O Diamante Magnífico
2 Encontro com Feiticeira
Notas iniciais
- LYRA BELACQUA DA LÍNGUA MÁGICA! Você faz a mínima idéia do que aprontou dessa vez? – a voz tão irritada vinha da querida feiticeira Serafina Pekkala, Lyra e Pan nunca a viram irritada e foi assim que a reencontraram para suas aulas de magia particular no dia do solstício de verão às 5 da manhã. Não era uma cena muito agradável, contudo... – Você tem noção do perigo que você desencadeou? – ela estava cada vez mais brava. – Caos, terror, você não sabe do que o mundo capitalista de Will é capaz! Vão criar um inferno terrestre! Eles são tão, tão... HUMANOS!
- Péra, péra, péra, péra só um minutinho aí! Rebobina a fita! O que foi que eu fiz se eu estava com Dama Hannah em seu internato, como todos queriam e sob a total vigilância de Pan?
- Não acredito! Não acredito que bem na minha cara, debaixo do meu nariz e eu não percebi! Eu sou muito burra! – ela não estava mais falando com Lyra.
- Tudo bem... Eu tô bem aqui, boiando na conversa comigo, mas tudo bem... Beleza... — comentou amenizando o desconforto.
- Lyra! Isso é impossível! Repito: IM-POS-SÍ-VEL! – ela gritava tentando não convencer a Lyra, mas a si mesma.
- Tá, eu também sei separar as sílabas, mas não fico por aí me gabando por isso. — sarcástica.
- Não está certo! Você não tinha como... Vocês... – agora gemia.
- AHHH! – gritou Lyra, ela não aguentava mais esse lenga-lenga – Serafina! Você é uma bruxa, se recomponha! – e deu um tapa na cara dela – Mas antes... por favor, me conta!! — e aabriu um sorriso amarelo. — Por favor, por favor, por favor!... Eu ODEIO ficar por fora do que tá acontecendo! ME CONTAAAAA!!!!
Serafina deu uma tapa em Lyra, do mesmo modo, e reprimiu-a o mais calmamente que pôde– Controle-se garota!
Mais calmas depois do ataque de pânico, Serafina disse:
- Você tem certeza que não sabe de nada? – Lyra assentiu e ela continuou – Bem, é que, aparentemente vocês, não faço a mínima idéia de como, criaram um modo de unir mundos, criar novos e tudo quanto é besteira imaginável. E agora que foi descoberto, é uma arma muito perigosa que poderia destruir os universos e que muitas forças do mal a querem para detonar todas as dimensões existentes e inexistentes para que a vida e o amor não se propaguem.
Lyra parou por dois segundos encarando a feiticeira com uma cara de "essa foi a coisa mais gay que eu já ouvi!".
- Sério mesmo, você OUVE o que fala? Você não sabe como esse seu resumo soou besta. Assim, foi bem até "descoberto", a partir daí só faltou você dizer que eles querem, depois de destruir todas as dimensões, criar uma nova cheia de marshmallows, pôneis cor-de-marmelo-com-glitter, morros de baunilha azul e tudo parecendo com um grande sonho dorgado de um mistura de Flap Jack com Hora de Aventura.
- E eles vão? — Serafina estava nervosa.
- SARCASMO ALERT! (cadê minha plaquinha de sarcasmo?) Claro que não! E... você tirou essa história todinha da sua cabeça?
- Não é óbvio? É a mais pura verdade!
- É que parece idéia de filmes da Xuxa.
- Tá, tanto faz.
Fez-se um silêncio sepulcral até que Lyra perguntou:
- Então... Se essa loucura toda for verdade, há um jeito de eu e Will ficarmos juntos? — os olhos de Lyra brilhavam.
- Hã? Eu faço aqui um discurso sobre o caos que isso pode gerar e você está preocupada com ISSO?!
- Resumo, você fez um resumo... — Lyra corrigiu.
- AHHH! Hipérbole!
- Whatever... — ela deu de ombros e mudaram de assunto para como Serafina deveria mudar o penteado e os trapos que ela chamava de roupa.
- -
Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bingo!
- Bingo? Que danado de badalada é "bingo"?– as duas perguntaram sem entender. Mas Lyra se tocou de que era meio-dia do solstício de verão e que Will estava lhe esperando no Jardim Botânico, então nem se despediu de Serafina e correu em disparada para o Jardim Botânico, pensando em qual deveria ser aquela "arma poderosa" que poderia juntar ela e Will para sempre.
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