O Cowboy
36 Novo lar
Notas iniciais
— Bela casa essa aqui hein. – Eu disse assim que paramos de nos beijar.
— Pois é, ele disse que já estava aqui quando ele comprou. Era a casa do antigo proprietário. Só que apesar de o seu Felix só ter um filho, ele gosta de casas grandes, então resolveu fazer uma para ele e deixar essa para o caseiro.
— É, a gente se deu bem então. – Eu disse sorrindo.
— Verdade. – Disse Edward sorrindo de volta. – Agora me responde uma coisa senhorita Isabella.
— O que? – Perguntei um tanto assustada pelo seu tom de voz acusatório.
— Posso saber o motivo da senhorita estar cavalgando mesmo estando grávida?
— Qual é o problema disso? – Perguntei confusa.
— Como qual é o problema Bella? Você sabe que com a gravidez pode ficar enjoada ou tonta e acabar caindo.
— Verdade. Eu fui irresponsável, mas não vai mais acontecer, eu juro que não vou mais andar a cavalo enquanto o nosso bebê não nascer. Prometo.
— Ótimo, mas cadê as suas coisas e por que não me chamou pra ir te buscar?
— O Carlisle foi me buscar, então achei melhor não te chamar também, não sabia a quantas andava o clima entre vocês. As minhas coisas ficaram na fazenda, o Emmet vai trazê-las amanhã.
— Tudo bem. – Ele disse me abraçando. – Vamos entrar agora?
— Huhum.
Peguei a corda da sela de Hércules e o amarrei em um galho de uma árvore próxima a casa. Depois nós entramos e bastou nossos olhos se encontrarem para no segundo seguinte nossos lábios já estarem em perfeita sintonia em um movimento desesperado. A falta que eu estava sentindo de Edward ultrapassava qualquer pudor que pudesse existir naquela situação.
Edward colocou as mãos na barra de minha blusa, tirando-a rapidamente, o mesmo foi feito com o resto da minha roupa. Ele passou as mãos sensualmente por todo o meu corpo, seus movimentos eram apressados e cuidadosos ao mesmo tempo, ele parecia faminto, porém receoso, provavelmente por causa da gravidez, mas eu não.
É claro que a primeira coisa que eu procurei saber assim que o frenesi inicial da descoberta da gravidez passou foi se eu poderia fazer sexo normalmente, e descobri que eu tanto posso como é recomendável, porque já vai preparando toda a minha musculatura vaginal para o parto, e é claro que eu ia aproveitar, e muito tudo isso.
Ele começou a beijar o meu pescoço e foi descendo pela minha clavícula até chegar em meus seios. Edward mordeu levemente meu mamilo e começou a chupá-los e mordê-los ainda mais, curvei a cabeça para trás sentindo a deliciosa sensação de seus dentes roçando em meus mamilos sensíveis. Suas mãos passeavam pelo meu corpo e desceram da minha cintura até meus quadris, Edward trouxe seus lábios até os meus novamente e nós iniciamos um beijo intenso e erótico ao mesmo tempo, então suas mãos foram até minha bunda, apertando-a firmemente e em seguida deslizando até a parte traseira de minhas coxas, segurou firme e me levantou, fazendo com que eu cruzasse minhas pernas ao redor de seu corpo em seguida, eu já podia sentir sua ereção me cutucando e isso me deixou ainda mais excitada. Edward me abraçou pela cintura e me levou até seu quarto. Nós fomos deitando lentamente na cama, tirei toda a sua roupa e então ele beijou meus lábios novamente, mordi seu lábio no final do beijo e ele desceu trilhando beijos até minha entrada que já estava completamente molhada e pronta para ele, bastava ele querer.
— Sempre tão molhadinha pra mim. – Murmurou, chupando meu clitóris em seguida, fazendo com que eu me contorcesse.
Edward me penetrou com dois dedos enquanto trabalhava com a língua no meu ponto sensível, aos poucos fui sentindo a sensação maravilhosa do orgasmo começar a tomar conta de mim, e eu explodi de prazer de uma só vez, gemendo feito uma louca. Então finalmente Edward se ajoelhou entre minhas pernas e se abaixou, se sentando entre seus calcanhares, segurou uma de minhas pernas e a colocou uma de minhas pernas dobrada em volta de seu corpo e a outra sobre seu ombro, reta. Ele segurou minha coxa, da perna que estava reta e com a outra mão um de meus seios, em seguida me penetrou rapidamente, arrancando um gemido alto de nós dois ao mesmo tempo, uma de suas mãos foi para o meu seio o pressionando sensualmente, enquanto eu rebolava os quadris com mais força na direção dos seus buscando ir cada vez mais profundamente. Então na intenção de provocá-lo ainda mais contraí os músculos vaginais, como se estivesse segurando para não fazer xixi, apertando seu pau, fazendo com que ele gemesse alto e ofegante.
— Deus! Ainda mais apertada! – Praticamente gritou ao dizer isto e eu ri enquanto alternava entre os músculos contraindo-os ou não.
Edward então estocava ainda mais forte, rebolando levemente, fazendo um movimento gostoso e nada repetitivo dentro de mim, enquanto estimulava meu clitóris rapidamente com uma das mãos, ambos sabíamos como dar prazer ao outro e isso estava inebriante de tão bom.
— Isso... – Murmurei com a voz embargada. – Assim...
— Você gosta desse jeito? – Murmurou estocando ainda mais forte e eu gemi alto.
— Isso é tão gostoso. – Eu disse ofegante e de olhos fechados.
Edward simplesmente não diminuiu seu ritmo nem por um seguindo, alternando apenas em estocadas profundas e rasas, enquanto a mão que não estava acariciando minha perna, estimulava meu clitóris e ocasionalmente passeava pela minha barriga, indo em rumo dos meus seios, beliscando e acariciando meus mamilos, depois ia até minha boca, e eu chupava seus dedos sem cerimônia, sentindo meu próprio gosto e o provocando, com cara de safada. Eu alternava entre minhas reboladas e contração muscular, isso quando eu não rebolava e contraia os músculos, o levando à loucura. Nós murmurávamos o quanto aquilo tudo estava gostoso, e dizíamos coisas safadas um para o outro, deixando a transa ainda mais gostosa. E então, depois de uma sessão intensa de estimulo da parte dele senti meu orgasmo chegando com tudo novamente.
— Eu não consigo mais me segurar. – Eu disse extasiada e o apertando dentro de mim ainda mais, para que ele viesse junto comigo. – Vai vir agora.
Ao olhar para Edward percebi que ele também estava chegando lá, mas eu realmente não conseguia me segurar mais e liberei todo o meu desejo, o molhando com a prova do meu tesão. Logo em seguida ele veio com tudo também, gozando dentro de mim e em seguida tirando minha perna de seu ombro, se permitindo cair sobre meu corpo, e me abraçando.
— Você é simplesmente... A melhor. – Disse ainda meio dopado. – Eu amo você.
E então me beijou intenso e apaixonadamente, eu apenas retribuí, na mesma intensidade.
Agora você deve estar se perguntando: Deu pra matar a saudade, né? A resposta é pra lá de óbvia: Não! Eu nunca teria o bastante de Edward. A cada segundo que ele estava em algum lugar que não fosse ao meu lado, eu já teria um milhão de anos de saudade para matar.
Depois de devidamente recuperados, eu me levantei para um banho.
— Você vem? – Perguntei provocante enquanto caminhava completamente nua até o banheiro que eu ainda descobriria onde era. – Ou tá velho demais pra aguentar mais uma?
— Mas é claro que eu aguento, até mais duas se você quiser.
— Eita, mas esse cowboy é bâum demais sô. – Eu disse fazendo um sotaque caipira que ele nem tinha.
E então Edward levantou rapidamente colocou o chapéu de cowboy só para incorporar o que eu disse, e veio até mim, me pegando no colo e me levando até o banheiro enquanto ríamos feito dois idiotas.
P.O.V CARLISLE
Estava tudo andando maravilhosamente bem, eu até estava gostando de ter o Edward como genro, e sabia que seria bom para Isabella ter alguém tão responsável e com um pensamento para frente ao seu lado, porém tudo se desfez no dia em que descobri que Bella poderia estar grávida, eu sei que pode parecer careta ou qualquer coisa assim, mas qual pai quer ver sua filha de 17 anos grávida? Sim, nenhum. Então assim que descobri que foi um alarme falso, fiz o melhor que poderia fazer em uma situação daquelas, mandei Isabella de volta para a casa de sua mãe. Esme nem falava comigo direito durante todo o percurso de volta para casa, ela estava realmente chateada por eu mandar Isabella de volta, eu sabia que elas tinham criado uma amizade nos últimos dias da estadia da Bella, mas não imaginava que seria a ponto de deixar Esme contra mim. E como se as coisas não pudessem piorar, Edward pediu as contas assim que soube que ela não estava mais lá, para ir atrás dela e passar uma semana em Los Angeles. Isso é tudo? Não, é claro que não, duas semanas depois recebo um telefonema de Reneé dizendo que Isabella está comprovadamente grávida! Resumindo: Eu fiquei mal com a minha filha, minha esposa, meu genro, os meus enteados e até com os amigos da minha filha por uma coisa que não resultou em absolutamente nada, a não ser dor de cabeça. A parte boa nisso tudo era a minha consciência, por saber que eu fiz o que um pai responsável faria pela filha, agora se Reneé permitiu que ela cometesse essa loucura, já não era mais comigo. Claro que isso não fazia com que eu sofresse menos, afinal, independente de quem seja a culpa, Isabella estava grávida, e teria que dedicar anos da sua vida a esta criança, perder toda a sua juventude trocando fraudas. Era realmente triste, mas foi o que ela mesma escolheu. Então assim como Reneé disse, agora de nada adiantava eu tentar afastá-la de Edward, muito pelo contrário, eu teria era que torcer para que eles permanecessem juntos, afinal pior do que engravidar tão jovem é engravidar e se separar do pai da criança antes mesmo que ela nasça. Eu queria que ela viesse morar na minha casa com seus amigos e fosse ver Edward quando quisesse, mas ela também não quis, então não me restou outra opção senão deixar que ela fosse morar com Edward. Mas só eu sei o quanto me aperta o coração saber que minha filha está tão chateada comigo. Ela é simplesmente a pessoa que eu mais amo neste mundo inteiro, faria qualquer coisa por ela sem pensar duas vezes, mas parecia que ninguém reconhecia as coisas que eu fazia por ela. Esme dizia que era porque eu fazia tudo da forma errada, mas será que a forma certa era mesmo deixar que uma menina de 17 anos escolhesse tudo que devia ser feito de sua vida? Eu realmente não entendia, mas estava disposto a aceitar, agora a única coisa que eu queria era deixar que tocasse sua vida da forma que julgava ser certa. Se era isso que eu tinha que fazer para que Bella não ficasse mais com raiva de mim, então eu o faria, ainda mais por saber que de nada adiantaria a minha imposição, se Reneé estaria sempre ao lado dela. Agora Bella estava na casa de Edward e eu estava jantando com Esme, Emmet, Alice, Rosalie e Jasper, hoje estavam todos empolgados pela chegada de Bella. De certa forma eu também estava, a única coisa que me incomodava mesmo era a criança, mas com o tempo eu me acostumaria. Eu também pretendia falar com Edward, já que desde que ele se demitiu nós nem nos víamos mais, eu não gostava de ficar nesse clima com ele, ainda mais por toda a nossa amizade. Então agora era oficial, quando os jovens fossem levar as malas de Bella para ela na fazenda em que Edward trabalhava agora, eu iria junto e nós conversaríamos.
P.O.V BELLA
No dia seguinte eu acordei muito bem, afinal dormi muito bem também. Edward tinha uma cama de casal maravilhosa, na qual nós dormimos de conchinha, o que fez com que eu me lembrasse da primeira noite na qual dormi em sua casa.
O que me despertou na verdade foi o cheirinho de café, ainda era cedo e eu estava calçada com um par de meias que Edward me emprestou, devido aos meus pés gelados estarem tocando em suas pernas na madrugada. Fora o casaco fechado de moletom que ele me emprestou, que ficou como um vestido em mim. O tempinho estava nublado e frio, eu estava muito confortável na cama e não queria levantar, porém queria muito tomar aquele café que cheirava tão bem. Mas é claro que como o meu namorido era o ser humano mais incrível deste mundo, ele entrou no quarto com uma bandeja onde continha duas xícaras, duas pequenas garrafas térmicas, torradas e manteiga.
— Bom dia Abelhinha adormecida. – Disse sorrindo.
— Bom dia meu príncipe cowboy. – Eu disse me sentando na cama.
Edward puxou os pés da bandeja e a colocou sobre mim.
— Já que você não levantava, então resolvi trazer o seu café da manhã até você. – Disse sorrindo.
— Mas isso é muito bom gente. – Eu disse fazendo biquinho para que ele me beijasse e ele o fez.
— Eu sei que não tem muita variedade aí, é que eu não sei direito do que você gosta então achei melhor deixar pra fazer as compras do mês quando você chegasse.
— Tudo bem. Eu adoro torradas e café.
— Eu sei, foi o que você comeu lá em casa da outra vez. – Ele disse com um leve sorriso torto e eu também sorri por ele ter lembrado.
— Sim, foi o que eu comi.
— Mas dessa vez, tem leite também. Eu tenho que acordar mais cedo para levar o leite para o senhor Felix, então peguei um pouco pra gente também.
— Hum, leite direto da teta da vaca. Sério, quando eu voltei para Los Angeles, foi terrível me adaptar ao leite de caixinha novamente.
— É horrível. – Ele disse fazendo cara feia.
— Exatamente, parece que foi dissolvido na água.
— E foi, além dos produtos químicos que eles coloram pra não estragar. Depois perguntam porque quem vive na fazenda costuma morrer mais velho. Aqui é tudo natural, enquanto nas cidades grandes, tudo tem que ser quimicamente modificado pra durar mais. E ainda tem gente que prefere cidade grande... – Disse como se tivesse pena desse tipo de pessoa e eu sorri. – Cara, sente isso aqui. – Ele disse respirando fundo e eu fiz o mesmo, e ele tinha toda a razão, o ar daqui era outro. Parecia que você estava respirando vida. – Não tem dinheiro que pague isso aqui.
— Eu amo tanto esse seu jeito. – Eu disse acariciando seu rosto e ele sorriu docemente. – Não há ninguém nesse mundo como você.
Então me estiquei um pouco e o beijei.
— Eu também te amo. – Respondeu após o beijo. – E também amo a sua personalidade. Na verdade acho que isso é o que eu mais amo em você... Depois da sua bundinha gostosa é claro. – Disse com um sorriso safado e eu o bati enquanto sorria. – Ah, tem também o seu desempenho sexual que é muito admirável também.
— Idiota. – Eu disse sorrindo e ele me acompanhou.
Nós tomamos nosso café da manhã juntos e depois Edward saiu para trabalhar.Depois de iniciar um discurso para que eu não fizesse nada em casa, mas eu havia pesquisado sobre isso e vi que pode sim fazer as atividades de casa até o final da gestação, isso é claro, se a gravidez não for de risco. Eu fiz todos os exames com a minha mãe no mesmo dia em que descobrimos e minha gravidez é perfeita, sem risco algum, só que não poderia ser nada muito pesado e exagerado, segundo a médica, apenas varrer a casa, passar um pano, lavar a louça e cozinhar, nada de faxinas elaboradas e cansativas demais, depois de muito explicar a Edward, que a própria ginecologista e obstetra do hospital onde minha mãe trabalha me informou disso, ele aceitou, só que insistiu para que eu fosse cuidadosa.
Então comecei a arrumar a cama, depois a varrer e passar pano na casa que era pequena, então terminei rapidamente. Me sentei para assistir ao programa de culinária. Eu não precisaria fazer comida enquanto senhor Felix estivesse, porque segundo Edward ele não gostava de almoçar nem jantar sozinho e obrigaria nós a fazermos essas refeições com ele.
Na hora do almoço, Edward veio me buscar e nós fomos até a mansão de Felix, ele nos tratou muito bem, era realmente um velhinho muito atencioso e simpático. Nós almoçamos e em seguida fomos para casa. Edward já tinha terminado o serviço, que era bem menos que o da fazenda de meu pai. Ele tinha uma moto, mas ele também não queria que fôssemos com ela, por medo de eu me sentir enjoada e cair, uma preocupação necessária, afinal todo cuidado era pouco.
Felix tinha uma picape que comprou para deixar à disposição de Edward, para o caso dele precisar comprar as coisas para a fazenda, então nós fomos à cidade na picape, fizemos as compras do mês e abarrotamos a carroceria com nossos mantimentos. Afinal, depois de Felix fosse embora, só estaria de volta dali a seis meses, para as férias de julho. E ele iria no final da semana.
Assim que chegamos em casa, arrumamos tudo no armário da cozinha e na geladeira. Depois que ele preparou o nosso lanche da tarde, nós fomos para o quarto, ficar embaixo dos edredons e namorar um pouco.
Quando caiu à noite, ouvimos o barulho de dois carros, e então a buzina de um deles. Quando fomos para fora ver de quem se tratava, lá estava Emmet, Alice, Rose, Jasper, Esme e Carlisle. Espera... Carlisle? O que ele queria aqui?
LEIAM AS NOTAS FINAIS
Notas finais
O pov do Carlisle eu fiz pq tinha muita gente me pedindo, pq queria saber o que se passa na cabeça dele, então aí está. Espero que tenha agradado.
LEIAM: Eu criei uma enquete lá no blog pra vcs votarem em qual vai ser o sexo do filho do Edward e da Bella, tá logo em cima, no lado esquerdo. Não deixem de votar.
http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/
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