Notas iniciais
Olá, este é o segundo capítulo de "O Destino de dois Mundos", foi um capítulo difícil, tanto para escrever quanto eu acredito que será para ler, porque é um capítulo chato.Não acontece nada de especial, mas era inevitável. Enfim, leiam e saberão. Conto com a paciência de vocês.
Ps.: Queria agradecer a ThataVNG e winter-memories pelas reviews. Não sei o que seria de mim sem vocês. Sério, eu quase morri de felicidade.
Boa leitura ^.^'

Podia-se ouvir a respiração acelerada dos elfos. Talvez até pudesse ver os traços de medo em seus olhos. Embora tivesse presenciado muitas guerras, essa expectativa angustiava Legolas. O fato de simplesmente não terem ideia do que poderia sair de trás daqueles arbustos o preocupava. Uma das coisas mais importantes para um guerreiro é conhecer seu inimigo.

A faca parecia deslizar lentamente pelas folhas. Cada segundo parecia uma eternidade.

- Fique perto de mim. – Legolas sussurrou para a irmã.

Recebeu um leve aceno com a cabeça como resposta.

Até que foi possível ver quem estava atrás dos arbustos.

- Não se mexa. – Ireth gritou para o desconhecido.

Mas ele pareceu não ouvir, deu mais um ou dois passos cambaleantes e caiu. Os irmãos se entreolharam e ainda ficaram parados por alguns segundos. Quando teve certeza de que o homem era inofensivo, Ireth foi a primeira a correr até ele. Virou-o e percebeu que estava machucado e aparentava ter saído da água. Tirou os cabelos de seu rosto.

- Não devemos ficar aqui em baixo, pode ser perigoso. – ela ouviu Legolas orientar.

- Não podemos deixá-lo aqui. Não vê o estado dele?

- Ireth, não sabemos quem ele é e muito menos suas intenções.

- Legolas, eu não vou deixá-lo aqui. E se houver alguém atrás dele? E se houver alguém atrás de nós?

- E se ele estiver atrás de nós?

O homem abriu um pouco os olhos e fitou a menina, mas tornou a fechá-los e a contorcer o rosto de dor.

- Não sei o que você pensa sobre ele. Mas duvido que queira algo conosco. – ela quebrou o silêncio. – Vai me ajudar? Ou terei que carregá-lo sozinha?

Legolas suspirou insatisfeito, mas acabou por ajudá-la. Chegaram no flet e o deitaram.

- Quem você acha que pode ser? — o elfo perguntou distraído.

- Não tenho ideia, mas parece não parece ser daqui.

- Um estrangeiro? E o que o traria aqui?

- Não sei, mas não parece ser boa coisa.

- De qualquer forma, logo poderemos perguntar. – Legolas falou e acenou com a cabeça.

O homem voltara a abrir os olhos, mas não parecia intentar fechá-los. Tentou sentar-se, mas foi impedido por Ireth.

- Se eu fosse você não tentaria fazer nada agora. – ela aconselhou.

- Eu estou... Bem. – ele tentou disfarçar.

Cada músculo de seu corpo doía, a cabeça rodava e os olhos perdiam o foco a todo o momento.

- Não, não está. – a elfa discordou.

Legolas observava de longe, mas não era o homem que o preocupava e sim o que poderia estar atrás dele.

- Vou ficar aqui, para o caso de alguma coisa aparecer. – ele avisou.

- Não estava sendo seguido. – o homem disse. – Não precisa se preocupar.

Então o elfo se aproximou, ajoelhando-se ao lado da irmã.

- Sente dor? – ela perguntou.

- Não, eu... – ele tentou levantar, mas não conseguiu, e contraiu o rosto em uma careta de dor. — Talvez um pouco.

- Infelizmente, não temos remédios aqui, mas poderá ficar por um tempo. Ao menos até melhorar. – Ireth propôs, e logo recebeu um olhar de protesto de seu irmão.

- Me desculpem, eu não queria incomodar, é só que... Acho que eu não conseguiria ir muito longe neste estado. – o homem falou com um sorriso triste.

- Não há porque se preocupar. – ela sorriu-lhe de volta.

- Temos muito que perguntar, mas, antes de tudo, meu nome é Legolas.

- Eu sou Ireth.

- William Turner, prazer em conhecê-los.

- Então, William Turner, o que o trás aqui? – o elfo perguntou receoso.

- Pode me chamar de Will, se preferir. – o homem sugeriu. – O que me trás aqui é uma longa história.

- Temos tempo. – Legolas insistiu.

- Bom... Acontece que, eu era capitão de um navio, o Flying Dutchman, e este foi tomado há alguns dias. Eles aprisionaram a mim e a toda a tripulação por algum tempo. Então, mandaram cada tripulante subir, e os mataram. Exceto eu.

- Por quê? – Ireth perguntou interessada.

- Esse é o problema, eu não tenho ideia. Pesquei algumas informações, mas não foram de muita utilidade.

- Quais informações? – ela persistiu.

- Não muito, algo como “Ele não deve ser morto” e “O chefe o quer vivo”. – ao ouvir a última informação, Legolas e Ireth trocaram olhares.

- Continue. – o elfo disse.

- Alguns integrantes da tripulação me eram caros. Um deles era meu pai. Então, quando eu percebi o que haviam feito com ele, resolvi que não ajudaria no plano. Eu fugi.

- Will, há quanto tempo, exatamente, você fugiu? – a menina perguntou com urgência.

- Há menos de dois dias. – e eles receberam a resposta que esperavam.

- Legolas, você acredita que pode ser o mesmo “chefe” que... – ela começou.

- Sim. Caso contrário, seria coincidência demais. – o rapaz respondeu.

- Mas, não acha que estamos nos apressando ao tirar essas conclusões?

- Não, Ireth, você não vê? É óbvio, tem que ser a mesma pessoa. Tudo se encaixa.

- Eu sei, mas...

- Não tente se esquivar dessa verdade.

- Isso significa que eles estão próximos. Tanto de nós, quanto dele.

- Com certeza.

- Então, o que vamos fazer?

- Do que estão falando? – Will interrompeu.

Os dois elfos se viraram para ele, mas nenhum teve coragem o suficiente para lhe dizer.

- Por favor, me respondam: Do que estão falando? – ele voltou a perguntar.

- Acontece, Will, que ontem, enquanto eu procurava por algumas frutas, ouvi algumas vozes. – a elfa respondeu.

- Vozes? O que diziam? – ele perguntou.

- Se estamos certos, faziam referência a você. Diziam que alguém havia fugido e que isso não agradaria ao “chefe”. Antes, pensávamos que havíamos sido descobertos, mas parece que estávamos errados. – a menina explicou.

- Descobertos? Também estão se escondendo?

- Nós... — ela começou, mas Legolas apertou seu braço, em um sinal para não continuar.

- Sabe alguma coisa que não sabemos? – ele perguntou.

- Acredito que não. – Will respondeu e pendeu a cabeça para o lado.

Legolas se levantou e pôs-se a andar pelo flet enquanto contava-lhe sobre os ataques a Valinor e sua fuga.

- Como eram as criaturas que te perseguiam? – o homem questionou erguendo-se em seus cotovelos.

- Eram como pessoas, porém seus corpos eram cobertos de limo e conchas, se vestiam com farrapos sujos e carregavam espadas. – Legolas tentou se lembrar. – Não era nenhum tipo de criatura que eu conheça.

Parecia haver tanto tempo que estavam naquela floresta, sendo que não passava de dois anos. Era pouco tempo, ainda menos para um elfo.

Will suspirou. Ele sabia muito bem o que eram tais criaturas, mas não conseguia entender o porquê de perseguirem aos dois, e não a ele.

- Servos de Davy Jones. – ele resumiu.

- Quem é Davy Jones? – Ireth perguntou.

- Davy Jones é um vilão dos mares, um pirata temido por muitos, mas que já se foi há tempos. Ele era o antigo capitão do Flying Dutchman, eu o substituí.

- Se ele se foi, como seus servos continuam a atacar? – Legolas perguntou. – E por que atacam a mim, e não a você?

- Espere... Davy Jones foi um vilão derrotado há algum tempo, correto? E seus servos perseguem a meu irmão. – ela juntou as informações. – Então, como eram os seres que te perseguiam?

- Eram pessoas grandes, musculosas, mas deformadas. Alguns tinham a pele clara e outros escura. Rugiam algumas vezes e usavam uma língua estranha entre eles. Também tinha orelhas como as suas. – Will se esforçou para descrever.

- Uruk-hai. – Legolas concluiu. – Servos de Sauron.

- Sauron? Quem é Sauron?

- Há muito tempo atrás, antes mesmo de você nascer, Sauron forjou os Grandes Anéis, três foram entregues aos elfos, sete, aos anões, e nove aos homens. Mas ele enganou a todos, pois forjou um Anel mestre, para governar todos os outros. Houveram duas guerras, e em ambas Sauron foi derrotado, porém, na primeira, O Anel não foi destruído, o que ocasionou em seu retorno. Já na segunda, O Anel foi jogado nas chamas da Montanha da Perdição, o único lugar onde poderia ser destruído, e o foi.

- Não entendo, — Ireth disse – se ambos foram destruídos, como seus servos ainda obedecem a sua vontade? Quer dizer, Legolas foi um dos nove caminhantes, que ajudou a destruir O Anel, sendo ele o último restante, é normal que Sauron quisesse vê-lo morto.

- E eu derrotei Davy Jones, com a ajuda do Capitão Jack Sparrow, mas, de qualquer forma, eu entenderia se ele quisesse me derrotar. – Will falou.

- Os servos de Jones nos perseguiam, e os de Sauron o perseguiam. Seria impossível que eles o fizessem sem nenhuma ordem. – Legolas completou.

- O que acham que pode ser? – Ireth perguntou.

- Isso só pode significar uma coisa: — seu irmão respondeu. – Eles estão de volta.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Eu sei que é chato ficar deixando review em todas as fics que vocês leem, se der, deixe sua opinião, mesmo que não tenha gostado, assim eu posso corrigir, ok?
Nota da Beta: Ai gente, só agora que deu tempo de comentar essa fic linda aqui! Maria ta arrasando e eu já estou louca pelo terceiro. Ah e gostaria de agradecer as duas divas que comentaram a fic, vocês realmente alegraram o meu dia e o da Maria, bem, o comentário ta beeem grande e espero que o número de reviews seja assim. Milhões de beijos.