O Despertar das Trevas

13 Brincadeiras das Trevas


Notas iniciais
Gente!!! Eu prometi postar sábado(escrevi este capitulo quinta feira), mas eu perdi o modem da 3G, então já sabem né... sem net.. Agora(finalmente), tenho a net wi-fi e tô me redimindo agora. Por favor não me matem por ter estragado um dia tão perfeito do Jake! Ps: Tem minha primeira narração em terceira pessoa da fic. Boa leitura e não deixem de comentar!

Jacob Summers

Depois da manhã de caos no Ministério, o restante do dia foi bem calmo. Eu e Emmie voltamos para casa e passamos o finzinho de tarde deitados na grama do jardim, sobre a sombra da ameixeira, daquele jeitinho confortável que todo mundo gosta... namorando.

— Você e Luke fizeram um bom trabalho. — disse Emmie, confortando a cabeça no meu peito nu. — A terra está bem fofinha.

— É, mais ou menos. — falei, folheando meu exemplar de Quadribol através dos Séculos.

— Jake! Deixa isso de lado! — ela retrucou e o livro saiu voando como um pássaro pelo jardim.

— Emmie me deixa ler! — protestei, enquanto ela subia em cima de mim, o cheiro de morangos do campo entrando em minhas narinas e o sol iluminando seu rosto me enlouqueciam. — Não me deixe ler... não me deixe ler.

— Não vou mesmo...

Emmie atacou-me com tantos beijos e caricias quentes que a noite logo caíra. Sem pestanejar, preparamos um jantar romântico e divertido... acabamos com a cozinha e saímos sujos de chocolate.

— Vamos tomar um banho antes de...

— Não Emmie, assim é mais... gostoso. — falei descaradamente, tirando o chocolate de seu queixo com um beijo.

Subimos as escadas ofegando de desejo, aos beijos e amassos, deixando peças de roupas pelo caminho até cairmos entre os lençóis da cama e nos entregarmos por completo a transa... até dormirmos de exaustão.

****

Por Severus Gio

Apesar do conflito no mundo da magia, o dia de Jacob tinha sido perfeito. Havia embarcado Luke no expresso de Hogwarts; Depois de muita dificuldade, desmascarara O Conselho e o Profeta Diário, revelando ao mundo bruxo todo o perigo que corriam; E pôr fim, passara o resto do dia junto de Emilly... namorando, brincando e bem... transando.

Porém, as trevas escolhem os momentos menos oportunos para agir e implantar medo, desespero e caos dentro do ser humano, consumindo sua alegria de viver. Agora, nesta noite, as trevas escolheram entrar no íntimo de Jacob Summers e faze-lo reviver seus piores pesadelos e frustrações...

E tudo aconteceu naquela noite, em que as chamas consumiam a floresta do Monte Santa Helena...

Por Jacob Summers

Eu e Quim. Estávamos costa a costa.

Éramos poucos, mas seguíamos lutando firmes e fortes na única clareira da floresta que não estava totalmente em chamas. Lampejos, gritos e explosões eram audíveis por todo lado. Emmie estava longe, mas eu podia vê-la lutar com ferocidade, porém sem perder sua beleza estonteante.

— Estupore! — berrou Quim me puxando para detrás dele, nocauteando um comensal que teria me matado. — Cuidado Jake!

Fiz um movimento com a varinha e defendi Quim de uma maldição da morte.

— Cuidado Quim! — exclamei, esboçando uma expressão irônica.

— Precisamos de reforços! — gritou um auror.

— Abaixa! — pulei em cima dele um segundo antes de um feixe de luz verde passar pelo local em que ele estava. Em seguida voltei para luta.

— Ele tem razão! — Quim disse, criando uma ligação de varinhas com um inimigo. Seus trajes roxos esvoaçavam com o vento. — Precisamos de ajuda!

— Não tem ajuda! — protestei, transformando um homem em uma cadela. — A não ser que...

Uma luz se ascendeu na minha mente... Será?

— Preciso de... — mas antes que eu terminasse de dizer algo, uma nuvem negra desceu do céu e se transformou num exército de comensais. Éramos apenas quatorze. Não haveria tempo, haveria?

Eles voavam em penumbra pelas nossa cabeças e montaram um cerco contra nós. Logo estávamos todos concentrados no centro da clareira, nos defendendo precariamente. Emmie tinha cortes por todo o rosto; Quim parecia intacto, mas ofegava muito; Dois outros aliados sangravam muito pelo nariz; Todos estavam com as roupas surradas e alguns nem conseguiam sequer levantar a varinha (estavam vivos graças aos mais bravos que os protegiam).

A massa de penumbra negra ainda nos cercava e com uma medida desesperada, empunhei minha adaga e cortei meu pulso direito. Emmie gritou e correu até mim, colocando a varinha sobre o machucado.

— Não Emmie... vamos morrer se eu não fizer! — berrei tirando minha mão ensanguentada de seu alcance. Quim nos defendeu de outro ataque.

— Vamos fugir Jake! — ela implorou, com lágrimas nos olhos. — Não faça isso! Não quero ver você se martirizando depois

— EU NÃO QUERO VER VOCÊ MORRER!!! — eu mandei a segurarem e ergui o braço cortado enquanto Quim defendia-nos também protestando contra mim.

— Eu posso cobrir vocês enquanto aparatam!

—Não Kinsley! O solo está encantado. Não tem como aparatar! —Deixando os protestos e gritos de Emmie de lado comecei os ritos.

Algumas gotas de sangue caíram no solo e as arvores que estavam em chamas ao redor começaram a se agitar. Relâmpagos clareavam a clareira e o vento quente e cortante soprava violentamente. O meu braço ferido parecia pesar mais do que nunca. Coloquei a ponta da varinha no corte no pulso e murmurei palavras mágicas em uma língua estranha aos outros, mas para mim, completamente compreensível. Um brilho esverdeado e bruxuleante tomou a ponta da varinha. Tomei a frente da batalha e evoquei todas as fontes de calor que havia ao redor. Labaredas gigantes vinham de todos os lugares... Monstros de fogo enormes que tinham forma semelhante a humana apareceram para lutar... As chamas tomaram tudo... menos o pequeno círculo de aurores no centro da lareira...

Parecia uma batalha vencida... Emmie jogou uma poção no meu pulso, que se curou; Kinsley ajudava a revitalizar as pessoas mais exaustas com magia; muitos olhavam incrédulos para a cena; Comensais gritavam e fugiam em suas penumbras negras...

Mas ai aconteceu...

— Cuidado! — gritei, prostrando-me a frente dos meus aliados, usando um feitiço de proteção avançado.

Um raio negro caiu do céu. A ventania imperou...a luz não permitia que enxergássemos nada e um medo crescente percorreu meu corpo... Era ele...

De repente, a luz extinguiu-se e a clareira já não estava em chamas. Os comensais já estavam reagrupados ao nosso redor, rindo e zombando. O líder deles vinha na frente, encapuzado e imponente em suas vestes negras e marrons. Com um sinal de mão, todos seus discípulos se calaram.

— Jacob Summers... — ele disse brandamente, como se tivesse me encontrado por acaso em uma caminhada. — Vida difícil?

Ele deu um sorrisinho grotesco que podia ser visível por trás do capuz.

— Nem tanto, agora que vou destruí-lo! — brandi a varinha, mas Kinsley e Emmie me seguraram. — Me larguem!

— Tenha calma! — advertiu Quim, baixando minha mão da varinha. — Terá sua chance.

— Vamos fazer as contas. Meu amigo traidor Jacob Summers, sua esposa perfeitinha, Emilly, e claro, seu tutor e Ministro da Magia, Kinsley Scacklebolt. Por último seu exército de aurores, nem tão forte assim. — disse Delacroix em tom sarcástico. —... Hoje é realmente meu dia de sorte... Três coelhos e alguns vermes com uma só varinhada.

— O que o faz pensar que vai nos matar? — perguntou Emmie, anda segurando-me.

— Ninguém pediu sua opinião sua vadia de sangue-ruim... — Delacroix xingou...

Uma espécie de energia enfurecida tomou meu corpo e Emmie e Quim foram empurrados para trás. Brandi a varinha e lancei lhe um a saraivada de feitiços explosivos. Ele somente os defletia para longe, mas um deles o fez cambalear.

— Revide! Seu desgraçado! — berrei, lançando o feitiço “Confringo!”. — Vamos! Está com medo?! Eu estou aqui! BOMBARDA!!!

— Jake... Jake... Jake... — ele defletiu o feitiço. — Você não vai querer me enfrentar... eu sou melhor que você. Sei tudo sobre você... conheço suas técnicas... seus poderes secretos... Não se esqueça que éramos amigos inseparáveis até você... — Victor parou de repente e esboçou uma expressão furiosa no rosto. Em seguida disse quase sussurrando: — Você pagar caro Jake... suas seguidas desfeitas comigo destruiu nossa amizade... Avada Kedrava!

O inesperado feitiço veio até mim, mas na hora H, um escudo de ouro se materializou na minha frente. Olhei para o lado e vi Kinsley e Emmie com as varinhas erguidas.

— Você ainda acha que não precisa da nossa ajuda? — indagou Emmie, dando um leve sorriso no momento em que o escudo desapareceu.

Kinsley apenas avançou lançando feitiços nos comensais que cobriam seu líder. A batalha recomeçara. Lampejos e explosões para todo lado. Gente gritando e risadas monstruosas ecoavam pela clareira. A nossa volta, a floresta continuava em chamas e o Monte Santa Helena rugia ferozmente. Temíamos que uma erupção vulcânica ocorresse.

Beijei Emmie e se separamos. Corri para auxiliar Kinsley. Rapidamente e com muita violência, abrimos caminho entre os comensais e chegamos ao Victor, que estava sentado em uma pedra bebericando uma garrafa de cerveja amanteigada.

— Sectum...

— Acho melhor dar uma olhada ante de me atacar... meu amigo. — ele me interrompeu e foi quando percebi o silêncio. Não havia mais explosões, gritos ou lampejos, só o som das arvores sendo consumidas pelas chamas. Todos os aurores estavam no chão... acorrentados. Emilly estava pior. Estava violentamente amordaçada, com os pés e mãos amarrados para trás. Um comensal louro e com nariz empinado mantinha os pés em suas costas, a impedindo de levantar-se. — Quer um pouco de cerveja?

— Solte-os! — berrei, dando uns passos à frente com a varinha em riste.

— Acalme-se! —Kinsley pediu, me segurando pelo braço. — O que você quer para deixá-los ir?

— Agora a conversa ficou interessante. — disse Delacroix, ajeitando o capuz. — Mas acho que você já sabe a resposta.

— Eu não vou lhe dar nada que ajude você a nos destruir! — me interpus.

— Eu sei disso Jakezinho... então lhe proponho algo melhor. — Victor se levantou e deixou a garrafa de cerveja de lado. — Se entregue a mim... sirva a mim. Com seu poder e minha inteligência, podemos conquistar o mundo. O lado das trevas pode lhe oferecer muito mais. Em troca... eu liberto sua esposa e esses vermes... — ele estendeu a mão. — Seremos amigos novamente... como fomos em Hogwarts. Você só precisa fazer o Voto Perpétuo e seus amigos terão minha clemência.

Os gritos abafados de Emmie eram visíveis, todos estavam calados, inclusive Kinsley... não havia outra forma. Não deixaria aquelas pessoas morrerem por mim... eu faria o Voto Perpétuo.

Caminhei até Victor e apertei sua mão.

— Bom garoto... — ele sorriu, triunfante, sob seu capuz. Então tirou a varinha e tocou no nosso aperto de mão. Um fio de fogo saltou da ponta e enroscou-se nas nossas mãos. — Você seguirá as trevas... Será meu fiel servo e jamais me desobedecerá... Nunca fará objeções a mim.

— Nunca duvidarei... — comecei a falar, as palavras presas na minha garganta. Mais um fio de fogo enrolou-se nas nossas mãos. — Serei fiel... e seguirei... seguirei... sempre... as artes das Trev...

E um raio vermelho acertou o peito de Delacroix, jogando-o longe, desfazendo nosso aperto de mão e destruindo os fios do Voto Perpétuo. Olhei para trás e vi Kinsley libertando Emmie do comensal louro com um “Petrificus Totalus”. Saquei a varinha e corri até Emmie, que acabara de tirar as mordaças. Ela me deu o abraço mais forte de todos os tempos.

— Pensei que fosse se entregar!

— E eu ia... Fico feliz que esteja bem... — falei no seu ouvido.

— Sem querer interromper, mas acho que temos um demônio vindo na nossa direção! — berrou Quim quando libertou os outros.

Ao me virar, vi Victor Delacroix correndo até nós, tirando seus próprios servos do caminho com a maldição Avada Kedrava.

— Scacklebolt! — ele berrava, violento, levitando cadáveres em chamas e jogando-os contra nós. — Chega!!! Eu vou matar!!! Você vai viver Summers... Para ver todos que ama morrer!

— Mas acho que não será hoje! — Kinsley gritou em resposta, se pondo na minha frente. Em seguida começou um duelo assassino com Delacroix.

— Não! Eu vou lutar com você!

Victor gargalhou loucamente e mandou comensais para combater contra mim e Emilly. Lutamos lado a lado tentando ver a batalha entre Kim e Delacroix, mas tudo que conseguia captar eram raios violentos e grandes explosões, até que tudo parou novamente. Os comensais voaram em penumbra para detrás de seu mestre, formando um semicírculo.

Corri, com Emmie e os poucos que restavam para perto de Kinsley, mas uma espécie de escudo não permitia que ninguém se aproximasse.

— Veja Summers... o cansaço de seu mestre. — disse Delacroix, e eu percebi, pela primeira vez, que Kinsley estava ferido gravemente. — Devo mata-lo?

— Kinsley! Foge! — gritei enquanto batia no escudo com as mãos. — Saia desse escudo!

— Não posso! — ele virou o rosto dando um sorriso. — Esse duelo é até a morte... pois que assim seja.

Eles recomeçaram a lutar. Kinsley o atacava com garra, mas Victor usava encantamentos tão poderosos que toda a clareira estremecia. Aos poucos Quim foi baixando a guarda e Delacroix conseguiu pegar sua varinha e quebra-la.

— QUIM!!! — exclamei desesperado, usando uma maldição no escudo, que por um momento oscilou, mas nada aconteceu. — NÃO!!!

— Agora... testemunhem a morte de Kinsley Scacklebolt, o Ministro da Magia! — e com um movimento amplo da varinha, Victor guindou um Quim semiconsciente no ar, de braços e pernas abertos. — Com sua queda... nós subimos e o meu querido amigo cai...

— Quim!!! — Emilly e alguns outros já me seguravam

Com outro gesto, Delacroix jogou Quim para o céu, lançou um raio roxo e o Fogo Maldito em suas vestes. Com um grito de agonia, Kinsley foi consumido pelas chamas enquanto caia e virou cinzas antes de cair no chão.

Meu corpo encheu-se de um sentimento que nunca tinha experimentado na vida. Cada gota do meu sangue parecia rugir de fúria ao ver Victor rindo de mim, enquanto as cinzas de Delacroix eram jogadas ao vento...

Senti como se tivessem espetado uma faca em brasas de minha cabeça...então não vi mais nada. Gritos de desespero, passos apressados e milhares de Cracks de aparatação foram as últimas coisas que ouvi antes de mergulhar na escuridão da minha alma.

Notas finais
Aviso: Próximo cap vai demorar um pouquinho ok? Tenho que me concentrar na minha fic "O Diário do Príncipe Mestiço" que tem uma media de leitores maiores e eu não me dediquei muito. Preciso me redimir com o pessoal com um capitulo histórico então vou gastar minha semana nela. Não se chateiem ok? Vou escrever mais um capitulo assim que regularizar minha situação com a fic do Severus Snape. Até Mais!