O Diario Secreto de Henrique
18 18º Capítulo - Algo inesperado
Alguns males vem para bem e outros simplesmente para acabar com a minha vida, Marcos tem me evitado muito esses dias e eu sabia que tinha alguma coisa acontecendo.
Quando eu entrei na biblioteca e estava indo para o meu canto, alguém me puxou para fundo da biblioteca.
Olhei para o meu sequestrador e era Marcos.
— Desculpa Henrique, não queria assustar você.
— Aconteceu alguma coisa?
— Meus pais não querem que eu fale com você, eles e alguns pais querem tomar medidas dramáticas sobre o que aconteceu. Eles acham que isso pode afetar todos os alunos. Nunca tinha acontecido isso antes. Eles vieram hoje na escola com uma lista de abaixo assinado querendo expulsar você da escola.
Eu não acredito que isso agora virou uma guerra dentro da escola.
— Roberta conversou com alguns amigos nossos e alguns pais estão vendo o que podem fazer para ajudar você.
Era difícil de acreditar que tinha chegada a esse ponto, eu voltei para sala olhando para todo, a qualquer momento a bomba poderia estourar e eu era causa de tudo isso, sentei na minha carteira, quando eu coloquei a minha embaixo da carteira tinha um monte de papel, eu peguei e comecei a ler o que está escrito:
“MORRA BICHA”
A medida que eu ia lendo as coisas estavam piorando, até desenharam um caixão com o meu nome.
Levantei do meu lugar e peguei as minhas coisas e sai correndo da sala, eu queria fugir dali, tudo estava me deixando louco, a minha cabeça começou a doer.
— Henrique?
Passei tão rápido pela Roberta, que nem sei como conseguir sair da escola sem que os monitores percebesse, mas eu queria estar longe dali.
Uma semana sem ir na escola, eu não me sentia seguro mais naquele lugar, o que estava acontecendo estava afetando demais e eu não consegui dormir direito.
Pior parte era fingir para os meus pais que eu estava indo para escola, mas uma hora não tinha como esconder o que estava acontecendo.
— Henrique, como foi a aula hoje?
— Mesmo de sempre chato e monótono.
— Porque eu recebi uma ligação da diretora dizendo que faz uma semana que você não tem ido para escola? Ela ligou perguntando se você estava doente.
— Mãe, eu não posso voltar para escola, tudo está me deixando louco, eu tô recebendo ameaça, tenho medo de entrar lá e não voltar mais para casa, se você não sabe tem um grupo de pais que estão tentando me expulsar da escola.
Eu me senti mais seguro contando para a minha mãe o que estava acontecendo, não sei como ela conseguiria resolver tudo o que está acontecendo.
Roberta
Eu não consigo ficar quieta com tudo o que tem acontecido, a escola virou um campo de guerra desde que a pessoa maldita inventou de infernizar a vida do meu melhor amigo, como eu queria achar o responsável por isso agora para poder dar um surra nele para aprender respeitar os outros.
Entrei no banheiro da escola e escutei uma conversa da minha Clarisse com as amigas delas.
— Em breve John vai ser só meu, agora que tirei o viadinho do caminho.
Elas estavam falando sobre Henrique o que será que essa víbora está aprontando, peguei o meu celular e comecei a filmar sem ela perceber.
— Foi muito fácil demais, se ele tivesse me ajudado a conquistar o John, talvez o segredo não tivesse sido revelado.
— Você foi muito malvada com ela.
— Ele recebeu o que mereceu, ninguém fica no meu caminho e sai impune, eu vou fazer de tudo para conquistar o John. Foi muito fácil demais, eu só tive que mexer nas coisas de Henrique para achar o diário dele.
Como eu queria socar a cara da Clarisse naquele momento, então ela foi a autora de tudo isso, mas ela mal sabe o que vai acontecer, quando eu mostrar a gravação que eu estou fazendo.
— Pelo jeito deu certo, faz uma semana que ele não aparece na escola.
— Eu coloquei na carteira deles algumas mensagens ameaçando ele. Essa autoras do campeonato ele deve estar querendo fugir do país.
Sai correndo do banheiro, eu precisava manter a calma, Clarisse precisa aprender uma lição por esta fazendo isso com o meu amigo.
Quando eu estava voltando para sala, vi John entrando na biblioteca, ele sentou no lugar secreto que Henrique gosta de ficar lendo ou escrevendo na hora do intervalo, quando ele quer ficar sozinho ou estudando.
— Oi, John.
— E aí Roberta? O que você está aprontando?
Queria contar para John o que tinha descoberto, mas tive as minhas dúvidas se poderia contar para ele o que estava acontecendo. John é um dos meus amigos que gosto muito, mas ele foi motivo de tudo isso. — Eu tô indo na diretoria, preciso mostrar algo para a diretora.
— Então você veio ao lugar errado. A diretoria é em outra direção.
— Eu vi você entrando na biblioteca e decidir falar um oi.
— Você é estranha.
Ele estava um pouco estranho, geralmente John é mais alegre e sempre sorridente. — Aconteceu alguma coisa?
— Henrique se declarou para mim, mas eu não pude dar uma resposta para ele.
— Eu acho que você deveria dar um resposta para ele, independente do que for, ele vai entender. Ele ama muito você, mas sempre soube respeitar o espaço entre vocês, diferente da Clarisse que falta comer você vivo. Eu gosto do vHenrique, porque ele é humilde e entende as pessoas. Pense no quanto ele está sofrendo agora.
— Vou pensar no que você disse.
Não demorou muito, Clarisse entrou igual a furacão na biblioteca procurando John.
— Em falar no diabo.
Sai correndo dali, a última coisa que eu queria era ter que enfrentar a minha prima naquela altura do campeonato, ainda mais, agora que eu sei sobre o segredinho dela.
Eu não gosto de ter ir jantar na casa da minha tia, ainda mais quando eu tenho que aguentar a praga da minha prima, mas o que eu poderia fazer, a minha tia tinha convidado e não queria ser a anti social da família, mas aquela seria a minha oportunidade de começar a guerra com a minha prima.
Tudo estava correndo tranquilamente no jantar, até chegar na hora da sobremesa, a minha mãe que tocou no assunto.
— Eu estou com muita pena do seu amigo Roberta, ele é amor de garoto, não esperava que isso fosse acontecer com ele.
Minha tia disse em seguida concordando com ela.
— O garoto que conheci nas suas férias, ele é um doce mesmo.
Clarisse não gosta que os outros elogie alguém, principalmente quem ela não gosta, não demorou muito para ela falar.
— Eu não acho que ele seja tudo isso, um arrogante, talvez ele mesmo tenha feito isso para chamar atenção.
— Henrique não faria isso, ele está sofrendo muito, ainda mais que ele recebeu ameaças de alguém.
O celular de Clarisse começou a tocar e ela ficou branca pela mensagem que ela deve ter recebido, eu já sabia mais o que era, mas eu precisava fingir que tudo estava tranquilo.
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