Notas iniciais
Eu nem sei por que continuo essa fic, mas ok...E ai coisinhas, como estão?Viram, o capítulo saiu bem mais rápido, embora vocês não mereçam u.uEla foi dividido em duas partes, por que eu vou ficar uns dias sem internet, já que minha mãe esqueceu de pagar a conta...Eu não ia postar hoje, primeiramente por preguiça, e segundo por que eu não to me sentindo bem... pode parecer idiota, mas sem querer eu tomei detergente ¬¬ Quer dizer, eu deixei uma garrafa com água misturada com detergente em cima da pia da cozinha, e depois coloquei na mesa. Eu avisei muinha adorada mamãe que tinha detergente na porra da garrafa, mas ela esqueceu e colocou na geladeira e a anta aqui sem saber de nada bebeu a maldita da água!Aquele merda tinha um gosto horrivel! O certo era eu ter ido no hospital e tal, mas quem disse que minha mãe ligou... É, vida...

COSETTE

PARTE 1

A garotinha me olhava com medo. Era a primeira vez que alguém me olhava daquele jeito.

— Me desculpe — pediu novamente, com os olhos marejados. Céus, eu detestava ver crianças chorando.

Levantei-me e fui até ela, vendo-a dar alguns passinhos para trás nervosa.

— Shiii... Tudo bem — murmurei. — Não precisa ter medo. Qual é o seu nome?

Ela olhava para baixo e puxava o cachorro para mais perto.

— Pode me dizer? — pedi.

— Co-Cosette — respondeu num tom surpreendentemente baixo.

Eu sorri.

— É um belo nome, Cosette — falei.

Olhei bem para ela e vi o quanto era magra. A pele era morena e os cabelos cacheados num tom castanho mais escuro que os meus, seus olhos tinham cores distintas, um era como uma esmeralda brilhante e o outro âmbar, como um pedaço de ouro reluzente.

— Está com fome? — perguntei.

Ela mordeu o lábio inferior, olhando-me ainda desconfiada e, por fim, fez que sim com a cabeça.

— Vem comigo — disse eu, estendendo a mão para ela.

Demorou um pouco até que ela a pegasse.

Andávamos pela Bond Street atraindo o olhar de várias pessoas. Eu não me importava, a opinião das pessoas nunca foi algo relevante para mim. Assim que viramos uma esquina, encontrei Draco conversando com Blásio Zabini. Eu não o via há muito tempo...

— Querida — disse Blásio sorrindo. — E quem...?

— Olá Blásio — respondi. — Essa é a Cosette — falei vendo-o olhar para Cosette.

Ele sorriu.

— Ela é linda — disse ele, inclinando-se para passar a mão sobre seus cabelos, mas Cosette escondeu-se atrás de mim assustada.

— Está tudo bem — murmurei para ela.

Ela olhou para mim e vi em seus olhos o medo que ela sentia.

— Draco, poderia comprar algo para Cosette comer? — perguntei.

— Claro — respondeu ele, passando as mãos pelos cabelos. — Vamos Blás.

— Er... Vamos.

Assim que se distanciaram, agachei-me em frente à Cosette.

— O que foi? — perguntei. — Você ficou com medo do Blásio?

Ela apertava as mãozinhas e mordia o lábio nervosa.

— Homens são maus — respondeu temerosa.

Não soube o que lhe dizer. Era apenas uma criança, não queria imaginar no porquê de ela pensar isso.

Logo Draco voltou com uma cesta de maçãs.

— Aqui — disse me entregando.

Os olhinhos brilhantes me encaravam num misto de curiosidade e medo. Com cuidado, aproximei-me, e lhe entrei uma maça recém-comprada por Draco. E, após um curto momento de indecisão, resolveu pegá-la de minha mão. Ela a mordeu com cuidado e logo em seguida sorriu.

— Está gostosa? — perguntou Draco.

Cosette olhou para mim antes de responder. Sorri, encorajando-a.

— Está sim — respondeu baixinho.

Draco sorriu.

— Draco — chamei-o. Ele olhou para mim. — Poderia chamar uma carruagem para mim? Quero ir para casa.

— Mas...?

— Poderia avisar a elas por mim? Não quero voltar à loja agora.

— Claro. Espere apenas um pou...

— Minha carruagem está a poucas quadras daqui — disse Blásio, interrompendo-o. — Posso levá-la se quiser.

— Será ótimo Blás. — Olhei para Cosette, que ainda comia a maçã. — Cosette, quer vir para casa comigo?

Ela me olhou surpresa, tão surpresa quanto Draco e Blásio. E, por fim, fez que sim com a cabeça.

— Mas e o Morris? — perguntou, olhando o cachorro atrás de nós.

— Ele pode vir conosco, não é Blás?

— Mas é claro. — disse ele.

— Então vamos — falei, pegando sua mão.

Draco foi conosco até a carruagem de Blás, que realmente não estava muito longe de onde estávamos.

O caminho de volta pareceu durar menos tempo que a ida. Blásio mantinha-se em silêncio, e, de vez em quando, Cosette fazia alguma pergunta.

— Qual o seu nome? — perguntou com extrema curiosidade, logo após a carruagem começar a andar.

— Hermione — respondi, sorrindo por perceber que não temia mais a mim.

Ela me perguntou sobre como era minha casa e se eu era casada. E claro, perguntou por que eu havia a trazido junto comigo. E eu a respondi sinceramente, dizendo que havia gostado muito dela.

Conforme nos aproximávamos, as enormes árvores davam espaço à imagem da casa de meus pais. Os olhos de Cosette brilhavam.

— É tão lindo — disse ela.

Eu me sentia tão bem a vendo sorrir daquela forma.

Blásio foi embora logo após nos deixar em frente à casa, apesar de meus pedidos para que ele ficasse um pouco mais, com a desculpa de que tinha um compromisso marcado com alguns amigos.

Cosette apertava minha mão com força quando descemos da carruagem. Eu sentia seu nervosismo.

— É tão grande... — murmurou.

— Essa é a casa dos meus pais — falei.

— Você não mora aqui? — perguntou olhando-me curiosa.

— Não. — respondi. — Moro com meu... marido em outro lugar. Você irá gostar de lá — disse eu. — Vamos. Você ainda deve estar com fome, não?

Ela fez que sim com a cabeça, então entramos.

Para minha surpresa, Luna, junto com Julie, estava no hall e logo vieram até mim assim que atravessei a porta. Claro, elas logo pararam ao notar Cosette ao meu lado.

— Quem é essa garotinha? — perguntou Julie, aproximando-se dela.

— Essa é Cosette — falei. — Ela vai morar comigo a partir de hoje.

***

Cosette estava linda.

A pele morena contrastava perfeitamente com o vestido de musseline branco que me pertenceu quando eu era criança.

— Ficou perfeita — disse a ela.

Seus cabelos estavam presos em uma trança perfeita feita por Luna, deixando seu rosto mais amostra e destacando-lhe os olhos.

Ouvi batidas na porta e, em seguida, Luna abriu a porta entrando de cabeça baixa, o que não era comum para ela.

— O almoço está servido — murmurou baixinho.

Olhei por um momento. Alguma coisa está errada.

— O que houve Luna? — perguntei.

Ela brincava com a ponta do avental.

— Luna?

— Seus pais estavam discutindo agora a pouco... — disse ela.

— Discutindo? Mas... Foi por minha causa? — Eu não precisava de uma resposta. É claro que fora por minha causa. — Bem... Vamos Cosette. — Estendi minha mão para ela.

Enquanto descíamos as escadas, eu sentia o quanto ela tremia. Eu não a culpava, admito que também estava um pouco assustada e ansiosa. Entretanto, quanto mais me aproximava da sala de jantar, havia apenas o silêncio. Nenhum sussurro sequer.

Cosette mantinha-se atrás de mim quando Luna abriu as portas para nós. Meus pais e os Malfoys estavam sentados em completo silêncio, mas era notável a qualquer um o clima pesado que pairava sobre eles. Meu pai tinha a face avermelhada, como sempre ficava após uma discussão. Eu não o vira muitas vezes daquela forma... Ele tentava olhar para Cosette, assim como todos ali.

— Sente-se querida — murmurou minha mãe, em uma tentativa de amenizar o clima.

— Venha Cosette — falei, pegando-a pela mão e a colocando a minha frente. — Não precisa ter medo.

Aquele foi o almoço mais silencioso ao qual já estive.

***

— Julie, poderia levar a menina para um passeio? — pediu minha mãe. — Queríamos conversar com Hermione.

— Sim Senhor — respondeu olhando para Cosette. — Vamos pequenina?

Claro que Cosette olhou para mim.

— Pode ir com ela — falei.

Assim que ficamos sozinhos, meu pai me perguntou o porquê de eu ter simplesmente pegado uma criança da rua e a ter levado para casa. Percebi que ele não falara isso de forma preconceituosa, e sim com certa curiosidade. Eu sabia que isso não era normal, e foi isso que lhes disse. Eu sabia que não ficaria bem comigo mesma se simplesmente ignorasse Cosette e a deixasse voltar para rua... Em apenas um segundo eu me apegara a ela.

— E seu marido aceitará uma criança que ele sequer sabe de onde veio? — perguntou meu pai, assim que lhe disse que eu tinha intenções de adotar Cosette legalmente.

— Hermione, minha filha, você tem certeza do que está fazendo? — perguntou minha mãe.

— Sim mamãe — respondi com firmeza. — Cosette viverá comigo a partir de hoje.

Papai suspirou, passando as mãos em meus cabelos.

— Sabe que sempre estaremos aqui caso precise de nós, não é minha filha? — Sua voz era apenas um sussurro.

— Sim, papai. Eu sei.

Olhei para mamãe e vi que ela sorria. Seus olhos estavam marejados, mas o brilho de felicidade era visível ali.

Ambos ainda me fizeram mais algumas perguntas antes que déssemos o assunto por encerrado. E, logo que terminamos, fui atrás de Cosette encontrando-a com Julie na biblioteca. As duas estavam sentadas em frente à lareira com um livro de ilustrações aberto a frente delas. Eu me lembrava daquele livro, quando era criança passava horas vendo-o com Julie exatamente da mesma forma que ela via agora com Cosette. Quem as olhasse, juraria que Julie a conhecia desde que nascera...

Poucos minutos depois de minha chegada, Cosette olhou pela primeira vez em minha direção.

— Hermione! — disse ela sorrindo. Levantara-se e viera correndo até mim, abraçando-me pela cintura. — Você demorou — murmurou, com a voz abafada pelo tecido de meu vestido.

— Mas agora eu estou aqui, não estou? — falei. — E vocês, se divertiram na minha ausência?

— Uma garotinha muito inteligente ela, menina — disse Julie. — Lembra-me muito você quando tinha essa idade... Ah, que belos tempos eram aqueles...

***

Seis dias depois

Apesar do pouco tempo, era como se Cosette já fizesse parte da família. Claro, no começo alguns empregados e até mesmo meus pais e os Malfoy’s estranhavam a presença dela, mas logo Cosette conseguiu conquistar a todos, até mesmo ao frio Lucius Malfoy. É verdade que, a princípio, o que a deixara curioso a respeito de Cosette foram seus olhos bicolores. Fora isso que atraíra a todos.

No terceiro dia de Cosette conosco, papai mandou chamar um médico para examiná-la, dizendo que isso poderia ser alguma doença. Essa foi a primeira vez que ele realmente se preocupou com ela. Por fim, felizmente o que Cosette tinha não era uma doença. Ao que parecia, era algo genético. Não entendi muito bem, apenas sabia que não faria mal algum a ela, era apenas algo raro. Papai ficou bem mais aliviado depois de ouvir isso de um médico. Sua aparência, embora ainda fosse um pouco abatida, parecia melhor com o passar dos dias. Ele parecia sorrir mais, até brincar mais...

— Você é uma garotinha linda — ouvi a voz de meu pai vindo do jardim, certo dia, enquanto passeava com minha mãe e a Sra. Malfoy ali por perto. Tinha um tom feliz, que eu não ouvia há muito tempo.

— Ao que parece ela já conquistou o coração de seu pai. — Ouvi minha mãe falar atrás e mim, e nem precisei olhá-la para saber que estava sorrindo.

— Não apenas dele, mas de Lucius também — comentou a Sra. Malfoy.

E eu esperava que ela também pudesse conquistar Severus da mesma forma.

Notas finais
Nem sei se está realmente bom.Bem, digam o que acharam ok. COMENTAR NÃO MATA!