Notas iniciais
Comente Comentem Comentem Onegai. Pra cada comment a vontade do autor de fazer a fic aumenta e consequentemente o proximo capitulo é adiantado em um(ou mais) dias! Portanto: Comentem

Palavras saíam rapidamente da minha boca, uma canção sem significado... Elas apenas saíam. Aquele era o meu jeito de expressar meus sentimentos: Raiva, dor, sofrimento, solidão. Minha vida estava cheia de todos esses sentimentos negativos, e eu não via nenhum sinal de luz. Meu nome é Hatsune Miku e aos 15 anos minha vida já estava cheia de problemas.

Desde pequena eu sempre amei cantar, eu sonho que as pessoas possam me ouvir, me amar... Por alguma razão todos da minha família odeiam música, então sempre saio escondida de madrugada para cantar na beira do rio nos arredores da cidade. Esse é um hábito que tenho a bastante tempo e desde que comecei ninguém ainda havia me descoberto. Porém ultimamente cantar tem deixado de ser o que era antes, antigamente eu me sentia feliz, alegre, hoje em dia cada canção que eu canto parece fortalecer minhas frustrações, talvez se alguém me ouvisse pudesse levá-las consigo. Se ao menos eu tivesse um amigo, só um, apenas um, um já me bastava... Estar sozinha é realmente triste...

A essa altura eu já tinha parado de cantar, estava apenas sentada a beira do rio olhando meu patético reflexo na água. A Lua podia ser vista atrás de mim no reflexo, linda e imponente, qualidades completamente opostas as minhas. Eu quero brilhar, eu sei que eu posso brilhar, mas não quero ser que nem a Lua. Ela brilha tão linda e ninguém a aprecia... Ela é tão solitária quanto eu.

Estendi minhas mãos para ela. Por um segundo parecia que podia tocá-la. Como um flash idéias surgiram em minha mente. Era mais ou menos assim que sempre acontecia, as músicas apareciam praticamente prontas na minha cabeça. Não sei se é assim que acontece com as outras pessoas. Antes que os meus pensamento se esvaíssem, fui em um arbusto que ficava as margens do rio, era lá que eu escondia um violão velho que tinha achado no lixo a uns meses. Como minha família não me deixaria levá-lo para casa eu o escondia ali. Ele era bem velho e a cada dia que passava seu estado piorava devido ele ficar ao ar livre, mas mesmo assim ainda era possível tocá-lo. Eu aprendi a tocar sozinha, apenas mexendo nele curiosamente, eu não era nenhuma expert, mas quem podia ser sem um professor ou sem qualquer material?

Voltei e sentei-me novamente a margem do rio, dessa vez com o violão no colo.

“Eu me enganei, eu tenho um amigo...”

Depois de carinhosamente afagar o violão, eu comecei lentamente a dedilhá-lo e a triste melodia que antes só existia na minha cabeça passou a existir também no mundo físico.

A cada nota tocada, um aperto no coração, uma lágrima que havia deixado de cair. Esses sentimentos me faziam querer parar, desistir do meus sonhos, mas como poderia eu desistir depois de tudo que eu passei, de tudo que eu lutei para poder cantar. Desistir faria tudo ser sido sem sentido. Para mim era preferível a morte do que tudo ter sido em vão. Mesmo que a música consuma toda minha felicidade, agora já era tarde demais para desistir. Toquei as ultimas notas da canção que antes estava em minha cabeça, e então fui surpreendida. Talvez fosse o destino, talvez apenas sorte ou simplesmente coincidência... Mas sem duvida nenhuma o desenrolar do acontecimentos daquela noite mudaria minha vida para sempre...


Notas finais
Revisada o/