O Desenhista
9 Capítulo 9 - O Lago
Notas iniciais
Enfim, com a fic em reta final (ta bem no finalzinho mesmo, logo acaba) também não tenho muito o que fazer....
Aproveitem!
Bjos ^3^
Logo após a descoberta sobre o casal, caiu uma chuva de perguntas sobre eles. Ninguém se importava se o canceriano iria gostar, ou não, mas Athena, que também queria voltar a dormir – e já sabia deles – fez tudo aquilo acabar antes que levasse a noite toda. Mandou todos de volta para suas moradas. Eles obedeceram descontentes e foram arrastando os pés. A pedido da mesma, Afrodite e Máscara da Morte saíram por último.
Na entrada da casa de Peixes, Máscara da Morte começa a diminuir o passo, esperando ser chamado para entrar, mas Afrodite fingia estar distraído. Dando o braço a torcer, ele virou e aproximou-se.
- Posso dormir com você hoje? – Giovanni perguntou, encostando os lábios no pescoço de Afrodite.
- Pode! Mas eu tenho regras...
Ele olhou para a cara de Afrodite, como se quisesse rir.
- É sério! Nada de comer na cama, detesto sujeira onde durmo. Não pegue nos objetos com as mãos engorduras, é nojento! Também não gosto de roupa suja jogada nos cant...
Ele não perdeu tempo e levantou Afrodite, levando-o até a cama. Jogou-se com o pisciano e riu. Começou a beijá-lo ao mesmo tempo em que, com as costas da mão, acariciava o rosto do sueco. Este já tratava de começar a tirar a roupa do outro. Abria botão por botão, sem pressa. Giovanni também começou a fazer outras coisas, além de apenas carinhos. Foi descendo a mão, passando pelo peito dele e apertando o mamilo. Eles separaram-se tempo suficiente para tirar suas roupas, mas voltaram a se agarrar, agora com muito mais desejo. Sentir aquele perfume único que o rodeava, aquela pele que mais parecia uma pétala de rosa, suas unhas que o arranhavam como espinhos, apreciar aquela beleza única que não seria encontrada em nenhuma flor, ou mesmo na própria Deusa da beleza... Poder sentir tudo aquilo de novo o deixava extasiado. Amou Afrodite como não havia feito antes, pois agora sabia que era dele que precisava, era ele o verdadeiro motivo de sua existência.
-x-
Meses passaram após da descoberta, mesmo assim havia quem ainda duvidasse. As mulheres, que antes costumavam ficar com Giovanni, sempre voltavam aos arredores para sondar e tentar algo com ele, mas o canceriano não dava à mínima. Não que ele tivesse deixado de gostar da fruta, mas preferia abrir mão de todas elas só para ficar com o amado.
- É como se ele o Cavaleiro de Peixes o tivesse enfeitiçado... – cochichavam.
E era este o boato que se espalhara no Santuário e em seus arredores. Todos diziam que Afrodite de Peixes havia enfeitiçado, covardemente, Máscara da Morte de Câncer. Mas o pisciano não se importava. Nunca tivera contato com nenhuma dessas pessoas e não seria agora que teria. Para um narcisista como ele, ser o motivo de tantas especulações era delicioso. Até mesmo alguns Cavaleiros com quem nunca tivera intimidade começaram a conversar com ele. Mas, acostumado com a solidão da última casa, preferia que não o fizessem. Sabia que aquilo tudo, todo aquele interesse por ele, duraria apenas até que algo novo acontecesse. Até lá, viveriam suas vidas. Vida que fazia de tudo para valer à pena. Lembrava-se da morte e dela só queria distância. Tivera sua cota de sofrimento por um bom tempo, pagara por suas maldades, assim como Giovanni.
Giovanni estava sentado do lado de fora da Casa de Peixes, no jardim quase secreto dele, pintando, em sua tela as flores que cercavam o lago, e dentro do lago estava Afrodite refrescando-se do calor grego.
- Por que não entra aqui comigo?
- Assim que eu terminar isso.
- Então eu vou aí. – Afrodite murmurou.
Com cuidado e silenciosamente, Afrodite rastejou até a beira do lago, onde correu ao encontro de Câncer, que estava tão concentrado em seu trabalho que nem mesmo o percebera chegando.
- Uau! – espantou-se ao ver o quadro. – Não sei onde vou pendurar este, mas tenho certeza de que vai ficar lindo onde quer que seja.
Afrodite referia-se a todos os quadros de Câncer. Giovanni fizera muitas pinturas e desenhos para o amante e pendurava todas na Casa dele.
- E quem disse que esta aqui é pra você?
- E é pra quem, italiano?
- Pra mim. Quero pendurar algo que me lembre você. Este vai ficar no meu quarto.
- Ownt! – sorriu e o beijou – Que coisa mais meiga isso! Você sabe que eu vou roubar ele de você assim que eu tiver chance, não é mesmo?
- Não. Este aqui eu não quero que você roube, Afrodite.
O canceriano falava sério.
- Mas, eu sou louco por seus quadros.
- Faço para você todos os que quiser, mas este será só meu.
- Pelos Deuses, Giovanni, por que isso?
- Porque este quadro eu comecei a fazer quando você não prestava atenção. Consigo ver seu sorriso mais puro brincando com as pétalas, e você olhou para mim, por acidente, sorrindo assim. Quando eu acordar em minha casa, longe de você, quero ter isso como a primeira coisa que vejo.
- Você me ama mesmo, não é?
- Mais que tudo.
Deram um beijo delicado, encostando, em seguida, os rostos um no outro, com carinho.
- Quero um quadro seu, então. Você não me dá nada com seu rosto, nunca! Só me dá imagens minhas. Começo a pensar que acha que sou narcisista.
Afrodite brincara com o ultimo comentário, mas falara sério no resto.
- Vou fazer um nosso. Estaremos os dois juntos, ok?
- Justo.
Afrodite sentara-se na grama do jardim, logo atrás de Giovanni, para vê-lo terminar o quadro. De fato, não faltava muita coisa, ao menos para ele, mas o canceriano sabia que faltava intensificar as cores, retocar muitas coisas, adicionar detalhes, mesmo assim, fez o que chamava de “básico” e voltou sua atenção a Afrodite. Ajeitou tudo e deitou-se com ele, que estava nu em pelo a espera do amante. Aproveitou-se da posição do pisciano e foi beijando suas coxas, estimulando o membro dele com a língua, engolindo o falo com vontade – o tipo de coisa em que ficara bom com o passar do tempo –, e brincando com sua entradinha. Quando estava pronto para penetrá-lo sentiu dois cosmos se aproximarem.
- Malditos gêmeos empata foda! – praguejou o italiano.
Afrodite soltou um risinho e pulou na água novamente. Estava excitado e não queria que o vissem daquela forma. Os geminianos, que se aproximavam rindo, passaram a freqüentar mais a Casa de Peixes, que era onde Máscara da Morte mais ficava. Com isso, o jardim do pisciano deixou de ser um lugar secreto e passou a ser o resort deles. Saga já sabia daquele local. Como Grande Mestre que fora, tinha acesso a vários lugares secretos nas Doze Casas, mas Kanon não. Afrodite sentia-se incomodado pela presença do gêmeo mais novo. Não que não gostasse de Kanon, mas ele chegava a ser infantil, às vezes. Mas, Giovanni não se escondera por causa de sua ereção, e mostrava orgulhoso.
- O que querem? – perguntou levantando-se.
Os dois tentavam desviar o olhar da coisa de Câncer.
- Viemos convidar vocês pra jogar, mas acho que chegamos numa hora ruim. – disse Saga enquanto Kanon embaralhava cartas de baralho.
- Bem ruim. Conhecem o caminho da porta, não é?
Eles fizeram que sim e saíram. Giovanni não esperou eles deixarem o local de vez para entrar na água.
- Onde paramos? – perguntou ao agarrar Afrodite.
- Acho melhor irmos para meu quarto. Não estou mais a vontade sabendo que eles podem entrar aqui a hora que bem entenderem.
- Deixa disso, Dite. Podemos fazer aqui tranquilamente.
Beijava Afrodite, que começou a se entregar. Peixes deitou-se a beira do lago e Giovanni logo em cima dele, penetrando-o. Ele praticamente esquecera-se da intromissão dos gêmeos e deixava-se a disposição do italiano. Gemia e empinava enquanto Giovanni enterrava-se e, vez ou outra, dava tapas nele. Até que algo os fez parar.
- Kanon! – gritou Máscara da Morte, parando de se mover e saindo de dentro do amante, que estava mais encabulado que o normal.
Afrodite nunca se sentira mal em ficar nu na frente dos outros. Pelo contrário, sentia-se cheio de orgulho de seu corpo. Mas, transar na frente de outros, isso nunca gostara. Sempre dizia para Giovanni que, para ele, sexo era apenas com quem gostava, pois era nesse momento em que conheciam seu íntimo, suas faces de prazer. E aquilo estava se tornando cada vez mais explícito.
O canceriano o expulsou dali, quase batendo nele. O argumento do geminiano era de que, provavelmente, deixara cair uma carta enquanto embaralhava. Afrodite vestiu-se e saiu do jardim, acompanhado de Máscara da Morte, que levava seu quadro junto, e toda a parafernália.
Naquela noite, Saga mandara um buquê de lírios como desculpa. Afrodite não conseguiu negar e o perdoou.
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