Notas iniciais
Hey gente! A viagem está chegando, quem está animada? o/ Hahaha. Muitas coisas estão por vir, mas enquanto isso não acontece, aproveitem o capitulo. Ah, esse capitulo em especial se refere ao capitulo 1, lembra que a Bella está toda estressada, e começa a refletir em como veio trabalhar na Runway? Então, quem quiser voltar no capitulo 1 só para ver... Obrigada a todas vocês que estão sempre comentando! Beijos, e boa leitura! ♥

POV Bella

Me espreguicei rolando para o outro lado da cama, então peguei o celular da cabeceira.

Puta merda!

Eu estava atrasada!

Vesti a primeira roupa que encontrei na minha frente, rapidamente fiz um coque frouxo e saí correndo do apartamento para o meu carro.

Comecei a dirigir, e quando exatamente eu queria dirigir mais rápido do que o permitido, vi o engarrafamento na minha frente.

Inferno!

Justo hoje que eu tinha essa maldita reunião!

Tantos carros ao mesmo tempo!

Quando tentei uma ultrapassagem, um motoqueiro buzinou, me mostrando o dedo do meio.

O trânsito aqui era sempre assim, eu já havia me acostumado, mas bem que hoje o trânsito poderia me dar uma trégua.

Se recomponha Isabella. – Eu disse a mim mesma.

Olhei para o relógio no painel.

Merda.

Meu chefe vai me matar.

Meu chefe vai me matar.

Eu comecei a repetir isso.

Suspirei.

Maldita reunião a qual eu não queria participar.

Então, para a minha felicidade, o semáforo ficou vermelho.

Ótimo.

Comecei a xingar o semáforo, como se de alguma forma isso o fizesse abrir mais rápido.

Uma eternidade depois, ele finalmente abriu.

Mas como se não bastasse, quando eu finalmente pude sair, engatei a marcha errada do carro.

Senti o carro me puxar violentamente para frente, e por um triz não bati no maldito taxi amarelo mostarda que estava parado a minha frente.

Merda!

Depois de me recuperar desse pequeno susto, senti meu celular vibrar.

Olhei para o banco de passageiros.

Era Victória.

Respirei fundo.

— Isabella! — ela disse em um tom autoritário do outro lado da linha. — Onde você está? me diga que está chegando.

— Sim, eu estou per... – Tentei dizer.

— Nem pense em se atrasar hoje, sabe que temos uma reunião ás 7:15.

Ah, se você soubesse o que te aguarda depois dessa reunião... – Pensei.

— Tudo bem. – Disse.

Mas, como de costume, ela já havia desligado.

Atravessei a Broadway Avenue, e de repente um exército de táxis vieram na minha direção.

Só podia ser brincadeira.

Era hoje que eu não chegava naquele prédio.

Inferno!

Então novamente meu celular começou a tocar.

Agora era o meu Chefe.

Engoli em seco antes de atende-lo.

— Isabella.— ele disse com um tom de voz arrogante do outro lado da linha. – Quero que traga meu café quando chegar. E não se atrase! — e desligou.

Não dava mesmo para acompanhar o humor dele.

Uma hora ele era gentil e condescendente, na outra arrogante e exigente.

Mantenha a calma. – Disse a mim mesma, enquanto esfregava minhas têmporas.

Eu já estava atrasada o suficiente, e ainda tinha que pegar a droga do café dele, e tinha que ser da Starbucks, que por um acaso estava longe de onde eu estava.

Ah doce inferno...

Por um momento refleti: Por que eu ainda estava nesse emprego mesmo?

(...)

Depois de pegar os cafés da Starbucks, corri novamente para o meu carro.

Olhei para o relógio, e eu estava mais do que atrasada.

Uma eternidade depois, eu finalmente estacionei meu carro na beira do acostamento e corri apressada.

Meu coração estava acelerado, minha respiração estava rápida e minhas pernas tremiam um pouco.

Cheguei em frente ao prédio e corri em direção ao elevador.

Até que ele se fechou.

Então eu tive que fazer uma coisa que não fazia a séculos: tive que usar as escadas.

Por tanto tempo, esperava que algo assim nunca acontecesse comigo, mas hoje aconteceu.

Toda merda aconteceu hoje.

E ainda tinha que dar a notícia a Victória.

Inferno, inferno, Inferno!

Corri as escadas o mais rápido que pude com minha condição exausta.

Meus pulmões ardiam e eu tive uma tosse estranha no meio do caminho.

Meu rosto estava definitivamente corado e foi exatamente na hora que estava no penúltimo lance de escadas que me dei conta que havia me esquecido de um pequeno detalhe:

Deixei todos os cafés no carro.

Ótimo.

Mas foda-se também, por que eu não ia voltar depois dessa maratona que enfrentei.

Meu cabelo estava todo bagunçado. — Um tanto inapropriado para uma reunião.

Quando finalmente cheguei ao meu andar, recebi olhares curiosos dos meus colegas.

Eu não tinha tempo nem de lançar um olhar feio para eles.

Abri a porta da sala com tanto ímpeto, que ela emitiu um som doentio ao se chocar contra a parede.

Cassete.

Ainda bem que era vidro blindado.

Todos os olhares se caíram sobre mim, é claro.

A mesa estava cheia, meu chefe na ponta, seguido de vários executivos, o pessoal do marketing, departamento gráfico, Alice, Victória...

Entrei na sala, como se não tivesse ideia de onde tinha surgido aquele estrondo, então sorri amigavelmente.

— Bom dia. – Disse enquanto tentava me sentar na cadeira com o máximo de dignidade que eu conseguia reunir naquele momento.

Edward pareceu abafar uma risada, então deu um pigarro.

— Bem, agora que todos finalmente parecem ter encontrado o caminho da sala. – Ele disse direcionando o olhar para mim. — Acho que podemos prosseguir.

Humor ácido. Mas que novidade.

Tive que me conter para não revirar os olhos.

— Bem, como já sabem, a semana de moda de outono está por vir, e como em todos os anos, eu ficarei ausente da revista por algumas semanas com minha equipe em Paris. Como em todos os anos a produção da revista será suspensa, mas a produção aqui dentro não irá parar, portanto quero que continuem com os trabalhos, principalmente...

Edward começou a falar sobre como todo o padrão de trabalho deveria continuar enquanto eles estivessem ausentes, logo em seguida Alice começou a falar, orientando sua equipe, Edward conversava com os executivos, e o pessoal do marketing, Victória anotava tudo atentamente, enquanto ele dava algumas sugestões de melhorias, e a meio a tudo isso eu estava totalmente tensa sobre a situação atual em que me encontrava.

Eu precisaria dizer a Victória que ela não iria mais viajar.

E eu sabia que eu não poderia fazer isso.

(...)

Quando a reunião finalmente acabou, e todos saíram da sala, me levantei do meu lugar, para me sentar ao lado de Edward.

Dei um pigarro.

— Sr. Cullen?

— Sim? – Ele disse mexendo em alguns papeis da mesa, distraidamente.

— Quero falar sobre a viajem a Paris... – Disse.

— Acho que já resolvemos isso ontem, Srta. Swan. – Ele disse com um tom seco. – O que me lembra, que tem algo que queira dizer a Srta. Nomad.

Respirei fundo.

—Não. – Disse com um tom de voz firme.

Dessa vez ele me encarou.

— Não? — Ele franziu a testa.

Balancei a cabeça.

— Tenho uma proposta.

— Proposta? – Ele levantou uma sobrancelha.

— Sim. – Disse. — Eu só vou a Paris se...- Me arrisquei a olha-lo. Ele mantinha uma expressão neutra.

— Se...? – Ele me incentivou a continuar.

— Se Victoria também for. Não é justo com ela. – Disse. — Nem somos amigas nem nada, mas eu não quero ter uma inimiga no meu local de trabalho. E se ela já não gosta de mim aqui, sem eu ter feito nada, imagine quando ela descobrir que foi chutada dessa viajem! – Eu não queria nem imaginar. — Então, você pode levar nós duas ou... Ou apenas lava-la como seria o esperado. – Dei de ombros, e ele me encarou com uma expressão nada amigável.

Não que eu não quisesse ir a Paris, quero dizer, quem não gostaria?

Mas diante o proposto, eu não poderia aceitar sob essas condições.

Seria o mesmo que a apunhalar pelas costas.

— Eu não te entendo. – Ele franziu a testa. — Qualquer pessoa em seu lugar estaria louca por essa viajem e, no entanto, ... – Ele balançou a cabeça. – Então você vem e me diz isso, sem me deixar opções...

— Correção, eu te dei duas opções. – Disse.

Ele deu um meio sorriso.

— Sim, opções muito coerentes Isabella. – Ele disse sarcasticamente, mas eu não liguei.

Então ele pareceu pensar por um minuto.

— Mas eu preciso de uma assistente aqui enquanto eu estiver fora, não posso levar as duas.

— Ótimo, então leve Victória. – Disse simplesmente.

— Não. – Ele me encarou irritado. — Droga Isabella. – Ele bufou.

— Eu não preciso ir se ela for.- Disse. — E eu não vou se ela não for.

— Mas eu quero que você vá!

— Mas se eu for, ela não vai, não é?

Ele não respondeu.

Então pensei por um instante.

— Para que exatamente vai precisar deixar uma das assistentes enquanto estiver fora, se a produção da revista vai ficar congelada enquanto estiver viajando? – Perguntei.

— Sempre tem tarefas a serem feitas. – Ele disse evasivo.

— Está me dizendo que nem sabe por que mantem uma das assistentes na Runway enquanto está viajando com a outra? — Perguntei. — Não me diga que é para poupar recursos financeiros, por que eu não...

— Não seja ridícula. – Ele me cortou. – Uma assistente é mais que o suficiente. Além do mais, quem vai atender os recados, pegar as datas das encomendas enquanto eu estiver fora?

— Bem... — Pensei por um momento. — Que eu saiba, a Runway tem vários ramais para onde essas ligações podem ser transferidas. – Dei de ombros.

— Sim, mas isso seria desvio de tarefas e sobrecarregaria os outros setores. – Ele disse como se fosse obvio.

— Sobrecarregar o que se a produção fica parada enquanto está fora?

Ele pensou em abrir a boca para me responder, mas fechou fazendo uma careta.

Ele não tinha resposta.

Então a porta de vidro foi aberta.

— Edward querido, eu sabia que o encontraria aqui! – De repente nós dois olhamos em direção de onde a voz vinha.

Ouvi Edward xingar baixo.

— Tanya. – Ele disse com uma voz contida. – Que surpresa.

Para falar a verdade, ele não parecia nada surpreso.

— Ah bobinho, nem tanto! – A loira riu. — Aposto que sua irmã avisou que eu viria! – Ela disse em um tom enjoado.

Ele bufou.

— Isabella, depois continuamos essa conversa. – Ele disse com um tom irritado.

Balancei a cabeça, e me levantei.

— Com licença. – Disse saindo, e deixando a sala de reuniões.

POV Edward

— O que está fazendo aqui Tanya? – Perguntei assim que ela saiu. — Achei que estivesse na Flórida.

— Na verdade, acabei de voltar de uma viajem a Grécia. – Ela disse ocupando a cadeira que há pouco Isabella ocupara ao meu lado.

— Grécia? – Disse surpreso.

— Sim. Mas não foi disso que eu vim falar.

Ela deu um sorriso aberto.

— É mesmo? – Disse franzindo a testa.

Eu odiava receber essas visitas inesperadas de Tanya.

Geralmente ela fazia isso quando queria alguma coisa.

E eu já tinha em mente o que ela iria querer desta vez, sem mesmo precisar falar.

— Sabe, a viajem a Paris está se aproximando...

Bingo.

—... Não se fala de outra coisa pelos corredores da Runway. Vai ser um evento e tanto.

— Sim, nenhuma surpresa eu presumo, afinal faço isso todos os anos. – Disse em um tom de voz cortante.

Ela olhou para as unhas postiças em um tom escarlate, então me encarou.

— Eu quero ir para Paris com você.

Ri sem humor.

— É claro que quer. – Disse. – Mas não vai.

— Por que? – Ela disse irritada. – Eu tenho tanto direito de ir quanto você!

— O que?!– Disse incrédulo.

— Você usa os meus funcionários de marketing, que alias são os melhores que se pode encontrar. Somos sócios nos negócios, já fomos casados, e eu quero ir para o desfile de Paris.

— Uma coisa não tem nada a ver com a outra. – Disse. – Você sabe que essas viajem são a negócios, não é Lua de mel.

— Não é... – Ela disse se aproximando mais de mim. – Mas poderia ser. – Ela disse passando as unhas em meu peito.

— Seja Razoável Tanya. — Afastei suas mãos. — Eu estou muito ocupado hoje, tenho que encontrar Marc Jacobs depois do almoço, não tenho tempo de ceder aos seus caprichos.

— Não é capricho. Ah, vamos lá, não vai me dizer que não sente saudades de quando estávamos juntos...

— Éramos jovens e idiotas Tanya. Totalmente irresponsáveis.

— Mesmo assim, foram bons tempos.

Fiz uma careta para ela.

O que exatamente ela se referia bons tempos?

Foi a pior época da minha vida

Eu me casei.

Meu pai morreu.

Toda a pressão caiu sobre mim.

Foi um período muito difícil em minha vida.

— Então.... – Ela disse me tirando de meus devaneios. — Você está saindo com alguém? – Tanya me olhou desconfiada.

Parei abruptamente e olhei para ela confuso.

Isso veio tão inesperadamente.

— O que? – Eu perguntei.

— Não sei... – Ela disse parando de repente. — Você parece diferente... Como se estivesse em outro lugar com seus pensamentos. Com a mente bem longe daqui.

Ela estava certa.

Ultimamente meus pensamentos estavam indo para outro lugar, especialmente para uma certa garota de olhos castanhos.

— Bem, é claro que eu tenho muitos pensamentos. – Retruquei defensivamente. — Tenho muito o que fazer, muitas coisas para resolver aqui.

— Não. – Ela balançou a cabeça. – é outra coisa... Só pode ser uma mulher– Ela disse apertando os olhos. – Não é? Eu a conheço?

Meu coração pulou uma batida, batendo em meu peito muito mais rápido que o normal. -O quê? — Perguntei, completamente surpreso. — Não seja ridícula Tanya.

Ela riu.

— Tudo bem, já que você não vai me dizer quem é ela... – Ela disse piscando. – Vamos voltar ao assunto de Paris.

— Eu já dei minha resposta Tanya. – Eu a lembrei. – Você não vai. Não há mais o que discutir. Ponto final.

— É mesmo? – Ela disse levantando a sobrancelha em desafio. – Então pode esquecer da nossa sociedade. Você não vai ter mais o meu pessoal do marketing.

O QUÊ?!

Ela não podia estar falando sério.

— Tanya, o que está dizendo?

— Que se eu não for a Paris com você, então não tem mais sociedade. Acaba aqui, agora.

Passei as mãos pelos cabelos, eu já estava a ponto de arranca-los.

Por que ela estava fazendo isso agora?

— Tanya. – Tentei dizer em um tom calmo. – Você pode pegar um avião a qualquer minuto e voar para Paris, se quiser, agora mesmo, não há nada que a impeça de fazer isso.

— Mas não é a mesma coisa! Eu quero ir nessa viajem.

Puta que pariu.

— Tanya. – Eu a alertei.

— Eu falo sério Edward, se você não me levar, pode dar adeus a nossa sociedade.

Inferno.

O que estava acontecendo com essas mulheres hoje que resolveram tirar o dia para me chantagear?

Primeiro Isabella dizendo que não vai para Paris se Victória não for.

E agora, minha ex-mulher chantageando cortar seu pessoal do marketing se ela não for a viajem também!

Inferno!

POV Bella

Havia acabado de voltar do meu carro para pegar os cafés, e joga-los fora. Com toda a minha pressa em chegar à sala de reuniões, acabei esquecendo deles, e a essa altura, eles já estavam frios, e eu não queria o meu carro cheirando a café quando eu fosse embora.

Devido meu atraso, e depois daquela visita inesperada na sala de reuniões, Edward não deu falta dos cafés. — Ainda. — Mas certamente daria a qualquer instante.

Voltei para minha mesa, Edward ainda não tinha chegado da sala de reuniões, a porta de seu escritório estava aberta, e a cadeira vazia.

O que será que sua ex-mulher veio fazer aqui hoje?

Depois de tantos meses trabalhando aqui, eu nunca havia visto ela por aqui. Será que ela sempre o visitava?

Será que era apenas uma visita casual?

Tentei voltar ao meu trabalho.

(...)

Estava abarrotada de sacolas quando cheguei.

Segurava os cafés enquanto abria a porta do meu andar.

— Graças a Deus você chegou! – Victória veio correndo apressada em minha direção. — Me dê esses cafés. – Ela disse retirando das minhas mãos com pressa.

— O que aconteceu? – Perguntei.

Ela olhou para porta do escritório, que estava fechada, e depois para mim.

— Eu não sei, mas ele está de péssimo humor. – Ela disse em voz baixa.

Fiz uma cara de “Qual é a novidade.”— Então ela balançou a cabeça.

— Não, eu quero dizer em um nível elevadíssimo. Ele está gritando com todo mundo, até com Alice ele já gritou.

Nossa.

Então era sério.

Fiquei pensando o que poderia ter causado isso.

Será que foi pelo que eu havia dito antes?

Não, ele estava irritado, mas não nesse nível de cuspir fogo, como Victória descreveu.

Será que tinha algo a ver com sua Ex?

Então antes que eu pudesse concluir qualquer pensamento, a porta abriu abruptamente.

Senti meu coração acelerar.

Edward veio em direção a onde estávamos, estendeu o braço, pegando o café da mão de Victória.

— Obrigado. – Ele disse voltando para sua sala fechando a porta.

Olhamos uma para cara da outra sem entender.

(...)

Havia acabado de voltar do almoço, e estava terminando de montar o cronograma da semana.

Já fazia um bom tempo que Edward estava em sua sala.

Vi Alice passar com várias pastas na mão, e acenar para mim e Victória, então ela entrou na sala de Edward sem anunciar, como sempre fazia.

Ainda pensava sobre aquele assunto mal resolvido.

Droga, se não fosse aquela interrupção mais cedo...

Bem, mas pelo menos eu estava ganhando tempo.

Alguns minutos depois vi a porta ser aberta, e Alice saiu da sala, vindo em minha direção.

— Edward quer que você entre. – Ela disse.

Olhei para a porta fechada, e depois para ela.

— Obrigada Alice.

Então ela acenou e foi em direção a porta de vidro.

Novamente senti meu coração acelerar.

Respirei fundo antes de bater na porta.

— Entre. – Ele disse.

Bem, pelo menos seu tom parecia calmo.

Entrei em sua sala, ele estava em seu notebook, como de costume.

— Sr. Cullen.

— Sente-se. – Ele disse desviando os olhos da tela.

Sente-me começando a sacudir as pernas ansiosamente.

— Tenho uma prévia de um desfile de coleções do Marc Jacob, acho que ouviu Alice comentando isso ontem...- Ele pareceu se lembrar de alguma coisa, então balançou a cabeça. — Era para ser na segunda, mas ele quer viajar com antecedência, então foi mudado para hoje à tarde. – Ele disse.

— Sim, a secretária dele ligou mais cedo para confirmar.

— Ótimo. – Ele disse. – Você quer ir?

Fiquei surpresa pela pergunta.

Geralmente ele não me dava escolhas, era sempre “você vai,” “você irá”, mas nunca “você quer ir”

— Bem... – Disse.

— Não iremos demorar. – Ele me garantiu, antes que eu pudesse dar qualquer resposta que sugerisse rejeição. – Ele irá apresentar alguns modelos da nova coleção que ele desenhou, vou opinar, selecionar os melhores modelos para a próxima edição e depois vamos embora.

Se ele estava dizendo...

— Tudo bem. – Disse. — Obrigado Sr. Cullen.

Ele sorriu.

A porta foi aberta abruptamente e eu nem precisaria olhar para saber que era Alice.

— Vamos? – Alice disse olhando para ele.

— Sim. – Então ele olhou para mim. — E Isabella irá conosco.

Alice sorriu animada.

(...)

Havíamos acabado de voltar.

Realmente Edward tinha razão sobre não demorar.

O pré- desfile mal havia começado, e Edward já estava torcendo a boca de reprovação. – Se bem que eu não posso culpa-lo. Um saco de arroz faria mais sucesso naquelas modelos.

Marc Jacobs havia apresentado sua coleção exclusiva, e a cara que ele fez durante essa meia hora em que estivemos no estúdio não foi das melhores.

Estávamos a caminho do elevador.

— Não é possível que ele tenha desenhado aqueles modelos. – Ele dizia mais uma vez a Alice.

— Bem, acho melhor não nos preocuparmos com isso agora. – Alice disse fazendo uma cara de insatisfeita. – Mas certamente teremos muito o que conversar depois dessa viajem.

— E aquela hora em que ele disse “fiz esse pensando exatamente em você” meu Deus! se ele tivesse me xingado teria ofendido menos. – Ele disse inconformado.

Me lembrei a que ele se referia.

Na apresentação da ultima peça da coleção, depois de notar a insatisfação que Edward transmitia. — Sem ao menos precisar abrir a boca. — Marc Jacobs apresentou um vestido, que parecia muito ter sido feito com cortinas. – Ele deve ser fã da Scarlett O’Hara* — mas o vestido era horroroso, cor de vômito de bebê. – Do filme era bem mais bonito.

Então o elevador abriu, e Alice se despediu, nos deixando sozinhos.

Ele estava quieto, então me virei.

— Sabe, eu sei que não está feliz sobre essa coleção. – Disse. — Mas foi bem interessante. – Comentei quebrando o silencio.

Ele olhou para mim.

— Então acho que não vê muitos desfiles. – Ele disse sorrindo.

— Não. – Balancei a cabeça rindo. — Na verdade, eu nunca tinha visto um desfile de perto. – Disse dando de ombros.

Ele riu.

— Bem, quando estivermos em Paris você vera muitos, então é melhor ir se acostumando.

Ele voltou a tocar no assunto da viajem, como se já estivesse tudo resolvido.

Mas não estava.

Franzi a testa.

— E por falar nisso... – Disse levantando uma sobrancelha sugestivamente.

Ele suspirou.

— Sim.

— Sim? – Disse confusa.

— Sim, você e Victória irão para Paris.

Franzi a testa.

— Edward. – Parei. – Isso é sério?

— Claro. – Ele disse. – E você tinha razão, sabe, sobre tudo que disse antes, e de qualquer forma... – Ele parou de falar, franzindo a testa pensativo.

— O que?

— Já percebi que com vocês mulheres, não há como ganhar uma discussão.

Então ele me lançou um sorriso.

Não pude deixar de retribuir.

Notas finais
* Scarlett O'Hara é a protagonista do livro "E o vento levou" Em uma passagem do livro, ela pega as cortinas do escritório da mãe, e pede para sua escrava fazer um vestido.