O Diário de ártemis
10 Capítulo 10
Notas iniciais
- Anksus! – Gritei puxando a flauta que se transformava em um arco e flecha. Puxei a linha dourada e disparei.
A flecha bateu em uma placa de metal que o lestrigão usava e não causou dano
- HAHAHAHA! – o monstro riu.
Olhei para Annabeth que moveu seus lábios silenciosamente passando a mensagem: “Tive uma idéia! Tente distraí-lo!”
Eu balancei a cabeça e voltei-me para a criatura.
- Hey!... – eu ia o chamar de cabeçudo mais achei melhor não, afinal eu tenho 17.
Ele olhou para mim.
- Vai atacar com suas flechas inúteis? Eu tenho amigos! – assim que ele disse com um enorme estrondo e gritarias de mortais, mais dois lestrigões apareceram.
- Ótimo... — murmurou Michael
- Comer meio-sangue, com cheiro diferente! – disse ele apontando para mim, puxei a linha do arco cuidando com minha postura, como eu esperava, o pouco de concentração que utilizei foi o suficiente a cabeça dele estava a menos de um palmo de mim.
O barulho da flecha que se materializou cortando o ar ecoou como se não houvesse mais barulho, depois de uns gritos de agonia o monstro se desfez em pó.
- YEAH! – Gritou Helena.
Os dois me olhavam fixamente, com ódio por ter matado seus parceiros. Um deles começou a correr em minha direção, porém Annabeth pulou em seus ombros e cortou-lhe a garganta.
- Graças aos deuses que eles se desfazem em pó... Sem sangue!
- O próximo é meu! – ele preparou uma flecha e atirou. O lestrigão levantou a mesa para se proteger.
Helena correu para ele.
- HAHAHA! Você acha que suporta? – Ele ergueu a mão e antes que ele a abaixasse Helena beijou um pano e esfrego nele. Sua mão desceu lentamente e ele disse:
- Oh! Minha grande Helena, tão formosa!
Helena sorriu e gritou:
- Agora Michael! – Ele preparou outra flecha, está por sua vez acertou o monstro.
- Ganhamos! – Gritou Helena!
- Você fez igual ao boneco no treinamento Nate! – Gritou Annabeth abraçando-me – Muito bom!
- Obrigado, você foi incrível saltando daquele jeito!
Ela me soltou um pouco vermelha com o meu elogio.
- Vamos antes que a policia chegue. Só os deuses sabem o que a nevoa mostrou aos mortais!
Nós saímos correndo dali o mais rápido que podíamos, subimos as escadas e irrompemos no telhado.
- Blackjack! Rápido, temos que sair daqui!
Montamos os cavalos e novamente estávamos voando.
“O que aconteceu?” Perguntou Briam.
- Encontramos monstros...
“Vocês estão bem?”
- Sim. Estou cansado.
“Durma, como já disse não te deixarei cai!”
“Obrigado” Pensei, aconchegando-me em cima dele:
“De nada!” disse ele.
- Você entende o que eu penso? Escuta?
“Só quando você deixa ou quando pensa e mim.”
“Legal” Pensei novamente.
“Fica mais fácil de comunicar-se comigo ou com os outros.”
“Concordo!”
“Bom descanso, senhor.”
“Só porque estou te montando não sou seu senhor, Percy é!”
“Desculpa-me.”
“Sem problema.”
Deitei-me nele e adormeci, sonhei que estava voando ainda e uma chuva forte caia, uma tempestade, com raios e trovões e que corríamos perigo.
- CARALHO! Nate acorda! – gritou Michael, abri meus olhos vagarosamente, o vento açoitava seu cabelo e raios queimavam o céu atrás dele. — Estamos com problemas!
Um raio caiu entre nós.
- Wou! – grito espantado
“Não foi um sonho... Por quanto tempo dormi?”
“Oito horas mais ou menos!” respondeu Briam.
Briam girou bruscamente para o lado a fim de desviar de um raio.
- Temos que pousar! – Gritei!
- Esse é o problema! O vento nos levou para o mar aberto! – Gritou Annabeth.
Olhei para baixo e uma imensidão de águas revoltas se estendia abaixo de nós.
- Zeus – um Raí caiu logo à frente de Briam obrigando-o a ir para cima.
- Nada de nomes merda! – Gritou Michael.
- Os deuses estão brigando? – Perguntei
- Não sei e não interessa! – Gritou Helena apavorada – Temos que escapar disso!
“Briam, seria mais fácil se não estivessem nos carregando, digo voando só, seria mais fácil pra salvar-te a vós?” Perguntei mentalmente
“Sim, senhor!”
“Ok”
- Vamos pular! – anunciei
- O que? Você está doido? – perguntaram em coro inclusive os pegasus.
- Tive uma idéia! – disse
- Mesmo assim! – Gritou Annabeth.
- Escuta! A nossa carona não vai sobreviver nos carregando! Você é amada do filho do deus do mar!
- e daí? – perguntou Helena
- Ele, o deus, sabe de tudo que acontece nas águas!Quando Annabeth cair ele não poderá deixá-la morrer!
- E nós? – perguntou Michael
- Seremos salvos por causa dela, ele não nos deixara morrer de graça, acho.
“É arriscado senhor!”
“Não ligo, volte ao acampamento e mande Percy nos ajudar. Se tudo der certo estaremos na Florida amanhã!”
- Pulem de cabeça, com as mãos a frente para perfurar a água, caso contrário morrerá quando chegar lá em baixo!
“Gente fique mais perto!”
Eles ficaram próximos o suficiente.
- Pessoal, tentem ficar próximos um aos outros! No quatro para tomarmos coragem!
- UM! – Gritei
- DOIS! – Annabeth em seguida.
- TRÊS! – Michael
- QUATRO! – Helena com a voz esganiçada.
E nós pulamos. A sensação da queda era boa... Como estar voando. De repente sinto a água. Gelada, violenta, revolta. Tentava agüentar com todas minhas forças o ar que tinha, mais logo quando a falta dele me atingiu instintivamente meu corpo inspirou a procura dele e meus pulmões se encheram de água, e então mais do que nunca, lutei e me impulsionei para cima.
Cheguei à superfície, tossi e puxei ar. A força da água me puxou para baixo e então bati a cabeça em algo e desmaiei.
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