O Destino de dois Mundos
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Agradecimentos:
AninhaCullen133233, minha beta < ela que ficava: "cadê o capítulo" ou melhor "caralho, não escreve mais essa porra?" (um amor, não acham?)
Renataamc, minha irmã < pelo review. Ela escreve muito bem, deem uma olhada na fic dela, se puderem.
Beeatriz, minha outra irmã < pelo review. Também escreve bem demais, olhem lá ^.^
RayanePotter < pelo review. Ainda não li nenhuma fic dela =(
Espero que gostem do capítulo. Boa leitura ^.^'
Caminhavam mata adentro e só se podiam ouvir os passos de Will. Legolas ocupava-se em tentar descobrir o que os gêmeos queriam com ele. Preocupava-se, pois um assunto sério podia ser percebido só pelo fato de terem se afastado dos demais.
De todos, Will parecia o mais confuso, afinal, o que ele teria a ver com qualquer assunto que os elfos pudessem tratar?
Elrohir e Elladan, que estavam à frente do grupo, pararam e sentaram-se. Legolas e Will fizeram o mesmo. O silêncio ainda perdurou, até que o elfo loiro resolveu perguntar:
- O que aconteceu?
- Legolas... Você sabe por que estamos aqui? – Elladan perguntou.
- Pensei que estavam atrás de nós.
- Na verdade, não. Encontrar vocês foi obra do acaso.
- Então, por quê?
- Antes, temos que perguntar, porque vocês estão aqui? – foi à vez de Elrohir questionar.
- Porque, os ataques... Eles pareciam estar sempre direcionados... A mim. – Legolas respondeu – E eu não podia, simplesmente... Fazer todos sofrerem.
- E então você volta, sem avisar a ninguém. Muito útil essa ajuda. – Elrohir resmungou, enquanto se levantava e andava por perto – Tem noção de quanto tempo ficamos loucos atrás de vocês? Adar, Nana, Eu, Elladan, Daeron, Aegnor...
- Me desculpe, eu não queria...
- Você nunca quer! É incrível!
Legolas também se levantou, estava angustiado. Por que sempre desapontava as pessoas? Sempre as fazia sofrer? Sempre errava tentando acertar?
- Você deveria pensar antes de fazer as coisas! – Elrohir parou na frente dele. – Pensar em tudo o que pode acontecer!
- Me desculpe! O que quer que eu faça? Eu já sei que você está certo! – perdeu a paciência, a respiração acelerada mostrava o estado em que se encontrava. Infelicidade, preocupação, aflição, tudo se misturando em seu peito. Como uma bomba prestes a explodir. O que poderia fazer para que tudo voltasse ao normal?
- Já chega vocês dois. – Elladan ergueu-se e colocou-se entre eles. – Elrohir, deixe-o em paz. Já temos problemas o bastante, não arranje mais um.
Sentaram-se novamente.
- E então, porque não vamos logo ao que interessa? – Elrohir disse; já se arrependia pelo que fizera. Sabia que Legolas não tinha feito de propósito, mas o que o fez dizer todas aquelas coisas, na verdade, não fora raiva, e sim preocupação.
- Certo. – Elladan tomou a palavra.
Legolas podia perceber que os gêmeos queriam lhe dizer alguma coisa, porém não sabiam como fazê-lo. E isso só o preocupava mais a cada momento. Afinal, o que seria tão importante a ponto de fazer os dois hesitarem tanto?
- Legolas, quando vocês voltaram, os ataques a Valinor pararam por um tempo, é verdade. O navio de onde supomos que as criaturas viriam se foi. – o gêmeo mais velho começou a explicação. – Porém, depois de algumas semanas, antes mesmo de nos prepararmos para tal, os navios, e, consequentemente, os ataques voltaram. E mais fortes que antes.
- Estão todos bem? Quer dizer, alguém se feriu? – Legolas não se conteve.
- Estão todos bem, mas, em um destes ataques, o último antes de virmos para cá, algo diferente aconteceu. – Elladan continuou. – Um dos tripulantes foi deixado para trás.
- Era um homem idoso, castigado, temo eu, não só pela idade. E é nessa parte que acreditamos que Will tenha algum tipo de influência. – Elrohir completou enquanto voltava seu olhar para Will. – Seu nome era William Turner, mas era conhecido, segundo ele, como Bootstrap.
Quando ouviu o nome, o pirata se voltou imediatamente para o gêmeo mais novo, que o encarava.
- Reconhece esse nome, William? – Elladan indagou.
- Sim, ele é o meu pai. – Will respondeu não muito certo das palavras.
Afinal, não estava certo de nada naquele momento. O sonho era real! Ou pelo menos parte dele. Seu pai estava mesmo vivo!
- Ele está bem? – perguntou por impulso.
- Agora está. Quando o encontramos estava muito ferido, tinha marcas de chicote nas costas e suas roupas estavam em farrapos. – Elrohir aliviou-o.
- Jones... – Will não pode evitar o tom amargo que acompanhou essa palavra, nunca pôde.
- Bootstrap nos contou que, há algum tempo, seu filho havia derrotado o antigo capitão de um navio, o Flying Dutchman, e tomou para si este posto. Porém, anos mais tarde, um exército de criaturas desconhecidas tomou o navio, e fez de todos os seus tripulantes prisioneiros. Ao saber disso, o capitão fugiu, porque ouviu que toda a sua tripulação estava sendo morta, o que era mentira, pois foram apenas conduzidos a outro lugar. Após essa fuga, os tripulantes foram levados a um segundo navio, que os levou para uma espécie de covil, em um lugar desconhecido. Lá, a tripulação descobriu que o capitão derrotado havia retornado, e planejava se vingar de seu inimigo. O tal antigo capitão, ao ser informado da fuga do filho de Bootstrap, castigou toda a tripulação do Dutchman e ordenou novos ataques para “descontar sua raiva”. Ao saber que logo estariam em terra novamente, Turner resolveu fugir, mas não sem antes ficar a par dos planos do pirata. Antes do ataque, passou a espioná-lo e ouvir suas conversas. E descobriu que, após o ataque a Valinor, haveria um ataque a uma cidade de homens, muito importante para as pessoas de Valinor. Logo soubemos que se tratava de Gondor, dessa forma, viemos para cá com o objetivo de preparar a cidade para o futuro ataque. – Elladan concluiu.
Legolas ouviu tudo com atenção. Quando a história terminou, tudo fez sentido. É claro que atacariam a Terra Média! Como não tinha pensado nisso? Se Jones e Sauron tinham um tipo de aliança, a Terra Média em breve estaria na mira do segundo.
- Sabemos quem é o antigo capitão. Seu nome é Davy Jones. – Will falou.
- Há alguns dias, quando encontramos com Will, conseguimos deduzir parte desse quebra-cabeça: Jones fez uma aliança com nosso antigo inimigo, Sauron, e ambos retornaram da morte. Como nós não sabemos. – Legolas completou.
- Bootstrap nos disse que Jones havia feito uma aliança com outro vilão, ao qual ele desconhecia, e negociado sua volta com o próprio demônio. Porém, ao retornar, teriam uma missão: sacrificar aquele que derrotou cada um deles. No caso de Jones, Will, porém, não entendo porque os ataques de Sauron se direcionariam a Legolas. – Elladan disse em um tom questionador.
- Nós presumimos que; como Frodo e os demais se foram, eu seja o último membro da Sociedade, dos nove que foram designados para derrotá-lo, talvez eu seja o mais próximo que ele possa chegar, visto que Frodo não deixou descendente. – Legolas esclareceu.
- Faz sentido. De qualquer forma, precisamos ir para Gondor.
- Eu irei com vocês. – Will voltou os olhares dos demais para si. – Vou me vingar de Jones.
- Nós iremos. – Legolas acrescentou.
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Anoiteceu. Apoiada no parapeito do flet, Ireth ainda olhava para o lugar no qual a visão dos elfos e Will havia se perdido dentre as árvores. Quando tudo isso ia acabar? Sentia falta de Valinor, e de todos que tinha deixado lá. Preocupava-se com Legolas, a cada dia percebia que o sentimento de culpa dele crescia. Uma lágrima correu solitária por seu rosto. Secou-a.
- O que te perturba? – Daeron lhe perguntou; a elfa não tinha notado sua presença.
- Nada, é só... A mesma coisa de sempre. – respondeu. – Onde está Aegnor?
- Foi atrás de algumas frutas.
Daeron seguiu o olhar da menina e fixou o seu no mesmo lugar.
- O que acha que aconteceu? – ela questionou.
- Não sei... Elladan não me quis dizer quando perguntei a ele e Elrohir tem evitado o assunto.
O silêncio se instalou novamente. Ireth não podia deixar de notar o quanto este vinha sendo frequente nos últimos tempos. Porém, era um silêncio diferente, que se olhado por outro ângulo, traduzia a angústia que todos sentiam.
- Voltei! – Aegnor anunciou enquanto se juntava aos dois. – O que eu perdi?
- Nada de mais. – Daeron respondeu distraído.
Sentaram-se em uma roda no flet.
- Ei! Essa era minha! – Aegnor reclamou enquanto Daeron pegava uma maçã.
- Não é mais. – o elfo mais velho retrucou e deu uma mordida na fruta.
- Isso não é justo!
- Eu sei.
Aegnor pegou outra fruta qualquer e jogou em Daeron.
- Agora você vai ver só. – Daeron levantou e segurou Aegnor perto do parapeito do flet. – Peça desculpas.
- Nunca. – Aegnor disse, tentando se soltar.
Daeron ameaçou jogá-lo lá de cima, aproveitando-se da posição desfavorável do mais novo.
- Dessa vez eu vou deixar passar. – ele ainda falou antes de soltar o outro. – Mas, se fizer isso de novo, não vai ter perdão.
- Como se você conseguisse.
- Eu consigo.
- Ah, é? Prove.
E começaram a bater um no outro novamente.
- Parem com isso! – Ireth falou, rindo. – Parecem duas crianças.
- Na próxima vez, você vai se arrepender por tudo isso. – Aegnor ameaçou e se separou de Daeron, que já ria de sua atitude.
- Pelo menos finja que tem educação, eles já estão voltando. – o mais velho disse para Aegnor apontando para um lugar na mata, onde já se podia ver Legolas, Elladan, Elrohir e Will se aproximando.
Voltaram a se sentar ao redor da cesta de frutas, esperando os demais. Daeron ainda provocava Aegnor com imitações ridículas dele.
- Chegamos! O que andaram fazendo? – Elrohir foi o primeiro a subir.
Elladan foi o segundo, Will, o terceiro e Legolas subiu por último. Todos se sentaram e ficaram em silêncio, a resposta para a pergunta do gêmeo mais novo não veio, mas não se fez necessária, pois ele podia ver que as coisas não estavam tão bem.
- Na próxima vez, você vai se arrepender por tudo isso. – Daeron falou com uma voz esganiçada, que fez com que Aegnor joga se uma semente de qualquer coisa nele.
Depois das risadas, o silêncio voltou a dominar o lugar. Will se retirou para um canto, como era o único humano, provavelmente seria o único a dormir. Mas, essa não foi a razão principal para se afastar, precisava organizar as ideias.
Os elfos ficaram ali sentados por um tempo. Observando as árvores e a luz da Lua que conseguia passar por elas.
- Ireth. – Legolas chamou e fez sinal para que ela o seguisse.
Ambos desceram e ficaram andando entre as árvores próximas. Legolas sabia que deveria escolher as palavras certas. Elladan tinha aconselhado que ela e os dois outros elfos mais novos não fossem a Gondor, para que, no caso de o pior acontecer, eles estarem a salvo, porém, era do conhecimento do elfo loiro que Ireth não aceitaria isso. Não podia culpá-la, acreditava que faria o mesmo em seu lugar, mas também não podia arriscar conduzir os três para a morte.
- Tem ideia do que eles me disseram? – perguntou.
- Não, mas gostaria de saber. – ela respondeu categórica.
Legolas resumiu a história, mas tomou o cuidado de pular a parte de que ele decidiu ir junto com os outros elfos. Ireth ouvia a história inteira, mas ao final, já tinha ideia do que Legolas queria dizer. E do que ela temia que ele dissesse. Quando Legolas terminou, ela continuou o fitando, sem dizer uma só palavra.
- O que queria me dizer? – perguntou, embora receosa quanto à resposta.
- Eu queria dizer que eu vou com eles. Mas que você, Daeron e Aegnor irão ficar. – ele disse. – Por favor, não fique triste, sabe que é o melhor a fazer. Se acontecer o que tememos, vocês ainda poderiam fugir.
- Tudo bem. – ela o surpreendeu. – Embora eu não ache que é o melhor a fazer, como você diz.
- Não está magoada por ficar?
- Não.
- Eu sim.
- Por quê?
- Foi o que Elrohir me aconselhou a fazer, mas não o que eu queria. Ele diz que é o melhor, mas eu não sei. Sinto como se não o fosse.
- Talvez não seja o melhor a se fazer, mas o que deve ser feito.
Legolas assentiu. Poderia, de fato, ser o que deveria ser feito, mas não podia negar que sentia algo que tentava impedi-lo de fazer a coisa certa.
- Sendo assim, acho melhor subirmos. Já está escuro, pode ser perigoso ficar aqui.
Subiram e nada mais foi dito durante aquela noite. No dia seguinte, teriam uma grande viagem a fazer.
Notas finais
Desculpem pela extensão do capítulo, não deu pra evitar ^.^' (eu amo essa carinha. tá, parei.)
Adar > pai
Nana > mãe
Qualquer dúvida ou absurdo, me mandem uma MP, ok?
Nota da Beta: Oi geente! Sou tão carinhosa pra pedir pra ela escrever né? kk, senão ela trava. Bem, se quiser mandem reviews, não fiquem com preguiça, tudo bem? Qualquer coisa fala com a gente, mesmo se for pra pertubar. Beijos, Aninha
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