O Cowboy

35 Voltando para o Cowboy


Notas iniciais
Oi gente, eu não pude postar ontem pq meu pc na hora de ligar avisava um tal de "Correção de inicialização" e não saia daquilo de jeito nenhum, então ele precisou de suporte técnico. Eu entrei pelo celular esses dias todos, to pelo notebook do meu tio e o meu pc provavelmente chega amanhã, ainda não é certeza. Se chegar, posto em "A filha do reitor" amanhã. Queria também deixar um super agradecimento à PriHalliwell pela linda recomendação. Boa leitura.

Minha mãe me liberou no primeiro dia da "conversa" mas eu também a liberei da nossa sobre eu me mudar para o Texas. Só que não poderíamos fugir disto por muito tempo, ainda mais pelo fato de que era algo importante a ser tratado.

— Vamos conversar? — Perguntou assim que terminei meu café da manhã do dia seguinte.

— Vamos sim. — Respondi prontamente.

Nós fomos até a sala e nos sentamos no sofá.

— Filha, você sabe que cuidar de uma criança não é como cuidar de um animal ou qualquer coisa assim não sabe?

— Claro mãe. — Respondi.

— Ótimo, já começamos bem. Agora o que eu quero te perguntar é, o que pretende fazer? — Agora ela parecia bem curiosa e ansiosa pela minha resposta.

— Eu vou criar o meu filho, junto com o pai dele.

— Você pretende se mudar para o Texas? — Minha mãe perguntou com as sobrancelhas erguidas.

— Sim.

— E morar aonde? — Porque até onde eu me lembro o Carlisle não quer que você vá morar com ele.

— E quem disse que vou morar com ele?

— Então aonde você vai morar Isabella?

— Com o Edward.

— Enlouqueceu? — Perguntou com os olhos arregalados.

— Não mãe, eu não enlouqueci. Estou indo morar com o pai dos meu filho. Que mal há nisso?

— Mal nenhum, mas filha, não me entenda mal, até mesmo porque você mais do que ninguém sabe que não sou uma pessoa preconceituosa em nenhum sentido, mas a verdade seja dita, ele não vai poder te dar o mesmo padrão de vida que eu e até o seu pai, com o dinheiro que manda todo mês te damos.

— Sim, eu sei, e o Edward já me disse isso milhões de vezes, só que o que praticamente todo mundo se recusa a enxergar é que eu só quero construir uma família com o homem que eu amo, o quanto antes.

— Mas por que toda essa pressa?

— Porque eu sou assim! E a senhora sabe disso, afinal é a pessoa que me conhece melhor do que qualquer outra.

— E o Edward sabe que você vai morar com ele?

— Sabe, eu já falei pra ele que estou grávida e ele já está me esperando lá.

— E ele vai ter condições de sustentar você e o bebê?

— Vai, ele já teve uma mulher e um filho há alguns anos.

— Sério.

— Seríssimo, mas isso é uma longa história, depois eu te conto.

— Tá bom. — Disse simplesmente.

— "Tá bom" você me conta depois, ou "Tá bom" vocês podem morar juntos.

— "Tá bom" vocês podem morar juntos. Mas eu ainda não acredito que estou deixando.

— AAAAAAAAAAHHHHHHHHH — Gritei pulando em seus braços e ela sorriu me abraçando.

— Mas não comemora ainda não. — Me advertiu depois de sair do meu abraço apertado. — Você precisa da permissão do seu pai também. Eu não posso nem sair do país com você sem a permissão dele. Que dirá deixar você ir morar sozinha.

— Eu sei. — Eu disse bicuda. — Por mais que eu acredite que ele vá deixar, alguma parte em mim diz que talvez ele não deixe também e eu não quero ter que esperar até os meus 18 anos pra ir morar com o Edward, eu quero que ele acompanhe toda a minha gestação.

— Eu te entendo, pode deixar que eu vou falar com ele e tentar resolver tudo.

— Não mãe, não quero meter a senhora ainda mais nessa história, deixa que eu resolvo.

— Não, o seu pai é muito à moda antiga, pra ele você ainda é uma criança, acredite, as chances de você convencê-lo são mínimas.

— Tá bom. — Eu disse aceitando, à essa altura valia tudo para que ele aceitasse que eu morasse com o Edward.

Minha mãe e eu continuamos conversando sobre esse lance de gravidez e ela fazia questão de me falar sobre cada passo da dela, do quanto meu pai e ela estavam ansiosos pela minha chegada e todas as precauções que tomaram durante e após o parto. Eu escutava tudo atentamente, afinal, conselhos bons, principalmente os de mãe, nunca eram demais.

Quando caiu à noite ela ligou para o meu pai, enquanto eu conversava com Edward no meu quarto. Eu só escutava ela gritando e dizendo que "Não era assim que deveria ser feito" A coisa estava feia.

— Sua mãe e o Charlie estão brigando? — Edward perguntou do outro lado da linha.

— Não, ela está brigando com o meu pai.

— Estão falando sobre a gente?

— Sim.

— Não Carlisle, a Bella não quer morar com você. — Minha mãe disse irritada. — Ou você não se lembra que a expulsou da sua casa? Eu não sei qual é o castigo que Deus dá aos erros que cometemos, mas com certeza expulsar um filho da própria casa é um dos piores.

— Essa doeu. — Disse Edward.

— Minha mãe é foda. — Eu disse sorrindo.

Nós permanecemos ouvindo o que eles diziam, e a coisa aos poucos ia se acalmando, pelo que me parecia minha mãe estava prestes a convencê-lo, isso se já não convenceu. Edward estava tão apreensivo quanto eu, e depois de algum tempo já nem ouvíamos mais a voz de minha mãe, sinal de que eles falavam baixo, bom, a dúvida que restava agora era: Ou minha mãe convenceu meu pai, ou meu pai convenceu minha mãe, porque que eles entraram em um consenso. Apesar de Edward ainda estar aflito, eu estava tranquila, porque conhecia minha mãe e sabia que ela era exatamente como eu, ninguém poderia convencê-la de nada que ela não permitisse ser convencida.

E então para acabar de uma vez por todas com toda a nossa insegurança, minha mãe entrou em meu quarto com um enorme sorriso no rosto.

— Manda o Edward arrumar um grande espaço no guarda-roupa.

- AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH. — Gritei novamente.

- Você vem? — Edward perguntou.

- Sim, eu vou!

- Quando?

- Quando mãe? — Perguntei.

- Quando você quiser. — Respondeu sorrindo.

- Domingo estou chegando. — Eu disse.

- Ótimo. — Edward respondeu sorrindo.

- Amor, vou desligar agora pra falar com a minha mãe.

- Tá bom, boa noite amor.

- Boa noite.

Encerrei a chamada e em seguida corri até minha mãe e a abracei. Nós descemos para sala e Charlie estava me olhando com um sorriso no rosto.

- Vai se dar bem né? — Perguntei sorrindo e ele fez que sim com a cabeça.

- Não me interprete mal, eu gosto muito de você, mas eu realmente quero viajar e levar a sua mãe junto. Eu te levaria sem problemas, mas tenho certeza que você só vai se o Edward for, eu também o levaria, seria maravilhoso até porque gostei muito da semana que nós quatro passamos juntos, só que eu conheço o meu irmão, ele é igual ao nosso pai, não aceitaria ficar às minhas custas, mesmo eu tendo o suficiente para isso, e outra, ele também tem a faculdade e tudo mais. Edward tem os pés muito no chão. — Disse Charlie de um jeito que parecia que isso era algo ruim. — É tão novo para se preocupar tanto com as coisas como ele costuma se preocupar.

— Eu gosto disso nele. — Eu disse. — Porque ele tem uma meta. Não que você não tenha, mas a diferença é que você soube investir o seu dinheiro e agora vive desses investimentos, você pode ficar viajando o ano inteiro em hotéis luxuosos e tal. O Edward não pode fazer isso, porque imagina, se ele aceita viajar contigo, e quando ele voltar? Sem emprego, sem grana. A realidade vai bater à porta.

- Isso é. — Concordou. — Antes de eu ganhar na loteria eu tinha que trabalhar muito pra ter dinheiro. Eu sei que as pessoas que olham de fora pensam que a Esme e eu somos maus irmãos para o Edward por termos tanto e ele tão pouco, mas só nós sabemos o quanto já insistimos para que ele aceitasse algo nosso. Não adianta, aquele é turrão que só.

- Eu queria dar algum dinheiro para você todo o mês. — Disse minha mãe.

- Não mãe. O Edward já disse pra mim que se eu quiser ir morar com ele não posso ficar pedindo nada pra você nem para o meu pai.

- Mas eu posso dar um dinheiro para você e você compra as suas coisinhas, sapatos, roupas, bolsas, coisas pro bebê. Ele nem vai perceber.

- Eu não quero começar a nossa vida juntos assim. Eu já tenho muitas roupas e quanto ao bebê, vamos fazer o seguinte, a senhora compra o que achar necessário e me dá. Ele não falou nada sobre presentes. E além do mais, ele não pode negar o direito da vovozinha do nosso filho ser coruja.

- Não pode mesmo. — Avisou. — Eu vou tirar as suas passagens pela internet. Vai querer pra domingo mesmo?

- Huhum. Domingo de manhã.

- Tá bom.

- Eu vou para a casa da Angela para falar sobre as novidades.

- Tá bom, mas quero você em casa assim que os pais dela chegarem hein. Não quero que fique incomodando os outros.

- Pode deixar. — Respondi.

Fui até a casa de Angela e contei para ela e para a irmã dela as novidades, elas ficaram mega felizes por mim, eu as convidei para passar a noite de sábado para domingo lá em casa, para que nos despedíssemos em uma animada festa do pijama para três pessoas. Elas disseram que pediriam aos pais e quando era de noite eu voltei para casa.

A sexta e o sábado passaram rápido, a noite com as meninas foi muito legal e animada. Nós ficamos no meu quarto, cantando no karaokê, dançando, jogando twister e comendo pipoca. Eu ganhava das duas de lavada no twister, mas em compensação no jogo de conhecimentos sobre assuntos da escola, bom, eu passei longe de ganhar, não que eu fosse burra, mas eu não costumava estudar como elas.

No dia seguinte, acordei cedo, me arrumei e fui com minha mãe, Charlie, Angela e sua irmã até o aeroporto, meu voo saia às oito e chegava meio dia. Não avisei a Edward a hora que chegaria, porque não queria que ele e Carlisle se encontrassem, eu não sabia a quantas andava a relação deles e não seria nada bom para a minha gravidez ter que ficar presenciando briga entre o meu namorado e o meu pai.

O voo foi longo e cansativo, aliás, tudo que eu vinha fazendo ultimamente estava se revelando cansativo, e eu não tinha nem um mês de gravidez ainda! Imagina quando minha barriga começasse a crescer! Assim que cheguei, fui acordada pela comissária de bordo. Minha mãe pagou o olho da cara com o meu embarque, já que minhas malas excederam e muito o limite.

Carlisle, Esme, Emmet, Rose, Jasper e Alice já estavam a minha espera e abriram um grande sorriso ao me ver, o meu também foi inevitável, eu estava morrendo de saudades, essas três semanas mais pareceram três anos. Alice e Rose estavam lado a lado e pareciam eufóricas, corri até elas e abracei as duas ao mesmo tempo.

— Amiga que saudade! — Disse Alice. — Você está se sentindo bem? O bebê já está dando sinais de vida?

— Você está grávida! — Disse Rose sorrindo. — Quando ia nos contar?

— Calma gente, quantas perguntas! Esperem eu respirar um pouco.

— Olá querida. — Disse Esme sorrindo e vindo até mim.

— Oi Esme. — Eu disse a abraçando forte, e não é que eu estava com saudades dela também?

— Hei Bells. — Disse Emmet sorridente. — Só quero ver quando o meu priminho vai vir hein.

— Em breve Emmet. — Respondi o abraçando também.

— Oi Bella. — Disse Jasper se aproximando. — A fazenda não vem sendo mais a mesma sem você e o Edward.

— Não tenho dúvidas disso. — Eu disse piscando e todos sorriram.

Abracei Jasper também e então só faltava Carlisle, parei olhando para ele que tinha um semblante confuso, eu não sabia dizer ao certo se ele estava feliz ou triste por me ver. Acho que eu era bem vinda, mas meu filho, mesmo que ainda tão pequeno e sem forma, não.

— Oi. — Eu disse fria. Eu realmente não queria mais guardar raiva de ninguém no meu coração, e eu realmente não estava com raiva dele, mas se eu o tratasse exatamente como antes, só serviria para mostrar que tudo que ele fez foi nada, sendo que na verdade foi muita coisa.

— Oi filha. É bom te ver.

— Obrigada. — Respondi friamente. — O Edward me deu o endereço da fazenda que ele está trabalhando, eu vou pegar um táxi e ir até ele.

- Não quer ir até a minha casa primeiro, nós preparamos a sua comida favorita para te receber.

— Acho melhor não. — Eu disse.

— Ah não... — Disse Esme. — A senhorita pode parando com esse orgulho bobo, eu mesma preparei o almoço com todo o carinho pra você. Não vai fazer essa desfeita, não é?

Olhei para o lado meio sem graça, eu estava fervendo para ver o Edward, mas eles estavam sendo tão receptivos, e todos estavam com os olhinhos tão pidões, parecia que realmente queriam que eu fosse. Fora a minha fome que me consumia lentamente, já que não comi nada durante o voo para não enjoar.

— Tá bom, eu vou, mas logo depois do almoço vou para a fazenda do Edward. — Alertei.

— Tá bom. — Disseram juntos e eu sorri.

Carlisle, Jasper e Emmet pegaram minhas malas, e depois de três viagens, conseguiram carregar toda a carroceria da picape e o banco traseiro da picape de Carlisle. Fui no Jipe com Emmet, Rose, Jasper e Alice que ia ao meu lado tagarelando sobre como ia mimar o bebê. Rosalie também parecia muito empolgada e elas já estavam marcando até um dia para nós irmos comprar as coisas para o enxoval, só que eu deixei bem claro que só ia querer comprar o enxoval quando soubesse o sexo do bebê, porque eu queria tudo bem tradicional, rosinha para menina ou azul para menino.

Assim que chegamos, nós almoçamos, eu comi feito um touro, afinal, era a minha primeira refeição do dia. Depois nós comemos a sobremesa e fomos para a sala, o assunto principal era o bebê, meu pai, Emmet e Jasper já discutiam até sobre qual profissão ele seguiria. Enquanto Rose, Alice, Esme e eu falávamos sobre os possíveis nomes.

— Pai. — Eu disse o chamando, pouco antes de ir embora.

— Oi?

— O senhor vai me dar o Hércules para eu levar para a fazenda?

— Claro, eu nem vejo outra alternativa, ele não é mais o mesmo depois que você se foi.

— Ótimo. — Respondi. — Eu vou ir para a fazenda com ele então. Emmet. — Eu disse olhando para ele. — Pode levar as minhas malas na picape depois?

— Posso sim. — Respondeu prontamente.

— Pode ser até amanhã se quiser. Eu levo uma muda de roupa para eu tomar banho hoje.

— A gente pode ir mais tarde. — Disse Alice.

— Não, acho melhor amanhã mesmo, hoje eu vou ficar um pouco com o Edward. — Eu disse meio sem graça já sabendo o que eles estavam imaginando.

— Ah claro... — Disse Emmet maldoso. — Eles vão matar a saudade.

— Vamos mesmo. — Disse piscando e todos riram, exceto Carlisle, é claro.

Eles insistiram para que eu deixasse que me levassem de carro até a fazenda, mas eu não queria, de qualquer forma alguém teria que ir cavalgando para levar Hércules mesmo, então eu o faria enquanto ainda estava cedo. Peguei uma mochila em uma das minhas malas, peguei três mudas de roupa, meu chinelo, minhas botas de cowboy, produtos de higiene básica e guardei tudo. Me despedi de todos, fui até o estábulo, peguei a sela de Hércules e o soltei fazendo com que ele relinchasse e pulasse, parecia realmente feliz por me ver e eu também estava muito satisfeita por vê-lo, já tive um ou dois gatos, alguns cachorros e um peixe, mas nenhum desses animais era como Hércules, ele era o meu amigo de verdade e gostava mesmo de mim, assim como eu gostava dele.

Depois que o selei, montei em Hércules e cavalguei rumo à fazenda, eu parava ocasionalmente para pedir informações, até que finalmente cheguei até a charmosa e bem localizada fazenda, ficava a dois quilômetros da cidade, diferente da de Carlisle que ficava quinze. Os portões estavam abertos, então entrei cavalgando rapidamente, até que vi um velhinho de cabelos brancos sentado em um banco, no meio do gramado, acariciando o pelo de um cachorro.

— Pois não minha jovem. — Ele disse atenciosamente.

— Oi, me perdoe a invasão. Mas não havia interfone, nem nada di...

— Não se preocupe menina, os portões da minha casa estão sempre abertos. — Disse simpático e eu sorri. Como ele disse "Minha casa" logo me liguei que ele era o chefe de Edward, o "velhinho simpático" no qual ele tanto falava. — Mas que bons ventos trazem uma moça tão bonita até a casa deste velho homem?

— Eu queria falar com o Edward.

— Você é a Bella?

— Sim. — Respondi sorrindo. Edward falou de mim para ele. — Seja muito bem vinda. Espero que goste do seu novo lar.

— Ah, obrigada.

— O Edward está ansioso desde que você disse que viria hoje. Ele já terminou o serviço e está em casa. Siga o caminho reto por mais trezentos metros e vai encontrar uma casinha de madeira, atrás de um canteiro de flores. Cavalguei rapidamente e avistei a casa e imediatamente meu coração disparou, ele estava na varanda cortando lenha, todo suado.

— Hei. — Eu disse parando Hércules em frente às escadas que davam acesso à varanda. — Eu ouvi falar que tem um cowboy gostosão aí nessa casa.

Edward olhou para mim e abriu um sorriso enorme, enquanto seus olhos brilhavam. Imediatamente ele largou o machado, depois correu até mim, que desci rapidamente de Hércules, pulando em seus braços em seguida, atacando seus lábios imediatamente.

— Eu te amo. — Sussurrei contra seus lábios.

— Eu também te amo... Demais. — Sussurrou de volta.

Notas finais
Eu juro que ia escrever mais, só que o notebook não é meu e o meu tio tá me pedindo aqui. Espero que tenham gostado, não se esqueçam de comentar e se estiverem curtindo, recomendar tbm. Bjs e até segunda.