O Diario Secreto de Henrique

17 17º Capítulo - A hora de dizer o que sinto


Notas iniciais

Alguns dias depois quando, eu cheguei na escola, estava um clima estranho, as pessoas me olhavam como se eu fosse um criminoso ou tivesse alguma doença contagiosa.

Roberta veio correndo na minha direção e levou para sala do grêmio, a cara dela estava muito estranho.

— Aconteceu alguma coisa?

Ela pegou algumas folhas que ela tinha imprimido e na folha tava a minha foto, em cima tava escrito bicha e embaixo tava um trecho do meu diário: fico com medo de como seria a reação dela, quando descobrisse do meu amor platônico pelo John.

Aquelas era anotações do meu novo diário, o que eu comecei alguns dias atrás, mas eu não tinha escrito mais nada dele desde aquele dia.

Aquilo era um pesadelo, sai da sala do grêmio chorando.

— Henrique?

As pessoas estavam olhando para mim, quem foi fez isso queria me machucar e conseguiu, quando eu estava saindo da escola, sem querer esbarrei em alguém, no chão, levantei e fui pedir desculpa e percebi que era John.

— Henrique,eu…

Sai correndo e nem deixei ele terminar de falar, eu escutava alguns colegas de escola falar bixa

Cheguei em casa e fui me trancar no meu quarto, e fui direito na minha gaveta e o meu novo diário estava lá, com uma única anotação, graça a Deus que não tinha escrevido nada sobre Carlos e Marcos, eu não quero que eles entrem no fogo cruzado que eu estou.

Minha mãe bateu na porta do meu quarto. — Henrique, será que podemos conversar um pouco?

Eu acho que ela já sabe o que aconteceu e estou com medo do que pode acontecer.

Abri a porta do quarto, minha mãe veio e me abraçou, foi estranho, foi algo diferente.

— Eu sei o que aconteceu, a diretora da escola ligou, não fica assim meu filho. Quando você quiser conversar sobre isso.

O meu pai chegou bem naquele momento, fiquei olhando assustado para ela, eu não sei como ele vai reagir.

Ele sentou na cama e fez um sinal para mim sentar, a minha mãe sentou do meu lado.

Meu pai me abraçou.

— Não fica assim minha ovelha, independente da sua escolha, vamos sempre te amar.

Quando meu pai me chama de ovelha, eu sei quando as coisas está tudo bem, o meu pai me apelidou de ovelha, porque eu gostava muito de ovelha quando criança.

— Nos vamos na sua escola, mais tarde ver quem pode ser a pessoa que fez isso com você, vai ficar tudo bem.

Algumas horas depois meus amigos apareceram em casa: Roberta como sempre dizendo que vai pegar a pessoa pelos cabelos e vai dar tanta surra nele ou nela que vai perder o rumo da vida, Carlos tentando acalmar ela e Marcos estava tranquilo, tentando me animar.

Eu disse para ele ficar calmo que não tinha escrito nada sobre o relacionamento dele no meu dia e aquele era um segredo nosso.

— Eu não estou preocupado com o momento se alguém sabe ou não sabe de mim. Eu tô preocupado com você. Você tem sido um ótimo amigo, nós vamos descobrir quem foi a pessoa.

— Eu pedi para um amigo rastrear a origem do e-mail, ele é um hacker, até o final de semana ele vai achar o autor de tudo isso.

— Obrigado.

A minha mãe preparou um lanche para todos e eu ficamos a tarde jogando video game e conversando sobre coisas bobas.

Durante a noite fiquei pensando no que aconteceu, não adiantava fugir do que está acontecendo, já aconteceu é pronto final. Uma hora ou outra teria que encarar esse problema.

No outro dia, quando cheguei na escola, as pessoas estavam falando pelas minhas costas, fui direto para a sala e sentei no meu lugar.

Roberta e Carlos logo depois, e vieram conversar comigo rapidamente.

Não demorou muito John chegou, nos olhos se encontraram rapidamente e ele sentou no lugar dele, Clarisse veio atrás dele e dizendo coisa para me provocar.

Queria ser uma mulher para pegar no cabelo dela e dar uma boa surra.

Na hora do intervalo, eu precisava esclarecer algumas coisas, John estava na quadra junto com Clarisse, fui na direção deles e ela já veio com tom ameaçador.

— O que você já quer? Já na basta a merda que você fez e agora quer fazer mais ainda?

— Meu assunto não é como você,sei lá poderia fazer o favor de retirar da minha frente.

— Eu não vou deixar o meu John sozinho com você.

— Clarisse — Ele chamou atenção dela, o que deixou a garota meio revoltada e ela deixou a gente sozinho.

— John, eu queria pedir desculpa por envolver você nisso que está acontecendo, não queria que você soubesse o que eu sinto por você desse jeito, eu queria que fosse de outra forma, mas não sei como vai ser às coisas daqui para frente, um dia um amigo me disse que deveria ser corajoso e dizer para as pessoas que amamos o que sentimos, mesmo que o sentimento dela não seja o mesmo que o meu. Eu te amo, desde o primeiro dia que eu ti vi, eu tentei várias vezes dizer isso, mas eu não tive coragem.

Senti que um abismo bem mais fundo abriu entre nós, John ficou olhando para mim por um tempo e eu para ele.

— Eu sei que você gosta de alguém e eu espero que essa pessoa goste tanto de você, do que eu gosto de você.

Eu não acredito que finalmente tive coragem, falei tudo o que eu estava sentindo naquele momento, deixei John sozinho e fui para a sala de aula, o sinal já tinha tocado e eu não queria ficar andando por aí sozinho pelos corredores da escola.