Notas iniciais
Gente! A quanto tempo eu não posto aqui hein? Mas agora eu voltei, sem animo, mas to aqui né? Fiquem agora com esse capitulo, que não tá perfeito, mas eu gostei muito. Leiam as notas finais. Boa leitura e não esqueçam de comentar.

Jacob Summers

Ao desaparatar na estação, senti-me no limbo, envolvido numa penumbra branca e negra. No momento seguinte, senti a mistura de fumaça se transformar em fúria e se materializar, formando meu corpo no fundo do Átrio do Ministério.

Minhas roupas tinham sido trocadas por vestes negras dignas de Severus Snape. Eu sentia cada membro do meu corpo formigar de excitação, amor, ódio, solidão, união, amizade e inimizade. Em resposta, minha magia se mostrava mais perigosa... a ponto de destruir tudo que me irritasse.

Por um breve instante ninguém me percebeu ali, mas logo dedos e sussurros pareciam vir em minha direção no meio da multidão que se preparava para terminar o meio expediente do domingo. Não queria saber o que falavam. Queria mostrar que ninguém... absolutamente ninguém, podia me ignorar.

Corri meu olhar pela multidão que me observava, mantendo a expressão indiferente.

“Eu quero passar seus idiotas!”, pensei e, em resposta, ouviu-se um grande estampido seguido de gritos coletivos. As pessoas abriram espaço, involuntariamente, pelo grande salão do Átrio, deixando um longo corredor humano que terminava na fonte dos Irmãos Mágicos.

Caminhei com determinação, as vestes negras refulgindo atrás, observando que muitos cochichavam com o profeta diário nas mãos. Por vezes ouvi palavras soltas como “Arthur Weasley”, “Ministro” ou “Traidor do sangue”.

No meio do caminho fui abordado por Rita Skeeter e uma comitiva de repórteres e fotógrafos.

— Como se sente com a morte de Arthur Weasley Ministro? Fontes indicam que vocês tinham uma estreita amizade. O que ele era para você? Um pai? Talvez com o falecimento de Charlie Samot, o senhor deve ter...

Sem, definitivamente, pensar, saquei a varinha contra a vaca verde. Ela deu um gritinho assustado quando sua pena e bloco se tornaram cinzas.

— Olha aqui sua vadia... — aproximei-me dela com violência, a ponto de sentir sua respiração farfalhar —não sei como soube sobre meu pai e nem quero saber, mas é melhor calar essa sua boca antes que eu lhe der uma lição.

— Você não se atreveria?! — ela berrou indignada, expelindo saliva no meu rosto. — todo mundo está vendo... Não se...

Um trovão ribombou no teto azul-pavão do Átrio, que escureceu. Um vento anormal começou a soprar pelo salão e as minhas vestes balançavam violentamente diante da repórter amedrontada.

— Espero que goste de faze uma viagenzinha à floresta Amazônica — eu disse, dando um sorriso enviesado, mostrando meu desprezo por essa filha de Você-Sabe-O-Que.

— O que....

Ante que Rita Skeeter terminasse a frase, um raio clareou o salão e uma das lareiras da direita se incendiou de maneira descomunal em chamas verdes, despertando gritos da multidão. Guindei Skeeter no ar com magia e a joguei como uma boneca de trapos nas chamas, que a engoliram e se apagaram.

Todos me olhavam assustados. Não liguei, virei-me para o resto dos repórteres, sorri e perguntei:

— Se não fizerem um bom trabalho essa manhã... serão os próximos ok?

Continuei a caminhar pelo corredor até chegar no centro do salão, aos pés da fonte. Subi na borda e dei um leve toque no meu pescoço com a varinha murmurando “Sonorus!”.

— Ninguém sai do prédio! — disse eu com a voz amplificada magicamente. Fiz um gesto com a varinha e todas as lareiras do lado direito foram seladas com grades. — Apenas permitirei que mais pessoas entrem!

Todos se calaram e me observaram espantados. Eu já disse que estava pouco me lixando para o terror deles?

— Hoje o nevoeiro que os mantém no escuro a dois anos será finalmente dissipado. As máscaras vão cair!

— O que pensa que está fazendo?! — berrou uma voz embargada, que eu conhecia, logo atrás de mim.

— Contando a verdade! — virei-me para o Ancião da Suprema Corte, que estava com seu grupinho de velhotes mentirosos.

— Você não pode fazer isso!

Quase que imediatamente a multidão gritou em protesto.

— Como não pode?! — Gritou a Angelina Johnson, integrante da Liga Britânica de Quadribol.

— Se é tão importante, deve ser dito! — apoiou Katie Bell, jogadora da Liga Irlandesa.

— O povo precisa saber o que está oculto! — replicou uma velha que carregava caldeirões.

— Deixe o ministro falar!

— Eh, ele tem nosso apoio!

O Ancião ficou sem jeito, mas antes que eu continuasse, uma névoa negra encheu o local onde eu estava e um segundo depois apareci no Velho Décimo Tribunal, sendo segurado por dois Aurores.

— Você foi um tolo Summers! — berrou o Ancião, sentado na minha mesa, no pedestal. Os seus amiguinhos estavam nas arquibancadas, assistindo tudo. — Eu devia entrar com uma ação para lhe depor do seu cargo!

— Você acha que pode me segurar? — soltei uma gargalhada monstruosa, tentando me desvencilhar do aurores. — Como você é iludido!

— Então acha que não tenho poder para tal?

— Claro que tem... mas eu tenho mais. — ri novamente, com tom de zombaria. — Eu tenho o apoio das pessoas.

O Ancião esboçou uma expressão azeda.

— Ah... Como você é ingênuo. Não entende nada sobre política!

— Como ousa?! Como ousa mentir sobre Arthur?! Não tem o direito de privar as pessoas da verdade!

— Eu sei o que é melhor para a comunidade bruxa e elas não vão saber de nada que ocorreu nesses anos por que eu não quero!

— Onde está a democracia? — desta vez, lancei um olhar assassino para aquele velho... — Eu sou o ministro! Eu vou lá contar tudo que eles tem que saber!

O Ancião soltou uma risada e fez um gesto para os aurores que me colocaram na cadeira de correntes no centro do tribunal. As algemas ganharam vida e prenderam meus pés e mãos, causando um corte no meu pulso direito. Um auror lourão pegou minha varinha e guardou no sobretudo.

— Quero ver você tentar... — o Ancião levantou-se juntamente com os outros membros. — Fechem esse tribunal com magia, tirem sua varinha e o deixe ai, sozinho, sem comida e água.... Coloquem dementadores aqui dentro... eles farão o trabalho sujo.

— Eu cansei... — sussurrei, cerrando a mão ensanguentada. Sabia que me arrependeria amargamente por isso, mas não tinha escolha.

— O que disse? — perguntou o Ancião já na porta. Eu apenas ri. — Inútil.

De repente, o Tribunal esfriou e as portas fecharam sozinhas com um baque. Ninguém saiu.

— Eu sou ingênuo? Inútil? Ignorante? — continuei a falar em sussurros.

—O-que vo-você está fazendo? — o chefe da corte balbuciou, nervoso.

— Me vingando... AH!!!

As algemas se partiram em mil pedaços e eu me levantei.

— Peguem ele! —gritou o Ancião e um grupo de cinco aurores veio ao meu encalço.

Tentei sacar a varinha, mas lembrei que foi tirada de mim. Os aurores avançaram com suas varinhas em riste, fechando o cerco. Fui mais descarado. Levantei as mãos e dei um sorrisinho presunçoso.

— Está bem, me pegaram...

— Estuporem-no! — o Ancião ordenou enquanto tentava abrir as portas com magia, mas sem sucesso. — Alohomora!

— Estu... — Começou o auror lourão, mas antes que este terminasse o encantamento dei início ao show.

Ergui minha mão na direção dele e berrei “Accio Varinha”, recuperando-a bem a tempo de ricochetear os feitiços estuporantes contra seus feiticeiros.

— Essa passou perto. — Fiz um movimento rápido com a varinha e defendi-me de um feitiço lançado pelo lourão, o único que não caiu duro no chão. — Você é persistente... gosto disso.

Lampejos e explosões soaram por todo lado no centro do tribunal. O lourão era um bom combatente.

— Furúnculos! — acertei a magia nas suas “partes”. Desarmei-o e dei um sorrisinho. — Achei esse duelo quase emocionante... Estupore! — O raio vermelho atingiu-o bem no peito e o jogou nas arquibancadas, inconsciente. — Chega de joguinhos Ancião.

— Você não vai sair daqui! — ele redarguiu, brandindo a varinha contra mim. — Conselho!

Sério, agora eu estava ferrado. Mais de vinte velhos estavam apontando a varinha contra mim.

— Agora eu peguei você... Expelliarmus!

— Protego! — defendi-me. — CHEGA DE BRINCADEIRAS!

Fiz um movimento complicado com a varinha e Crack! Todos os membros do conselho foram desarmados.

— Antes de ir, só lhes digo uma coisa... eu vou fazer de tudo para dissolver esse Conselho... Argh! Saia da frente seu idiota. — O Ancião parecia desesperado prostrado sobre a porta.

— Não!!!

Senti uma raiva descomunal crescer no meu peito e imediatamente muitos dos membros da Corte caíram no chão gritando de dor. O Ancião desmaiou instantaneamente. Ao ver a cena, que mais parecia uma sessão coletiva de Maldição Cruciatus, tentei fazer parar, mas não consegui. Então fiz a primeira coisa que me ocorreu naquela hora. Sai pelos corredores do Departamento de Mistérios e aparatei na porta da minha sala, onde, Rony, Hermione, Draco e Emilly estavam.

— Onde você se meteu?! — berrou Emmie, correndo o olhar pelo meu corpo. — Meu Deus! Hermione, o pulso dele!

— Como conseguiu isso?! — perguntou Rony exasperado, tirando a gravata e entregando a Hermione.

Hermione já estancara o sangue com a gravata. Emmie tirou um frasco de essência de Ditamno e colocou duas pequenas gotas que fizeram minha pele fumegar e curar-se em seguida.

— Rony... dê um fim nisso. — disse Hermione entregando a gravata ensanguentada.

— Ok. — e aparatou de maneira descuidada, deixando um pedaço da

— Serio que tudo isso por causa de um machucado? — indagou Draco.

— Depois lhe explicamos. — eu disse.

— O que aconteceu? — começou Emmie. — Vimos quando o conselho lhe tirou do Átrio. Estávamos com medo que você fizesse alguma loucura.

— Então é melhor se prepararem...

— Jake... — advertiu Draco desnecessariamente.

— Hermione, Draco e Emmie... — disse eu, cauteloso. — Vocês são bons curandeiros. Acho melhor irem até o Décimo Tribunal. Conto o que realmente aconteceu depois. Vou até o Átrio... as pessoas devem está desesperadas.

— Harry e Ginny ficaram lá para acalmar os ânimos. — informou Hermione, nervosa.

— Ok. Estou indo. — e aparatei em cima da cabeça de um dos Irmãos Mágicos.

A multidão gritava nervosa, protestando e querendo saber sobre o que eu queria falar. Harry e Ginny tentavam argumentar com o feitiço Sonorus na voz.

— Nós não podemos dizer nada! — dizia Harry. — Ele mesmo tem que informar!

— Juramos que não sabemos o que aconteceu!

— EU SEI O QUE ACONTECEU. — falei, com a voz amplificada magicamente, e todos silenciaram. — VOCÊS FORAM ENGANADOS. A PAZ NÃO ESTÁ CONOSCO. O MUNDO BRUXO ESTÁ ENTRANDO EM CONFLITO NOVAMENTE COM AS TREVAS. O PROFETA DIARIO MENTIU! O CONSELHO ANDA INCOBRINDO MORTES EM QUE OS ASSASSINOS SÃO BRUXOS DAS TREVAS! KINSLEY SCACKLEBOLT E ARTHUR WEASLEY MORRERAM... NÃO PELO QUE FOI PUBLICADO, MAS SIM POR NINGUEM MENOS QUE O LIDER DESSE MOVIMENTO DAS TREVAS... VICTOR DELACROIX. ESTAMOS ENFRENTANDO-O A DOIS ANOS... E LHES DIGO UMA COISA, ELE ESTÁ SE TORNANDO MAIS FORTE... TODOS CORREMOS PERIGO.

Fiz uma pequena pausa. O silencio continuava completo.

— O CONSELHO DA SUPREMA CORTE CONSEGUI OMITIR A VERDADE POR MUITO TEMPO. EU E KINSLEY TENTAMOS TUDO PARA REVELAR A VERDADE, MAS NÃO TIVEMOS SUCESSO. HOJE, O CONSELHO NÃO DEIXOU. ELES ME LEVARAM PARA O TRIBUNAL E ME PRENDERAM NAS CORRENTES DA CADEIRA DE RÉU. ESCAPEI E ESTOU LHES DANDO O QUE É DIREITO DE VOCÊS... EU VI MEUS AMIGOS MORREREM DIANTE DE MEUS OLHOS... NÃO QUERO VER O MEU POVO SOFRENDO... VOU FAZER TUDO QUE ESTIVER EM MEU ALCANCE PARA EXPURGAR AQUELES QUE QUEREM VER A LUZ SER DESTRUIDA! VOU BUSCAR REFORÇOS E FORTALECER O MINISTÉRIO PARA QUE ESTE CONTINUE FORTE E VENÇA A ARDUA BATALHA QUE SE APROXIMA... PODEM IR, ESPALHEM A VERDADE E VIVAM COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ, POIS NÃO SABEMOS SE HAVERÁ AMANHÃ.

Usei o feitiço “Quietus” para deixar minha voz normal e desci flutuando até a base da Fonte dos Irmãos mágicos, onde o trio de ouro, Draco, Ginny e Emmie já estavam à minha espera.

— Foi um discurso digno de um ministro. — disse Draco.

— Você fez o certo Jake. — Emmie me abraçou e enxugou uma lágrima dos meus olhos. — Você estava...

— Pensando em você... em Luke... nos meus amigos...

— Haverá amanhã Jacob. — disse Hermione.

— Vamos vencer. — continuou Ginny.

— Jake... vamos começar? — perguntou Rony e Harry ao mesmo tempo.

— Sim... vamos começar o recrutamento. — diminui minha voz a quase um sussurro no meio da multidão. — A Ordem da Fênix vai ressurgir das cinzas.

Notas finais
Queria primeiramente pedir desculpas por ter passado esse tempo todo sem postar, mas para quem já participou da organização de Feiras de Ciências sabe o que passar por sufoco. Isso me tirou o mês de junho inteiro. Também queria dizer que estou muito triste com o rumo dessa fic. Apesar de ter leitores brilhantes(é... eu sei que vocês esboçaram um sorriso kkkk) a fic está sendo muito pouco acessada e tem apenas 6 acompanhamentos sendo que ela foi postada no inicio de fevereiro. Como eu já dizia desde o começo, essa é minha superfic, uma história que simplesmente se desenrola sozinha na minha cabeça. Os personagens (não me chamem de louco) estão sempre falando comigo, criando a história sem minha ajuda. Todos os dias desde que a postei, eu não tenho deixado de entrar no Nyah e ver o acessos, o que não era algo de se orgulhar, mas eu gostava. Então, não estou dizendo que vou fazer isso, mas se ela continuar sem rendimento eu vou desistir dela, vou ter que exclui-lá. Espero, Obvio e evidente, que eu não seja obrigado a fazer isso, mas se por desventura isso ocorrer, não vou ser egoista a ponto de não revelar para meus leitores que me acompanham,ntudo que iria acontecer com Jacob e sua familia. Então é isso. Vou tentar postar outro capitulo até sábado. PS1: O proximo capitulo será no passado de Jacob. PS2: Hoje é feriado em Fortaleza por causa de umm jogo no castelão. Vou desabafar: EU QUERO QUE A DILMA E COPA VÃO PARA VOCÊ-SABE-ONDE! FODA-SE A FIFA! Até o proximo cap. Comentem!