O Destino
1 Prólogo
Notas iniciais
São poucos aqueles que presenciaram a destruição do mundo mortal e o submundo; mais bem... isso já faz muito tempo, eu diria que ums 2000 anos não seria o suficiente pra confirmar, mais em fim. (...) Após a grande destruição, ambos mundos se reconstruiram com o tempo, assim no mundo mortal; humanos viviam em paz na sua sociedade. Já no submundo; os demônios se reuniram para criar uma comunidade, onde pretendiam atacar o mundo mortal e fazer dos humanos escravos. (...) Agora eu digo: por que 2000(ou mais) anos atrás houve aquela destruição? Na verdade... a resposta é simples; ambos mundos contém seres que não podem coexistir, por causa de certas diferenças (começando com seus pensamentos e modos de viver) Então, ocorreu uma grande guerra e assim a destruição foi tudo que sobrou daquele tempo. Mais claro aquela ‘destruição’ podia ocorrer novamente, afinal a vida de antes havia voltado só faltava os humanos e demônios se confrontarem novamente. (...) Porém não ocorreu o mesmo de antes, pois no submundo houve um ‘ser’ que tinha pensamentos positivos a respeito de coexistir com o outro mundo. A partir daí, vem ‘aquela’ história heróica do individuo Sparda; que lutou contra sua própria espécie para salvar os humanos, e assim... tentar coexistir ambos mundos e etc, etc, etc, etc...
[ Fechava o livro que segurava em suas mãos, fitando diretamente o céu azul. ]
- Sparda... me pergunto se você fez a coisa certa. (...)
[ Em uma pequena praça no meio da cidade, uma menina de aproximadamente 7 anos, estava sentada sobre um banco, com um livro aparentemente velho, na mão. A mesma possuía cabelos longos prateados, olhos vermelhos e uma pele bem branca. Sua veste era um vestido esverdeado com alguns detalhes no mesmo, usava também meias pretas que chegavam até o joelho; e nos pés podia ser visto, simples sapatos marrons. Mesmo sendo de dia, se encontrava algumas pessoas por ali; era de se surpreender, pois naquela praça quase ninguém ia, e quando ia, só de noite aparecia; a menina que estava sentada no banco, freqüentava aquele lugar, sempre que possível. ]
- hmm
- O que você esta fazendo aqui?
[ Uma voz por detrás da menina ecoou em sua cabeça perdida de pensamentos, logo ela virou sua visão pra direção de onde a voz venho, e deparou com a figura de um jovem de cabelos curtos prateados e vestes vermelhas. ]
- Eu sempre venho aqui, você sabe disso.
- Sei, só queria te ‘incomodar’ um pouco.. hehe (...)
[ O jovem logo sentou-se do lado da menina, fitando o livro que ela segurava. ]
- Você não cansa de ler esse livro, não?
- Certamente..! mais não há muito o que fazer, então fico relendo o livro. De qual quer modo, por que esta aqui? Você nunca vem nessa praça.
- Pois é... estou sem serviço no momento, e pra ‘ajudar’ não tenho dinheiro pra comprar uma pizza ou um sundae de morango.
- Isso foi uma indireta, pra eu te dar dinheiro?
- Você é rápida pra entender as coisas.
- Dante, eu já te emprestei dinheiro semana passada, você não me pagou ainda.
- Eu vou pagar, prometo! É que estou sem serviço ultimamente. Eu pedi pra Lady me emprestar uma grana, mais ela não quis, e a Trish então, nem me ouviu. Então minha única ‘salvação’ é você Mirai! me empresta só hoje.
- (Eu entendo porque elas não emprestaram) hmm você disse a mesma coisa da ultima vez: “me empresta só hoje”!
- Eu disse? Não lembrava.
[ Mirai suspirou e seguidamente pegou uma pequena quantia de dinheiro em seu bolso, entregando para Dante. ]
- Agora não me peça mais nada.
- Eu sabia que podia contar com você Mirai. Obrigado.. e até mais!
[ Dante se levantou e saiu caminhando para fora da praça, em quanto Mirai continuou instável em seu lugar. ]
Dante, as vezes você não se parece com seu pai, sempre endividado e nunca levando as coisas tão a sério. Comparado com seu irmão Vergil, você parece um doido. Falando em Vergil, me pergunto o que ele deve estar fazendo agora... Da ultima vez que nos vimos ele estava no submundo, será que ainda se encontra lá? Hmm quem sabe. (...) Apesar de Vergil e Dante serem irmãos gêmeos, ambos seguiram caminhos diferentes! (mas ao menos, eles guardaram seus ‘sentimentos’, em vez de esquece-los ou apaga-los).
[ A menina fechou os olhos, começando a lembrar dos momentos em que conheceu Dante e Vergil. ]
Lembro-me que conheci Vergil primeiro, eu estava no submundo vagando pelas áreas mais desertas, e logo encontrei o mestiço fazendo o mesmo. Quando paramos um na frente do outro, eu mantive o silêncio por muitas horas, o que o deixou irritado, dava a impressão que eu só estava o provocando; mais não era isso. Logo após esse encontro, tivemos uma pequena briga/luta e no fim acabamos conversando e seguidamente nos separando. (Assim conheci o filho mais velho de Sparda) Já, Dante o filho mais novo, foi algo um pouco... simples eu diria, ao menos não chegamos ao ponto de brigar/lutar. (...) Nosso encontro foi em uma mansão, onde Dante estava em um serviço, tanto é, que ele chegou a pensar, que eu fizesse parte da confusão, mais no fim nos tornamos ‘amigos’. (Nessa época eu tinha chegado ao mundo mortal a pouco tempo). Após nossa amizade, passei a visitar o mestiço mais novo em seu escritório (Devil May Cry) de vez em quando, e assim nossa relação ficou como é hoje. Pensando bem... isso já faz 2 anos, perto de outras coisas.. ocorridas, é pouco tempo, mais para alguém como eu, o tempo é como a eternidade. 2 anos parecem 10 anos... é tão estranho..
[ Mirai abriu os olhos voltando a fitar o céu azul, mas quando ia fazer, notou que o céu já estava escurecendo. (Quando esta, queria que o tempo passasse não passava, e quando não queria passava muito rápido). Era algo comum, pelo menos para os humanos, mais para Mirai não era, afinal... ela não era humana. (...) ]
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