação de fazer qualquer coisa por ela.

Severus andou até mim e segurou meu rosto entre suas mãos.

— Apenas por duas semanas — disse ele, olhando em meus olhos. — Eu prometo.

Eu não conseguia encará-lo.

Sentia-me traída. Mais uma vez ele preferira a ela. Entretanto, diferente de todas as outras vezes, agora parecia pior. Doía como se fosse um ferimento em meu corpo... Lembrei-me então de minha mãe, e fiz um pedido.

— Severus, posso lhe pedir uma coisa? — perguntei, controlando minha voz, tentando mantê-la em um tom neutro.

— Peça Hermione.

— Não quero ficar aqui esses dias. Não me sinto bem. Não com ela aqui.

Severus franziu o cenho, olhando-me confuso.

— Mas, Hermione, para onde queres ir? — perguntou ele.

— Para casa de meus pais. Me sentirei melhor lá.

— Mas...

— Por favor, Severus — falei, interrompendo-o.

Severus passou a mão entre os cabelos e virou-se de costas para mim.

— Posso pensar e depois lhe responder? — perguntou ele.

— Sim. Pode.

Então Severus saiu do quarto, deixando-me sozinha com os meus pensamentos. Lílian era mãe do seu filho, seu herdeiro, claro que ele iria deixá-la ficar aqui.

Me deitei em minha cama, e, alguns minutos depois, como se lessem meus pensamentos, Luna apareceu no quarto, sentou-se ao meu lado e começou a acariciar meus cabelos por um bom tempo.

Passaram-se minutos, horas, e quando percebi, já era noite, e escutei Severus me chamando para jantar.

Desci, e fui para a sala de jantar, onde já se encontrava Lílian, que quando me viu, perguntou com um olhar cínico:

— Já está bem, Hermione. Não lhe vi o dia todo... — Eu simplesmente já não suportava o som de sua voz.

— Já sim — lhe respondi, lançando lhe, inconscientemente, um olhar de puro ódio. — Obrigada pela atenção.

Me sentei à mesa, e jantei em profundo silêncio. Como uma lady, me levantei, pedi licença e disse que já voltaria para meu quarto. Havia acabado de dar as costas aos dois, quando escutei Severus me chamando.

— Hermione, você poderia acompanhar-me até meu escritório? — perguntou ele.

— Posso sim. Com licença — disse dirigindo-me a Lílian.

Severus levantou-se e juntos fomos em direção a seu escritório

— Sente-se Hermione — disse ele, após fechar a porta.

Me sentei à frente de sua mesa, e Severus logo sentou-se em lugar costumeiro.

— Pensei sobre seu pedido Hermione, e vou deixar você ir.

Sorri, embora desejasse que ele me dissesse que mandaria Lílian para outro lugar e não me deixaria ir.

— Muito obrigado Severus, mas gostaria de pedir mais uma coisa.

— Pode pedir Hermione — disse ele.

— Gostaria que Luna fosse comigo.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos.

—Tudo bem — disse por fim. — Quando planeja ir? — perguntou.

— Amanhã — respondi. — Queria poder ir nesse exato momento, mas já está tarde e a estrada é perigosa à noite.

— Sim... Claro — disse ele. — Amanhã terá uma carruagem a sua espera, ás 7:00.

Mordi meu lábio inferior e desviei meus olhos dos seus.

— Obrigada Severus — falei, com a voz tão baixa que não tenho certeza de que ele foi capaz de me ouvir. — Gostaria de pedir licença, pois estou cansada. Boa noite, Severus.

Levantei logo que acabei de falar.

— Boa noite, Hermione — ouvi-o falar, enquanto aproximava-me da porta.

Saí do escritório e, ao passar pela porta da sala de jantar, percebi que Lílian ainda esperava Severus na mesa de jantar. Sem olhá-la, subi as escadas e voltei a meu quarto, me despi, botei uma camisola e dormi.

Acredito que, depois de muito tempo, essa foi a primeira noite em que não tive pesadelos.

***

Levantei com os raios do sol entrando por minha janela e batendo em meu rosto. Fui tomar banho e, quando terminei, Luna estava a minha espera, para me ajudar a me vestir. Escolhi um vestido azul, simples. E eu, logo depois de Luna, desci as escadas onde vi Severus tomando café-da-manhã na companhia de sua hóspede. Quando me viu, parou no mesmo instante e levantou-se, deixando Lílian sozinha a mesa, e veio em direção para conduzir-me até a mesma. O café-da-manhã fora, como o esperado, extremante silencioso.

Assim que terminei, levantei-me. Não tive coragem de me despedir de Severus em frente a Lílian, então apenas sai, sem perceber que Severus se levantara e me seguia.

— Hermione — chamou ele, fazendo-me parar a poucos metros de onde encontrava-se a carruagem. — Quero que fique com isso. — Ele pegou uma caixinha retangular de veludo negro, abriu-a e mostrou-me o lindo colar prateado que continha um pequeno e delicado pingente azul que, por coincidência, combinava perfeitamente com meu vestido. — Espero que isso lhe ajude a lembrar-se de mim — disse, colocando-o em meu pescoço. — Sei que não sou uma boa pessoa em todos os momentos, por isso quero pedir-lhe perdão.

— Severus... — comecei, sendo interrompida por sua voz rouca e novamente indiferente.

— Hermione, a carruagem quer sair — disse ele, olhando-me diretamente nos olhos. Ele me levou até ela e, parando em frente a porta, inclinou-se para frente. Por um momento, fechando os olhos, pensei que fosse me beijar, mas então senti seus lábios em minha testa. — Até daqui a duas semanas.

Logo em seguida, ele me ajudou a subir na carruagem e, quando já estava acomodada, a carruagem saiu.

Segurando o pequeno pingente de meu novo colar, comecei a pensar nas palavras ditas por Severus há poucos minutos...

— Está certa disso? — ouvi Luna perguntar-me. — Ainda podemos voltar atrás...

— Não — respondi, ainda segurando o pingente. — Não poderia ficar lá...

— Mas...

— Você irá adorar — falei, interrompendo-a. — É lindo lá.

Luna apenas me olhou por algum tempo, logo desviando seus olhos azuis para janela, vendo a paisagem passando a nossa volta.

Passei toda viagem segurando em minha mão o pequeno coração duro e gélido... Assim como eu imaginara ser o coração de Severus.

Notas finais
Digam o que acharam - TODOS VOCÊS DE PREFERÊNCIA!
Bom, só pra saberem, estou com 97 leitores - NOVENTA E SETE!
E NEM A METADE SE MANIFESTA!
O que quer dizer que a maioria não se importa nem um pouco se o capítulo seguinte vai demorar um ou seis meses (Um beijo as meninas que estão comigo desde o começo *----*) Fala sério, custa dizer o que estão achando da bendita da história?!
Mas okay, é APENAS pelas minhas adoradas meninas que eu continuo a fic u.u
Beijos flores ~le mostrando língua pros espíritos vagantes~ Até o próximo ^^