O Diário De Bella
7 Goodbye. I'm Sorry
Notas iniciais
Bom, eu desde inicio disse que esta seria a versão triste da vida da bella. Quem quer ter um final 100% feliz e uma bella que volta para se vingar deve ler a minha fic "A vingança de uma Nerd" Que é a grande "vitória" da Bella.
Esta fic nunca foi dirigida às vitimas de Bullying, Esta fic é dirigida a quem pratica ou presencia este tipo de violência sem ter qualquer noção das possiveis consequências.
Quando uma pessoas sofre da forma que a Bella tem vindo a sofrer... Pensa nas piores opções, apesar de estas serem erradas,
Bom... Espero que compreendam o que eu quero dizer. Se for demasiado sensivel por favor desita aqui. Não quero deixar ninguém perturbado.
Seja como for este capitulo não é o final da fic. Ainda vai ter mais 2 capitulos incluindo um final alternativo que não será trágico... Mas eu acho que não vou desapontar ninguém...
espero que gostem :)
AVISO!!! NINGUÉM QUE JÁ TENHA SOFRIDO OU ESTÁ SOFRENDO BULLYING E NÃO TENHA SE CUIDADO DEVE LER ESTE CAPITULO! PODE SER PERTURBADOR PARA PESSOAS MAIS SENSIVEIS!
9 de Janeiro de 2004
Querido diário, hoje tive de regressar à escola.
Edward estava lá… Tanya estava lá… Juntos. Se beijando, felizes…
Obviamente, Tanya não perdeu a oportunidade de me humilhar e me jogar na cara o quão patética, gorda, feia e inútil eu sou.
Cada dia fica mais difícil. Não estou conseguindo pensar direito em mais nada, não estou conseguindo me sentir bem comigo mesma. Não estou … Não sei. Não sei nem o que dizer. Apenas sei que estou vazia… Oca… Estou simplesmente sustentando meu corpo vazio sem alma.
Beijos da Bella
(…)
24 de Maio de 2004
Querido diário…Meses se passaram… Eu sei…
Não sei nem como falar isto para você… Eu estava com vergonha de contar isto, mas finalmente ganhei coragem.
Se lembra de eu ter falado que me havia cortado? Bom… Aquilo se tornou meu novo vício. Não consigo mais parar…
Me cortar… Ver o sangue escorrer por todo o meu pulso, é a única coisa que me faz acreditar que sou real, que eu existo.
É errado? Sim… É muito errado… Eu sei que é errado, mas não estou conseguindo parar.
Renée percebeu que algo estava errado, para eu andar constantemente com meus pulsos enfaixados… Consegui arrumar uma boa desculpa dizendo que me havia machucado em educação física. Não podia correr o risco de ser descoberta…
Comecei a me cortar em meus ombros, querido diário… Lá dói um pouco menos, mas tem o mesmo efeito.
Cada vez que sinto o sangue quente escorrer por todo meu braço, deixando uma linha vermelha ao longo de seu percurso até ao meu pulso, sinto como se tudo estivesse bem. Como se aquilo fosse a coisa mais certa a se fazer…
Mas eu sei que não é… Como me machucar pode ser certo???
Eu não sei… Estou enlouquecendo querido diário…
Beijos da Bella.
Fechei meu diário com meu colar e o escondi em minha pequena gaveta.
–Bella. Porque está me evitando? – Gabbe afagou suavemente meu ombro, mas mantive minha expressão fria. Gabbe não existe… Gabbe não é real. Eu existo.. Eu sou real! Ela não…
–Bella! Não fique me ignorando! – mas ela estava ali… Ela está falando comigo…
Todo meu corpo estava suando e senti uma enorme vontade de me cortar. NÃO! Eu não podia.. Aquilo não estava certo… Aquilo era errado…
–Vai Bella… Você sabe que precisa. – Gabbe sussurrava em meu ouvido. Gabbe estava com um olhar malicioso e desta vez estava usando novamente aquele tão conhecido verniz vermelho. ´
É como que se existisse uma Gabbe boa e uma Gabbe malvada… Só ainda não havia descoberto qual das “Gabbe’s” era a malvada… Na verdade só existia uma Gabbe… Ou será que eram duas? Não espera… A Gabbe era eu? Sim, sim era isso… Mas… Pera aí…
Senti minha cabeça latejar pela confusão. O que estava acontecendo? O que se passava em minha cabeça? Minha mente estava confusa… Quebrada… Eu já não sei… Não sei o que esta acontecendo…
Quando dei por mim, já estava trancada no banheiro pressionando uma lâmina contra meu ombro. Toda a confusão, toda a dor, tudo estava se dissipando de meu corpo através daquele novo corte… Senti um arrepio gostoso percorrer todo meu corpo, e sorri com aquilo. Era uma sensação estranhamente boa. A dor… Aquela pequena dor parecia tão certa, tão merecida, tão… tão real…
–Bella… — Gabbe ainda ali estava me encarando com um sorriso vitorioso nos lábios. Fechei os olhos tentando a todo o custo ignorar sua presença, mas era impossível ignorar algo que fazia parte de mim.
–Bella? Você vai chegar atrasada. – meu coração disparou assim que assimilei a voz de minha mãe. Com o susto deixei cair a lâmina no lavatório… Aquilo já era tão normal para mim que já nem me lembrava de a ter na mão.
Limpei rapidamente todo o sangue de meu braço e do lavatório com alguns lenços de papel.
–Estou só a pentear o cabelo. Vou já… — mentir? Eu que sempre fui uma péssima mentirosa estava me tornando uma profissional. Eu odiava mentir… Mas eu não estava ferindo nem machucando ninguém com minha mentiras … Portanto aquilo não devia ser tão errado…
Assim que estava tudo limpo vesti um polo preto que cobria perfeitamente todas as cicatrizes de meu braço e pulsos. Saí rapidamente do banheiro, me despedi de Renée e caminhei até meu inferno pessoal.
Como sempre fui chutada várias vezes ao passar pelos corredores. Um garoto colou uma folha de papel em minhas costas. Não tentei nem tirar aquilo apenas baixando a cabeça e demonstrando toda a indiferença que eu estava sentindo.
Desde o dia da virada do ano eu estava apenas aceitando todas as humilhações, me agarrando apenas à esperança de que aquilo teria de terminar mais cedo ou mais tarde.
Entrei na sala de aula e fui para meu lugar do costume. Tirei o papel das costas e me deparei com “Falhada” escrito em letras grandes. Guardei a folha em meu caderno junto com todas as outras. Tinha uma quantidade digna de coleccionador. Minha pequena colecção era composta por palavras carinhosas como: Falhada, Monstra, idiota, inútil, gorda… e minha favorita e mais criativa “Futura defunta”. Me lembro perfeitamente daquela em particular… Deveria ter ficado com medo e horrorizada? Sim… Mas eu definitivamente não era normal, e a morte em nada parecia assustadora…
O professor Barney começou a aula, me acordando de meus desvaneios quando alguém bateu na porta.
–Posso entrar professor?
–Outra vez atrasado senhor Cullen!
–Me desculpe professor, mas adormeci… Edward… Ele era absurdamente perfeito, seu cabelo bronze todo bagunçado, o seu corpo mais que gostoso não muito musculado mas na medida certa, ombros largos e seus olhos. Seus lindos olhos verdes…
–Que isso não se repita senhor Cullen! Faltam poucas semanas para a graduação e não seria nada agradável nem para mim nem para você ter de falar com seus pais. – Edward apenas assentiu e se dirigiu para o fundo da sala, se sentando ao lado de Tanya. Aquilo me matava.. A cada dia… Aquilo me lembrava o pior dia de minha vida…
A aula prosseguiu, quando o professor jogou o livro irritado em cima de sua pasta.
–EDWARD! CHEGA TARDE Á AULA E AINDA PASSA A AULA CONVERSANDO COM A SENHORITA DENALI?!
–Desculpe professor.
–Se não quer ir já para a sala do director mude já de lugar! Caso não se lembre hoje é a final do campeonato, e como capitão da equipa de futebol não vai querer certamente faltar. –não olhei para traz como todos os outros, apenas continuei fazendo meu exercício. Mas minha atenção se voltou para Edward que se sentava a meu lado. Meu coração batia descompassado, e senti borboletas em meu estômago. Edward me olhou com cara de tédio e me ignorou. Desde aquele maldito dia nunca havia estado tão próximo dele… Normalmente Edward não estava com Tanya quando esta me humilhava. Acredito que ele lá no fundo gosta de mim… Era essa a única coisa que me mantinha de pé, que me fazia querer lutar e aguentar todas as humilhações. Ele podia gostar de mim… A aula prosseguiu mas não me conseguia concentrar em mais nada a não ser naquele deus grego que estava a meu lado me inebriando com seu cheiro másculo. Assim que a aula terminou arrumei meu material e Edward se levantou beijando Tanya que já o esperava. Fiquei olhando para aquela cena com o coração despedaçado.
–Está sacando meu namorado monstra? – me senti corar quando Edward me olhou curioso com suas lindas orbes verdes.
–Estava mesmo… — Tanya concluiu e gargalhou.
–Olha amor, Isafeia deve ter algum tipo de fetiche esquisito de nerd com você. – corei ainda mais com aquilo.
–UGH, que nojo Tanya. Nem me diga uma coisa dessas. – Edward fez cara de nojo e fez uma careta.
–Vamos embora Ed. – Meu coração se desfez em mil pedaços. Assim que saíram da sala desabei e chorei. Nunca havia chorado tanto em toda a minha vida. Sempre suportei tudo, mas ouvir aquelas palavras de Edward foram como mil facas me trespassando. Senti alguém afagar meu ombro e percebi ser o professor Barney. Nem havia percebido que ele ainda estava na sala, e que provavelmente assistiu a tudo.
–Não chore Isabella. Você é superior a eles. – olhei surpresa pra o professor que apenas sorriu. Quem diria que aquele homem tão sério me podia fazer sentir melhor.
–E…e…eles tem razão… — solucei e enxugava minhas lágrimas.
–Não, não têm. Você é uma garota inteligente e linda á sua maneira. Quer saber qual será seu futuro? Você irá para Harvard, irá cursar administração será uma aluna de mérito com é agora e terá muito sucesso no mundo empresarial. De todos meus alunos você é a única que eu sei que irá ter sucesso, é a única pela qual eu me orgulho de dar aulas. O que acha que vai acontecer com aquelas meninas da torcida? Tanya tem notas para lá de horríveis e é incrivelmente mimada, nunca teve de lutar para alcançar seus objectivos, seus pais lhe dão tudo. Mas sabe, algum dia aquilo vai acabar, ela terá de arrumar um emprego e de trabalhar e um dia irá olhar para trás e se arrepender de tudo. Não pense que só estou dizendo isto para você se sentir melhor, estou dizendo isto porque já vivi muito. Me cruzo todos os dias com alunos como você e Tanya, e ficaria surpreendida com o que eu vejo. – eu não sei o que me passou pela cabeça mas o abracei com força.
–Obrigada professor. – saí rapidamente não tentando sequer disfarçar as lágrimas. O professor estava certo? Talvez… Eu poderia ir para Harvard… Eu poderia ter sucesso, poderia um dia voltar e me vingar de todos aqueles idiotas… Eu podia ser tudo o que eu sempre sonhei… Podia ter Edward para mim…
Mas… Eu não quero sofrer mais. Não quero mais. Meu coração estava sangrando. “UGH, que nojo Tanya. Nem me diga uma coisa dessas.” As palavras de Edward estavam ecoando em minha mente e aquilo simplesmente acabou comigo. Aquelas palavras…
Corri para fora da escola e fui para casa. As lágrimas estavam me cegando mas mesmo assim consegui chegar a casa. Corri para meu quarto e me joguei na cama, chorando tentando acalmar as batidas de meu coração e a dor em meu peito. Aquilo estava me machucando tanto.. Mas tanto… Eu não queria mais…
–Bella… Vem… — Gabbe estava de joelhos ao lado de minha cama.
–Para onde Gabbe? Para onde vou?–Gabbe sorriu e beijou minha testa.
–Para casa…Gabbe sumiu e naquele momento tomei minha decisão. Eu iria para casa… Sim…
Me levantei em um pulo e peguei minha mochila. Eu… Eu iria para um lugar melhor…
–Bella… Você não pode ir assim… -Gabbe estava certa. Eu iria partir. Para um lugar melhor, mas teria de ser no local onde eu mais fui infeliz. Eu iria do pior para o melhor…
Eu já estava planejando aquilo há algum tempo mas nunca havia criado coragem, para além de sempre ter mantido uma pequena esperança…
Tirei uma folha de papel branca e um envelope de minha pequena gaveta e comecei a escrever.
Renée merecia aquilo pelo menos saber o motivo. As lágrimas não paravam e estavam manchando a folha.
Assim que terminei de escrever fechei o envelope.
Desci as escadas e coloquei o envelope sobre a mesa da cozinha e fui até ao armário principal onde estava uma garrafa de Whisky que Esme ofereceu para minha mãe na noite de virada do ano. Guardei a garrafa na mochila e abri a gaveta onde estavam todos os talheres e peguei a enorme e afiada faca de cozinha. Olhei para meu reflexo na lâmina por algum tempo e a guardei na mochila. Já estava quase tudo pronto…
Voltei para o quarto e guardei meu diário e uma caneta na mochila assim como uma caixa de analgésicos.
Olhei uma ultima vez para o meu quarto e senti as lágrimas se formarem novamente em meus olhos.
–Está tudo bem Bella. – olhei para Gabbe e respirei fundo. Ganhei coragem e virei costas. Desci lentamente as escadas até à garagem e peguei a ultima coisa que me faltava. Guardei o martelo na mochila e saí de casa.
Ainda era cedo. O jogo de futebol iria começar apenas daqui a três horas. Caminhei para dentro da floresta por alguns minutos até chegar ao lugar mais lindo e perfeito na terra.
Me deitei na sombra do enorme chorão e fiquei ali respirando o ar puro, apreciando as flores roxas, os pássaros, as borboletas… Relembrei todos os momentos de minha vida, mas só estava conseguindo me recordar dos maus… Se alguém me perguntasse se eu alguma vez fui feliz… A minha resposta seria não.., Nunca fui realmente feliz.
O sol já estava desaparecendo e percebi que o tempo havia passado demasiado depressa… O tempo… Meu pior inimigo…
Me levantei e me despedi silenciosamente daquele lindo lugar.
Caminhei lentamente pelas ruas silenciosas de Forks. Toda a cidade devia estar na escola, assistindo à grande final do campeonato. Afinal, era a primeira vez que a equipa de futebol da escola chegava à grande final… Parte disso se devia a Edward. Edward…
–Esquece esse idiota Bella… Ele não merece você. Ele é um idiota como todos os outros.-Gabbe caminhava ao meu lado, mas me forcei para ignorar sua presença.
Assim que cheguei ao parque de estacionamento da escola já estava conseguindo ouvir os aplausos e os gritos vindos do campo de futebol. Me dirigi até á entrada da escola, mas assim que passei pelo carro de Jacob voltei para trás. Tirei o martelo da mochila e parti os vidros daquele maldito carro. Bati com todas as minhas forças e raiva. Quebrei as janelas, e me esforcei por provocar um estrago em todo o veiculo.
Tirei a chave de casa do meu bolso e rabisquei algumas palavras para o idiota se lembrar de mim.
Fiquei ali por algum tempo apreciando minha obra prima e fui para dentro da escola.
Caminhei até ao refeitório e me sentei na mesa onde Tanya e seu bando sempre se sentava. Hoje eu seria a matriarca da festa. Eu merecia estar ali sentada… Naquela maldita mesa que tanto status oferecia a quem ali estava sentado.
Mas a verdade era que aquilo era uma mesa como todas as outras… Uma mesa… Mas era proibida aos nerds e falhados… Estava apenas reservada aos populares… Mas não deixava de ser a porra de uma mesa como todas as outras.
Tirei tudo da mochila e pousei tudo sobre a mesa. O martelo, o meu diário, a faca, o CD e as cartas. Sim… Eu escrevi uma carta para Tanya e outra para Edward.
Abri a garrafa de Whisky e sorvi um pouco daquele liquido. Aquilo tinha um gosto horrível, e logo senti minha garganta arder, mas aquela dor não era nada. Não era nada, comparada com a dor que sentia em meu peito.
Tirei os comprimidos da embalagem e fiz uma pequena fila de comprimidos tomando três de seguida, os empurrando com o Whisky. Minha garganta estava queimando. Argh. Como era possível alguém gostar tanto daquele sabor horrível? Mas bom, sempre ouvi dizer que o álcool e as drogas tornavam o mundo mais bonito.
Abri meu diário pela ultima vez e comecei a escrever.
24 de Maio de 2004
Querido diário… Hoje é um dia especial. Não só pelo facto de eu estar a escrever duas vezes no mesmo dia, mas por realmente esta ser a ultima.
Sim… Hoje será a ultima vez que irei escrever.
Não fique triste, eu não troquei você por outro. Simplesmente hoje será o meu ultimo dia de vida…
Na verdade os últimos minutos…
Eu não preciso de explicar para você os motivos… Porque você já os conhece a todos.
Mas posso dizer que hoje, Edward acabou com toda a minha razão, com minha vontade e talvez com o pouco que restava de minha sanidade.
Ele me humilhou… Ele… Ele que nunca me havia humilhado, que nunca me zuou… Ele que era o único motivo que me fazia quere acreditar que podia existir alguém diferente….
Ele disse que sentia nojo de mim. Ele disse, bem na frente de Tanya… E aquilo me matou.
Enquanto escrevia no diário minhas ultimas palavras fui bebericando mais do liquido horrível e tomando os analgésicos como fossem balas saborosas.
Eu estava ficando meio tonta e senti meu estômago revirar.
Seja como for. Agora já é tarde de mais.
Eu só quero agradecer a você querido diário. Por jamais me ter julgado, por ser simplesmente o que eu sempre quis e precisei. Alguém que simplesmente parasse e me escutasse.
Você… Um pequeno caderno. Você é o mais real que eu tenho. Você não tem sangue, não tem veias, não tem alma, não tem vida. Você é um objeto inanimado.
Mas ainda assim, é o meu melhor amigo.
No momento estou aqui na escola, bebendo Whisky e tomando analgésicos. E claro, estou partilhando meus últimos minutos de vida com você e Gabbe. Sim, Gabbe. O fruto da minha loucura..
Mas olhe só, eu Isabella Marie Dawyer estou sentada na mesa dos populares. Não é o máximo???
Ugh… Acho que estou ficando bêbada querido diário.
Seja como for… Nunca fui boa com despedidas…
O que posso dizer mais?
Obrigada por me escutar. Obrigada por existir. Obrigada por não me julgar.
Adeus.
Beijos da Bella.
Terminei de escrever e fechei o diário o trancando com o meu colar. Olhei para o pequeno relógio da chave e sorri, o colocando de novo em meu pescoço.
O jogo estava quase chegando ao fim… O meu tempo estava chegando ao fim…
Peguei a faca e terminei o Whisky. Uau, eu consegui esvaziar uma garrafa de um litro sozinha.
Puxei as mangas de meu moletom para cima liberando meus pulsos que já estavam cheios de cicatrizes.
Respirei fundo ignorando a tontura e enjoo que estava sentindo. Eu não podia falhar. Se não conseguisse morrer de overdose, morreria de hemorragia. Mas eu iria conseguir. Não iria falhar. Não agora.
Tomei finalmente coragem e cravei a faca em meu pulso direito. Agora era diferente… A dor em meu peito era horrível, cravei a faca mais fundo e o sangue começou a jorrar de meus pulsos. Sorri com aquilo. Os analgésicos estavam surtindo efeito, a dor que estava sentindo era mínima… Mas ainda assim, nada era sequer comparável à dor que estava sentindo em meu peito.
Cravei a faca de novo, mas desta vez em meu pulso esquerdo. Eu já não estava sentindo nada. Enterrei a ponta da faca no meio do meu braço direito, e senti meu corpo esfriar. Estava tanto frio…
Com o resto de minhas forças, arranquei o cordão, da chave de meu diário do pescoço. Inevitavelmente o manchei com meu sangue. Limpei o sangue tentando ver as horas no relógio da chave. 23:00h O jogo estava chegando ao fim, assim como minha vida.
Dia 24 de Maio de 2004 às 23:00h…
Peguei o martelo com o resto de minhas forças, já enxergando tudo meio nublado. Bati com o martelo no pequeno relógio da chave o quebrando.
O tempo parou.
O mundo parou
E eu abracei a inconsciência e o escuro com um sorriso nos lábios.
Pov. Narrador
http://www.youtube.com/watch?v=8dLarM0Upig
E ali estava Isabella Dawyer, deitada sobre a mesa sobre uma enorme poça de sangue. O cenário era horrível, e a dúvida permanecia.
Teria Bella conseguido? Estaria ela morta?
Não… Fraco… Seu coração batia fraco, mas ainda assim batia… O pequeno ponteiro que contava os segundos no pequeno relógio de sua chave continuava se movendo… Talvez não na batida certa, mas ainda assim continuava contando os segundos.
Time has run out for me,
O tempo se esgotou para mim,
Everything's distant and I don't know what to believe
Tudo está distante e eu não sei em que acreditar
It's so hard, lost in the world's confusion
É tão difícil, perdido na confusão do mundo
And I need to leave for a while,
E eu preciso sair por algum tempo,
Life is so meaningless, there is nothing worth a smile
A vida é tão insignificante, não há nada que valha um sorriso
So goodbye, I'll miss you
Então, adeus, vou sentir saudades
A poucos metros dali a felicidade era enorme. Pela primeira vez na história do futebol, a insignificante equipa de Forks havia ganho o campeonato. Todos estavam felizes, gritando vitória.
Renée Dawyer… Estava exausta e feliz por finalmente chegar a casa depois das horas de trabalho, finalmente poderia anunciar para suas filha que havia sido promovida O senhor Straus, dono da pequena lanchonete estava se aposentando, e como não tinha filhos nem família iria deixar tudo para Renée, sua querida amiga.
Renée estava feliz, e radiante. Ela poderia finalmente providenciar melhores condições para sua filha. Poderia lhe comprar uns óculos novos, roupas novas, iria estar mais presente…
Mas tudo isso veio demasiado tarde.
I'm sorry, but this is my fate,
Me desculpe, mas esse é o meu destino
Everything is worthless, no one who wants me to stay
Nada vale a pena, ninguém que quer que eu fique
And I'm sorry, but I've waited too long
E me desculpe, mas eu esperei por muito tempo
So here's my goodbye, no one will cry over me,
Então, eis o meu adeus, ninguém vai chorar por mim,
I'm not worth any tears
Eu não valho lágrima alguma
Renée gritou pela filha, mas não obteve resposta. Correu até ao quarto da filha com um enorme sorriso nos lábios, mas o quarto estava vazio. Onde estaria sua Bella?
Renée desceu até à cozinha, quando um envelope com seu nome escrito com a letra da filha lhe chamou à atenção.
O que aquela capetinha estaria aprontando pensou Renée divertida. Renée abriu a carta com um sorriso nos lábios. Sorriso esse que logo desvaneceu ao ler o conteúdo.
Mãe…
Quando a senhora estiver a ler isto eu já terei partido. Mamãe…
Eu amo você, mas eu não aguento mais. A dor…
Não chore mamãe. Eu não mereço nenhuma de suas lágrimas. Você provavelmente será a única que irá sentir minha ausência. Mas agora já devo estar em um lugar melhor.
Me perdoe mamãe, mas isto era a minha fé, meu destino…
Eu esperei por demasiado tempo, eu sofri por tanto tempo.. Não se sinta culpada. Você jamais teve culpa, sempre deu seu melhor para cuidar de mim… Mas ninguém me quis aqui neste mundo… Ninguém nunca me quis… Por muito que me custe admitir até para você eu fui um acidente. Lamento ter destruído sua vida… Lamento nunca ter conhecido meu pai… Lamento tanto…
Mas você merece saber o motivo…
Por muito tempo não sabia como definir o que estava me destruindo… Mas hoje eu sei… Uma simples palavra, um ato, uma dor, um pesadelo, um tormento, uma doença… Mas vou chamar-lhe Bullying.
Todos eles me odeiam mamãe… Eles me batem, eles me humilham, eu sou gorda, eu sou feia, eu sou desprezível… Você não me merece… Você merecia uma filha melhor…
Eu lamento tanto mãe. Eu sei que fui cobarde… Eu só queria fugir, e desaparecer. Eu … Eu só não quero que você chore… Eu não mereço suas lágrimas… Eu sei que me matar foi um acto de cobardia… Mas pensando bem é algo tão atraente… Uma pequena dor para acabar com todo o resto…
Me desculpe mamãe… Eu lamento tanto…
Sei que você acredita em deus… E em anjos…
Será que existe realmente um deus? Porque ele me fez sofrer tanto mamãe? Você sempre disse que eu tinha um propósito no mundo… Você me mentiu?
Você nunca mentiria para mim…
Eu acredito em deus mamãe… E sabe... Se ele me ama ele vai me perdoar… Ele vai perdoar minha cobardia… Ele vai aceitar minha derrota como eu a aceitei. Ele vai me acolher em seus braços e me amar do jeito que eu sou… Quebrada, vazia e simplesmente derrotada.
Por favor.
Me perdoe.
Esteja eu onde estiver… Irei sempre amar você.
Adeus.
Eu te amo.
Sempre sua Bella.
It's been the years of abuse,
Foram os anos de abuso,
Neglected to treat the disorder that controlled my youth for so long,
Negligenciado a tratar o transtorno que controlou minha juventude por tanto tempo,
I'm in a fleshy tomb burried up above the ground
Eu estou em um túmulo de carne enterrado sobre o solo
It's no use, why should I hold on? It's been five years, don't need one more
É inútil, por que eu deveria suportar? Já se foram 5 anos, não preciso de mais um
So goodbye, life's abuse
Então, adeus, abuso da vida
Renée estava sufocando pelas lágrimas, pela dor. Renée caiu de joelhos gritando desesperada.
Onde estava sua filhas? O que significava aquilo? Onde estava sua menina?
Renée estava desorientada, quebrada… Ela não entendia… Como pode ser tão cega? Sua filha estava sofrendo e ela não havia percebido.
Mas e agora?
Seria tarde de mais?
O que iria acontecer?
Onde estava sua filha?
Estaria ela morta?
Tantas perguntas, e nenhuma resposta.
Enquanto isso, Bella estava entre a vida e a morte,
Notas finais
Ainda vai ter mais 2 capitulos. o proximo será Pov Edward.
A Bella está morta? Não, ela ainda não morreu. Antes de começarem a traçar os planos para torturarem xD quero só dizer para não tirarem conclusões precipitadas sim? :) VAI TER FINAL ALTERNATIVO OK?
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Não mereço mais nenhuma recomendação? :'( Pleees *---* Ficaria tãoooo feliz *----* :D
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Fantasamas apareçam agora sim? Eu não vou xingar ninguém por sair das sombras apenas agora. Só por favor apareçam e me digam o que estão a achar da fic.
É muito trsite e decepcionante chegar perto do fim da fic e ter tantas pessoas que não reconhecem o trabalho que estou tendo escrevendo esta fic.
É realmente uma falta de consideração para comigo, lerem a fic e não deixarem um unico comentário.
PLEEEESSSSSSSS eu não gosto de ser ignorada :'( Esta fic fala sobre isso mesmo. Se ser ignorado. Enfim, vou nem entrar para aí. Esse é o tipo de lição de moral ao qual eu pretendo levar o leitor.
Se não sairam das sombras é porque realmente não aprenderam nada com a fic e eu falhei.
Enfim....
bjs e até ao proximo capitulo
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