O Cowboy
33 Uma noite inesquecível
Notas iniciais
Edward olhava para mim aflito, parecia estar ansioso sobre qualquer palavra minha sobre a proposta do Bulls.
– E aí? – Perguntou por fim sem aguentar mais tanto silêncio. – Você vai aceitar?
– É uma proposta tentadora. – Eu disse erguendo as sobrancelhas. – Mas não... Nada é mais tentador do que todo um futuro ao seu lado.
– Tem certeza? – Perguntou receoso. – Eu sempre achei tão errado essas pessoas que abandonam todo um futuro profissional promissor por estarem apaixonadas.
– Acontece que eu não estou abandonando tudo isso por uma paixão. Estão abandonando pelo amor da minha vida. Oportunidades aparecem, outras também, ou não, tanto faz. O lance é que eu não vou encontrar e nem amar ninguém como você.
– E você não sabe o quanto fico feliz por ouvir isso. Só que existem outras coisas para serem consideradas, porque eu não posso te dar a vida que você pode ter se aceitar esse trabalho, nem mesmo essa que os seus pais te dão. Se você quer ficar comigo deve também estar ciente de que a vida de princesa vai terminar, porque eu não vou aceitar que more comigo e fique pedindo coisas pra sua mãe ou pro seu pai. A gente tem que viver com o que é nosso. Ainda que seja pouco. Eu sei que não é isso que você esperava pra você quando se imaginava morando com o amor da sua vida. – Ele disse cabisbaixo.
– Edward. Não importa o que eu pensava antes, eu não trocaria a vida que nós vamos construir juntos por nada nesse mundo. Enfia isso na sua cabeça.
– Eu sei. É que você nasceu e cresceu em berço de ouro, não tem noção do que é ter que guardar dinheiro pra fazer as coisas ou pra pagar as contas, não sabe o que é deixar de sair pra não faltar grana pra comprar comida. Eu tenho medo de que quando você veja o que é isso, você mude de ideia e volte pra casa da sua mãe. Ainda que continue comigo vai ser humilhante pra mim saber que não posso te sustentar. – Disse triste.
– Edward...
– Você acha que não me machuca saber que eu não posso te dar algum presente que possa competir com todas as coisas que você já tem? Um vestido desses que você usa, custa mais que cinco salários meus.
– Edward...
– A nossa vida vai melhorar quando eu me formar e arrumar um emprego, mas ainda não vai ser uma vida de rico. Nós vamos poder gastar uma graninha, viajar e ter um carro bom, mas tudo moderadamente. Tem certeza que pode se acostumar com uma vida assim? Porque é tudo que eu posso te oferecer. E eu...
– Edward! – Gritei segurando seu rosto entre minhas mãos. – Você já me dá tudo que eu quero e preciso, que é você. Para, por favor, de dizer que não pode me dar isso ou aquilo. O ser humano é adaptável, eu posso me adaptar até a morar embaixo da ponte, contanto que a gente esteja junto. Então para de uma vez por todas de falar como se tudo girasse em torno do dinheiro. Tanta gente não vive tão feliz tendo até menos do que você? Eu também posso conseguir isso. O problema são as minhas coisas caras? Não tem importância, eu dôo tudo pra caridade. Só não fica assim, por favor. – Eu disse enquanto sentia as lágrimas se formarem em meus olhos. – Não fica dizendo essas coisas, porque eu não gosto de te ver assim.
– Tá bom. – Ele disse encostando sua testa na minha, deixando nossos lábios a centímetros um do outro. – Me perdoa por ser tão idiota. Eu sei que tudo que importa somos nós dois, estamos aqui, juntos. E não há mais nada nesse mundo que eu queira mais do que ficar com você.
– Eu sei. – Eu disse enquanto as lágrimas escorregavam por minha bochecha.
– E é por isso que eu sei que consigo esperar o tempo que for se você quiser dançar com os Bulls.
– Não. – Respondi imediatamente. – Eu não quero dançar com os Bulls. Eu não quero isso pra mim.
– Você não quer porque não quer isso pra você, ou você não quer por que não quer ficar longe de mim?
– Os dois. Eu ainda não sei direito o que quero fazer na faculdade, mas com certeza não é dança. Isso é como um hobby pra mim, eu sei que a maioria das pessoas sonha em fazer de seu hobby uma profissão, mas eu penso diferente, eu não acho certo ganhar dinheiro com algo tão pessoal pra mim como a dança.
– Entendo. – Ele disse. – E te apoio também, no que você precisar. Tá bom?
– Tá bom. – Eu disse sorrindo.
Edward me abraçou forte e em seguida uniu seus lábios finos e macios aos meus, mas fomos interrompidos por alguém abrindo a porta e quando olhamos, se tratava de uma Reneé e um Charlie completamente bêbados e risonhos.
– Mãe? – Perguntei enquanto a via com parte da blusa abaixada, mostrando seu sutiã preto e rendado.
– O... Oi filha? – Ela disse gargalhando.
– Tampa aí ó. – Eu disse puxando levemente a minha blusa, indicando como ela devia fazer.
– Hum? – Ela perguntou olhando para baixo. – Ah tá.
– Deixa que eu tampo. – Disse Charlie colocando a mão no seio desnudo dela e apertando levemente.
– Hei. – Ela disse dando um tapa na mão dele e sorrindo.
– Ai meu Deus. Vem mãe, eu vou cuidar de você. – Eu disse segurando seus braços e a puxando para perto de mim, depois olhei para Edward. – E você vai cuidar do seu irmão.
– Eu não. – Ele disse com o cenho franzido. – Ele que se vire.
Levei minha mãe até o banheiro de seu quarto e a ajudei a tomar um bom banho gelado, ela tentou fugir, mas eu a segurei firme, me molhando toda também.
– Ai filha... – Ela disse feito uma criança manhosa. – Eu estou cansada.
– Mas vai tomar banho, senão amanhece de ressaca.
– Ah Bells.
– Banho!
Depois de seu banho forçado, peguei uma das camisolas que ela deixava dobrada na estante do banheiro, para caso ela se esquecesse de levar quando fosse tomar banho e vesti nela. Depois a levei para fora de seu banheiro e quando entramos no quarto, lá estava Charlie roncando, completamente nu, deitado de bruços, com aquela bunda branquela pra quem quisesse ver, no meio da cama.
– Uhul! – Disse minha mãe começando a tirar a camisola. – Vamos todos ficar pelados!
– Não. – Eu disse tirando suas mãos da barra da camisola. – Não é pra ficar pelada.
– Poxa. – Disse frustrada.
– Edward. – Gritei e em pouco tempo ele já estava entrando no quarto.
– O que? – Perguntou enquanto entrava e assim que viu Charlie arregalou os olhos. – Que isso?
– Eu já falei que é pra ficarmos pelados, mas a Bella não me deixa tirar a roupa. – Disse minha mãe.
– Vê se veste uma sunga no seu irmão, ou no mínimo tira ele do meio da cama pra minha mãe poder deitar ali também.
– Tá bom. – Disse Edward sem um pingo de vontade de ir.
Ele foi até Charlie e o cutucou com a ponta do dedo.
– Hum? – Charlie perguntou sonolento.
– Chega pra lá pra Reneé deitar também. – Disse Edward.
– Tá bom. – Disse Charlie ainda sonolento, mas sem se mover e então em menos de dez segundos já estava roncando novamente.
– Charlie! – Edward gritou.
– Hum? – Perguntou zangado.
– Chega pra lá.
– Tá bom. – Respondeu ainda zangado, mas não se moveu novamente.
– Caralho. – Disse Edward bufando. – Vamos lá então.
Edward segurou os ombros de Charlie e puxou seu tronco para um lado da cama, depois pegou suas pernas e botou alinhado ao corpo. Foi uma cena bem engraçada de se assistir.
– Pronto. – Disse Edward.
– Vamos mãe. – Eu disse a levando até a cama.
Depois que a coloquei deitada ao lado de Charlie, Edward e eu saímos do quarto, fechando a porta, o que acontecesse dali pra frente agora era responsabilidade dos dois.
Edward e eu fomos para o meu quarto.
– O que acha de um bom banho de banheira depois dessa? – Perguntei.
– Eu definitivamente aprovo. – Ele disse sorrindo e para lá nós fomos.
No dia seguinte, minha mãe e Charlie estavam só no bagaço. E eu fiz um chá medicinal que minha mãe me ensinou que levantava até defunto, para os dois.
– Bella. – Disse minha mãe me chamando na varanda quando Charlie e Edward estavam assistindo a mais um jogo de basquete. Nota mental: Não colocar TV a cabo em casa quando eu for morar com o Edward.
– Oi? – Perguntei me sentando ao lado dela na espreguiçadeira.
– Eu li uma carta pra você que estava em cima da mesa hoje de manhã do Bulls. – Ela disse com um meio sorriso. – Acho que vou ter uma filha famosa!
– Não mãe. – Eu disse antes que ela alimentasse qualquer esperança. – A senhora não vai ter uma filha famosa.
– Por que não? – Perguntou frustrada.
– Porque eu não vou aceitar essa proposta.
– Mas filha, é o emprego perfeito, você ama dançar! Ama ser líder de torcida.
– Eu sei mãe, mas não é o que eu quero pra mim.
– É por causa do Edward?
– Também.
– Mas filha...
– Sem “mas” eu não vou aceitar.
– Tem certeza? Eu vou respeitar a sua decisão, seja qual for. Mas quero que pense bem nessa proposta, porque uma oportunidade como essa não costuma aparecer duas vezes na vida.
– É isso que eu quero. Não há o que pensar.
– Tudo bem então. Eu sei que você será brilhante em o que escolher seguir. – Minha mãe disse com um leve sorriso.
– Obrigada por ser tão compreensiva. Eu te amo. – Eu disse a abraçando.
– Eu também meu anjo.
Minha mãe e eu conversamos mais um pouco, até que o jogo dos dois terminasse, depois fomos para a sala nos juntar a eles.
O resto da semana passou voando, mas foi simplesmente maravilhoso. Eu definitivamente me acostumaria em viver assim, no mesmo lar que minha mãe e Charlie, eles eram tão legais. É engraçado essa coisa de “A pessoa certa” porque todos os namorados dela, depois do meu pai, não duravam mais de um mês e a desculpa era sempre a mesma “Normal e moralista demais” E então aparece o Charlie, se eles não derem certo, acho que a indústria amorosa da minha mãe está definitivamente fechada, porque são simplesmente perfeitos um para o outro, e eu estou imensamente feliz por ela, já que eu sei como ninguém o quão guerreira minha mãe é e o quanto ela merece toda essa felicidade.
Mas agora quem estava infeliz era eu, já que era a última noite de Edward em Los Angeles. Minha mãe até foi dormir em um hotel com Charlie, para deixar a casa todinha para nós dois, é claro que nós aproveitaríamos. E depois de uma longa semana pensando no que eu poderia fazer para encurtar esses oito meses longe dele, finalmente cheguei a uma ideia, não tinha certeza se ele iria querer também, mas eu esperava que sim, porque apesar desses oito meses serem um dos propósitos, era fato que eu queria demais isso pra mim também.
Comprei uma lingerie nova para a nossa noite, mas não era nada ousado ou provocante, mas sim romântico e delicado, porque era assim que eu queria as coisas hoje, feitas com muito amor e carinho. Era assim que eu queria me lembrar. Fazia frio, então era a ocasião perfeita para tudo que eu tinha em mente, pedi para que Edward comprasse as coisas da lista que fiz, enquanto eu arrumava tudo. Afastei todos os móveis da sala, deixando apenas o tapete felpudo da minha mãe, peguei algumas cobertas e forrei ali, depois coloquei algumas almofadas em volta, deixando tudo bem confortável, espalhei pétalas de rosas brancas vermelhas, acendi algumas velas, colocadas em locais estratégicos para evitar incêndios, acendi a lareira e coloquei um CD que preparei hoje mais cedo, com músicas românticas no som. Quando tudo já estava pronto, coloquei um vestido bem delicado e feminino, apenas com a minha lingerie por baixo e fiquei esperando, até que a campainha tocou e eu desci correndo, descalça mesmo, e abri a porta, lá estava Edward, com as sacolas das coisas que eu pedi em uma mão e um buquê de rosas na outra. Abri um grande sorriso pegando as flores e cheirando-as.
– Obrigada amor! – Eu disse sorrindo. – Pode levar essas coisas pra cozinha, vou colocar as flores na água.
Depois que coloquei as flores em seu devido lugar, disse para que Edward me esperasse na sala e ligasse o som. Ao som da primeira faixa do CD que reproduzia only and only da Adele, preparei o fondue de carne, acompanhado por um bom vinho tinto e levei tudo para a sala, onde Edward já me esperava sentado no tapete confortável de minha mãe. Arrumei as coisas lá e nós comemos.
– Adorei a decoração. – Ele disse sorrindo. – Um ambiente bem agradável.
– Obrigada. – Respondi. – Vamos brindar? – Perguntei erguendo minha taça.
– Vamos. – Ele disse erguendo a dele.
– À nossa noite. – Ofereci.
– À nossa vida juntos.
If I ain’t got you – Alicia Keys
E então brindamos, depois começamos a comer e beber, quando já estávamos satisfeitos, colocamos tudo de lado e nos deitamos, lado a lado, começamos a nos beijar e nessa ficamos por bastante tempo, tudo muito calmo e demorado, afinal, tínhamos a noite inteira. Foi então que Edward começou a descer a alça de meu vestido, o tirando lentamente e beijando cada parte do meu corpo que ia sendo exposta. Quando o vestido estava fora de meu corpo, ele me observou dos pés a cabeça.
– Como você consegue soar tão sexy e deliciosa mesmo quando usa essa lingerie de uma doce menina romântica e apaixonada?
– Eu não sei, mas estou disposta a te deixar descobrir o motivo.
– Então eu me candidato. – Ele disse voltando a me beijar.
Tirei a camisa de Edward e comecei a distribuir leves beijos por todo o seu peitoral e assim que cheguei em sua calça, a tirei devagar, tirando sua cueca em seguida e o masturbando lentamente, fazendo com que ele revirasse os olhos de prazer. Depois abaixei e beijei a ponta de seu membro já ereto, o engolindo quase por inteiro em seguida, os movimentos de minha língua eram calmos e sincronizados, assim como minhas mãos, que mexiam carinhosamente em seus testículos, acariciando-os. Edward parecia estar indo a loucura e eu estava gostando disso.
– Caralho Bella. – Murmurou. – Para, senão eu não vou me segurar.
Parei imediatamente, trilhando beijos por suas coxas e barriga. Depois deitei meu corpo sobre o dele, o abraçando e beijando seus lábios. Edward me levou para baixo de seu corpo e começou a beijar meu pescoço.
– Minha vez. – Ele disse sorrindo.
Conforme ele ia descendo, ia tirando o que restava de minha roupa, primeiro o meu sutiã, beijando meus seios com prazer e adoração, exatamente no ritmo que eu queria. Depois foi descendo com seus lábios deliciosamente molhados por minha barriga até meu sexo, onde minha calcinha foi descartada dando lugar a suas mãos e lábios, que me exploravam detalhadamente, seus dedos hábeis se moviam lentamente dentro de mim enquanto sua língua estimulava meu clitóris com exatidão.
– Edward, por favor. – Eu implorava enquanto gemia. – Eu estou sentindo...
E então senti a sensação maravilhosa do orgasmo me tomando novamente, liberando espasmos deliciosos por todo o meu corpo. Edward então subiu novamente até minha direção e me beijou apaixonadamente.
– Cadê a camisinha? – Perguntou.
– Não tem. – Respondi.
– Tem sim. Na minha mochila.
– Eu não quero. – Eu disse já com medo de sua resposta.
– Mas Abelhinha... – Ele disse confuso. – A gente tem que usar ou...
– Ou eu engravido?
– É.
– Pois então, não quero usar a camisinha.
– Você não tá dizendo isso pra adiantar esses oito meses que a gente vai ficar separado, não é?
– Também.
– Bella...
– Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida. – Eu disse o interrompendo. – Eu quero isso pra mim Edward, um filho seu, um fruto do nosso amor e quero agora. Eu sinto em cada pedaço do meu corpo que eu preciso disso. Eu preciso formar uma família com você. Com direito a bebê, casa, cachorro, cavalo. O cachorro, o cavalo e a casa a gente já tem, só falta o bebê.
– Abelhinha, lembra do que o Carlisle te falou, a faculdade, o futuro profissional.
– Eu tenho 17! Posso fazer isso daqui a alguns anos. “Siga os seus sonhos” Não é o que dizem? Pois então, descobri recentemente que o meu maior sonho é ser mãe e parece que cada segundo sem estar com um pedaço do nosso amor aqui dentro de mim é tempo perdido, então, por favor, não me nega isso.
Edward ficou em silêncio por alguns segundos e de repente o senti me preenchendo por completo, e sem camisinha! Imediatamente abri um sorriso enorme e ele também. Puxei seu rosto na direção do meu e o beijei com todo o meu amor. Ele se movimentava lento e sensualmente dentro de mim, eu sempre soube que nós não fazíamos apenas sexo, mas sim amor, só que dessa vez era diferente, não havia o fator paixão avassaladora e o amor de mãos dadas. Ali, naquela sala, existia apenas o amor, movendo nossos corpos como um só.
E assim nós adormecemos, abraçados ternamente e eu nunca me senti tão feliz e completa. No dia seguinte acordamos praticamente juntos e graças a Deus minha mãe e Charlie ainda não estavam lá, afinal não seria uma situação nada agradável, eles nos pegarem assim, nus na sala. Eles só chegaram depois que eu já havia arrumado toda a minha bagunça.
Nós almoçamos e à tarde fomos levar Edward no aeroporto. Me despedi dele com o coração na mão, mas ao mesmo tempo com uma esperança viva e acesa dentro de mim, mesmo ainda não sendo certo, eu simplesmente sentia que ele estava ali, o nosso filho.
Notas finais
Ah, tiveram alguns e-mails que foram acusados como inexistentes, quem não recebeu, checa direitinho cada letra e me manda que eu envio de novo o Pov, e quem ainda não me mandou não precisa se acanhar, peça e eu envio de boa. Bom, é isso, boa páscoa para todas e muitos ovos para todas. (De chocolate suas maldosas kkkkkkk)
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