O Dia Da Caça
8 VIII - Informações.
Notas iniciais
Enfim, eu não sei se disse lá no começo da fic, maaaas:
Alyssa é minha até o ultimo fio de cabelo, mas é claro que se vc quiser usar vc pode o/ É só pedir ou dar os créditos =D Sou uma pessoa boa ^^
Se havia alguém naquele mundo que Ametista não gostava esse alguém era Alyssa, ex-namorada de Zero e quando o mesmo parou na porta da casa dela, Ametista soltou um leve suspiro contrariado. Sabia que Alyssa poderia conseguir o que queriam, mas não gostava de ficar muito perto da humana. Esta possuía os cabelos lisos, na altura dos ombros, falsamente loiros e olhos castanhos bastante intimidadores. Sua pele era levemente rosada, lhe dando até um ar meigo, coisa que a mestiça já sabia que ela não era. Usava um conjunto de moletom por conta do clima que começava a esfriar.
A humana também pareceu não gostar da ideia da mestiça estar com Zero, olhando-a com certa raiva, entretanto liberou a passagem para dentro de sua residência.
A casa de Alyssa era suficientemente grande para acomodar ela e seu bichinho de estimação: um gato preto, do qual não tirava seus olhos verdes de Ametista e parecia bem irritado com a presença da mestiça. Se Ametista bem lembrava, fora atacada quando mais nova por um cachorro no meio da rua e pelo jeito que o gato a olhava aquilo não demoraria a acontecer também.
–Hm... Acho melhor tirar o gato daqui – Zero pronunciou ao ver Ametista e o gato se encarando.
Alyssa rolou os olhos, mas acabou fazendo o que Zero havia pedido, antes que algo acontecesse. Assim que voltou encontrou os dois acomodados no sofá conversando baixinho. Pigarreou, sentando no outro sofá e puxando seu notebook para perto, ouviria o que eles tinham para dizer e aí escolheria se ajudaria ou não.
–Então, em que posso ajudar? – A humana começou.
–Não é um psicopata, só pra constar – Ametista falou deixando Alyssa confusa – No seu artigo...
–Isso é muita cara de pau da sua parte! – Alyssa rebateu nervosa por seu notebook ter sido bisbilhotado, fazendo com que Ametista desse os ombros.
Zero suspirou antes de falar:
–Foi um demônio... Mas não é disso que nós viemos falar. Provavelmente seu chefe vai ficar feliz com o artigo de qualquer forma. O que queremos é que você descubra uma coisa.
–O quê? – Alyssa perguntou emburrada, como uma criança. – Espero que não seja descobrir onde essa coisa está.
–Não. Não – Zero rebateu.
–É algo dele, na verdade – Ametista continuou. — Essa família tinha algo dele que sumiu e queremos saber onde está.
Então Ametista pediu um pedaço de papel e uma caneta e começou a desenhar enquanto Zero explicava tudo o que havia acontecido até o momento para deixar Alyssa a par do que ocorria. O pingente que procuravam era o que marcava as “refeições” do demônio.
Depois de alguns minutos, Ametista entregou o papel à loira que analisou por alguns instantes antes de falar ligeiramente surpresa:
–Não sabia que desenhava tão bem.
Ametista deu um sorrisinho de canto.
–Algumas pessoas nascem com um dom, outras não – Alfinetou, recostando no sofá.
–Sei – A humana olhou a mestiça ameaçadoramente, mas se recompôs – Enfim, sabe o nome do dono do pingente?
Zero e Ametista se olharam antes de negarem. Tudo o que tinham era Lita e duvidavam que o nome dela pudesse estar relacionado a qualquer coisa.
–Endereço, talvez? – Alyssa perguntou, suspirando.
No mesmo papel que Ametista havia desenhado, Zero escreveu o antigo endereço de Lita sem pensar duas vezes. Estava imaginando como Alyssa poderia conseguir algo.
–Uhn – Alyssa fez pensativa. – Amanhã na hora do meu almoço vocês podem me procurar nesse café... — Alyssa anotou em outro pedaço de papel o endereço.
–Você vai conseguir até lá? – Zero perguntou, recebendo um olhar furioso da loira.
–Você só pode estar brincando comigo! Lógico que eu vou conseguir isso! Não duvide de mim.
–Certo, certo, desculpa — Zero levantou as mãos como se estivesse se rendendo a um assalto. – Acho que já podemos ir, Preciosa.
Ametista levantou-se olhando Alyssa e respirou fundo. Achava que Alyssa daria certo com Zero, aliás, deveria ter dado certo assim Zero não passaria por tantos perigos ao seu lado. Sentiu o humano a pegar pela mão, e se despedir de Alyssa. Subiram na moto e partiram para casa, porém o pensamento não saía de sua cabeça. Queria que Zero fosse feliz, mesmo com ele dizendo que era feliz com ela... Na verdade queria que Zero vivesse, mesmo que fosse com outra pessoa.
No dia seguinte foram ao café indicado por Alyssa, entretanto Ametista achou melhor somente Zero entrar. Ele a encontrou sentada em uma das mesas mais ao fundo; Seus cabelos estavam presos em um coque, onde alguns fios caiam sobre o rosto. Usava um terninho preto por cima de uma blusa preta, calças compridas e salto preto mediano. Tomava distraidamente um cappuccino com chantilly enquanto fazia algumas anotações em um bloquinho ao lado. Logo que percebeu Zero, pediu para o mesmo sentar a sua frente.
–Eu disse que conseguiria – Alyssa abriu um sorriso vitorioso.
–Ainda quero saber como você consegue isso – Zero falou, cruzando os braços.
–Tenho os meus contatos... Mas vamos ao que interessa? Sua queridinha não pode ficar esperando e eu não posso fazer muita hora – Piscou, dando uma pasta a Zero. – Não precisa ler se não quiser, eu sei de tudo.
–Certo – Ele abriu, folheando o que Alyssa havia conseguido. – Seria bom um resumo.
Alyssa riu.
–Você continua tendo aversão por leitura? – Zero concordou timidamente. De fato odiava essas partes e deixava tudo para Ametista. Gostava mesmo era de entrar logo na ação. – Ok. A família estava endividada fazia um tempo já, então eles venderam tudo o que tinham de valor para uma loja de penhora, para conseguir um empréstimo fácil, rápido e sem burocracia. Mas calma antes você perguntar está aqui. – Então Alyssa estendeu a ele uma folha de seu bloco de anotações – É a loja onde eles venderam as coisas. Provavelmente esse pingente que vocês querem tanto está ai.
–Obrigado – O rapaz agradeceu meio sem jeito – Não sei nem como te agradecer.
–Agradeça permanecendo vivo – Alyssa pronunciou de forma ríspida, porém logo sorriu, sendo imitada por Zero. – Se você estiver vivo, então você já está me agradecendo.
–Você não precisava nem pedir – Piscou levantando-se e depositando um beijo da testa da outra – Nos vemos por ai, Alyssa.
Parece que é sempre a última vez que o vejo, a jovem ainda olhou para trás vendo Zero se afastar e então voltou sua atenção a suas anotações.
Quando Ametista viu Zero sair do café, correu em sua direção curiosa com o que ele havia conseguido. Logo o rapaz lhe estendeu a pasta do qual a mestiça folheou calmamente parecendo interessada.
–Parece que a família de Lita vendeu tudo o que tinha. Nosso pingente está aqui – Zero falou estendendo a pequena folha para Ametista.
–É uma travessa do centro, aqui perto... – Então suspirou demonstrando irritação – Parece que nosso querido demônio teve mais um motivo pra matar a família de Lita.
–É o que parece — Zero respondeu. – Vamos logo atrás disso.
A loja de penhora se escondia entre alguns pequenos prédios em uma travessa no centro da cidade. Era escura e cheirava a coisa velha, também não tinha muito espaço para caminharem por conta dos objetos ali expostos. Era tanta coisa que Ametista teve que redobrar sua atenção para não trombar com nada ali dentro.
–Posso ajuda-los? – A voz desconhecida fez Ametista quase derrubar um grande vaso de porcelana. Sorte que ela foi ágil o suficiente para segurá-lo antes que caísse, o colocando no lugar.
Ao olharem pra o dono da voz, se depararam com um rapaz de cabelos loiros escuros e curtos. Seus olhos eram de um castanho-esverdeados e bastantes gentis. Seu físico era comum, nada que pudesse chamar muita atenção.
–Precisamos saber das coisas da pessoa que mora nesse endereço – Zero falou, escrevendo rapidamente no mesmo papel que Alyssa havia lhe dado.
O rapaz pareceu analisa-los por um tempo, desconfiado.
–São parentes? – Perguntou finalmente depois de alguns minutos.
–Somos – Ametista falou – E precisamos saber onde está tudo que é nosso.
Mais uma vez o rapaz pareceu desconfiado, indo até um pequeno balcão ao fundo da loja. Zero e Ametista se olharam dando os ombros. Achavam que o rapaz não acreditaria neles, entretanto ele veio com um pequeno caderno e o abriu antes de anunciar:
–Olha, aqui é onde os donos dos pertences assinam quando dão os itens para a loja e recebem o dinheiro – Explicou. Um sistema um tanto antiquado, Ametista pensou – Aqui há também o endereço e pelo o que eu estou vendo a noticia não é boa para vocês. O leilão dos pertences já foi feito há dois dias.
–Não pode ser verdade – Zero reclamou – E onde estão eles agora?
–Ah bem... Só um instante.
Novamente o loiro sumiu para dentro da loja e voltou logo depois.
–Senhor Jensen comprou. Ele não mora muito longe – Começou para então dar a indicação de onde deveriam ir.
Notas finais
Proximo passo: Pegar o maldito pingente o.Ó
Até o proximo domingo ;)
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