O Desenhista
6 Capítulo 6 - Temor
- Veio sozinho? Cadê o namorado? – perguntou Máscara da Morte com arrogância.
- Namorado...? Não tenho namorado.
- E o capricorniano, é o que seu, então?
- Meu amigo. Me levou comprar remédio pra bebedeira.
Eles se encaravam seriamente.
- Sinto muito pelo o que houve... – falou Afrodite abaixando o olhar.
- Agradeço a consideração. Já pode ir.
O sueco fez menção em virar e sair, mas virou nos calcanhares e disparou-se em direção ao italiano. Máscara deu dois passos para trás, na tentativa de evitar o contato que aconteceria daquilo, entretanto não conseguiu. Afrodite o beijou.
Não houve tentativa de impedir depois que começou, de nenhuma das partes. Tudo o que Máscara tinha em suas mãos caiu. Ele agarrou Afrodite pela cintura com uma das mãos e com a outra sua nuca. Aproximaram-se mais. O beijo era ardente, sedutor, como nas fantasias do italiano. Beijar aquela boca carnuda, sem o dono dela desmaiar, era muito bom. Peixes, entretanto, separou-se dos lábios de Câncer, o suficiente para poder falar:
-... Eu já sei de tudo...
Os olhos do mais velho se abriram completamente.
- Kanon me contou tudo. Por que escondeu de mim esse tempo todo?
- Medo...
- Medo de quê?
- De você nunca mais olhar na minha cara, Afrodite. Tive medo de não “fazer o seu tipo”. Você não faz idéia do que é isso...
- Não faço idéia, Giovanni? Eu, até hoje mais cedo, tinha medo de ser vitima dos seus punhos. Você me agredia com as palavras, mas...
- Espera um minuto. Me chamou de quê?
- Giovanni.
- Como lembra meu nome, mas não o que aconteceu logo depois de eu dizê-lo a você.
Eles se afastaram. Afrodite piscava rapidamente.
- Eu... chutei...?
- Eu não acredito! Você mentiu! Lembra do nosso beijo! Como você pôde? Eu te perguntei, não? Eu perguntei se você lembrava o que havia acontecido! Mentiroso!
- Não! Não sou mentiroso! Quando você me perguntou, eu não menti. Eu não lembrava mesmo. Lembrei apenas algumas horas mais tarde. Não fiz de propósito.
- Por que não veio falar comigo quando lembrou? – o tom de Câncer era agressivo.
- Medo de você ter feito aquilo apenas por ter bebido, de você me deixar arrasado. Me desculpe! – Afrodite gritava.
Peixes escondeu seu rosto em suas mãos para chorar. Mas Giovanni não suportou ver aquela cena. Não queria ver seu amado chorando, nem magoado. O envolveu com os braços.
- Não quis te assustar, minha rosa... Nunca!
Ele começou a acariciar os cabelos de Afrodite da mesma forma que fizera na noite em que se beijaram. Aos poucos, ambos se deixaram levar pelo embalo daquilo. Giovanni o guiou a sua cama enquanto despiam-se. Ele dava chupões no pescoço alvo do mais jovem, voltava a sua boca e a mordiscava. Afrodite roçava seu corpo no dele querendo sentir à temperatura, o tamanho do peitoral bem trabalhado, querendo ficar com o cheiro másculo dele em si. Antes que se deitassem, ficaram totalmente nus. Afrodite se sentou primeiro, fazendo o outro ficar em pé. Pegou o membro – grande – que já pulsava em excitação e deu beijinhos nele, enquanto olhava para cima, apreciando o olhar malicioso do outro. Foi alternando entre beijos e lambidas. Fazia um caminho até os testículos e voltava, usando apenas a língua. Até que o abocanhou.
- Aaaah... – gemeu Giovanni.
Afrodite parou na hora. Achou que o tivesse machucado com os dentes, mas percebeu que aquilo fora um gemido de deleite. Continuou sua felação. Ia e voltava com a boca, às vezes engolindo até onde conseguia, outras indo não mais que ao meio, e outras ainda chupava apenas a ponta. Independentemente do modo como fazia, Giovanni estava gostando. Uma mistura de saliva com sêmen já escorria pelos cantos da boca do sueco, descendo por seu queixo.
Máscara da Morte tirou o pênis da boca do outro e se masturbou para, enfim, gozar no peito do sueco. Afrodite usou os dedos para pegar o liquido e levar a própria boca.
- Você é bom... – disse Giovanni, ainda zonzo.
- Você tem um gosto ótimo. Agora sei por que as vadias não saem do seu pé.
- Sabe uma coisa que eu não sei?
- O que?
- O seu gosto.
O mais novo arregalou os olhos. Se entendera bem, Giovanni, o temido Máscara da Morte de Câncer estava disposto a fazer sexo oral em outro homem. Não teve tempo para perguntar se aquilo era uma piada, pois o italiano se abaixara e pegar o pênis de Afrodite. Ele estava agachado, as pernas abertas. Até aquele momento, não havia feito nada além de segurar. Enfiou, então, até a metade em sua boca. A sensação era nova e, de certa forma, incomoda. Sentiu dois tapinhas de Afrodite em sua testa, tirando sua concentração.
- Sem os dentes, querido.
Ele percebeu que estava quase mordendo. Tirou da boca e deu uma risadinha.
- Não precisa fazer nada por mim. – ele acariciava os cabelos que grudavam na testa do italiano.
Fez com que Giovanni se levantasse, apenas para deitá-lo na cama de vez. Ficou por cima dele, mas sem fazer nada, somente beijando-o. Eles desfrutavam o momento, trocando caricias e beijos. Despudoradamente, Máscara da Morte começou a enfiar um dedo em Afrodite, que riu ao sentir.
- Você não dorme no ponto, né?
- Nunca.
Ele foi enfiando o dedo o mais fundo que conseguia, até que colocou o segundo e ouviu um gemido gostoso de Afrodite. No terceiro dedo Afrodite rebolava. Foi quando ele sentiu o quarto pedir passagem.
- Quer enfiar quatro dedos em mim?
- Eu vou te enfiar coisa maior, amore mio.
Saiu, então, de cima do italiano e deitou-se ao seu lado. Giovanni entendeu como ele queria. Ficaram em conchinha.
- Serei gentil, não se preocupe.
- Eu sei que será.
Ele foi enfiando o membro para dentro de Afrodite aos poucos, fazendo tudo o que podia para não machucá-lo. Quando o preencheu por completo pôde ver um sorriso surgir no rosto do sueco. Começou a se movimentar, bem devagar. Ele era apertado e quente. Mordia e chupava a pele das costas do outro ao mesmo tempo em que o penetrava. Ele segurava a perna esquerda dele erguida, para se movimentar melhor. Afrodite se agarrava a outra mão de Giovanni que passava por debaixo de seu corpo. Depois de alguns minutos ele atingiu o orgasmo, derretendo-se em prazer. Mas o melhor ainda estava por vir.
Giovanni encontrara o ponto de maior prazer de Afrodite. Estocava com força até o fundo, acertando a próstata, sentindo o corpo do outro ter espasmos. Afrodite só conseguia manter a boca aberta, deixado escapar alguns gemidos vez ou outra. Ele não sabia o que era melhor: a velocidade com que Giovanni o atingia, ou o ponto que era atingido. Ou ser preenchido pelo homem que amava.
O italiano atingiu o orgasmo, após algum tempo, enchendo Afrodite com seu liquido quente e viscoso. Eles não falaram nada, apenas chegaram mais perto um do outro, se abraçando com carinho.
- Giovanni... Eu te amo muito! – Afrodite tinha os olhos fechadas, mas um sorriso largo no rosto.
- Como eu sonhei em ouvir isso de você, meu peixinho. Eu também te amo!
- Quer ouvir mais uma coisa de mim?
- Quero! O que é?
- Eu gostei tanto que quero mais um pouco...
Afrodite dissera aquilo com um sorriso largo nos lábios. Máscara da Morte não pôde negar de retribuir. Inclusive, não conseguiria evitar retribuir. Estava com a pessoa que mais amava no mundo, a única que amava, ou melhor, o único.
Notas finais
Tentei deixar bem romântico, mas não muito! Espero que tenham gostado! bjos e até o proximo capitulo! ^3^
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