O Diário De Sonhos De Elizabeth Beckett
10 Capítulo 9: Give Me A Reason To Believe
Notas iniciais
Enjoy! =)
Havia uma muvuca de internos no fim do corredor. Lá fui eu. Procurei Arthur para comentar o último sonho ocorrido... Procurei... Procurei... Procurei... Nada! Ele não estava no meio daquela bagunça!
Estavam todos envolta da porta do último quarto. Acabei indo parar lá na frente da multidão, de cara com o quarto.
Havia uma maca no meio dele, com um corpo coberto. As paredes pretas e vermelhas, e uma das pretas continha um desenho de casal com os rostos cheios de sangue espirrado. Os móveis de madeira escura com uns detalhes brancos. A decoração era bem elaborada.
Logo dois homens saíram puxando a maca. Assim que saíram do quarto com ela, o braço daquele corpo apareceu. Eu reconheceria aquela pele branca de longe.
- ARTHUR! — Gritei, tentando ir até a maca, porém aquela moça ruiva me segurou. Não sei de onde ela surgiu.
Eu em debatia, xingava, chorava, gritava, porém ela não me soltava.
- Acalme-se querida... Tudo vai ficar bem... — Ela falou, assim que desisti de fazer esforços.
Eu caí, chorando. O que aconteceria comigo? Minha vida começou a ter um rumo assim que havia sonhado com ele... Seu rosto... Seus lábios... Seus abraços... ELE!
Os outros internos seguiram para seus quartos, surpreendentemente em silêncio.
- Querida... — Falava ela, enquanto passava as mãos por meu cabelos esticados no chão. — Não fique assim...
Eu estava deitada, com os braços atirados pro lado, e as pernas dobradas. Encarava o teto, como sempre fazia quando queria lembrar da minha família, amigos... enfim, pessoas que amo. Assim como Arthur. A moça dos cabelos ruivos estava sentada ao meu lado.
- Margaret... — Chamei.... Logo em seguida me assustando com o que havia dito. Quem diabos era Margaret?
- Sim querida? — Chamou a ruiva.
ERA ELA! ELA ERA MARGARET? E COMO EU SABIA O NOME DELA?
Tentei perguntar isso, porém algo saiu de mim involuntariamente.
- Faça-a dormir... — Falei.
O que estava acontecendo comigo? Tentei tampar minha boca com as mãos, porém minha cabeça desviava.
- Oras Liza! Pare com isso! — Eu disse.
- Querida... O que está havendo? — Margaret perguntou, surpresa.
- Sou eu... Arthur! — Eu.... hã?
Arthur? Não não não não não não não não.... EU estava falando! Como ele poderia falar por mim?
- Faça-a dormir! — Falei novamente.
- Tudo bem... — Falou ela. — Quer que eu vá junto?
- Sim, por favor!
- Mas... Arthur...
Não respondi.
- Arthur... — Chamou ela novamente.
- Arthur! — Chamei. Não... Ele se foi...
Ela suspirou e se levantou, segurando meu braço, e em um puxão me levantou.
Eu não falei nada. Nem um ruído. Simplesmente a segui.
Entramos em meu quarto, e ela mandou eu deitar na cama. Margaret encheu um copo de água, e dos bolsos de seu avental tirou uma cartela de remédios vermelhos.
Ela tirou uns dez da cartela, e os colocou do lado do copo.
- Beba. — Ordenou.
Me assustei com a quantidade de comprimidos que ela havia separado. Eu entraria em coma, ou então, morreria! Porém pensei "Foda-se! Porque eu viveria sem um rumo, agora que o meu morreu?". Engoli os remédios de uma vez, e em seguida, vi Margaret tomando dois comprimidos, segurando minha mão.
Minha visão começou a embaçar, eu me senti tonta... Tudo foi ficando escuro... Fechei os olhos, e logo em seguida abri.
Eu já estava em outro lugar.
Notas finais
REVIEEEEWS!
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