Notas iniciais
E lá vamos, nós! Com o 1º prólogo e.e Boa leitura!

Alguns séculos antes

• Volcaint

Estava nevando lá fora e Krayon não estava disposto a enfrentar uma reunião com todos os representantes. Cada reino tinha um, caso o rei estivesse ocupado –o que acontecia na maioria das vezes–, para representá-lo. Krayon era guardião dos dez reinos existentes em Volcaint, era uma responsabilidade e tanto, o que fazia ele pensar duas vezes antes de fazer algo. Seu dever era proteger todas aquelas terras com sua magia e convocar os reinos, caso houvesse alguma coisa de errado.

Mas, naquela noite ele havia descoberto algo, algo que guardara para ele mesmo. Descobrira sozinho –quando estava indo a reunião, mas desistiu na metade do caminho e voltara– um portal escondido por samambaias, não havia vestígios de uma visita àquele lugar, provavelmente era desconhecido ou fazia muito tempo que alguma criatura viva esteve ali. Krayon olhou ao redor, pois poderia ter curiosos observando, vendo que não havia ninguém, adentrou ao que parecia ser uma porta invisível refletindo o mundo que escondia. Mal sabia ele as mudanças que estavam por vir, a partir daquele momento.

•••

No templo central, todos estavam a espera de Krayon.

—Ele deveria ter chegado a duas horas atrás!–Luther disse impaciente.

—Acalme-se! Vamos começar sem a presença de nosso guardião–Simon tentou gritar, mas sua voz já estava rouca por causa dos gritos anteriores.

Todos se levantaram de suas cadeiras e colocaram a mão direita em cima do símbolo bordado em suas vestes.

—Luther, representante do Reino de Ezaloor.

Chrisgen, represente do Reino de Blackhood.

Ploover, representante do Reino de Vayolir.

—Simon, representante do Reino de Orleid.

Fark, representante do Reino de Godoom.

Hollister, representante do Reino de Saileem.

Liunker, representante do Reino de Marlent.

—Taurus, representante do Reino de Perli.

Edwerd, representante do Reino de Rooscan.

—Aaron, representante do Reino de Klevir.

Depois de suas apresentações, todos se sentaram e ficaram em silêncio, ouvindo o barulho do vento lá fora. Quando Taurus abriu a boca para falar, houve batidas desesperadas na porta seguidos de gritos.

—Guardião! Guardião! Guardião! Fark estalou os dedos e as portas se abriram, relevando um menino robusto, com uma média de 14 a 16 anos.

—Sou. George. Vill. Milordes –disse o garoto ofegante.

—O que traz você aqui? Ao templo. Deve ser algo grave por ter interrompido nossa reunião –dessa vez foi Hollister que disse.

—Há homens por toda parte Sul, ao caminho daqui, ninguém sabe de onde eles vieram, eles vestem armaduras negras e usam espadas estranhas, não são dessa região, acho que nem de Volcaint. Fui a casa do guardião e não o achei, então corri para cá para avisá-lo. Já mandei o recado para todos os generais dos dez reinos, mas nenhum respondeu até agora.

Ninguém tinha reação, estavam todos sem expressão. Esse tipo de coisa nunca ocorria, ocorreu algo parecido a séculos atrás, foi aí que eles nomearam alguém para protegê-los.

—Será que Krayon traíra Volcaint?

—Ele não seria capaz!

—Então, onde ele está? No momento em que mais precisamos dele!

Primeiro veio um vento forte que esfriou a sala inteira, depois ouve um estrondo e eles só viram George cair morto no chão, formando uma poça de sangue ao redor do corpo, ele tinha sido atingido nas costas por uma lâmina negra. Em um segundo, o corpo dele desaparecera, restando lhe apenas a lâmina e o sangue, a lâmina se transformou em um vestido negro e o sangue subiu por dentro dele se transformando em uma mulher, loira de olhos azuis.

—Ah! Volcaint! Como é bom ver vocês novamente, milordes! –ela disse em um tom de ironia –Bom, eu não pretendia matar ninguém, mas esse moleque estava falando demais e não tenho tempo para mensageiros.

—Novamente? –Luther perguntou.

—Já estive aqui a tempos atrás, em uma época onde Volcaint era totalmente pacífica, não havia discórdia entre os reinos, não havia fome e nem sede, só alegria. Agora não era o tempo que gostaria de fazer minha entrada triunfal, mas houve um pequeno problema... O estagiário mandou um portal para cá, ele foi morto, mas o portal deve ser fechado imediatamente antes que alguém entre nele.

—Um portal em nossas terras? Mas Krayon saberia disto –Simon disse enquanto ela andava pelo salão.

Krayon... Não o achamos em lugar nenhum, se ele entrou no que procuramos será um problema, o portal se fechará por 100 anos e será camuflado automaticamente até completarar um século. Maldito seja aquele que colocou essa magia de camuflagem.

—Quem é você? –Hollister fez a pergunta que todos estavam interessados em saber a resposta.

—Não lembram de mim? Nossa, estou ofendida, milordes –ela disse fazendo uma falsa cara de chateada, andou até a única cadeira que não tinha sido ocupada, a de Krayon –Sou Crystal, a nova guardiã de Volcaint. Ou melhor, que tal rainha?

Notas finais
Hey! Gostaram? Espero que sim! ❤