O Diário de ártemis
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Não demorou muito para que o “reforço” enviado por Percy chegasse. O primeiro cavalo alado pousou e Annabeth o acariciou dizendo:
- Este é o BlackJack.O Percy sempre o monta... Então vou ficar com ele.
O pegasus relinchou algo que entendi como: “VIVA!”
- Tudo bem!
Logo todos nós montamos e alçamos vôo, não estávamos muito alto quando senti uma onda de náusea e de medo, lembrava do meu salto para a copa da árvore... A queda.
O cavalo emitiu um som. Nunca havia entendido algo com tanta perfeição: “Sinto seu medo. Prometo que não te deixarei cair!”
Eu me inclinei até o ouvido dele e sussurrei.
- Obrigado!...Amigo.
“Briam”, minha compreensão foi nítida novamente.
- O que? – Pergunto.
“Meu nome.”
- Obrigado Briam.
Depois disso me senti melhor, levantei minha cabeça para cima sentindo o vento gelado batendo em meu rosto.
- Briam onde estamos?
“New Jersey”
- Falta bastante, consegue estimar algum tempo para nossa chegada?
“Três dias, talvez dois se continuarmos nessa velocidade.”
- Tudo bem, faremos alguma parada?
“Quer parar?”
- Se puder...
“Ok!”
O cavalo relinchou mais alto, desta vez não foi tão claro quanto a conversa comigo, porém ele disse algo como: “Vamos parar BlackJack!”
BlackJack disse algo de volta, mas não entendi. Me concentrei nos relinchos que ouvia e a clareza reapareceu:
“Onde iremos parar?”
Perguntou o que carregava Helena.
“Em cima daquele prédio...”
Respondeu BlackJack.
“Hey, Nate? Vamos descer, segure em minha crina”
- Ok Briam. – Desta forma segurei o pelo bem cuidado do pegasus.
Ele deu uma guinada para a esquerda e mudou o curso para baixo, logo estávamos no telhado de algum lugar.
- Por que paramos? – Perguntou Annabeth – Se Percy estivesse aqui ele saberia.
Sua expressão mudou para uma mistura de saudades e tristeza.
“ Nate... você me entende, fale para ela!”
- Eles param por que pedi! – Disse a ela
- Eles te entenderam? – Perguntou Michael. – Eles só entendem o que o Percy diz e aqueles sons que fazemos para indicar algo.
Os pegasus se viraram raivosos para Michael.
“O que esse fedelho pensa que somos?”
Movi-me rapidamente e fiquei no meio deles.
- BlackJack, Briam e vocês outros! Não se irritem, ele só não sabe!
Meu três companheiros me olharam como se fosse doido.
- Nate, você está bem?
- Sim, H. Estou ótimo!
- Você acha que fala com cavalos?
“Pegasus”
Relincharam.
- Pegasus. E eu não acho, de fato eu falo com eles.
Michael e Helena desataram a rir. Annabeth, entretanto, me olhou com um olhar pensativo.
- Você é filho de Poseidon? – Perguntou Michael sarcasticamente ainda rindo, a risada cessou assim que raios iluminaram o céu.
“Você não é filho do Senhor dos mares...”
Briam disse.
- Nada de nomes! – Disse Helena.
- Não eu não sou filho dele! – afirmei veemente.
- Você não fala com ca... – os pegasus bateram as patas no chão -...pegasus!
“Não gosto desse garoto!”
- Esqueçam, vamos procurar algum lugar para comer. – eu me virei para nossa carona – Vocês podem nos esperar?
“Claro!”
- Obrigado! – agradeci a BlackJack.
Michael voltou a rir.
- Vamos logo — disse eu sério
- As escadas estão ali! – disse Helena apontando para uma porta do outro lado.
Caminhamos até lá e a porta estava trancada.
- Merda! – Eles me olharam com uma cara de susto – Quero dizer, que chato!
Eles sorriram.
- Posso dar um jeito nisso. – Falei tirando da mochila um canivete – Moro no chalé de Hermes! Aprendi certas coisas nos últimos anos.
Habilmente arrombei a porta.
- Meu pequeno ladrão! – disse Helena dando-me um beijo na face.
- Os méritos são de meus amigos de chalé!
Nós descemos as escadas apressadamente quando chegamos em baixo descobrimos que estávamos numa espécie de Shopping.
- Nossa! Eu realmente precisava fazer algumas compras! – Grita Helena pulando.
- Viemos apenas arranjar algo para comer! – digo
- Mc Donalds, Burger King... Mal lembro o sabor dessas coisas!
- Tanto faz, vamos a qualquer lugar! – disse Helena chateada.
- Eu prefiro Burger King, quando eu estava em São Francisco fui lá algumas vezes com meu pai... – Disse Annabeth.
- Decidido!
Fomos até o caixa e fizemos nossos pedidos.
- $56,00 – disse a caixa.
- Só um pouco! — disse Annabeth envergonhada!
Ela se aproximou de nós e perguntou:
- Como vamos pagar?
- Putz! – Reclamou Michael.
- Quando saí do cassino, o homem disse para eu guardar o cartão que comprava coisas lá...
- Ótimo!Ele é ilimitado! – disse Annabeth.
- Como você sabe? – Perguntou Helena
- Quando o raio foi roubado, eu Grover e Per... – ela baixou a voz lembrando-se dele
- Esquece! Vai logo pagar. – interrompi percebendo que ela fica triste de não estar com ele, era a primeira missão dela sem ele.
Não demorou muito e nossos lanches estavam prontos, sentamo-nos e começamos a comer quando um homem grande e forte se aproximou e perguntou:
- Mais alguma coisa? – ele vestia o uniforme da lanchonete.
- Não obrigado. – ele se virou e foi para o balcão.
- Não sabia que eles tinham garçons. – disse Annabeth
Não demorou muito tempo e ele voltou:
- Algo mais? Temos vários sanduíches! E estamos fazendo um especial... O recheio é de meios-sangues!
- O que? – pergunto – Você disse meio-sangue?
- exato!
De repente o homem começou a crescer a blusa se rasgou e mostrou um peito tatuado e musculoso, ele sorria e seus dentes eram amarelos e podres.
Nós nos levantamos rapidamente e caminhamos para trás.
O monstro riu. Arrancou a mesa onde nós estávamos e jogou-a contra nós.
- cuidado! – gritou Annabeth
- Mais o que é isso? – Grito.
- Lestrigão! – Responde Helena e Annabeth juntas.
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