O Diário De Bella
6 I'm Fine
Notas iniciais
Estou a começar a ficar farta disto :-/
Este é um dos meus capitulos favoritos... Por isso respeitem isso fantasmas e digam só um oi tá?
Espero que gostem...
31 de Dezembro de 2003
Querido diário. Hoje é a grande noite. Sim! Hoje é a festa de virada do ano em casa dos Cullen. No momento são 18h, e já tenho até um vestido. Estou nervosa, querido diário…
Estava até com medo de não caber no vestido que Renée comprou especialmente para esta noite. Estes últimos dias apenas comi uma maçã como café da manhã e uma taça de cerais antes de ir dormir, passei todo santo dia com fome, mas é mais agradável do que ficar me enchendo e depois ter de forçar o vómito.
Gabbe achava que não teria mal, mas da ultima vez que despejei tudo no vaso sanitário senti o sabor de sangue em minha boca. Não sou nenhuma idiota, sei perfeitamente que vomitar sangue não pode ser bom sinal.
Não posso comer. Não posso! Não posso! Não posso! Mas que porra, sinto minha boca salivar só de imaginar uma lasanha… CHEGA!
Tenho de manter meu foco. E meu foco no momento é ter um corpo tão bonito quanto o de Tanya. Tenho me esforçado tanto querido diário… Hoje é minha chance….
–Por amor de deus! Você devia estar se arrumando e não escrevendo nesse treco! – Gabbe bufava irritada. Não sei ao certo o que pensar. Gabbe estava se tornado uma companhia cada vez mais agradável. Na verdade, era a única companhia que eu tinha nas férias. Renee estava trabalhando e voltava muito tarde. “Bella porque não sai com seus amigos?” Me lembrei de Renee me perguntar isso uma noite ao jantar. O que poderia dizer?
Mamãe, o povo todo me odeia. Não tenho amigos?
“Eu vou um destes dias” me senti mal por mentir para minha mãe, mas se isso a fazia feliz…
–Vou nem voltar a debater esse assunto com você. – ignorei Gabbe e me concentrei novamente em meu diário.
Só quero que Edward goste de mim. Só quero um amigo, que não seja fruto de minha imaginação fértil.
–Um amigo? Você quer é namorar o gostoso do Cullen isso sim! –Gabbe gargalhou me deixando corada. Mas que poah. Respirei fundo ignorando Gabbe que espreitava sobre meu ombro.
Gabbe está insuportável hoje querido diário… Depois conto para você como foi a festa.
Beijos da Bella
–Eu não acredito que você escreveu isso sobre mim! – Gabbe bateu o pé meio indignada me fazendo gargalhar.
–Mas você está sendo realmente insuportável. Eu estava querendo escrever e…
–E nada! Eu estou certa! Você sabe o quão louco é ficar escrevendo em um caderno horrível como se fosse seu amigo ou assim?- Gabbe se jogou na minha cama, exibindo seu corpo perfeito.
–Sim, porque ficar discutindo com uma amiga imaginária é a coisa mais normal de se fazer. – revirei os olhos, e fui até ao banheiro tomar meu banho. Depois do banho vesti meu novo vestido azul. Não era de nenhuma marca cara nem nada do género. Mas isso não significava que não fosse realmente lindo apesar de simples. Penteei meus longos cabelos castanhos com algumas mechas ruivas. Meu cabelo, era a única coisa que realmente me agradava em mim. Tanya podia me chamar de gorda, feia, nerd, idiota ou fosse o que fosse. Mas nunca jamais havia xingado meu cabelo. Porque eu sabia perfeitamente que apresar de tudo, era a única coisa certa que tinha em mim. Estou até parecendo uma garota fútil falado assim de meu cabelo...
–Bella, vamos logo filha! – Renée estava gritando ao fundo das escadas, me tirando de meu transe. Me olhei no espelho e tirei meus óculos os pousando sobre o pequeno suporte, dos produtos de higiene.
Eu era míope, e sem meus óculos não conseguia enxergar nada. Mas… Será que Edward iria me achar menos feia sem meus óculos? Jacob zuava tanto meus óculos… Ele já os havia quebrado tantas vezes…
–Você quer ou não conquistar o Cullen? – estremeci com o som da voz suave de Gabbe junto de meu ouvido. Gabbe era realmente linda…
–Quero… Mas, eu não consigo enxergar nada sem óculos e…
–Você prefere enxergar bem ou que Edward olhe para você?– olhei meio relutante para meus óculos, e os arrumei dentro de minha bolsa.
–Os deixe aqui! Porque vai levar essa coisa feia?! – Gabbe estava fazendo birra, mas fosse como fosse eu iria levar meus óculos. Talvez poderia não usar, mas só para o caso…
Calcei meus ténis brancos e saí de meu quarto. Desci as escadas, e logo encontrei Renée com um lindo vestido vermelho. Mamãe estava realmente linda.
–Você está linda filha. – Renée depositou um beijo suave em minha testa. Não sei descrever ao certo o que estava sentindo. Quando foi a ultima vez que alguém havia demonstrado o mínimo de carinho por mim? Eu estava carente de afecto. Eu estava carente de contacto humano, tudo o que queria era um abraço e alguém me sussurrando que tudo ficaria bem. Saí de meu transe assim que Renée se afastou-
–Filhan onde estão seus óculos? Você sabe que não enxerga nada sem eles…- Renée franziu a testa, me analisando.
–Hã… — mordi meu lábio inferior, tentando me lembrar de alguma desculpa plausível. Eu era uma péssima mentirosa e odiava mentir para Renée.
–Eu… Bem… Hã…
–Bom. Seja como for, estamos atrasadas. Falamos disso depois. – suspirei aliviada. Eu teria tempo para inventar uma desculpa mais tarde. E com sorte, Renée iria se esquecer do assunto até ao final da noite.
Saímos de casa, e caminhámos juntas até à casa dos Cullen. Estava uma noite agradável apesar de bastante fria. Mas né, estávamos em Forks.
–Estou ansiosa para você conhecer a Esme. Ela é uma pessoa fantástica! Acho que é a primeira amiga que tenho em anos. E ela tem um filho, que estuda na mesma escola que você. Você conhece? Acho que se chama Edward! E oh, também tem uma filha, acho que é de sua idade. Mas não mora aqui em Froks… Acho que a menina vive em Nova Iorque com a avó que ao que parece está muito doente… — Renée foi o caminho todo tagarelando, não me dando nem espaço para responder fosse ao que fosse. Nunca havia visto Renée tão feliz… Assim que avistei a casa dos Cullen, meu coração deu um enorme pulo em meu peito. Renée se apressou em entrar, já que a posta estava aberta, provavelmente para facilitar a entrada dos convidados. Entrei meio relutante, com as pernas tremendo como gelatina.
Uma mulher muito bonita se aproximou sorridente a abraçou Renée. Aquela certamente seria Esme Cullen. Mãe de Edward… E sim, ela era tão linda como eu havia imaginado. Esme transbordava elegância, sus olhos verdes eram lindos e calorosos assim como seu sorriso. Eu estava encantada com a bela mulher, que me comprimento com um sorriso verdadeiro.
–Você deve ser Isabella! Renée me falou muito de você. – Esme sorriu e me deu dois beijos, me deixando corada.
–Sim… Mas pode me chamar de Bella dona Esme.
–Ora essa. Nada de dona. Só Esme. – é, eu havia realmente gostado da mãe de Edward.
–Olhe só. Já gostei de sua futura sogra. – sustive a respiração assim que Gabbe se fez presente.
–Porque não vai ter com Edward e as meninas ali no jardim? – assenti, meio relutante. Merda. Por vezes só gostava de bater tanto com a cabeça até Gabbe desaparecer.
O salão dos Cullen estava perfeitamente descorado, com vários balões e fitas coloridas. Estavam ali muitas pessoas e Forks.
–Uau. Boa escolha Bellinha. O cara para além de lindo é rico. Sim, eu definitivamente aprovo! –tentei ignorar Gabbe a todo o custo. A ultima coisa que estava querendo no momento era ser chamada de louca, por estar falando sozinha. Tentei chegar até à porta de vidro que chegava ao jardim, tacteando discretamente a parede. Merda. Eu não estava conseguindo enxergar nada. Assim que consegui abrir a porta, me dirigi até ao jardim onde consegui distingui o vulto de Edward e de outras pessoas.
–É você Dawyer? OMG! Não acredito que vivi para ver este dia. Você de vestido? E sem óculos? – meu coração parou assim que ouvi a voz de Tanya.
–Merda. O que a putanya está fazendo aqui? – ao contrário de mim, Gabbe estava frustrada e não morrendo de medo. Sim. Eu estava com muito medo. Tentei me afastar mas alguém segurou meu braço.
–Onde você pensa que vai Dawyer? Estou falando com você! — tentei me afastar mas tropecei e caí de bunda no chão. Abri rapidamente minha bolsa e coloquei meus óculos.
–O que você está a fazer? Tira essa coisa!
–Essa, sim é a Monstrinha que eu conheço. – já estava conseguindo enxergar bem. Tanya trajava um vestido vermelho muito curto com um enorme decote. Seria exagero dizer que estava com mais maquilhagem na cara do que roupa no corpo? Não… Não seria.
–Perdeu a língua Monstrinha? Hahahha… Por amor de deus. Você tentou mesmo se reproduzir? Isso tudo é para quem? Não me diz que a Isafeia está apaixonada? Você está mesmo tentando fisgar algum cara não está?- Tanya gargalhava me humilhando cada vez mais.
–Você é patética Dawyer. Com se alguma vez algum cara fosse olhar para vocês. – Tanya me chutou, com força e me levantei em um pulo tentando me afastar.
–Olhe só para você. Idiota, gorda, simplesmente desprezível…
–Tanya! Já chega! – meu coração se encheu de um sentimento gostoso e afastou toda a dor e humilhação que estava sentindo, assim que ouvi a voz rouca de meu príncipe encantado. Edward se aproximou de mim me ajudando a levantar. Senti uma corrente eléctrica percorrer todo meu corpo assim que senti a mão de Edward em contacto com minha pele. Edward me olhou meio confuso. Sim, ele também havia sentido … Algo em seus olhos me dizia que sim.
–Mas Edward ela… — Tanya tentou protestar mas Edward logo a cortou.
–Ela nada Tanya! Você está em minha casa e não na escola. – Edward falou em um tom ameaçador. E aquilo estava apenas intensificando as borboletas em meu estômago.
–Uau. Edward defendendo você da piranha? Algo está errado aqui. – Gabbe estava ao lado de Edward o analisando cuidadosamente de todos os ângulos.
Edward largou minha mão suavemente se afastando minimamente.
–Desculpe pelo que aconteceu há pouco. Não é este o tratamento que costumamos dar aos nossos convidados… — sabem quando você fica com o cérebro de tal modo encravado que fica se sentindo uma débil mental? É, era assim que meu cérebro estava. Completamente congelado e inebriado pela proximidade de Edward.
–T…Tudo bem. – isso sua idiota continua gaguejando.
–Hey crianças! Vai começar a contagem para a meia noite! – Esme gritou de dentro de casa, com um copo de champanhe na mão.
–10…9…8.. – as pessoas começaram a fazer a contagem. Tanya puxou Edward pelo braço, o abraçando pelo pescoço.
–3…2…1… FELIZ 2004! –todo mundo começou a gritar. Mas eu… naquele momento meu coração se partiu em milhões de pedacinhos.
Tanya juntou seus lábios aos de Edward. Edward estava com seus braços enlaçando a cintura de Tanya e aprofundando o beijo.
–É… Eu bem disse que algo estava errado. Isto já me parece mais normal. –olhei para Gabbe já com as lágrimas ameaçando transbordar
Virei costas aquela cena, caminhando calmamente dali para fora. As lágrimas já estavam escorrendo por meus olhos, mas eu não daria aquele gostinho para Tanya. Dei a volta ao jardim, e corri o mais depressa que conseguia pela estrada fora. Eu só queria ir para casa… As lágrimas estavam me sufocando, e eu estava solução e chorando que nem uma louca. Tropecei em algo e esmurrei meus joelhos no alcatrão. Me levantei em um pulo ignorando a dor e o sangue que estava escorrendo por minhas pernas. A dor em meu coração , em minha alma era muito maior.
Assim que cheguei a casa, tentei abrir a porta com a chave suplente, mas minhas mãos tremiam tanto, que aquilo estava quase que sendo uma missão impossível. Passado alguns minutos consegui finalmente abrir a porta e corri para meu quarto, mas não antes de tropeçar mais algumas vezes e machucar ainda mais meus joelhos.
–Bella…. – Gabbe tentou falar. Mas eu estava tão irritada e frustrada...
–CALA A MERDA DA BOCA! ME DEIXA! SAI DA MINHA CABEÇA! – corri para o banheiro e tranquei a porta. Despi meu vestido manchado de sangue e o joguei no cesto da roupa suja. Tentei controlar o choro e acalmar um pouco as batidas de meu coração.
Porque aquilo doía tanto? Porque aquilo estava acontecendo? Liguei a água do lavatório e lavei meu rosto. Meu olhos estavam ardendo e doloridos por conta das lágrimas. Respirei fundo algumas vezes, mas até respirar estava sendo uma tarefa dolorosa.
Olhei para o espelho e sento nojo de mim própria. Eu era ridícula… Completamente patética. Bati com a testa no pequeno espelho e tentei bloquear as imagens de Edward e Tanya se beijando.
“Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta”
–NÃO,NÃO, NÃO! NÃO PODE SER VERDADE! – eu estava soluçando, e logo as lágrimas voltaram. Arranquei os malditos óculos de meu rosto e os joguei para um canto banheiro.
–Bella… Se acalme. – o facto de estar a ouvir a voz de Gabbe no fundo de minha mente só estava aumentando o ódio e a raiva dentro de meu peito. Fechei meus olhos com força tentando controlar minha emoções, mas aquilo estava sendo demasiado para mim.
–CALA A MERDA DA BOCA! SAI! VOCÊ NÃO É REAL! VOCÊ NÃO EXISTE! SAI DA MINHA CABEÇA! – bati várias vezes com minha cabeça no espelho tentando fazer Gabbe desaparecer. Eu era louca! Eu era completamente louca! Eu deixei isto ir longe de mais. Gabbe não era real! Não era….
–Eu estou aqui por você Bella… Eu te amo. Eu sou real. Você também não é real? – eu era real? Sim? Não?
Passei a mão por meus olhos limpando as lágrimas. Eu sou real…. Sou não sou ? Eu penso logo existo… Sim sou real… Mas… E Gabbe? Gabbe é real para mim… Sim ela é real… Ou não ? Merda ela é?
–Eu sou real Bella! – senti o grito de Gabbe ecoar em minha mente e abri os olhos. Olhei para o espelho e consegui finalmente enxergar Gabbe. Pela primeira vez Gabbe me permitiu ver todos os traços de seu rosto. Ela… Ela era eu! Gabbe era uma versão linda e melhorada de mim. Meu coração parou e minha respiração falhou. Gabbe sorriu, e afagou meu ombro me dando um visão de suas unhas pintadas com um verniz vermelho. Meu coração martelava descompassado, e senti minha cabeça latejar. Senti a respiração calma de Gabbe junto à minha nuca, e um arrepio percorreu todo meu corpo.
–Eu sou real… Porque… Eu sou você! – assim que Gabbe falou aquilo soquei o espelho com todas as minhas forças o quebrando em milhares de pedaços. Senti o sangue escorrer por toda a minha mão. Alguns pedaços do espelho estavam cravados nos nódulos de meus dedos, e logo o arranquei com força. Soltei um grito de dor, e logo as lágrimas estavam novamente correndo por meus olhos.
“ Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo”
Olhei para o sangue que estava escorrendo por toda a minha mão. Sangue… Eu sinto dor… Dor física… Eu sangro logo existo. Eu sangro…
Meu cérebro não estava funcionando racionalmente, peguei uma tesoura que tinha ali no banheiro e fiz um pequeno corte em meu pulso.
Todas as palavras de Tanya estavam rondando minha mente. “Você é patética”, “Você é gorda, feia simplesmente desprezível Dawyer”. Cravei a tesoura com mais força em meu pulso.
Senti o sangue quente escorrer por todo meu pulso e meu braço. Não sei o que me machucava mais, as palavras de Tanya ou o corte que fiz em mim própria. O cheiro a ferrugem e sal invadiu minhas narinas me deixando enjoada fazendo meu estômago revirar. Mas nem por isso, amenizei a força que estava fazendo com a tesoura, a cravando cada vez mais fundo. Aquela dor… Aquela dor não estava me machucando mais do que aquelas palavras… Aquela dor… Aquela dor estava sendo gostosa de uma maneira tão errada…
Aquela dor…. Era a prova de que eu existia… Eu era real.
“Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga, porque, me sinto assim?
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso”
–Bella….? O que você fez? – Gabbe apareceu novamente. Quer dizer… Eu apareci ali novamente… Mas Gabbe…. Era mais linda… Deslumbrante…
–Eu… Eu não sei… — olhei para minhas mãos completamente manchadas de sangue e joguei a tesoura para longe. O que foi que eu fiz? Olhei para todo meu corpo, e me senti enjoar.
Eu estava penas de calcinha e soutien, meus joelhos estavam sujos de terra e sangue, pela queda… Meu pulsos estavam sangrando muito assim como minha mão direita,
“É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha”
Recuei alguns passos até bater com as costas na parede fria do banheiro. Me deixei escorregar até sentar no chão encarando os cortes em meus pulsos sangrar.
Pov .Narrador
–Porque fez isso Bella? –Gabbe se sentou ao lado, de uma Isabella completamente desnorteada e chorosa.
–Eu… Eu não sei… — Bella, recomeçou seu choro. A doce menina não sabia o que estava lhe doendo mais. Se a dor em seus cortes, a dor em seu peito ou a dor em sua alma.
–Eu só queria ter a certeza de que eu era real… Eu sou real.. Sou real não sou Gabbe? Eu existo não existo? – Bella estava alcançando um ponto que não teria mais volta. Bella estava confusa. Não sabia mais o que era ou não real. Bella estava pondo em causa a sua própria existência…
–Eu estou aqui Bella… Eu amo você… Se lembra? – E ali estava… Nossa pequena Isabella, sozinha no meio do banheiro aceitando o consolo de sua loucura e abraçando para sempre um caminho sem volta…
Se passaram algumas horas, e Bella conseguiu entrar no duche para se lavar. A água estava machada de sangue, e Bella logo tratou de tapar seus cortes com ligaduras.
Bella não se arrependeu do que havia feito. Na verdade, ela estava se sentindo aliviada. Era algo estranho e insano. Mas a dor, era a prova de sua existência e o único analgésico para a dor em sua alma.
Apesar de toda a dor que vinha sofrendo ao longo dos anos, Bella sempre havia mantido um brilho único em seus olhos. Mas hoje… Aquele brilho havia desaparecido…
Bella se deitou em sua cama, abriu seu diário com seu pequeno colar e começou a escrever.
Querido diário…
Sabe, o quanto eu estava feliz antes de ir para a festa em casa de Edward? A menina boba com um pouco de esperanças?
Hoje a matei…
Me desculpe por estar manchando você com minhas lágrimas, mas não estou conseguindo evitar. Eu… Só quero morrer.
E…. Eu estou realmente ponderando a ideia… Morrer… Uma pequena dor, par acabar com tudo. Uma pequena dor para acabar com todo o sofrimento de uma vida.
Pode me chamar de louca… Mas… Não me culpe por minha vida ser tão miserável que eu realmente deseje acabar com ela.
Porque nasci eu afinal? Eu não pedi… Eu não pedi para sofrer deste jeito…
Eu devo ter feito muito mal em outra vida para estar merecendo tudo isto…
Eu…
Todos estavam, certos eu sou um desperdício de espaço no mundo. Não mereço nem o ar que respiro, e muito menos a comida que como. Eu sou um estorvo na vida de todos, até de minha própria mãe...
Porque se eu não existir o mundo será bem melhor…
Não se preocupe querido diário. Eu estou bem… Na verdade não me sentia assim tão bem há muito tempo…
I’m just fine querido diário.
Beijos da Bella
http://letras.mus.br/boss-ac/1366314/
Notas finais
AVISOOOOOOOOOO IMPORTANTE!!!
Algumas leitoras me perguntaram: A bella vai morrer no final?
Bom, tenho de confessar que a ideia inicial era essa mesmo. A bella morrer. Mas eu tenho muitas leitoras que estão a passar por situações de Bullying e eu seria incapaz de lhes roubar a esperança....
Mas por outro lado tenho leitoras que querem que a Bella morra e eu escreva um final bem dramático..
Bom, eu vou dizer: Eu arranjei uma forma de agradar a todos. Por isso não se preocupem. sim? :)
Agora outro AVISOOO
AVISO!
AVISO!
AVISO!
AVISO!
PARA OS FANTASMAS! POR AMOR DE DEUS NÉ?
Gostam de capitulos rápidos e eu tambem. Acho que o minimo é deixar um review. Eu não vou julgar ninguém se sair apenas agora das sombras. A fic está se aproximando do fim, por isso por favor comecem a dar o ar de suas graças...
E obrigada a todas as meninas que comentaram :)
bjs
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