Notas iniciais
Cá estou eu novamente :) Bem, nesse capítulo temos uma nova personagem, mas ela aparece só no finalzinho :)

BOND STREET

O dia estava anormalmente frio.

A carruagem andava rápido, de forma que não demorou mais que vinte minutos para que chegássemos a Bond Street.

Durante toda trajetória, minha mãe e a Sra. Malfoy conversaram animadamente sobre os vestidos que estavam em alta nessa temporada. Draco e eu nos mantínhamos calados, e eu particularmente, evitava olhá-lo nos olhos. Não queria vê-lo outra vez olhando-me de forma tão gélida e indiferente.

E, céus, isso me deixava confusa. Draco fora uma pessoa importante em minha vida, e tê-lo tratando-me desta forma machucava mais do que eu podia imaginar.

Logo que a carruagem parou rente à calçada, Draco desceu primeiro e, uma a uma, nos ajudou a descer. Sua mão estava mais fria que o normal...

— Precisamos ir até a loja da Sra. Malkins, soube por minha irmã Belatriz que ela tem novos vestidos fantásticos — disse a Sra. Malfoy, sorrindo.

Minha mãe logo concordou e, lado a lado, as duas se encaminharam em direção a dita loja, sendo seguidas por Draco e eu.

— Me sinto estranho indo a uma loja comparar vestidos com três mulheres — murmurou Draco ao meu lado, e eu sabia que aquela era minha brecha para falar com ele novamente.

— Não sou uma maníaca por compras — falei-lhe. — Mas em compensação nossas mães...

Ele riu.

Um riso baixo e difícil de notar.

— Poderiam levar um rei a falência juntas — disse ele, baixo, apenas para que eu o ouvisse.

— Realmente... Elas poderiam.

E, após mais um riso quase inaudível de Draco, ele não disse mais nada.

O restante da trajetória teria sido feita no mais completo silêncio, caso não fossem minha mãe e a Sra. Malfoy. As duas ainda mantinham conversa sem sequer notar nosso silêncio...

Por fim, chegamos à loja de roupas da Sra. Malkins.

Era uma loja de alta classe, onde as mulheres da alta sociedade faziam compras. Por faro, tinha uma aparência rústica, que no começo fez muitos estranharem, mas por dentro, todos os móveis e tecidos dispostos ali eram da mais alta qualidade. E, além de tudo, a Sra. Malkins era verdadeiramente um amor de pessoa. Ela realmente se preocupava com as clientes, por diversas vezes em que vim com minha mãe antes de me casar, as duas costumavam ficar por horas conversando sobre os mais diversos assuntos. Claro, eu não era incluída na conversa, embora a ouvisse quase por completo mesmo que não entendesse o assunto, já que elas — e todas as mulheres na loja — adoravam falar sobre os homens.

— Oh querido, poderia nos deixar aqui — disse a Sra. Malfoy à Draco. Ele olhou incrédulo por um momento. — Nos encontramos em três horas.

Draco cruzou os braços em frente ao corpo e lançou um olhar desconfiado à mãe.

— Tudo bem, mamãe. — E, dito isso, deu meia volta e foi à direção contrária a nossa.

Vi que minha mãe a Sra. Malfoy sorriam vendo Draco ir embora.

— Oh sim, vamos queridas — disse mamãe, animada.

Como já era esperado, a Sra. Malkins veio nos receber tão logo entramos.

Assim que me viu, puxou-me para um abraço extremamente apertado.

— Oh querida! Há meses que não vem me visitar — murmurou ela.

Então me soltou, puxando-me para dentro, onde minha mãe a Sra. Malfoy conversavam com a Sra. Weasley, que estava acompanhada por Lilá.

Eu não a via desde o casamento de Harry e Gina e, naquele momento, a última pessoa que queria ver era ela.

— Duquesa — disse Lilá, com um sorriso malicioso. — Que prazer encontrá-la.

***

Eu detestava ser o centro das atenções, ainda mais com os comentários de Lilá sobre meu casamento e o fato de eu ainda não ter engravidado.

— Soube que Lílian Potter está em sua casa Hermione — comentou Lilá, com uma falsa inocência.

Fitei-a incrédula.

— Soube que ela se separou do marido quando ele descobriu que estava sendo traído — murmurou uma das mulheres que estavam ali.

— Não deveria deixar que ela ficasse em sua casa menina — disse uma outra senhora. — Poderia muito bem seduzir seu marido...

Céus! Eu queria sair dali correndo sem olhar para trás. Eu detestava o olhar de pena que me lançavam. Deus, se já me olhavam dessa forma somente por saberem que Lílian Potter estava em minha casa, imagine se soubessem que ela, ao contrário de mim, estava grávida de Severus.

— Oras! — resmungou a Sra. Malkins, que vinha com um vestido de seda branca em suas mãos. — E quem olharia pra outra mulher tendo uma menina linda como essa como esposa?! Quem dera fosse eu linda dessa forma quando mais nova... — suspirou sonhadora.

— Mas aquela mulher é mesmo louca, trocando alguém como James Potter por um amantezinho qualquer... — murmurou uma das mulheres.

— Isso mesmo — concordou outra. — Ah se eu tivesse um homem daqueles... — Todas riram.

A conversa continuou seu curso. Mas eu ainda não me sentia confortável as ouvindo falar sobre assuntos que eu obviamente não sabia, além de tentar não cair em todos os comentários maldosos de Lilá.

Então, mas uma vez, entraram no assunto de filhos.

Isso começou assim que Ron apareceu na loja. Ele trazia um garotinho em seus braços que brincava com seus cabelos. Tinha os cabelos ruivos como os dele, e os mesmos olhos azuis e as sardas por seu nariz. Era quase como uma cópia do pai. Meu coração se apertou em peito. O que eu sentia por Ron antigamente, hoje não fazia mais sentido para mim, entretanto, era impossível não pensar que, caso nada houvesse acontecido, se não houvesse Lilá ou nem mesmo Severus, aquele garotinho nos braços de Ron poderia ser meu filho.

— Oh... Ele não é a coisinha mais fofa que já viram? — murmurou uma das senhoras ali, pegando a criança no colo, enquanto ela apenas ria.

— E não para quieto — disse Lilá, sorrindo para o filho.

— Eles são maravilhosos durante essa idade... — disse minha mãe. — É maravilhoso vê-los começando a falar, a dar os primeiros passos... Ainda me lembro de como Hermione era nessa idade.

Lilá sorriu.

— Oh sim, isso é uma das poucas coisas que apenas uma mãe entenderia, não é Hermione querida?

Eu sabia que ela tentava me provocar.

— Realmente, Lilá — falei, levanto-me. — Se me dão licença, preciso tomar um ar fresco — murmurei, saindo antes que qualquer uma delas me respondessem, mas ainda a tempo de ouvir Lilá.

— Será que disse algo errado? — perguntou ela, falsamente inocente.

Eu tentava ignorar suas palavras que insistiam em repetirem em minha mente.

Apenas uma mãe entenderia.

Apesar de querer negar a mim mesma, Lilá conseguira me atingir apenas com essa frase. Foi como sentir que a mais gelada das águas houvesse caído sobre meu corpo. Fazia-me pensar... Eu nunca teria uma família somente minha, sempre haveria o fantasma de Lílian sobre meu casamento não importasse o quanto Severus me dissesse que não havia mais nada entre os dois. Além do que, eles tinham uma ligação que Severus e eu não tínhamos. Céus! Eles teriam um filho juntos!

Eu caminhava de cabeça baixa. As palavras repetindo-se furiosamente em minha mente.

— Morris, não! — ouvi uma voz infantil gritar assustada, então algo enorme e peludo pulou sobre mim. — Oh mon Dieu, jupe dai Morris!

Então notei que era um cachorro sobre mim.

Logo que ele saiu, vi que uma menina o segurava pelo pescoço, enquanto ele tentava lamber seu rosto. Ela me olhava assustada, obviamente esperando uma repreensão, ou até mesmo que eu a castigasse.

— Désolé — murmurou em francês, assustada. — Me perdoe — repetiu com sua voz infantil.

Não pude respondê-la de imediato, estava surpresa demais olhando para seus olhos, já que apenas agora pude notar... Não eram iguais.

Notas finais
Não foi um dos melhores que eu já escrevi, mas okay. Enfim, a Mi já vai voltar pra casa depois do próximo capítulo - Ele é importante (Especialmente pra continuação da fic). Comentem, e Recomendem a fic para os amigos, os inimigos, a vizinha, o garoto bonito da sua rua... enfim, pra todos :P Vejo vocês na próxima. Beijos