O Diário De Sonhos De Elizabeth Beckett
9 Capítulo 8: So long, and goodnight
Notas iniciais
Espero que gostem, porque a história vai começar a finalmente seguir um rumo.
Enjoy :D
Acordei, de pé, em um corredor de hospital completamente branco.
O local parecia limpo e bem cuidado, porém o que incomodava mesmo era o cheiro de morte que ali havia. Pra você que já foi em algum cemitério ou na parte de liberação de corpos em um hospital, o cheiro desses locais é diferente, não é?
Pelo reflexo do vidro na parede ao meu lado, vejo que eu estava chorando, com a maquiagem preta escorrida pelo meu rosto. Meu cabelo estava solto, eu vestia um vestido preto com detalhes vermelhos e sapatilhas pretas.
De repente, por algum impulso natural, comecei a correr pelos corredores, sem saber o caminho, porém parecia que eu sabia a que rumo seguir. O cheiro ia ficando cada vez mais forte, até que eu entro em um dos quartos.
Nele haviam médicos-sombra cercando a cama. Sim, médicos-sombra. Eram seres que estavam cuidando do paciente, porém, eram sombras. Como que eu sabia que eram sombras de médicos? Simples. Possuíam o formato de seres humanos.
Me aproximei da cama, afim de saber quem estava sendo cuidado. Me surpreendi com a cena que vi.
Arthur... MEU ARTHUR, deitado, sem camisa, com uma rachadura no meio do peito, logo acima do coração. Seus olhos estavam fechados, e seu rosto possuía uma expressão de fraqueza e sofrimento.
Cheguei perto dele, segurei sua mão com a minha esquerda, e toquei seu rosto com minha mão direita. Ele logo abriu os olhos e deu um sorrisinho.
Ele os fechou novamente e respirou fundo.
As sombras pareciam passar algum remédio em suas rachaduras. Mas parecia não fazer efeito, nada mudava.
Comecei a encarar o quarto. Na ponta da cama, haviam enfermeiras, duas de cada lado, e uma sombra de cada lado, cuidando do ferimento (se é que posso chamar assim) de Arthur.
Entre as enfermeiras, havia uma televisão pequena, sobre aquelas mesas com rodinhas, ligada em uma tela em branco.
Do nada, a tv começou a chiar. Olhei em direção a Arthur, que agora tinha uma expressão de pânico.
Sua respiração se tornou dificultada, seus olhos se abriram tanto que pareciam que iam cair. Ele apertava minha mão com força.
- ARTHUR! — Gritei, chorando novamente, apertando sua mão também.
- Cuidado! — Uma voz surgiu em minha cabeça. — Vai quebrá-lo apertando-o assim!
Cheguei a conclusão de que essa voz vinha da sobra que estava ao meu lado, que soltou minha mão da de Arthur.
- NÃO! EU PRECISO DELA! — Gritou Arthur, se sentando e segurando minha mão novamente.
Sua respiração se tornou pesada. Ele piscou várias vezes, até que fechou os olhos novamente, parecendo fraco mais uma vez, e seu corpo simplesmente caiu novamente na cama.
Um barulho de porcelana se quebrando surgiu. Arthur olhou pra mim, com os olhos levemente abertos.
- Era... quase minha.... — Falou, fechando os olhos, soltando minha mão, e dando seu último suspiro.
Em seu peito, onde estavam as rachaduras, que no caso aumentaram, havia um buraco circular e vazio, mostrando que estava sem coração.
Ali estava o amor da minha vida. Meu homem. Morto. Seu corpo se tornou frio e extremamente duro naquele momento. Parecia... Um boneco de porcelana...
Mais lágrimas rolavam pelo meu rosto enquanto as enfermeiras o vestiam, e retiravam a cama do quarto. A moça dos cabelos ruivos surgiu na porta do quarto, e caminhou até mim, passando os braços pelos meus ombros.
Ela tinha um lenço em mãos, e chorava também.
- Mais uma vítima deles... Precisamos reverter e situação... Na verdade, você precisa acordar — Falou, olhando no fundo dos meus olhos.
Involuntariamente pisquei, não sentindo mais o cheiro do hospital. Quando abri os olhos, notei que estava no meu quarto do hospício, e havia uma movimentação nos corredores. Resolvi ir ver o que era.
Notas finais
REVIEEEEWS!
Fale com o autor