O Diário De Sonhos De Elizabeth Beckett
8 Capítulo 7: In Real Life
Notas iniciais
Surpreeeeesas nesse capítulo!
Espero que gostem! ^o^
Acordei... Dessa vez, não no mundo onde eu costumo descrever......
Acordei no mundo real....
Eu estou aqui, em meu quarto, aguardando a hora do café da manhã.
Encarando as paredes rosa-algodão-doce do quarto, com o estômago roncando, acabo brincando com as rendas do meu vestido.... Como eu odeio esse lugar!
Andei até a varanda (que mais parece uma cela, por ter grades em sua volta toda), e comecei a admirar o jardim do "hospital", que no caso, era muito parecido com o meu no mundo dos sonhos.
As rosas que contornavam o jardim, eram protegidas por cercas de madeira, pintadas de branco.
Olhei em direção ao lago, e me surpreendi ao ver que a cerca de ferro que o contornava estava quebrada.
Meu pequeno transe foi quebrado com duas batidinhas na porta, seguidas de um grito "o café está servido!".
Saí do quarto, e andei em direção ao refeitório.
Não, aqui não é como os hospícios comuns... Aqui é mais organizados... Os pacientes são "loucos" como eu, ou seja, sem nenhum motivo ou nenhuma comprovação de seus problemas mentais, acabam sendo largados aqui.
Eu estava sozinha pelo corredor, folheando meu livro de Julio Verne (mamãe havia me mandado a uns meses atrás como presente de aniversário), quando cruzo um corredor, e acabo trombando com alguém.
- Ah! Moça! Me descul..... — O rapaz com a voz conhecida falou, mas logo interrompeu o que dizia.
- Desculpe digo eu! Eu estava tão concentrada no meu livro, que nem notei que estava vin.... — Falei, ainda caída no chão, encarando seu rosto.
- Sinto pela ousadia, mas acho que lhe conheço de algum lugar.... — Estendeu a mão para me ajudar a me levantar.
- Sim.... Conhece.... — sorri.
- Elizabeth? — Sorriu. Aquele seu sorriso enorme me encantava...
- Arthur?
...
Não pude acreditar que Arthur estava aqui, comigo. Nada poderia ser mais perfeito!
Estávamos deitados no gramado do jardim do "hospital".
- Como não te vi antes por aqui? Estou a tanto tempo internado... — Falou.
- Não gosto de falar que estou internada, e sim hospedada...
- Hospedada? Nessa prisão?
- Minha vida é uma prisão Arthur... Estou aqui desde pequena, meus sonhos não fazem sentido algum...
- Não diga isso! É claro que fazem! O único problema, é que você ainda não achou o sentido dele!
- O que quer dizer? — Perguntei, me levantando.
- Acha mesmo que ter uma sequência de sonhos estranhos não iria ser nada? A ciência jamais vai conseguir comprar o que é, Liza... Você deve descobrir sozinha!
- Mas e você? Já descobriu?
Ele ia responder, porém fechou a boca. Ia responder novamente, levantando o indicador, mas se calou.
Revirei os olhos e ri.
...
Ficamos juntos o dia inteiro. No café, no jardim, no almoço, na sala de estar.... Até a hora de dormir, em que os enfermeiros nos separaram.
- Vamos mocinha! Não queremos outro problema como o de ontem... — Uma enfermeira ruiva falou.
- Problema de ontem? O que houve? — Perguntei, olhando em seus olhos.
Foi aí que notei quem era: A mãe dos gêmeos.
- Shiiiiiiiiiiiiiu! — Falou, tampando minha boca no corredor vazio em que estávamos. — Sou eu mesma!
Ela tirou a mão da minha boca, e prosseguiu me acompanhando até o quarto.
- O que aconteceu ontem? — Perguntei.
- Te encontrei desmaiada na beira do lago lá fora, toda encharcada. Os outros enfermeiros acreditaram que você havia tentado se matar, mas eu duvido.... O que você fazia lá?
- Eu não sei... Não lembro...
- Como terminou seu último sonho?
- Alguém me puxou.... do lago...
- O lago da sua casa?
- Sim!
- Então esse é o portal!
- Portal? Que portal? — Perguntei, parando na porta do meu quarto.
- Amanhã no café lhe explico! Enquanto isso, vá dormir! — Falou, abrindo a porta do quarto e me empurrando lá pra dentro.
E fiz o que ela mandou... Dormi.
Notas finais
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