O Desenhista
10 Capítulo 10 - Inspiração
Notas iniciais
Eles estavam sentados na poltrona de Afrodite, colados num abraço. Giovanni tinha os olhos fechados, já Afrodite olhava os numerosos quadros feitos pelo amante para ele.
- Gianni, nunca invertemos nossos papéis, não é?
O Italiano pareceu não entender direito a pergunta.
- Como assim? Quer sentar aqui deste lado?
- Não, seu bobo – ele riu – Me refiro a sexo...
Giovanni arregalou os olhos. Começou a se sentir desconfortável com aquilo.
- Pra quê inverter? Estamos bem assim, não?
- Também sou homem. Você não é o único aqui que gosta de penetrar os outros.
- Eu te compro uma boneca inflável, ok?
- Não! Deixe-me te dar prazer...
- Você já me dá prazer.
O sueco sentara-se no colo do italiano e começara a beijar sua boca, fazendo um caminho de beijos até o pescoço, e depois mudava de beijos para lambidas. Giovanni já começava a sentir-se excitado com as caricias.
- Vamos tentar esta vez, Giovanni. Se não der certo, não cogito mais a idéia. – disse Afrodite ao ouvido do amante em um tom sensual. – E, se doer, eu te dou um calmante na hora... – riu.
Máscara da Morte deu um beijo no rosto dele, mantendo os olhos bem fechados, e disse:
- Tudo bem, mas só desta vez. Não consigo negar nada para você.
Eles se levantaram e foram para a cama. Depois de se despirem Afrodite começou a beijar a parte interna de suas coxas e, em seguida, uma felação intensa no amante, penetrando-o com os dedos aos poucos. Ansiando por aquilo, Afrodite ajoelhou-se na cama e fez Giovanni colocar as pernas para cima e segurá-las com os braços. Foi penetrando o italiano aos poucos, sentindo aquela entrada apertada prendendo seu pênis, sentindo-o latejar a cada centímetro.
- Está doendo muito?
- Hmm... – ele ofegava, tentando normalizar a respiração – Não muito...
Ao ouvir aquilo, Afrodite começou a se mover. Ia lentamente, tomando cuidado para não machucar, ou traumatizar, o amante, afinal, queria mais daquilo, mais vezes. Era como dissera ele, momentos, antes: também era homem. Conforme ia e voltava sentia Giovanni ficar mais a vontade. Podia ver tal mudança em suas expressões: mordia o lábio, fechava os olhos, gemia e sussurrava coisas insanas... Quanto mais daquilo ele fazia, mais excitado Afrodite ficava. Aumentou a cadencia dos movimentos, gemendo a cada estocada que dava, sentindo o canceriano se contrair. Já não conseguia evitar usar a força bruta. Acertava o ponto mais sensível de Giovanni, deixando-o extasiado. O italiano se masturbava com uma das mãos, sempre olhando para Afrodite, apreciando aquele lado do pisciano. Acabou gozando na barriga dele. Afrodite “explodiu” dentro de Giovanni, enchendo-o com seu sêmen.
Limpou o suor da testa e se deitou ao lado do canceriano, que ofegava e ainda sentia o êxtase do prazer.
- Gostou...? – perguntou Peixes.
Máscara da Morte apenas balançou a cabeça sorrindo.
- Minha... Minha vida toda achava que isso era algo horrível... Achava abominável um homem se sujeitar a isso.
Afrodite virou-se de bruços, apoiado nos cotovelos, e olhou para Máscara da Morte com uma expressão séria e triste.
- Você me achava abominável...?
- Não. Você não. Nunca!
- Mas você acabou de dizer...
- Nunca te olhei com libido. Com exceção destes últimos meses, claro – riu, despertando um sorriso no outro – Mas sempre te vi como alguém que eu pudesse amar. Diferentemente dos outros, eu não te vejo apenas como um corpo para sexo.
- Você me ama mesmo?
- Você sempre pergunta isso e eu sempre vou responder que sim, Afrodite. Eu te amo.
O pisciano debruçou sobre o canceriano e deu-lhe um beijo.
- Eu também te amo, Giovanni.
Abraçaram-se e ali dormiram.
Mais tarde, naquele mesmo dia, quando Afrodite se preparava para dormir, Giovanni o sentara-se na cama e começara a rir.
- Que foi? – perguntou o pisciano, achando que o motivo era seu short azul com florzinhas que havia comprado por achá-lo “bonitinho”.
- É que acabei de pensar num “poeminha”, só que não está terminado, quer ouvir mesmo assim?
- Desenhista e poeta! Claro que quero ouvir!
- Dei a você duas coisas que ninguém nunca vai ter:
Meu coração e meu rabo pra comer.
Afrodite mordeu os lábios, numa expressão não muito contente. Colocou uma das mãos nos rosto do canceriano e deu-lhe um beijo rápido na boca.
- Que bom que você sabe desenhar divinamente bem...
- Não gostou?
- É que é meio... chulo...
- Chulo? Pois bem, vou trabalhar nisso, e vai ser um ótimo poema!
- Eu não duvido... – disse com sarcasmo – Agora, boa noite, meu amor.
- Ta, boa noite...
Afrodite deitou-se e se cobriu até a cintura com um lençol. Já Giovanni foi para a sala do pisciano pegar lápis e papel. Minutos depois, quando voltou, viu o amante dormindo. Sem coragem para acordá-lo, ou mesmo de perder a oportunidade, usou os papeis e o lápis que tinha para desenhá-lo.
- Se algum dia você me deixar, acho que irei morrer. – sussurrou a ultima parte de seu poema chulo, e, em seguida, começou a desenhar o pisciano mais uma vez. Enquanto tivesse tal habilidade, o desenharia. Afrodite seria sua eterna inspiração.
FIM
Notas finais
Bjos amores!!! ^3^Até a próxima fanfic!
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