O Deus Sem Nome e o Galho de Álamo

8 O que fazer quando um holofote ilumina o céu


Notas iniciais
Heeeey sexy leitores! Esse capitulo é onde começa a parte animada, porque antes eu tinha que explicar a historia e tudo, mas agora começam os acontecimento mesmo... boa leitura! :D

Depois que Quíron, O Centauro, saiu, fui com Will ver o resto do Acampamento. Era ainda maior do que eu imaginava, com quadras de esportes, um campo enorme de morangos, lago de canoagem, paredes de escalada com lava e terremotos e, por fim, a área dos chalés.



Contei vinte e dois, ao todo. Vinte e dois chalés completamente diferentes uns dos outros. O um e o dois, pelo que eu ainda me lembrava das aulas de história da quinta série, deviam ser de Zeus e Hera, rei e rainha do Olimpo. Seus chalés eram os maiores e os mais imponentes, mas não eram, nem de longe, os mais legais. O quatro tinha tomateiros no telhado, o sete era feito inteiramente de ouro e brilhava como o sol, o vinte e dois era metade pintado com flores, e metade com galhos secos e tristes, e o vinte e um fazia todas as árvores a sua volta chacoalharem com a ventania. Eu tinha meus motivos para pensar que aquele era o chalé de Joonie. A única coisa igual entre todos era um número entalhado em uma plaquinha de ouro, fixada logo acima das portas.



Fomos andando até o onze, que parecia um chalé de madeira comum, com um daqueles símbolos de médicos pintado na porta. Acho que era o símbolo de Hermes, ou algo assim. Will entrou sem bater e eu pude ver quinze crianças de uns 10 á uns 17 anos. Parece que Hermes andava meio ocupado.


–Bem, pessoal- disse Will-, essa é sua nova companheira de chalé

–Normal ou indeterminada?-perguntou uma menina

–Indeterminada- ele respondeu, e se dirigiu a mim- Bom, Rosie, você vai ficar no chalé de Hermes, deus dos viajantes e coisas assim, até seu pai te reclamar, ok? Mas cuidado com a mochila, ele também é o deus dos ladrões.

Então lançou um olhar de “sejam bonzinhos” para os filhos de Hermes e saiu, fechando a porta atrás de si. Olhei para meus novos colegas de Chalé. Eram bem parecidos, dez meninas e cinco meninos, todos com cabelos cor-de-areia, olhos amendoados, feições de fuinha e sorrisos marotos, mas pareciam ser bem legais. Um menino, que eu achei ser o mais velho, veio até mim.

–Bem vinda ao chalé de Hermes, Rose!- disse ele, e então começou a imitar a voz de um apresentador de talk show- Hermes é o deus mensageiro, dos comerciantes, dos viajantes e, como colocou nosso querido amigo William, dos ladrões, ou seja, todos que usam as estradas. É por isso que você vai ficar aqui até ser reclamada pelo seu papito!- eu ri. Ele se desfez da voz de apresentador- Sou o Colin, Colin Stoll, neto de Hermes. O único aqui, na verdade. Os outros são filhos mesmo. Sou o conselheiro-chefe do chalé.

Fu apresentada a todos, mas eram tanto que nem consegui gravar o nome de ninguém, a não ser o de Colin. Ele me explicou as regras do chalé, o apagar as luzes, quem faz o que, etc, e então umas meninas arranjaram para mim um short jeans e uma camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. Eu nem tinha percebido que ainda estava vestindo as mesmas roupas que usei para lutar com a quimera, e muito menos que elas estavam todas destruídas. Tomei um banho, deixando minha mochila num canto do chalé, afinal, não tinha quase nada lá dentro, e me vesti com as roupas que haviam me emprestado e os all star pretos que eu sempre usava, guardando a varinha no cós do short. Quando terminei de me arrumar, já estava escurecendo. Colin me arrumou um saco de dormir, pois os beliches estavam todos ocupados, e nós fomos andando até o pavilhão a céu-aberto, que eles chamavam de pavilhão refeitório.

Haviam vinte e três mesas no pavilhão, as dos campistas e mais uma para os funcionários. A nossa era, sem duvidas, a mais lotada, apesar das que, me disseram, eram as Ares e Afrodite, também serem bem cheias. O resto tinha uma quantidade normal de gente. As de Zeu e Poseidon tinham 3 pessoas, a de Atena tinha sete, a de Hefesto tinha quatro, a de Apolo tinha seis, a de Hades tinha dois e a de Dionísio, que agora eu descobrira era o Sr. D, tinha oito, tirando os sátiros, que também se sentavam lá. A mesa onde Joonie se sentava, a de Éolo, também não tinha muita gente. Quatro ao todo. Quíron e Sr. D me apresentaram para os campistas, e eu pude sentir minhas orelhas queimando se vergonha.

Algumas ninfas serviam o jantar. Pão fresco, queijos de todos os tipos, morangos recém-colhidos e o melhor churrasco que eu já provei na minha vida! Mas antes de comer tivemos que nos levantar e jogar parte da comida em um braseiro, como oferenda aos deuses porque, segundo uma filha de Hermes, eles gostam do cheiro. Não sei vocês, mas achei os deuses meio metidos. Quando voltamos as mesas, percebi o copo vazio à minha frente, mas nenhuma das ninfas parecia carregar bebidas

–Você tem que dizer a ele o que quer- disse Colin, olhando para meu copo. Depois de toda aquela loucura de semideuses, sátiros e centauros, falar com copos me pareceu normal.

–Limonada!-pedi e, imediatamente, meu copo se encheu.

Depois de alguns minutos, em que todas as mesas conversavam e riam, algumas pessoas começaram a soltar exclamações e apontar para o céu. E também não era para menos.

Um raio de sol de repente perfurou o céu noturno. Um pequeno furo que iluminou quase tudo, e criou um holofote quente, que, para minha surpresa, veio parar bem acima da minha cabeça. Silencio total.

Um garoto loiro e alto se levantou de sua mesa, um sorriso de cinquenta dentes estampado no rosto, e anunciou, para que todos pudessem ouvir claramente:

–Todos saúdem Melrose Leonards, Princesa do Sol!- e todas as mesas explodiram em aplausos.

Alguns meninos do chalé de Hermes me colocaram em cima da mesa, contra a minha vontade, e Colin subiu comigo e levantou minha mão para que pudessem me ver. Mais palmas. Eu sentia o suor descendo em meu rosto, que devia estar vermelho de tanta vergonha. Colin sussurrou:

–Perece que não vai precisar de um saco de dormir hoje.

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Depois de todo aquele alvoroço, Colin e os companheiros de chalé do menino que se levantou para me anunciar me levaram para o chalé sete, o que brilhava como o sol. Mas, na verdade, agora, à noite, ele já não brilhava tanto assim. De perto eu conseguia ver que nas paredes douradas, estavam entalhadas notas musicais, especialmente claves de sol. Quando me levaram para dentro, eu esperava mais ouro, mas me enganei completamente. As paredes internas do chalé eram pintadas como o céu. E eu não estou falando de paredes azuis com desenhos de nuvens malfeitas. Os desenhos eram tão perfeitos que parecia que tinham arrancado uma parte do céu e colado ali. O chão era de mármore branco, e todos os móveis eram de madeira clara, acinzentada. Eu esperava beliches como no chalé de Hermes, mas camas de solteiro, com colchões de 50 cm de espessura e colchas amarelo-claro os substituíam. O clima lá dentro era agradável, como numa tarde de primavera, e com uma leve brisa constante, e a única luz vinha da porta de ouro. A mensagem era clara: ali dentro era sempre dia. Bem no fundo, além de instrumento musicais de todos os tipos, tinham prateleiras cheias de livros de partituras e letras de musicas, que iam desde Bethoven, passavam pelos Beatles, chegavam nos artistas atuais e terminavam em um grande livro dourado com escritas em prateado, que diziam:

The Best of Acampamento Meio-Sangue – 254 anos

Por: Apolo, deus da música

Depois que examinei cada canto do chalé e me virei, percebi que Colin já havia saído, e eu me encontrava diante de seis pessoas, duas meninas e quatro meninos, todos loiros e com dentes muito retos e brilhantes Todos bem parecidos... bom, parecidos comigo. Além dos cabelos e dos dentes, todos éramos meio altos para nossas idades, que variavam bastante ( todos pareciam ter entre dezesseis e dezenove anos). Eles eram bem atléticos e bonitos. Não sabia se tinha isso em comum com eles.

Então o menino do meio, que eu previ ser o Conselheiro do chalé, e que era o mesmo que me chamara de “Princesa do Sol”, deu um passo à frente

–Bem vinda, Rose-disse ele- Sou o Dylan, o...

–Conselheiro-chefe-completei, e ele me olhou por um segundo, com a sobrancelha erguida e perguntou:

–Como você sabe?

Encolhi os ombros

–Adivinhei.

–Claro que adivinhou-disse ele sorrindo.

–Bom-falou um dos meninos, que eu já havia notado, era gêmeo do que estava ao seu lado-, sou o Daniel, e esse- ele apontou o irmão- é o David

–Eu posso me apresentar sozinhos, Dan, obrigada.

–Dylan, David, Daniel-falei.

–É, logo você vai perceber que o nosso pai gosta muito de rimar-disse Daniel

–Mas isso não rima-observei

–É, panaca, isso não rima!- caçoou David de os dois começaram uma daquelas briguinhas de meninos, dando tapas na cabeça um do outro.

–Deixe eles pra lá- falou uma das meninas- Eu sou a Bridget.

Apertei a mão dela e da outra menina, que se apresentou como Aretha, mas pediu para chama-la de Aria. Ainda faltava um menino, que assistia a briga pelo canto do olho com um olhar de “pff, crianças”.

–E eu sou o Todd- disse ele sorrindo- e nos desculpe pelo comportamento dos nossos irmãos.

–Espera, vocês todos são irmãos?

–Todos nós–corrigiu Dylan, que tentava separar os gêmeos.

–Humm, pode explicar melhor?-pedi- Hoje eu percebi que demoro um tempinho para entender as coisas.

Depois de separar David e Daniel, ele andou até mim.

–Rose, te explicaram sobre dividir os chalés pelos pais divinos?

–Uhum- falei, balançando a cabeça afirmativamente.

–Pois é...-disse Dylan- Bem vinda ao chalé de Apolo, maninha!


Notas finais
e aí? eu sei que tem gente que já suspeitava, mas e o resto? gostaram? deixem reviwes!!

/Lu