O Dia Da Caça
5 V – Procurando Pistas.
Notas iniciais
Boa Leitura o/
Quando Dante e Zero chegaram a casa, a polícia já havia passado por ali. Havia varias fitas amarelas, marcando o lugar deixando-o restrito até saberem o que de fato havia ocorrido naquela local. Era óbvio que jamais pensariam que aquilo era obra de um demônio, afinal a maioria dos humanos mal sabiam da existência desses seres e se sabiam de alguma forma mantinham isso em segredo.
Rapidamente passaram pelas fitas, com cuidado para não rasga-las, e então adentraram na casa vazia e silenciosa, fazendo seus passos ecoarem pelo chão de madeira. Na sala ainda havia marcas de sangue onde a família de Lita havia sido estraçalhada e aquilo fez o sangue de Zero ferver, porém se conteve em um suspiro irritado. A cozinha continuava bagunçada, como Ametista havia descrito para ele. Decidiu ir aos outros cômodos primeiro antes de revirar a bagunça.
-O que estamos procurando mesmo? – Dante perguntou, parando Zero no meio do caminho.
-Algo que nos leve ao demônio que esteve aqui... Você não ouviu o que a Ame disse?
-Pensei que o blábláblá não era importante e eu odeio fazer essas coisas – Dante defendeu-se.
-Gostando ou não, você vai fazer de qualquer jeito – Disse com um sorriso de canto – Mesmo porque você foi... Solicitado pra isso.
Dante soltou um muxoxo visivelmente irritado com as palavras de Zero, mas não deixava de ser verdade. Andaram até o corredor dos quartos, separando-se nos cômodos. Porém, por conta de um barulho estranho no chão, Zero decidiu voltar ao corredor. Pisou no chão com um pouco mais de força o ouvindo ranger e então se agachou dando leves batidas em volta do local.
-Ei, Dante, acho que achei algo aqui – Chamou o outro.
-Minha nossa, você me chamou pelo nome, vai chover – Dante escarniou.
-Cala a boca e vem logo.
Enquanto Dante se aproximava, Zero retirou com um pouco de dificuldade parte do piso de madeira, revelando o compartimento secreto que havia ali. Entretanto, Zero se afastou pelo cheiro que o lugar emanava.
-Wow, você abriu o esgoto ou o quê? – o mestiço reclamou.
-Eu sei lá – Deu os ombros e então olhou para Dante que deu uma pequena risada nervosa, entendo exatamente o que Zero queria.
-Ha! Nem ferrando – Dante respondeu – O que é? A princesa está com medo de colocar a mão ai, furar o dedo e dormir pra sempre?
-Vá à merda, ok? – Zero replicou enquanto o outro ria. Acho que é exatamente o contrário, conteve-se em dizer.
Agachou-se novamente, levantando a manga de sua blusa e logo colocou sua mão para dentro do compartimento, entretanto aquele compartimento parecia bem maior do que previa, fazendo-o deitar no chão. Tateou primeiramente a terra para, em seguida, sentir algo úmido por debaixo de seus dedos. Aquilo de certa forma fez seu estomago dar voltas; Respirou fundo, sentindo fios dos quais pareciam aparecer mais e mais. Então encontrou a fonte de tudo aquilo.
Tirou rapidamente sua mão de lá, sentindo certo nojo. Não havia sangue, era algo mais parecido mais com gordura, ou algo próximo disso, o que o deixou mais enjoado ainda.
-Sério, não coloco mais minha mão ai nem que minha vida dependa disso – Falou – Parece que tem uma cabeça ali.
Dante arqueou a sobrancelha.
-Por que diabos esconderiam uma cabeça?
-Você vem perguntar pra mim? – Zero mantinha-se no chão, tentando se concentrar para fazer aquela sensação terrível desaparecer.
No entanto Zero não teve muito tempo para se recuperar. Dante logo correu de volta para a cozinha, fazendo Zero o seguir. Em seguida, uma chuva de balas fez com que o jovem caçador corresse em direção a Dante, dando-lhe um empurrão, tirando o equilíbrio do mais velho e cessando os tiros.
-O que você está fazendo?! – Dante perguntou furioso por ter sido interrompido.
-Cale a boca! – O outro rebateu.
Aproximou-se do pequeno demônio que jazia no chão recuperando-se dos tiros e retirou a adaga da bainha em sua cintura. Com rapidez, cortou uma das pequenas asas do demônio fazendo com que ele grunhisse de forma estridente. Abaixou-se batendo ponta da adaga no chão de madeira, bem em frente aos olhos do ser e o olhou fixamente.
-Se você não responder o que eu perguntar, não vai ser só a sua asa que vai perder.
O tom de Zero era ameaçador e naquele momento Dante resolveu se aproximar por curiosidade.
-Hm... Belo jeito de torturar. O que você tem ai? – O caçador perguntou.
-Quieto ou a sua língua também será cortada, Filho de Sparda.
Dante soltou um muxoxo impaciente enquanto Zero fazia as mais diversas perguntas para o demônio, que no começo parecia não estar disposto a respondê-las. Porém, com mais uma ou duas ameaças, Zero conseguiu exatamente o que queria: um nome. O nome do demônio que estavam procurando.
Com seu trabalho terminado, Zero deu espaço a Dante para finalizar aquele demônio de uma vez por todas, antes de voltarem a Devil May Cry.
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