O Destino de dois Mundos
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Mas, depois de eras, aqui está ele!
Em segundo, porém mais importante, queria agradecer as reviews da Renataamc, da ThataVNG e da RayannePotter.
Em terceiro, queria avisar que, quando forem empregados trechos em élfico (geralmente sindarin) colocarei a tradução entre parênteses.
E, por último, vou atualizar o prólogo para incluir os novos personagens: Aegnor e Daeron.
Boa leitura ^-^'
"Frio. Sentia muito frio. Não sabia onde estava, e não desejava saber, mas parecia que deveria ignorar isso. Abriu os olhos. A escuridão o envolvia, exceto por uma pequena linha luminosa um pouco adiante. Tentou encontrar as paredes do lugar e percebeu que estava em um corredor.
- Olá? — buscava por ajuda para descobrir que lugar era aquele.
Resolveu aproximar-se da luz. Aos tropeços, foi vencendo a distância e, a cada passo, as vozes aumentavam. Notou que se tratava de uma porta, parou. Não sabia o que fazer, deveria entrar? Afinal, não sabia onde estava, muito menos o que poderia haver ali. Decidiu correr o risco, porém, quando estava quase tocando a maçaneta, a porta se abriu e, por trás dela, surgiu-lhe alguém conhecido.
- Capitão Barbossa? — sussurrou, mas o homem não o ouviu.
- Com sua licença, senhor. — o antigo capitão do Black Pearl disse, mas não se referia a Will.
- Vá, e traga o pirata desgraçado. — uma segunda voz tomou sua atenção.
- Jones. — Will constatou, estupefato. Não se preocupou com o barulho, os homens não aparentavam ouvi-lo.
Com uma reverência, Barbossa se retirou da sala. E Will aproveitou para entrar.
Era uma sala mal iluminada e sem móveis, com exceção de uma mesa com uma espécie de maleta em cima. E algemas nas paredes.
- Inúteis, não posso deixá-los sem supervisão por poucos minutos que um vagabundo foge. — Davy Jones resmungava em um canto.
- Então Legolas estava certo...- Will deixou escapar.
Passos pelo corredor, abafados por gritos. A porta se abriu.
- Senhor, este homem estava de guarda no dia em que o revoltado fugiu. — Barbossa retornou, porém não sozinho.
O antigo capitão arrastava um homem, que parecia estar em pânico.
- Senhor, eu juro que não o ajudei a fugir. — o homem falou, desesperado, enquanto era carregado para a luz.
- Sua palavra não tem valor, Sr. Hogg. — Jones respondeu.
Quando o homem foi aproximado da luz, Will pode reconhecê-lo. Caesar Hogg, um dos homens de sua tripulação. Um dos homens que ele jugava estar morto.
- Temos que encontrá-lo. — Barbossa disse.
- É fato. Até porque, não posso dizer até onde ele sabe. — Jones lamentou-se.
- Contou ao Turner sobre o plano, senhor?
- Não, mas não creio que ele tenha obedecido minha ordens e se mantido longe de nossa sala.
- Sr. Hogg, ajudou-o em algum plano? Não duvido disto. — Barbossa se virou para Caesar e fixou seu olhar neste.
O homem começou a tremer, parecia assustado com o que viria a seguir.
- N-não, senhor. Não ajudei Bootstrap a fugir. — o humilde pirata respondeu, temeroso.
Will sentiu seu estômago revirar. Bootstrap?
- Já falei que suas palavras não valem de nada. Se eu digo que ajudou Bootstrap Bill Turner é porque o fez. Cale-se e aproveite enquanto o deixo respirar, pirata maldito! — Barbossa ameaçou.
Agora ele tinha certeza: Seu pai estava vivo! Mas como? E por quê? Tinha sido informado por um dos servos de Jones que seus homens estavam sendo mortos. Um a um.
- Não pode ser... — murmurou. — Maldito Jones!
- Barbossa, vá chamar Bouff. Diga que preciso de seus serviços. — Jones ditou.
- Com sua licença. — e com uma reverência igualmente polida, Hector se retirou do recinto.
Will não sabia quem era Bouff, mas, a julgar pelo rosto de Caesar, não devia ser alguém muito bem-vindo.
Poucos momentos depois, Barbossa entrou, acompanhado de um homem que mais lembrava um jacaré. Corpulento, só sua repiração cheirava a crueldade. Seus olhos eram frios.
- Senhor, eu juro que... Senhor... por favor... — Hogg implorava, mas Jones fingia não ouvir.
Bouff algemou Caesar e abriu a maleta. Will pode ver que, dentro desta, estavam contidos vários tipos de instrumentos para tortura.
Os últimos sons que ouviu foram os gritos angustiados do prisioneiro."
- Will! Will! — uma voz distante se misturava aos gritos. — Legolas!
Tentava se agarrar àquela imagem. Tinha que impedir o ato macabro do qual era um mero espectador.
- Will, não se deixe ficar aí! — ele ouviu uma segunda voz. — Tolo dan nan galad!(Volte para a luz!)
Sentia-se despencando para o vazio, enquanto turbilhões de lembranças tentavam atingi-lo. O ar ia se perdendo e o frio aumentando. Quando pensou que não fosse mais aguentar aquilo, tudo parou.
Abriu os olhos, sua visão estava turva e seu peito arfava. Sentiu uma mão em seu rosto, piscou mais algumas vezes. Quando sua visão recuperou o foco, notou que Legolas o fitava, sentado ao seu lado. Olhou ao redor. Estava de volta a floresta na qual chegara há alguns dias. Voltou-se para o elfo.
- O que... O que foi isso? — perguntou, completamente perdido.
- Você estava sonhando. — Legolas respondeu, parecia preocupado.
Will se ergueu em um dos cotovelos. Continuava confuso, mas preferiu ignorar isso. Até que se lembrou de algo importante.
- Legolas, há alguma possibilidade... dos sonhos serem... reais?
O elfo virou o rosto e encarou as árvores à sua frente. Ele sabia o que Will queria dizer, sabia que era possível, mas não tinha certeza de que se isso a ele seria... seguro.
- Por quê? — resolveu arriscar.
- Há?
- Na verdade, sim. Mas isso não torna o seu sonho real, entende?
- Já é alguma esperança. — Will sussurrou, mais para si mesmo.
- Para? Esperança para?
- Nada, esqueça.
- Fale.
- Não.
- Você vai atrás de seja lá o que for, não vai?
- Não... eu só queria saber.
- A verdade.
- Certo, eu iria, mas é importante.
- O inimigo pode criar visões e, por mais que eu não tenha certeza ou gosto por isso, parece que somos os principais alvos.
- Você não entende...
- Você não me disse o que é.
Will levantou e começou dar voltas no flet. Como poderia não ir atrás disso? Era seu pai! Como poderia o abandonar? Suspirou. De qualquer forma, não tinha ideia de onde ele poderia estar. Na realidade, isso não importava, navegaria os sete mares para encontrá-lo.
- Will? — ele se virou. E encontrou Ireth a alguns passos observando-o. — Ainda bem que você acordou! Tome, beba um pouco.
A elfa passou-lhe um cantil, que ele mesmo tinha trazido consigo. Uma das poucas coisas que conseguira trazer do navio.
- Está melhor? — ela perguntou enquanto se afastava para se sentar ao lado de seu irmão.
- Um pouco, acho. — respondeu, não conseguia esconder a ansiedade em sua voz.
Legolas trocou olhares com a irmã. Ele admirava, porém, algumas vezes, odiava a capacidade que eles tinham de fazerem-se entender sem o uso de palavras.
- O que o perturba? — Ireth perguntou.
- Nada.
Ela o olhou mais um tempo e depois desviou os olhos de volta para o elfo loiro. Mas Legolas apenas lançou um olhar significativo para Will e voltou-se para ela.
- Ele está melhor, consegui trazê-lo de volta assim que você saiu. — ele falou.
- Que bom, fiquei realmente preocupada.
- Legolas? — uma voz conhecida o chamou, abafado pelo barulho dos arbustos.
Os elfos se voltaram para a origem da voz, enquanto Will os encarava, tentando, inutilmente, entender de quem se tratava.
- Elrohir! — Legolas chamou enquanto desciam do flet.
A frente deles, dois elfos exatamente iguais lutavam com os arbustos que agarravam em suas roupas.
- São eles? — uma segunda voz perguntou, atrás dos gêmeos.
- Espero que sim, Daeron. — Elladan respondeu.
Depois de mais alguns segundos de dificuldades, os elfos conseguiram aproximar-se. Legolas e Ireth olhavam, surpresos, mas acima de tudo felizes por reencontrá-los. E Will encarava os recém-chegados transtornado.
- Mae govannen... — Elladan começou.
- Pro inferno com a diplomacia! — Elrohir o interropeu antes de abraçar os dois amigos.
Com os gêmeos, estavam Daeron e Aegnor, a quem Legolas e Ireth não viam há muito.
- Então... Esse é William Turner. Will, esses são Elladan, Elrohir, Daeron e Aegnor. — Ireth apresentou-os.
- Mae govannen, William Turner. — Elladan falou por todos.
Will sorriu, não tinha ideia do que aquilo significava.
- Elladan, acho que ele não é como nós. — Elrohir falou por entre os dentes. — O que ele quis dizer foi "Bom te ver", é como falamos ao conhecer alguém.
- Ah... Sim... Nesse caso, é um prazer conhecê-los. — ele repondeu.
- Temos muito que conversar. Por que você não sobem? — Legolas sugeriu.
E assim fizeram. Setaram-se em uma roda no flet.
- Por onde andaram todo esse tempo? — Elladan começou. — Ficamos preocupados quando vocês desapareceram, deveriam ter avisado.
- Não podíamos, vocês viriam conosco, era um problema nosso, na verdade, só meu. — Legolas respondeu, lembrar daquele dia era sempre doloroso. — Ireth não viria comigo, mas descobriu tudo, e não tive outra escolha.
Daeron trocou olhares com a elfa, ele podia se lembrar bem do dia em que ela contou-lhe do que suspeitava.
Flashback ON
"Estava sentado a sombra de uma das árvores de Valinor, como fazia todas as tardes, até que percebeu alguém sentar-se ao seu lado.
- Daeron? — foi chamado. Abriu os olhos, Ireth o observava com aqueles olhos que sempre o encantaram. Mas eles pareciam tristes.
- O que houve? — perguntou, angustiado.
- Estou preocupada com o Las.
- Por quê?
- Não sei, ele anda estranho... Distante... Não só de mim, mas de todos, como se... — não pôde continuar, lágrimas saltaram de seus olhos e ela os tapou com as mãos.
Daeron se ajoelhou a sua frente, afastou suas mãos e olhou-a nos olhos.
- Pretende ir com ele, não é? — deduziu o óbivo.
Ireth assentiu, ela sabia onde ele queria chegar, mas ela deveria seguir seu irmão.
- Ireth, entenda, se ele não te falou nada, é porque tem um bom motivo.
- Eu sei, ele diria para eu ficar, mas eu não o farei. Não posso deixá-lo ir. — ela chorava abertamente agora.
Ele a abraçou. Também tinha a Legolas como um grande amigo, e não gostaria de perdê-lo, mas procurava não demonstrar.
- Olhe pra mim. — ele pediu.
Ela se afastou e levantou os olhos.
- E o que seria de mim e Aegnor sem você aqui? Além de não ter ninguém para separar nossas brigas, não conseguiríamos viver sem você. Eu não conseguiria viver sem você. — tentou fazê-la sorrir.
Ela abraçou-o, com mais força dessa vez, e sussurrou.
- É o que eu tenho que fazer, Daer."
Flashback OFF
- E como estão os outros? — Legolas tirou-o de seu devaneio.
- Estão todos bem, Thranduil esteve preocupado com vocês nos primeiros dias, mas ele confia em você, sabe que ficará bem. — Elrohir respondeu.
- Legolas, precisamos conversar. Acredito que o assunto também seja de seu interesse, William. — Elladan disse, e todos se calaram.
Legolas acenou com a cabeça. Então eles desceram do flet e andaram para algum lugar na mata.
Ireth olhou para os dois elfos que ficaram.
- O que houve? — perguntou.
- Não sabemos, estão misteriosos há alguns dias. — Aegnor respondeu.
Já estava escuro, e a elfa sabia que não era apropriado sair depois do pôr-do-sol, realmente era um assunto sério.
Notas finais
É isso, deixe uma review, independente de ter gostado ou não, é importante para que eu melhore e aprenda com vocês. Qualquer absurdo, me avisem!
Nota da Beta: Oi gente!! Como a Maria disse láá encima, obrigada pelas reviews da Renataamc, da ThataVNG e da RayannePotter. O segundo é que o quanto que eu pertubei essa bixinha pra ela terminar logo o capítulo. Bem, espero que curtam e deixem reviews. E os fantasminhas por favor apareçam!
Fale com o autor