Notas iniciais
Espero que gostem e tenham uma ótima leitura. :)

Russia, seis meses antes...

Erick e Frederick, dois cientistas russos, foram ameaçados pelo governo, se não cooperassem, matariam suas famílias e mediante a tais circunstâncias, viram-se sem nenhuma opção, forçados a ajudar com o plano de destruir os Estados Unidos.

Eles foram levados para um laboratório improvisado em um galpão abandonado nos arredores de Moscou. O governo deu à eles a “missão” de criar um vírus transmissível pelo ar com a capacidade de matar qualquer um que o inalasse.

Erick empurrou os óculos de volta ao lugar e voltou a olhar para o microscópio analisando uma placa de vidro com uma substância gelatinosa e incolor:

– Estou faminto. – Frederick resmungou enquanto colocava suas luvas de latex.

– Como se você fosse o único. – Retrucou Erick lembrando-se do motivo de estar naquele lugar.


Dias, semanas, meses se arrastaram, até que Erick analisou uma das placas de vidro e finalmente encontrou uma composição agressiva que seria capaz de matar a pessoa de febre em meia hora se injetada diretamente no sangue. Aliviados com o resultado das pesquisas, pediram para que a segurança trouxessem uma cobaia.


– Aqui. – Um segurança vestido de preto empurrou um morador de rua quase desacordado na direção de Frederick, que se esquivou e caminhou até uma sala.

– Coloque-o aqui. – O cientista disse após abrir a porta, erguendo uma sobrancelha. O segurança bufou e agarrou o braço do morador de rua, puxando-o para dentro da sala. Erick entrou logo atrás, prendendo a cobaia em uma cadeira.

– Saiam. – Erick disse para Frederick e o segurança. Os dois caminharam para fora e se sentaram em cadeiras de frente para o vidro que possibilitava observar o que ocorria lá dentro.

Enquanto Erick colocava sensores na cobaia, Frederick se voltou para o segurança sentado ao seu lado, sorrindo sarcasticamente.

– Sabe Ivan, se não fosse por toda essa palhaçada que o governo está tramando – ele fez uma pausa para observar Erick do lado de dentro do vidro. – poderíamos ser amigos, tomar um café, quem sabe... – Frederick esboçou um sorriso e Ivan revirou os olhos.

– Por que não para com a enrolação e explica o que vão fazer? – Ivan apontou para a sala.

– Vamos observar através do aparelho conectado na cobaia o que ocorre em seu organismo quando o vírus é injetado na corrente sanguínea, se é que um mero segurança entende do que estou falando. – Ivan serrou os punhos ao lado do corpo e depois estalou os dedos. Se não estivesse em horário de trabalho, Frederick já estaria sangrando.

– Prontos pra começar? – Erick saiu da sala com uma seringa vazia em mãos, jogando-a em uma lata de lixo um pouco distante, sentou ao lado de Ivan. Frederick e Ivan concordaram com a cabeça. – Vamos observar em quanto tempo a cobaia morre.

Se morrer, Erick. – Ivan retrucou. – Seria uma pena se sua esposa tão amada, Penny, morresse, não? – Erick apenas lhe ofereceu sua pior cara de desprezo e voltou-se para o vidro.

Frederick anotava em uma prancheta todos os sintomas acusados pelo aparelho conectado a cobaia. Passaram-se quinze minutos.

– Os batimentos cardíacos tiveram um aumento significativo. – Erick disse empolgado, Ivan agarrou o braço da cadeira ao ver a cobaia se debater preso a cadeira, seus olhos se reviram.

– Isto é normal? – Ivan disse fazendo uma careta indecifrável.

– Está com medo, Ivan? Está com medo dele se soltar e agarrar seu pescoço? – Frederick levantou os olhos da prancheta e deu um sorriso irônico.

– Cale a boca, seu porco inútil. – Ivan disse entre os dentes.

Dez minutos mais tarde a cobaia queimava em febre, já sem forças para tentar se soltar, exausto, revirou os olhos e os batimentos diminuíram, até virarem uma linha sem vida no monitor. Ivan soltou o ar preso nas narinas e suspirou.

– Até que em fim acabou. – Apoiou as mãos nos braços da cadeira e se levantou.

– Então Frederick? – Erick inclinou-se, buscando pelo rosto do companheiro que tinha os olhos grudados no vidro.

– Hipertemia maligna. – Frederick se levantou puxando o ar lentamente, visivelmente aliviado. – Está acabado. – Sussurrou.

Ivan se afastou da imagem do homem dentro da sala ainda preso a cadeira, seu rosto agora sem vida aterrorizava o segurança. Ele puxou o celular do bolso de trás da calça e discou o número de seu superior.

– Sr. Rudy? Está pronto. – Ivan sorri, ele também estava aliviado por tudo isso ter finalmente acabado.

– Ótimo, estou a caminho. – O homem com voz rouca respondeu do outro lado do telefone.

Frederick e Erick começaram a andar de volta ao laboratório.

– Aonde está indo? – Ivan virou na direção deles, colocando o celular no bolso.

– Preparar a “incomenda” para o Sr. Rudy. – Frederick disse, ainda usando seu lado sarcástico.

Notas finais
Deixem reviews se curtiram (ou não) e até o primeiro capítulo o/