O Dia Da Caça
6 VI – Desconfianças.
Notas iniciais
Mais um cap!
Espero que curtam ;)
Ametista estava apoiada na mesa de Dante, mais frustrada do que nunca. Ao seu lado estava Shamash, de braços cruzados e olhar indiferente. Logo a sua frente estava Trish, tentando consolá-la de alguma forma. Mas pelo visto nada tiraria aquele sentimento da jovem mestiça. O demônio que procurava parecia ter sumido como se soubesse que alguém iria atrás dele.
-Deve haver outra forma de achar esse demônio, Ame. – Trish a tranquilizou – Nós vamos descobrir.
-Mas nós não temos tempo – Ametista gesticulou irritada – Cada hora que perdemos tentando achar um jeito de encontrar esse demônio, Lita...
Ametista suspirou com as palavras morrendo em sua garganta. Mal conhecia a garotinha, mas isso não queria dizer que não se importava. Era uma vida que estava se extinguindo bem diante de seus olhos.
Shamash, que até então estava alheio à conversa, olhou para a porta, fazendo com que as outras duas o acompanhassem com os olhos.
-O filho de Sparda está voltando – Anunciou calmamente.
Zero foi o primeiro a entrar e, pelo olhar, Ametista pode ver que sua paciência já estava se esgotando, logo atrás vinha Dante e os dois pareciam ainda trocar “elogios”. Ametista se aproximou rapidamente do companheiro o abraçando, mas logo o afastou.
-Você foi onde? Está cheirando a esgoto.
-Obrigado pelo elogio – Ele sorriu de forma sarcástica. – Eu fui onde me pediu pra ir e...
-E seu namoradinho tem um jeito interessante de torturar – Dante o cortou – Ele usa um tipo de ácido, ou sei lá o que, em uma adaga – Deu os ombros.
-Ácido? – Trish perguntou – Mas o ácido corroeria o metal – E então olhou para Ametista e Zero.
O casal teve uma rápida troca de olhares antes de Ametista responder:
-Não se a adaga for demoníaca. Eu roubei do meu pai – Falou rapidamente.
-Certo – Trish concordou, estreitando os olhos. Sabia que havia algum segredo ali, entretanto decidiu que no momento era melhor ficar quieta.
Dante então andou até Ametista ficando entre ela e Zero, o que fez o outro protestar e mais uma pequena discussão se instalar ali por alguns minutos. Quando Zero parou de reclamar Dante simplesmente arrancou o pingente do pescoço de Ametista, como um ladrão qualquer faria e então foi em direção a sua mesa.
-Ei! Devolva esse pingente – Ametista falou – Isso é roubo!
-Não quando você pede ajuda a um “ladrão”. E depois do que eu ouvi hoje da boca daquele demoniozinho de araque, é melhor que fique comigo.
Ametista olhou para Zero, cruzando os braços e esperando uma explicação.
-Esse demônio, Fenris, vai atrás de quem tem o pingente, Preciosa. – O humano explicou. – E o que ele faz com as vitimas... Bem, creio que você já sabe...
Ametista bufou, virando-se para Dante. Já sabia o que aquele pingente representava e ele deveria estar em seu pescoço, porque matar aquele demônio era mais do que a vingança da pequena Lita nas mãos dela, era uma questão de honra.
-Me devolva esse pingente, por favor? – Ametista se controlou para se mostrar tranquila e educada como sempre fora.
Aquela altura, Dante já estava sentado confortavelmente, com os pés em cima da mesa. O pingente amarrado em seu pescoço.
-Você pediu ajuda, ele fica comigo – Dante rebateu, fazendo com que a mestiça cerrasse os punhos.
-Dante, isso não é justo, esse demônio é meu! Eu devo isso a Lita!
-Se você quer tanto, venha pegar – Dante desafiou, crente que Ametista só ficaria mais irritada, porém nada disso aconteceu.
Em uma fração de segundos, Ametista estava em cima de sua mesa, com a mão em seu pescoço, como um animal sedento. Segurou o braço de Ametista com força que a mestiça mal pareceu se importar. Os olhos de ambos faiscavam de forma intensa. E aconteceria algo pior se Trish não fosse a primeira a sair do choque que aquela cena proporcionou. Tocou levemente o ombro de Dante, lhe dando um leve choque e fazendo com que a mestiça também fosse atingida.
-Ouch, Trish! – Dante reclamou, contudo, continuava a segurar Ametista. – Isso dói, sabia?
-Solte ela! – Trish falou – E você saia de cima da mesa!
Ainda se olharam por um tempo até Dante a soltá-la para descer da mesa. Shamash fez menção de se mover, mas Ametista o parou. Continuou a encarar Dante que portava um sorriso vitorioso.
-Isso não vai ficar assim – Disse por entre os dentes.
-Agora deu pra ameaçar também? – Dante perguntou.
-É um aviso.
Então se virou, saindo da loja e sendo seguida por Shamash e passando por Zero, do qual saiu do transe com um leve empurrão do demônio. Porém antes de sair Zero voltou a olhar para o local onde aquela cena bizarra havia acontecido. Suspirou. Ele deveria estar louco, mas o que havia visto ali fora muito mais do que Dante e Ametista.
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