O Despertar das Trevas
6 Um velho inimigo...
Notas iniciais
Jacob Summers
– Avada Kedrava – um comensal em penumbra negra, gritou no ar e a maldição foi diretamente em Ron.
– Não! — Eu o empurrei e fiz um movimento com a varinha, defletindo o ataque que matou um bruxo das trevas.
Ron ficou espantado com sua quase-morte.
– Valeu Jake! – agradeceu, se levantando e correndo para ajudar Percy Weasley, que estava sendo atacado por dois bruxos.
– Cuidado! – berrou Harry, lançando um feitiço em outro comensal em penumbra, que passou por cima dele e caiu desmaiado no chão.
Nos separamos e entramos na batalha, que já seguia intensa a algum tempo. Havia lampejos e explosões para todos os lados. A casa dos Weasley estava destroçada e em chamas. Havia muitos bruxos das trevas, uns trinta... na melhor das hipóteses. Muitos deles giravam pelo terreno em penumbra, usando feitiços incendiários.
Nós éramos poucos. A família Weasley, que não passava de uns nove, e alguns amigos estavam suportando o ataque. Molly estava segurando três adversários sozinha, mas Hermione correu em seu auxilio. Draco e Harry começaram a combater quatro comensais que os circundava em penumbra.
Eu atravessei o campo de batalha nocauteando vários inimigos, mas a medida que eu os derrotava mais apareciam.
Um deles se materializou em minha frente e tentou me enfeitiçar.
– Cruc...
– Expelliarmus! – fiz sua varinha voar longe e continuei andando na sua direção, dando um sorrisinho cruel.
Ao meu lado, a vegetação rasteira queimava e não pensei duas vezes. Fiz um movimento com a varinha e apontei na direção do infeliz comensal. O fogo brilhou mais intensamente e “despregou-se” do mato, atingindo ele no abdome, o jogando longe... um homem voador em chamas...
Ouvi uma explosão alta vindo de algum lugar atrás de mim. Me virei e vi Arthur se defendo com dificuldade de cinco adversários, e um deles estava encapuzado. Assim que ele fez um movimento com a varinha, eu o conheci...
Uma sensação estranha percorreu meu corpo e senti minha pele formigar. Corri na direção de Arthur, que estava do outro lado do terreno e quando me dei conta, meu corpo estava virando fumaça... aparatação em penumbra branca. Em alguns segundos, atravessei o campo, enfeitiçando vários inimigos.
De relance, vi Bill e Fleur lutando. Esta enfeitiçava os comensais com sua beleza e seu marido terminava o serviço os nocauteando com magia. Do outro extremo do campo de batalha, Charlie Weasley, o ruivo com braços cheios de cicatrizes de queimaduras, invocara com perfeição um dragão de Fogo Maldito que nos dava uma certa vantagem. Angelina Johnson, uma mulher negra, bonita e alta, passou voando em uma Firebolt, derrubando um 5 comensais com um balaço em chamas.
Minha mente estava a mil por hora e processou tudo isso em milissegundos. Quando me dei por mim, materializei-me ao lado de Arthur. O Encapuzado deu um sorriso e se desfez em fumaça.
– A coisa não vai nada bem! – Ele gritou, se defendendo de alguns feitiços. – Jake... precisamos de reforços!
– Eu enviei um patrono para chamar o máximo de ajuda possível! – e me defendi de uma maldição laçada pelo Encapuzado que desapareceu novamente. O mesmo fez um movimento com a mão e uns sete comensais nos cercaram.
– São muitos! –berrou Arthur, criando uma ligação de varinhas com um dos bruxos.
– Eu sei! – respondi, dando giros e lançando feitiços, tentando avistar o Encapuzado que aparecia e desaparecia gradativamente. – Cofringo!
Bum! Acertei dois comensais em penumbra, que não voltaram a se materializar. Continuei a defesa e Arthur conseguiu vencer a ligação e o feitiço das trevas ricocheteou e voltou-se para o conjurador, o matando.
Eu e Arthur ficamos de costas um para o outro, sendo cercados ao poucos. Tudo parecia perdido... Percy foi desarmado e Ron defendia o irmão com dificuldade. Harry estava com feridas no rosto e Draco estava com a blusa empapada de sangue, ambos quase derrotados. As penumbras das trevas riscavam o céu a nosso volta. Charlie perdeu o controle do dragão de fogo e quase fora reduzido a cinzas. Fleur foi estuporada e Bill lutava com todas as forças tentando defender a esposa. Molly e Hermione eram as únicas que ainda conseguiam conter oponente. Elas tinham precisão no ataque e defesa e lutavam, de certa forma, como uma unidade.
– Foi um prazer lhe conhecer Jacob! – berrou Arthur no meio das explosões e estalidos dos feitiços.
– Igualmente! Mas não vamos morrer... eu não vou deixar meu filho.... Você não vai deixar sua família! – gritei em resposta e um turbilhão de fogo nos atingiu e caímos a metros de distância.
Consegui ficar de pé com dificuldade e Arthur precisou de ajuda para se levantar. Nossas roupas ficaram chamuscadas e nós sentíamos dores por todo o corpo. O líder deles, certamente o Encapuzado, se materializou na nossa frente. As capa negra cobrindo seu corpo. O capuz só deixava a mostra sua boca, que estava dando um sorriso presunçoso que eu conhecia muito bem. Ele fez um sinal com a mão, e todos os comensais imediatamente pararam de atacar. Eles viraram fumaça e aparataram para traz de seu chefe.
– Jake... um prazer revê-lo. – disse o Encapuzado, fazendo uma reverencia com a varinha. Sua voz era calma e sinistra. – Só é uma pena que esteja numa situação... um tanto... deplorável.
Todos os meus amigos se aproximaram de mim e me observaram sem entender nada. Somente O trio de Ouro ficou fitando o líder das trevas, pois eu já havia contado sobre ele.
– Você não tem o direito de me chamar de Jake! – gritei dando um passo à frente erguendo a varinha.
– Oh... oh... oh! – ele apontou sua varinha para mim. Ele era feita de mogno, e se me lembro bem, seu cerne era de lágrima de fênix. – Nada de violência... viemos em paz.
Seus seguidores deram gargalhadas e Molly e Arthur me impediram de avançar e estraçalhar aquele... aquele... Covarde!
– Jake não! – Molly advertiu.– Tenha paciência...
– Não escute suas provocações! – disse Arthur.
Houve um breve silêncio em que só era possível ouvir o fogo crepitando... consumindo A Toca.
– Vai chegar o dia em que as trevas irão tomar o controle de tudo... em que vocês... pobres e fracos bruxos da luz... irão perecer sob o nosso poder. – ele abriu os braços se vangloriando... só não entendia por que ele levantava o capuz. – E principalmente você Jacob... eu lhe caçarei a onde for... tomarei o poder que guarda... e destruirei você e todos que você ama! T-O-D-O-S!
Então eu tive um acesso de fúria. Tirei as mãos de Molly e Arthur de mim e avancei na direção dele. Seu sorriso desapareceu e mesmo querendo parecer confiante, pude perceber que a mão que segurava sua varinha estava trêmula.
– Estupore! – ele disse, e eu defleti seu ataque movimentando minha varinha para o lado.
– Acabou Delacroix! – eu disse seu nome... depois de ter evitado por tantos anos. Ele não iria destruir minha família se eu o destruísse primeiro. Murmurei um encantamento, e um feixe de energia vermelha saiu da minha varinha. Claro que ele se defendeu... com dificuldade... mas se defendeu. – Mostre sua força!
Seus seguidores queriam atacar, mas Delacroix não permitiu. Eu sabia que movimentos ousados, fariam seu capuz cair, então o provoquei o máximo possível.
– Avada Kedrava! – ele gritou.
– Finite Incantatem! – cancelei seu ataque e dei meu sorriso sarcástico. – Você ficou tão enferrujado... – Então fui mais ousado e me concentrei em tudo que estava em chamas a minha volta, respirei fundo e apontei a varinha para Delacroix. – Ignis Imperium!
As chamas pararam de queimar e aumentaram de tamanho monstruosamente. As da casa da família Weasley eram as maiores. Até Charlie deve ter sentido com inveja do meu fogo.
– Saiam daqui! – Aticei as chamas contra Delacroix que ficou bastante assustado.
Ele caminhou na minha direção murmurando um feitiço que, por muito pouco, o salvou das labaredas gigantes, que acertaram muitos de seus seguidores atrás dele, deixando-os inconscientes.
Delacroix observou seus servos e tornou a se virar para mim.
– Ingênuo... Muito ingênuo... – ele murmurou, ajeitando seu capuz, meneando a cabeça e dando novamente um sorriso presunçoso. – Que pena... – Ele apontou a varinha para mim. – Poupem O Sr. Ministro e... não tenham piedade... Matem todos!
Seus amigos deram risadas e depois começaram a correr na nossa direção, virando penumbra.
– Acabou... – Arthur falou baixinho.
A onda de fumaça negra vinha na nosso direção emitindo ruídos assustadores. Eu observei cada um dos meus amigos. Estavam feridos, exaustos, sem esperança... sem rumo....
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