Notas iniciais
Eu demorei lá, lá, lá, lá...
Então, só pra saberem... a Fic vai ter continuação *O*
Mas não vai ser com o Severus e a Hermione como principais, por que senão seria muito chato u.u
Enfim, sabe o que eu percebi - Que estou devendo uma oneshort pra você >.<' Só que eu to em dúvida sobre um nome para dar pra ela. Alguma sugestão?
Então, agora vamos ao capítulo.

CONSELHOS DE JULIE

Apesar de ter sido inicialmente uma desculpa que eu dera a Draco, decidi escrever ao menos um bilhete a Severus, informando-lhe de minha chegada. Entretanto, eu não sabia muito bem o que lhe escrever. Por fim, depois de algumas folhas jogadas fora, escrevi apenas um curto recado.

Estou bem. Espero vê-lo logo.

H.S.

Apesar de tentar negar a mim mesma, eu estava sentindo falta de Severus, independente do pouco tempo que não o via.

Enviei o curto bilhete por um dos mensageiros de meu pai e, talvez por uma infeliz coincidência, ele estava ao lado de Draco, que parecia também entregar-lhe uma carta.

A princípio, pensei que fosse melhor dar meia volta e procurar por outro mensageiro, mas então percebi o quão tola era essa ideia.

Caminhei então em direção ao jovem mensageiro, e entreguei-lhe o bilhete lhe dando instruções de para quem levá-lo. E, apesar de não olhar diretamente para Draco, pude perceber os músculos de sua face contraindo-se. Então o rapaz se foi, deixando-nos a sós, o que não durou muito, já que Draco se foi no minuto seguinte sem sequer dirigir-me a palavra.

Assim que percebi que começara a ser ignorada por ele, voltei para dentro de casa e fui à procura de Luna. E, como eu já imaginava, não foi difícil achá-la. Luna estava na cozinha com os outros empregados. Ela conversava com eles como se se conhecessem há anos, e não há apenas um dia. E pareciam se divertir tanto, que me senti mal de ir até lá tirá-la deles... o que realmente não foi preciso, uma vez que me viram parada na entrada da cozinha no exato momento em que me preparava para ir embora.

— Oh! Menina Hermione! — exclamou Julie ao me ver. Desde que chegara ainda não a tinha encontrado.

Afastando os serviçais que estavam em sua frente, Julie veio em minha direção e apertou-me em seu abraço sufocante. Ah, como eu sentia falta dela...

Então se separou de mim e colocou uma mão de cada lado do meu rosto.

— Está tão abatida... — murmurou, mas para si mesma do que para qualquer pessoa ali presente. E então sorriu. — Venha. Vamos conversar, minha querida...

— Mas eu... — tentei falar, mas Julie já me puxava em direção ao meu quarto.

Durante o caminho, milagrosamente, não encontramos ninguém. Julie tagarelava sobre momentos de minha infância que eu já não mais lembrava... Céus! Era tão bom ouvi-la. Era como se o tempo não houvesse passado.

— Você era uma criança adorável — disse ela, sorridente. — Tão levada... Não ficava parada nem por um segundo. — Olhou para mim mais uma vez. — Deve estar feliz de ver novamente o jovem Sr. Malfoy. Vocês brincavam tanto quando crianças... Naquela época, eu poderia jurar que se casariam quando crescessem.

— Eu também — murmurei.

— Oras, mas não pode negar que seu marido é um belo homem, minha querida — disse Julie, abrindo a porta de meu quarto e puxando-me para dentro.

Sentei-me em minha cama.

— Sim — concordei, corando. — Severus realmente é. Mas... eu estou confusa mama. Às vezes acredito que o melhor fosse nos separarmos...

Julie exclamou surpresa.

— Minha querida, nada de tão grave deve ter ocorrido para que você estivesse pensando em divorcio — murmurou ela, sentando-se ao meu lado.

Não lhe respondi, apenas deitei em seu colo e senti-a acariciando meus cabelos.

— Ele vai ter um filho, mama. — falei, minutos depois. — Com outra mulher.

No mesmo instante seus movimentos em meus cabelos pararam.

— C-Como? — perguntou ela. Levantei-me para olhá-la, ciente das lágrimas que manchavam meu rosto. — Como ele pode fazer isso com você, meu anjo?

— Nós... Nós, não somos um casal de verdade mama. É tudo uma farsa — confessei-lhe. — Nunca sequer tivemos uma lua-de-mel. E... E todo esse tempo... Ele teve... teve um caso com a mãe de Harry. E agora ela está em nossa casa. Mama, ele a deixou ficar em nossa casa, estando grávida de um filho dele! Eu me senti uma intrusa, não conseguia ficar na mesma presença que ela... Eu simplesmente não... conseguia.

Julie levantou-se, e pela sua expressão, era possível perceber o quanto estava zangada.

— Oras! Mas eu devia dizer umas verdades para esse cretino! Como ele ousa fazer isso com você, menina! Colocar a amante embaixo de seu teto, e permitir que sua esposa saia... Ah, mas se eu encontra-lo, juro por Deus que...

— Eles não dormem mais juntos, pelo que Severus me disse, mama — falei, num tom absurdamente baixo. — Mas... Ela não parece aceitar isso.

— E o que a senhorita veio fazer aqui, deixando-o com aquela mulher?! Céus, menina, você não poderia permitir que isso ocorresse!

— E o que eu poderia fazer? — perguntei. — O que eu sou comparada a ela?

— Você é uma jovem mulher, linda e cheia de vida! — exclamou ela. — Onde está aquela garotinha petulante que nunca abaixava a cabeça para homem algum? Precisa trazê-la de volta, minha querida. Tome as rédeas de seu casamento! Volte para casa, para começar.

— Como eu poderia encarar Lílian Potter agindo como dona daquela casa, mama? Como quer que eu suporte vê-la jogar-se para Severus, e sempre vê-lo a ponto de ceder?

— Torne-se importante para ele. Faço-o deseja-la como mulher — disse ela. — Conquiste-o. Seduza-o.

— Mas não fazer isso!

— Toda mulher sabe, menina. Você deve apenas... achar sua maneira.

Outra vez, fiquei em silêncio, refletindo sobre o que Julie acabara de falar.

— Acha que eu devia voltar para casa? — perguntei.

— Não deveria ter saído de lá — respondeu.

— Mas... E papai? Vi como está, não posso simplesmente deixá-lo.

— Ele tem sua mãe para cuidar dele — disse Julie. — Você deve voltar para casa e cuidar de seu casamento. — Ela veio até mim e segurou minhas mãos entre as suas. — Mas se faz questão de ficar com seus pais, fique mais um ou dois dias. Descanse. Então depois volte.

Olhei em seus olhos.

Talvez Julie tivesse razão.

— Vou fazer isso mama.

***

No fim, após minha conversa com Julie, optei por passar mais três dias com meus pais.

Durante o jantar, fiquei olhando para meu pai, notando o quão debilitado ele estava. Realmente, ele já não era mais o mesmo de antes. Minha mãe, a o todo momento estava perto dele, oferecendo-lhe ajuda de maneira discreta, já que, como eu sabia, meu pai odiava depender dos outros.

Lucius Malfoy, acredito que numa maneira de distrair meu pai, começou uma conversa sobre negócios e investimentos. Os olhos de meu pai brilhavam diante de um assunto apreciado por ele.

— Estávamos planejando uma visita a Bond Street amanhã, viria conosco Hermione? — Ouvi a Sra. Malfoy me perguntar.

— Claro — respondi-lhe. — Há algum tempo que não vou a compras.

— Esplêndido! — Ela sorriu de forma discreta. — Draco nos acompanhará, não meu filho?

Draco, que mal tocara na comida, sequer ouvir sua mãe falando consigo. Ela precisou chamar sua atenção e repetir a pergunta feita.

— Sim, mamãe — disse Draco. — Prometi que as acompanharia, não é?

***

Na manhã seguinte, após uma noite mal dormida, Luna aparecera para me ajudar a me arrumar para ir a Bond Street com minha mãe, a Sra. Malfoy... e Draco.

Dentre meus vestidos, escolhi um que há muito tempo não usava, era cor-de-rosa, tão claro que beirava ao branco. Meus cabelos presos em um coque perfeito, que apenas Luna sabia fazer.

— Está linda, Hermione — disse ela sorridente.

Olhei-me no espelho, sorrindo.

Luna tinha razão. Eu estava linda. Talvez, eu conseguisse deixar Severus apaixonado por mim... Apenas por mim.

Notas finais
Viram, os Malfoys não são uns FDP's nessa história.
Espero que tenham gostado e que alguns dos 100 fantasmas existentes apareçam... É sério, eu tenho 122 leitores e - no máximo - apenas 20 comentam... Então pode-se dizer que a maioria de vocês não podem reclamar da demora u.u
Mas não se preocupem, vou tentar não demorar tanto.
Beijos.