O Dia Da Caça

9 IX - O Pingente do Demônio


Notas iniciais
Boam dia!!!

Postando hj pq amanha é meu dia e eu não farei nada 8D

Boa leitura o/

Ametista havia sentido o objeto demoníaco assim que se aproximaram do prédio onde o comprador morava. O edifício era simples, de tijolos a vista, janelas brancas e quatro andares. Nada muito complicado.

O plano era simples até: entrar e pegar o pingente.

-Então vamos tirar nos palitinhos ou no par ou impar? – Zero perguntou em um tom divertido, entretanto Ametista podia sentir sua ansiedade.

-Não vamos invadir – Ametista informou rindo – Shamash vai.

-Shamash? – Zero arqueou a sobrancelha ligeiramente desconfiado.

Logo o demônio se juntou aos dois, esperando a ordem de sua mestra. Apesar de sua habitual indiferença, os dois puderam notar um brilho diferente em seu olhar.

-Me deixe adivinhar... Ele está com a gente desde cedo?

-Aham – Ametista concordou – Enquanto você estava com Alyssa, eu e Shamash arquitetávamos um plano.

Zero arregalou os olhos em uma admiração muda, as palavras quase não saíram de sua boca.

-Você é terrível Preciosa – Disse em meio a um sorriso – Nem sabia se daria certo, mas mesmo assim...

Ametista riu.

-Eu não sabia se daria tudo certo na loja de penhora, mas sabia que Alyssa conseguiria algo. Ela gosta de te impressionar – Sorriu de forma gentil, então voltou sua atenção ao demônio. — Shamash agora é com você. Faça o que combinamos e não chame muita atenção. –Piscou.

Zero não deixou de rir da última frase de Ametista enquanto via Shamash se afastar, indo em direção ao prédio.

-Capaz de perguntarem de que festa ele saiu – Brincou referindo-se as vestes do demônio.

Shamash entrou tranquilamente no prédio, subindo pelas escadas até o apartamento onde pode sentir a energia do pingente e derrubou a porta com um chute. O que não esperava era que o novo “dono” do pingente estaria presente. Como havia prometido à Ametista que não o machucaria caso o mesmo estivesse presente o empurrou para o banheiro, segurando a maçaneta por um tempo para aquecê-la. Do outro lado, o humano berrou ao tentar abrir a porta o que fez Shamash dar um pequeno sorriso, porém não tinha tempo a perder. De qualquer forma o humano não sairia tão cedo dali.

Encontrou o pingente em um quarto modificado para ser um pequeno escritório. A joia estava em uma caixa de veludo azul escuro com um laço dourado, dos quais Shamash descartou. O próximo passo era um pouco mais complicado: avisar o verdadeiro dono do pingente que estava o desafiando. Julgando que o mesmo não estava no Mundo Humano, avisou os demônios da área apara atraí-lo até Ametista.

Assim que terminou tudo o que tinha para fazer, Shamash retornou para sua mestra entregando-lhe o pingente.

-É fria – A mestiça comentou, abrindo um largo sorriso – Se é fria quer dizer que temos vantagem! — Continuou quase saltitante.

-Sim é um demônio de gelo e logo ele irá até você, Jovem Mestra – Shamash comunicou.

-Ótimo, Shamash! – A mestiça disse animada, contendo a vontade de abraça-lo.

Então se virou para Zero entregando o pingente para o mesmo, que não hesitou em pegar.

-O que quer que eu faça com isso?

Entretanto quem respondeu foi Shamash:

-Você será a isca.

-Eu... o quê? – Zero piscou algumas vezes voltando a rir, mas ao ver o olhar sério de Ametista mal pode acreditar que era verdade. – Por que eu tenho que ser a isca quando temos um demônio pra isso? Você sabe que eu gosto de matar essas pragas e não servir de isca delas, Preciosa.

-Eu sei – Ametista respondeu calmamente – Mas encare como um castigo pelo o que fez.

-Wow, eu fiz o quê? E além do mais eu pensei que nossos castigos eram dados de outra forma.

-Você usou a adaga na frente do Dante! Tem noção na confusão que isso pode dar pra Loralai?

-Hm... Não. Mesmo porque ele foi idiota o suficiente pra cair na historia do ácido. Larga a mão de ser paranoica com isso. Ele não vai atrás da Lorelai, nem seu pai está ligando pra Lorelai.

-Não – Ametista suspirou – Não é disso que eu estou falando. O Dante pode abrir a boca para aquela vadia-mor. Ela sabe como o fazer abrir a boca.

-Ah, eu imagino que sim – Zero comentou, levando um tapa no ombro – Ok, ok, eu pago o meu castigo, fazer o quê?

-Ótimo – Ametista concordou irritada – Vamos para um lugar longe de tantas pessoas.

Voltaram para moto, indo para uma parte da cidade mais afastada, onde quase ninguém passava. Logo avistaram um galpão abandonado, ali era onde Ametista esperaria pela sua caça. Não deixou de sorrir ao ver que tudo parecia estar dando certo.

Zero caminhava pela rua, com uma das mãos no bolso de sua calça, afastando-se cada vez mais de Ametista e Shamash. Esperava que tudo desse certo, afinal nunca fora uma isca. Espero não perder um braço nessa, pensou. Passou a outra mão na adaga em sua cintura e em uma de suas pistolas. Olhou para trás e deu um sorriso, daria tudo certo. Confiava em Ametista mais do que confiava em si mesmo.

Notas finais
Próximo passo: Pegar esse demônio de uma vez por todaaaaas o.Ó

(com o Zero de isca LOL)

Até domingo que vem o/