O Duque (Sendo Reescrita)

22 Um retorno ao passado - Parte 1


Notas iniciais
Viram. Sou uma boa pessoa ^^
O capítulo ficou menor do que era pra ser, mas isso tem uma explicação muito boa - Queria deixar você curiosas ^^
Era sim pro Draco aparecer realmente nesse capítulo, mais resolvi deixar esse misteriosinho no ar...
E, antes que me esqueça, esse capítulo é dedicado à Biby Canne (E consequentemente o próximo também, já que são um só e eu só fui má em dividi-los)
Ah sim, agora vamos ao capítulo.

UM RETORNO AO PASSADO

PARTE 1

Estava próximo ao meio-dia quando nos aproximávamos da casa de meus pais... minha casa.

Aos poucos, conforme nos aproximávamos, o enorme casarão onde passei a maior parte de minha vida aparecia por detrás das árvores em toda sua imponência e elegância. Apenas naquele momento percebi a falta que senti daquele lugar. Lembranças felizes do passado vieram a minha mente... Dos dias em que passava horas brincando com os filhos dos empregados no jardim. Quando não havia preocupação. Quando eu era apenas Hermione, a garota que gostava de subir em árvores e brincar em meio à chuva.

— É lindo — ouvi Luna dizer, tirando-me de meus pensamentos. Ela olhava pela janela, raios de sol entravam pelas frestas batendo em seus cabelos loiros deixando-os ainda mais dourados e brilhantes.

— Sim — concordei. — É lindo.

Ambas olhávamos juntas para fora, até que a carruagem parasse em frente ao enorme casarão de minha família.

O cocheiro, um homem já de certa idade com cabelos brancos misturando-se os fios cobre, abriu a porta e ajudou-nos a descer. Tirou nossas malas de sua carruagem e as colocou ao nosso lado. Então, após o pagamento, se foi, deixando-nos ali.

— Venha Luna — chamei-a, fazendo-a desviar sua atenção dos grandes carvalhos que havia ali. — Papai e mamãe ficaram felizes em nos ver.

***

Apesar de tanto tempo ter-se passado, tudo continuava igual. Meus vestidos de quando era criança, minhas amadas bonecas de porcelana, meus sapatos, meus livros, as fotografias espalhadas pelas prateleiras... Era como se eu nunca tivesse saído dali.

Mamãe e papai ficaram realmente surpresos ao me ver. Obviamente não esperavam me ver depois de semanas sem noticia alguma, ainda mais com minhas malas e uma empregada ao meu lado. O primeiro pensamento de mamãe foi achar que eu havia abandonado Severus, o que resultou em um longo interrogatório, onde evitei contar todos os detalhes por trás de minha visita repentina. Eles não precisavam saber sobre os últimos acontecimentos, embora, infelizmente, mamãe houvesse escutado alguns boatos inventados por mulheres da alta sociedade... embora sendo maior a parte deles verdadeiros.

Papai, por sua vez, não me fez várias perguntas sobre o porquê de eu estar ali. Apenas me abraçou e disse estar feliz por me ver, já que há tempos não nos falávamos... Sempre fomos tão unidos que era estranho, agora, pensar em todo esse tempo em que estivemos separados.

— Sinto sua falta — murmurou ele. Sua voz parecia mais áspera e rouca que o normal. Sua pele, normalmente bronzeada, estava pálida e círculos negros rodeavam seus olhos castanhos do mesmo tom dos meus. Papai parecia tão diferente desde a última vez que nos vimos. — Os dias não são mais os mesmos sem você correndo pela casa brincado com todos...

— Também sinto saudades, papai — falei.

Ele deu um fraco sorriso.

Era irreal ver a meu pai com uma aparência tão... vulnerável. Papai sempre fora meu herói, e mesmo quando me obrigou a casar não deixei de amá-lo. Eu queria perguntar a ele ou até mesmo a mamãe o que estava acontecendo, mas a verdade é que eu tinha medo da resposta.

Agora, em meu antigo quarto, eu sentia cada lembrança a muito esquecida vindo a minha mente, deixando-me nostálgica. Deixando-me a espera de que, se fechasse os olhos, quando os abrisse veria papai com uma rosa vermelha em suas mãos me chamando para o café da manhã, como sempre fazia quando eu era criança.

Por que as coisas mudam? Por que tive que crescer?

Depois de tanto tempo, estava eu novamente pensando no por que me casara de repente. Por que, embora Severus estivesse diferente comigo, eu ainda sentia vontade de às vezes abandonar tudo e voltar para casa. Voltar para as pessoas que eu sabia que me amavam e nunca me magoariam.

Balancei minha cabeça espantando esses pensamentos por um momento. Comecei a passar meus dedos sutilmente sobre as fotografias amareladas. Era estranho ver os rostos alegres de pessoas que eu não via há anos e que, de certa forma, me transportavam a momentos de minha infância que eu não sabia dizer ser um sonho ou uma lembrança. Fotografias minhas quando crianças junto com Gina e seus irmãos, quando nos conhecemos depois que nossas mães viraram amigas. Entretanto, o que mais me trazia recordações, não eram as fotografias, as bonecas sobre minha cama e muito menos os vestidos em meu armário, e sim um quadro, há muito pintado, de mim em frente a um dos chafarizes de anjo que ficava atrás dessa casa. Era, realmente, uma pintura amadora e a garota no quadro pouco se parecia comigo, mas ainda sim era um belo quadro. Tão especial para mim como quem o fez...

Voltava a olhar minhas coisas esquecidas quando ouvi batidas em minha porta sendo logo seguidas pela voz de minha mãe.

— Hermione querida, temos visitas — disse ela, tendo sua voz abafada pela porta fechada. — Desça para recebê-los.

E então tudo parecia como antes.

Sorri enquanto me olhava no espelho, arrumando os poucos fios que se mantinham fora do lugar. Fiquei feliz com minha imagem refletida, então abri a porta e desci para encontrar meus pais no hall.

Assim que entrei, fiquei paralisada devido a surpresa que senti naquele momento.

— Hermione — ouvir sua voz depois de tantos anos era estranho. Estava mais grossa, mais firme, mais adulta. E ele sorriu, iluminando seus olhos acinzentados. — Como é bom vê-la.

E foi impossível não sorrir.

— É muito bom vê-lo novamente, Draco — falei, sentindo-o me abraçar.


Notas finais
Muashuashuashuashua...
Severus que se cuide, por que minha mente maléfica (e um tanto pervertida) tem planos pro Draco ^^
Espero que tenham gostado.
Beijos mi amores ^^