O Duque (Sendo Reescrita)
20 Deixe-me explicar
Notas iniciais
Então, esse capítulo era pra ser postado ontem, mas não deu - eu to com uns problemas no pc.
Ficou bem menor do que eu pretendia, mas assim que possivel eu posto o próximo.
DEIXE-ME EXPLICAR
Eu sentia a atmosfera em meu quarto se tornar mais pesada à medida que os minutos passavam.
Severus não voltara.
Talvez esteja se agarrando com a amante em algum lugar da casa, dizia uma voz incrivelmente irritante em minha cabeça. Voz essa que eu tentava afastar a qualquer custo.
Eu não queria pensar nisso. Eu não podia.
Eu ainda sentia meu corpo quente e todos os meus músculos doloridos. Meus olhos pareciam arder com mais intensidade, e minha cabeça estava prestes a explodir.
E talvez ela devesse...
***
Eu não me lembrava de ter ido dormir. Apenas acordei deitada em minha cama, coberta.
Levantei-me e senti o chão frio contra meus pés. Fui até a janela, coberta pelas grossas cortinas escuras. Abria-as. Diferente do dia anterior, hoje estava nublado. Melancólico.
E a visão que tive aumentou ainda mais a melancolia daquela manhã — No jardim, parada em frente aos lírios brancos, estava Lílian Potter.
Severus não a mandara embora!
Ela usava um vestido branco, os cabelos ruivos estavam soltos. E ela parecia sorrir.
Lílian era linda... era obvio o porquê de Severus se apaixonar por ela.
Ela é mais bela que você, aquela maldita voz voltou a dizer.
Fechei os olhos e sai de perto da janela.
Ouvi batidas na porta, e em seguida Luna entrou. Ela parecia evitar me olhar nos olhos.
— Havia lhe pedido que não saísse ontem — murmurou ela.
— E você poderia ter me dito que ela estava aqui.
Ela assentiu levemente, olhando para o chão.
— Seu marido deseja vê-la em sem escritório — disse ela. — Acredito que ele queira lhe explicar sobre a Sra. Potter.
— Como se eu não soubesse o porquê de ela estar aqui — murmurei.
— Devia falar com ele — a voz de Luna continuava baixa.
Olhei pra ela. Luna ainda não me olhava nos olhos.
— Não quero. A última coisa que preciso ouvir nesse momento é a voz dele.
— Mas...
— Não. — Voltei para minha cama. Eu me sentia protegida debaixo de minhas cobertas. — Poderia trazer algo para eu comer? Estou com um pouco de fome.
Ouvi-a soltar um suspiro profundo.
— Tudo bem. Já lhe trago.
Então saiu.
Assim que deitei minha cabeça no travesseiro, senti meu corpo todo relaxar como que num passe de mágica. Eu me sentia... leve. Sem preocupação alguma.
Era como se o mundo lá fora não existisse.
Mas nada dura para sempre... e logo eu ouvi fortes batidas em minha porta. E já tinha uma ideia de quem poderia ser.
— Vá embora! — falei alto o bastante para que Severus ouvisse.
As batidas pararam por um momento, mas logo voltaram ainda mais fortes.
— HERMIONE, ABRA ESSA PORTA! — gritou ele.
— NÃO! — gritei.
E continuei em minha cama, abraçada as minhas pernas, até que ele desistisse e fosse embora.
— Oh Sev, deixa-a sozinha — ouvi a voz de Lílian Potter, abafada pela porta. — Vamos, não quero tomar café da manhã sozinha.
E eu queria gritar.
Queria mandá-la embora. Eu tinha esse direito. Mas não conseguia sequer me mover. Era como se meu corpo travasse, eu não conseguia fazer nada. apenas ficar ali, ouvindo os passos deles se afastando.
Não sei explicar o que aconteceu nos segundos seguintes. Só sei que estava no corredor, em frente a minha porta chamando por Severus.
Ele já estava perto da porta quando virou-se para mim. Sua expressão era primeiramente confusa, mas logo em seguida tornou-se de alivio.
Severus começou a caminhar em minha direção quando Lílian segurou seu braço, fazendo-o parar.
— Vai me deixar sozinha Sev? — perguntou ele, com uma voz doce.
— Severus? — chamei-o. Será que ele me deixaria outra vez por causa dela? — Severus? — chamei-o novamente.
— Desça Lílian, você precisa comer, mas não precisa de mim para isso — disse ele, soltando seu braço.
Eu sorri ouvindo-o falar com Lílian de uma forma que quase sempre era direcionada a mim.
— Mas...
— Vá Lílian — ordenou ele.
Ela olhou para mim por um instante. E seus olhos irradiavam ódio, o que passou despercebido por Severus.
Então percebi — Severus me dissera que já não tinha mais nada com ela, mas acho que Lílian não ficou muito feliz com isso.
Ela o amava.
Severus continuou olhando-a, enquanto ela descia as escadas. E, assim que ela saiu de vista, ele se virou para mim.
Ele caminhou até mim, e segurou meu rosto entre suas mãos. Em nenhum momento seus olhos deixaram os meus.
— Deixe-me explicar — pediu ele.
E eu apenas assenti. Talvez o que ele tinha a me dizer me desse um pouco de paz...
Notas finais
Comentem - E apareçam fantasmas!
E visitem meu blog
luanegrafanfics.blogspot.com ^.^
Bjs.
Fale com o autor