O Cowboy

31 Tempos difíceis


Notas iniciais
Oi gente! Eu sei que devia ter postado ontem, mas é que quando eu tinha terminado de escrever não tinha internet ¬¬ Enfim, eu quero deixar um SUPER agradecimento às lindas que recomendaram, Pattinson Forever, Cris Stew Pattz , Cellina, patricia-chan e Nathany Lima. Amei a recomendação de todas vcs! Boa leitura e segura que o cap tem mta emoção e tá beeeeem grande!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!

— Jacob? – Perguntei com os olhos arregalados, não sabia ao certo se era por ele estar ali me levando para um lugar vazio ou pela sua cara, que estava enfaixada até o nariz, a coisa foi feia mesmo.

— Oi amorzinho. – Disse com um tom de voz diferente, e pelo seu tom de voz dava para perceber que estava bêbado, além é claro do fato de seu maxilar estar meio torto. – Eu estava tentando conversar a sós com você, mas desde que cheguei, toda essa sua escolta não deixa.

— É porque eu não quero falar com você. Será que é tão difícil assim pra perceber?

— Mas Bella, eu te amo. – Agora ele estava chorando. Sério mesmo? – Porra, será que você não vê? Olha o quanto eu já apanhei e ainda estou aqui, será que isso já não é prova o suficiente? Amanhã eu vou embora com os Lakers. Você ainda pode vir comigo. Não precisa de mais nada, só vem e então eu te dou tudo que você quiser, dinheiro, roupas, carro, ouro, qualquer coisa. Você sabe que eu posso te dar isso e muito mais. E aquele cowboyzinho de quinta? O que ele pode te dar? Leite de vaca fresquinho todo dia? Ah Bella, por favor. Esquece ele, vocês são completamente diferentes. Eu tenho tudo a ver contigo.

— É exatamente por isso que não tem graça nenhuma. Nós somos parecidos Jacob, ao menos nos gostos, porque a minha personalidade e principalmente o meu caráter, são completamente diferente dos seus.

— Eu não sou esse monstro que você está pensando. Eu sei que eu te trai, eu sou um idiota por isso e assumo, mas por favor, volta pra mim.

— Jacob, não. Agora é tarde. Você quer fazer algo por mim? Me deixa ser feliz, e a minha felicidade não é do seu lado. Cara, segue em frente, encontra uma mulher que te ame muito, e construa uma família com ela, mas só com ela, sem essa coisa de traição.

— Mas eu já encontrei, e é você.

— Não, não sou eu.

— Não?

— Mas...

— É melhor você tirar as mãos dela agora se não quiser que eu arrebente o que sobrou dessa sua fuça. – Disse Edward furioso chegando ao nosso lado.

— Tá, eu já to indo. – Disse Jacob levantando as mãos em sinônimo de rendição. – Eu só queria falar com a Bella.

— Mas ela não quer falar com você. Pode ir embora.

— Vai Jake. – Eu disse.

— Eu vou, mas o meu vôo é às seis. O que eu disse ainda está de pé. Eu, você, viajando com os Lakers pelo mundo inteiro. Eu posso te dar o mundo se assim você quiser, basta estar no aeroporto e ir embora comigo. Até amanhã. – Ele disse saindo e sumindo na escuridão.

— Ele fez alguma coisa com você? – Edward perguntou preocupado.

— Não, a gente só conversou.

— Menos mal. – Disse mais tranquilo. – Que papo é esse de te dar o mundo?

— Nada demais, ele só está me confundindo com a antiga Bella. Vamos voltar pra festa? – Perguntei sorrindo. – Meu cowboy gostosão.

— Não sem antes um beijo.

Eu o puxei e nós nos beijamos intensamente. Depois voltamos para a festa que rolou até de madrugada, Carlisle e Esme voltaram mais cedo, mas nós continuamos até o final, dançando e zoando muito. Foi bem divertido.

No dia seguinte eu não tinha acordado muito bem, estava muito enjoada e pra piorar tudo todos saíram, ou melhor, quase todos. Carlisle foi ver a quantas andava a empresa, Edward como sempre, trabalhando, Emmet e Rose foram ver em qual faculdade Rose se matricularia, enquanto Alice e Jasper aproveitaram a carona para dar um passeio romântico pela cidade. Resumindo: Estávamos apenas Esme e eu na mansão. E a verdade era que desde que ela me pegou nua na cama de seu irmão eu não sabia como encará-la sem ficar sem graça. Tudo bem que ela também faz isso com o meu pai e tal, mas ela nunca foi pega como eu fui, então isso muda completamente a situação.

Na intenção de melhorar um pouco, fui até Hércules para cavalgar um pouco, talvez com isso toda essa minha indisposição melhorasse. Assim que cheguei no estábulo, selei Trovão e montei, cavalgando rapidamente pela fazenda, mas o maldito mal estar tomou conta de mim novamente e com força total, de repente tudo começou a rodar e eu não vi mais absolutamente nada.

Abri os olhos lentamente, depois do que parecia ter sido um sono bem longo, mas minha cabeça doía, e muito, enquanto dois pares de olhos arregalados e ansiosos estavam em cima de mim e foi quando abri melhor os meus que pude identificar, Esme e Edward, ambos pareciam preocupados, Edward então...

— Abelhinha? – Ele perguntou ansioso. – Você está se sentindo bem?

— O que houve?

— O Edward te encontrou desmaiada na fazenda. – Disse Esme.

— Na verdade foi o Hércules que me levou até você.

— Eu... Não acordei muito bem disposta. – Expliquei. – Então fui montar para ver se melhorava um pouco, mas parece que piorou.

— E como você está se sentindo agora? – Esme perguntou.

— A minha cabeça dói e o meu estômago também, parece que tá tudo revirado aqui dentro.

— Calma. A Esme vai cuidar de você amor. – Ele disse beijando minha testa. – Agora que você já acordou eu vou voltar pro trabalho.

— Tudo bem. – Respondi.

— Qualquer coisa me chama tá? – Ele disse a Esme.

— Tá bom.

Edward saiu e eu olhei para Esme.

— É só isso mesmo que você está sentindo? – Ela perguntou.

— Huhum.

— Vou pedir pra empregada fazer um chá. Qualquer coisa me grita.

Esme saiu e em pouco tempo voltou com o chá, eu o bebi e imediatamente meu estômago embrulhou inteiro e eu senti aquela ânsia de vômito horrível, então corri para o banheiro na velocidade da luz, me abaixei na direção do vaso sanitário. Senti as mãos de Esme levantando meus cabelos enquanto eu vomitava até o meu fígado. Quando eu finalmente terminei, Esme me ajudou a levantar, já que eu ainda estava tonta. Fechou a tampa do vaso e deu descarga.

— Ai Bella, você está pálida. – Ela disse preocupada. – Não temos nenhum carro aqui. Eles saíram com todos, só tem a moto do Edward, mas você nem consegue ficar em pé direito, não confio em te deixar ir nesse estado. A empresa do Carlisle é longe, vou ligar para o Emmet vir e levar a gente pro hospital.

— Tudo bem. – Respondi.

— Vem. – Ela disse. – Vou te ajudar a tomar banho. Levanta os braços. – Eu a obedeci e Esme tirou minha blusa, em seguida meu sutiã, até tirar toda a minha roupa. – Boa menina. Agora vamos encarar a ducha.

Ela me levou pelo braço até o chuveiro e o ligou, a água extremamente gelada tocou minha pele quente, fazendo com que eu me arrepiasse imediatamente.

— Eu estou te segurando, pode se ensaboar, não vou te deixar cair. – Ela disse.

Eu comecei a me ensaboar e Esme olhava para a parede ao lado, para me dar nem que fosse um pouco, de privacidade.

— Bella? Esme? – Edward perguntou do quarto assim que terminei o banho.

— Aqui no banheiro Edward. – Disse Esme.

Rapidamente Edward entrou. OK, que situação estranha, meu namorado tinha acabado de entrar no banheiro no qual eu estava pelada com a irmã dele me segurando pelos braços.

— Edward. – Ela disse. – Pega a toalha aí ao lado da porta e vem aqui ajudar a Bella, depois leve-a para o quarto dela, eu vou pegar alguma roupa pra gente ir ao hospital.

— Tá bom. – Ele disse pegando a toalha.

Assim que Edward chegou ao meu lado Esme saiu e imediatamente perdi o equilíbrio, quase caindo, sorte que Edward me segurou firme e me enrolou na toalha em seguida, enxugando o meu corpo, de maneira descente, mas que mesmo comigo passando tão mal foi capaz de me acender todinha. Assim que eu já estava devidamente seca, ele enrolou a toalha em meu corpo e me pegou no colo, enquanto eu o abraçava pelo pescoço e me aninhava ali, como uma criança sonolenta na qual o pai ou a mãe estão levando para a cama. Edward me levou até meu quarto, onde Esme já estava com a roupa em cima da cama e me colocou no chão, mas sem parar de me segurar.

— OK. – Ele disse a Esme. – Eu a seguro e você põe a roupa.

— Hei gente, ainda sou capaz de fazer isso. – Eu disse.

Edward continuou me segurando enquanto eu tirei a toalha e peguei a calcinha, mas assim que abaixei para vesti-la desequilibrei legal quase caindo, exceto pelo fato de Edward ter segurado minha cintura.

— Estou vendo. – Ele disse.

— Tá bom, acho que vou aceitar a ajuda. – Eu disse me levantando e dando a calcinha para Esme que graças a Deus escolheu um vestido. O que facilitava muito a situação.

Depois que estava vestida. Edward me levou até a cama, para que eu sentasse e saiu para ligar para Emmet e pedir para que ele viesse.

— Bella, vamos conversar. – Disse Esme se sentando ao meu lado. – Você e o Edward andam tomando todas as... Precauções?

— Na verdade a gente esqueceu a camisinha uma vez. – Eu disse direta, sabia exatamente onde ela queria chegar, então não perderia meu tempo falando em entrelinhas.

— Há quanto tempo?

— Uma semana.

— Ai meu Deus. – Ela disse baixo enquanto botava as mãos no rosto. – O Carlisle não vai aceitar isso.

— Eu não vou abortar. – Avisei.

— Não, eu jamais te pediria isso. – Ela disse imediatamente. – E além do mais, talvez nem seja.

— Esme, se eu estiver grávida, eu vou assumir isso.

— Como é que é? – Perguntou Carlisle parecendo realmente furioso e gritando, enquanto entrava em meu quarto. Imediatamente Esme e eu olhamos para ele espantadas. Não era pra ele chegar só à noite? – Que história é essa de gravidez Isabella?

— Ai pai... – Eu disse com uma das mãos na testa. – Por favor não grita, to morrendo de dor de cabeça.

— Eu não estou brincando. – Ele disse ainda gritando. – Você está grávida?

— Eu não sei. – Gritei de volta e com as lágrimas ameaçando descer de meus olhos marejados. – Se eu estiver também o problema é todo meu. E eu vou receber essa criança com todo o amor.

— Que gritaria é essa aqui gente? – Edward perguntou entrando no quarto.

— Ah, e aí está o autor! – Disse Carlisle vermelho de tanta raiva, eu nunca tinha o visto daquela forma. – É muito fácil pra você engravidar alguém agora que está no último período da faculdade, numa boa idade. E ela? Terminou o ensino médio agora, tem todo um futuro profissional pela frente, e agora vai ter que adiar os planos da faculdade pra cuidar de uma criança pequena. É assim que você a ama? Pensando só em si?

— Espera, do que você tá falando? – Edward perguntou confuso.

— A gente tá achando que a Bella tá grávida. – Disse Esme.

— Espera. – Agora quem estava nervoso era o Edward. – Não é querendo tirar nada dos meus ombros não, mas eu não fiz nada sozinho, não esqueci de me prevenir sozinho. A Bella também esqueceu. Acontece, não foi nada de propósito como você está colocando aí. Não é algo que a gente esperava agora, mas se ela estiver grávida eu vou assumir, eu vou sustentar o nosso filho e vou sustentá-la também até ela terminar a faculdade que se ela quiser, ela vai fazer. Não é o fim do mundo como você está dizendo ser. Se existir mesmo uma criança ali, é o começo de uma família, e eu vou cuidar da minha família, nem que eu tenha que me desdobrar em mil pra arranjar dinheiro. Eu nunca fui de fugir de trabalho, não é agora que vai ser diferente.

— Eu nunca duvidei disso. Só que tudo vai ser bem mais difícil para o futuro dela e caramba! Eu sou pai! Só quero o melhor pra minha filha. Acha mesmo que é o meu sonho vê-la grávida aos 17 anos? Trocando fraudas numa idade na qual ela devia se preocupar com qual faculdade vai fazer ou com as briguinhas bobas com namorado.

— Pai. – Eu disse firme, chamando a atenção de todos para mim. – Olha só, não adianta se lamentar, se essa criança não está aqui ótimo, se está ótimo também, na hora do prazer o Edward e eu não estávamos lá? Então pronto, também vamos estar na hora de encarar as consequências, que são muito mais maravilhosas do que se importar com faculdade ou briguinha de namorados. Agora você pode, por favor, me levar ao hospital?

— Vamos. – Ele disse após respirar fundo.

Edward me ajudou a descer até a picape de Carlisle e me colocou no banco de trás, se sentando ao meu lado em seguida. Esme e Carlisle foram para o banco da frente e Esme ligou para Emmet dizendo que não era mais necessário vir, já que já estávamos saindo, agora eu estava tonta de novo, tão tonta que novamente tudo ficou escuro.

Agora ao abrir os olhos não havia ninguém ao meu lado, a não ser um teto branco, em um local totalmente branco e alguns equipamentos em mim. Eu estava à beira da morte ou algo assim? E por que eu estava com uma fome de cão?

— Olá. – Disse uma mulher também de branco. Sr. Watson. Segundo o crachá em seu peito. – Sou a enfermeira. Que bom que acordou senhorita Swan, vou chamar seu pai.

— Tá bom. – Respondi.

A enfermeira saiu e em pouco tempo meu pai entrou, ele parecia feliz ao me ver, o que era estranho já que na última vez que o vi ele estava muito irado.

— Que bom que acordou! – Ele disse.

— Pai... – Eu disse começando a ficar preocupada. – Há quanto tempo estou aqui?

— Dois dias. Você ficou no soro e em observação. Mas agora que acordou já vai poder ir pra casa.

— Eu... To grávida?

— Não. O médico disse que você comeu alguma coisa estragada e em muita quantidade.

— Ah sim. – Eu disse meio triste. É, eu realmente queria estar grávida. – Cadê o Edward?

— Tá ali fora.

— Eu quero falar com ele. Tudo bem pra você?

— Sim. Vou chamá-lo.

Carlisle saiu e em seguida Edward entrou com um sorriso doce e olheiras enormes.

— Nossa. – Eu disse sorrindo. – Você está péssimo, mas continua lindo.

— Eu não consegui dormir nas últimas duas noites, sabe como é né? A razão da minha vida estava inconsciente em um leito de hospital.

— Você é tão perfeito. – Eu disse sorrindo.

— Você que é. – Ele disse se aproximando e dando um casto beijo em minha testa. – Eu te amo tanto.

— Eu também.

— Mas não estou com um bom pressentimento.

— Por quê? – Eu disse o fitando preocupada.

— Eu não sei. Eu só sinto que algo ruim tá pra acontecer.

— É besteira. – Eu disse o abraçando. – Eu to aqui, você também e nós estamos jutnos. Isso é tudo que importa.

— Verdade. – Concordou.

Depois que Edward e eu terminamos de conversar, o médico fez um rápido exame e em seguida me liberou, Rose, Alice, Emmet e Jasper também estavam lá, só que do lado de fora, todos fizeram uma enorme festa para me receber. Fomos todos para um restaurante, almoçamos e depois fomos para casa. Agora sim, eu me sentia forte como um touro, era como se eu tivesse revigorado todas as minhas energias. Também né? Dois dias direto em cima de uma cama!

— Bella, agora é oficial. – Disse Rose enquanto estávamos no meu quarto.

— O que? – Perguntei.

— Eu e o Jazz vamos morar aqui. O Emmet comentou com a Esme, sem eu saber é claro, porque a minha intenção era alugar uma casa pra mim e pro Jasper aqui por perto, pra não incomodar ninguém. Só que ele falou pra ela que a gente tava pensando em se mudar pro Texas e ela deu a ideia de nós morarmos aqui. Falou com o Carlisle e ele mesmo nos convidou.

— Que máximo Rose. – Eu disse sorrindo. – Mas você já falou com os seus pais?

— Sim, eles deixaram.

— Estou muito feliz por você amiga. – Disse empolgada.

— Bella. – Disse Carlisle do lado de fora do quarto. – Posso falar com você?

— Pode sim pai. – Respondi.

— Eu vou lá amiga. – Disse Rose se levantando.

Ela saiu e meu pai entrou, se sentando ao meu lado.

— Oi. – Ele disse.

— Oi. – Respondi.

— Eu tenho algo muito sério para falar com você.

— Você está me assustando pai. – Eu disse preocupada.

— Eu sei que faltam na verdade três semanas pra você ir pra casa. Só que eu telefonei pra sua mãe e disse que você não estava grávida, só que tinha suspeitado estar. Então nós conversamos bastante, sua tia de Nova Iorque já está praticamente curada, então a sua mãe deu algumas recomendações à ela e já voltou para Los Angeles, nós chegamos ao consenso que o melhor pra você é ir embora.

— Como é que é? – Perguntei com o coração disparado. – O melhor pra mim é ficar ao lado do homem que eu amo.

— Você escapou de uma gravidez, não quero correr o risco de acontecer uma de verdade. Você vai voltar pra casa da sua mãe e ponto final, eu acabei de comprar as suas passagens pela internet para hoje à tarde, as suas malas já estão prontas desde ontem, esperando você acordar para ir, nós vamos sair daqui agora e é assim que vai ser.

Abri a boca abismada enquanto as lágrimas deslizavam por minha bochecha.

— Assim é mais fácil né? – Perguntei. – Passar o “problema” a diante. Quando as coisas apertam é muito mais simples pular fora e deixar tudo nas mãos da minha mãe.

— Bella, pra mim isso é passado, agora você não consegue me perdoar de coração a ponto de toda briga que a gente tem você jogar isso na minha cara, eu acho que preferia quando você sentia raiva de mim declaradamente. Poxa, eu já te pedi desculpas e me arrependi de verdade. O que mais você quer que eu faça? Não dá pra voltar e recuperar todo o tempo no qual eu estive ausente na sua vida, então por que você simplesmente não segue em frente e esquece isso?

— Porque você não deixa! – Gritei. – Toda hora pisando em ovos, toda hora tentando tirar de mim o que é importante. Caramba! Por que não deixa simplesmente eu ser feliz a minha maneira? Primeiro você julgou que eu ficaria mais feliz sem você, então você foi embora me fazendo sofrer, depois você julgou que eu não devia namorar o Edward, fez um drama do caramba, me fazendo sofrer mais, agora você acha que eu tenho que ir embora por medo de eu engravidar, pra variar um pouco, me fazendo sofrer de novo.

— Um dia você vai me agradecer por tudo isso que eu estou fazendo. – Ele disse se levantando. – Agora se arruma que já está na hora da gente ir para o aeroporto.

— Eu não quero ir.

— Eu já disse que você vai.

— Eu quero falar com o Edward primeiro.

— Se ele estivesse aqui eu deixaria, mas ele foi com o carro do Emmet comprar a ração dos animais, só deve voltar no final da tarde, não vai dar tempo de esperar.

— Por favor pai. – Eu disse enquanto chorava ainda mais.

— Filha, não me olha assim. – Ele disse visivelmente afetado com toda a minha tristeza. – É o melhor pra você.

E então saiu. É, não tinha jeito, agora eu teria mesmo que ir. As lágrimas desciam desenfreadamente enquanto eu abria uma das malas que estavam no closet e pegava uma roupa para ir embora. Eu estava tão mal que nem vi direito o que havia pegado, só sei que era uma calça jeans e uma blusa qualquer. Tomei um banho e me vesti, tudo em movimentos mínimos, eu parecia uma verdadeira zumbi. Calcei meu tênis e coloquei os óculos escuros para disfarçar todo o meu choro. Em seguida desci com algumas das malas em mãos.

— O que é isso? – Alice perguntou olhando para mim e então todos que estavam na sala fizeram o mesmo. – Você vai embora?

— Vou. – Respondi monossilabicamente.

— Mas... Por quê? – Alice perguntou visivelmente chateada. – Ainda faltam três semanas.

— É verdade. – Disse Rose igualmente abalada.

— A minha mãe e o meu pai querem assim. – Eu disse enquanto sentia as lágrimas descerem com mais intensidade. – Mas em oito meses eu volto. Eu juro pra vocês.

— Mas Carlisle... Por quê? – Emmet perguntou.

— É. – Disse Jasper. – Pensei que seríamos uma grande família. Com quem o Edward vai ficar agora?

— Gente, por favor. Não tornem as coisas mais difíceis. – Ele disse e em seguida olhou para mim. – Eu vou pegar o resto das suas malas, pode ir para o carro. Cabem mais duas pessoas lá, se alguém quiser ir.

— Eu e a Alice vamos. – Disse Rose triste.

Eu fui para fora e Esme já estava no banco do carona, eu entrei no banco de trás em silêncio e assim permaneci.

— Eu tentei fazê-lo mudar de ideia. – Ela disse e eu a olhei pelo retrovisor. Ela parecia realmente chateada pela minha ida. – Eu juro que tentei. Não faz ideia do quanto eu torço pra que você e o Edward dêem certo. Desde que aquela maldita passou pela vida dele, eu peço a Deus todos os dias pra colocar uma luz na vida dele, alguém que o guie, então você apareceu e trouxe tudo isso. Agora acontecem todos esses empecilhos. Mas eu sei que o seu amor por ele é tão grande quanto o dele por você, vocês vão dar um jeito e vão superar isso. Eu sei que vão.

Antes que eu dissesse qualquer coisa Alice e Rose entraram no carro, cada uma por uma porta, para ambas ficarem ao meu lado, enquanto Carlisle se sentou no banco do motorista, ligou o carro e foi, trilhamos o caminho inteiro em silêncio, quero dizer, Carlisle e eu, porque eu e as meninas até que conversávamos bastante. Infelizmente o aeroporto ficava para um lado e a cidade para o outro, fazendo com que a minha esperança de encontrar Edward fosse pelo ralo. Assim que entramos no aeroporto e já era hora de eu ir, abracei Rose fortemente, como aqueles abraços de urso mesmo, eu sabia que no máximo em oito meses estaríamos nos vendo novamente, mas uma semana longe dela já era muito para mim, depois fui para Alice, a abraçando muito forte também, o tempo que passei com ela pode ter sido pouco, mas já foi o suficiente para imortalizá-la no meu coração. Eu a obriguei a criar um skype pra nós conversarmos todos os dias e antes que eu saísse, discretamente, ela me entregou um papel que eu guardei no bolso. Em seguida fui para Esme, a princípio meio sem jeito, mas depois que tomei certa coragem, a abracei forte.

— Obrigada. – Eu disse enquanto nos abraçávamos. – Por tudo, tá bom? Você é uma pessoa maravilhosa e o meu pai tem muita sorte por ter te encontrado. Me perdoa por todo mal juízo que eu fiz de você.

— Tudo bem. – Ela falou de volta. – Você também é uma garota maravilhosa. É como uma filha pra mim, apenas se lembre que tudo vai dar certo. Tá bom?

— Huhum. – Respondi prontamente.

Quando chegou a vez de meu pai eu apenas dei um leve abraço.

— Tchau pai. – Eu disse simplesmente. Havia muita coisa a ser dita, se fosse uma situação qualquer, mas infelizmente não era. Eu estava muito chateada com ele e não tinha um pingo de vontade de me despedir dignamente.

E então eu embarquei. E aquele foi o vôo mais longo de toda a minha vida. Era engraçado, quando eu fui para lá, eu pensava apenas em voltar e quanto eu estaria feliz no caminho de volta, e agora que eu estava de fato voltando, parecia que estava indo para o matadouro. Eu não sabia exatamente como seria daqui pra frente, mas Edward teria que ser forte o suficiente, e seu amor por mim também. Oito meses era muito tempo, mas não para o nosso amor.

Assim que cheguei, minha mãe e Charlie estavam no aeroporto me esperando. Forcei um sorriso e caminhei lentamente até eles.

— Oi meu amor. – Ela disse me puxando para um abraço apertado.

— Oi mãe. – Eu disse feliz por vê-la, mas não o suficiente para acabar com a minha fossa.

— Oi pirralha! – Disse Charlie sorrindo.

— Oi namorado chato da minha mãe. – Eu disse com o mesmo sorrisinho manjado.

— Ih, to sentindo firmeza em você não. Cadê aquela menina risonha de Nova Iorque?

— Ficou no Texas. – Respondi.

— Vamos pra casa meu amor. – Disse minha mãe me abraçando de lado enquanto andávamos até o táxi. – O Charlie vai pro hotel e a gente vai ficar assistindo uma boa comédia romântica e comendo chocolate, do jeitinho que a gente sempre faz quando uma de nós está triste por alguma coisa.

— Ué, mas e a nossa noite de amor querida? – Charlie perguntou inconformado e minha mãe o olhou com aquela cara de “Vou te matar” que só ela sabia fazer.

— Charlie, amanhã! Hoje eu sou exclusivamente da minha filhota!

— Resumindo: A pirralha se deu bem e o Charlie se deu mal.

— Exatamente. – Disse minha mãe abrindo a porta do táxi. – Até amanhã

— Até. – Ele disse se aproximando e eles deram um selinho, e então minha mãe virou para entrar no carro, Charlie aproveitou e deu um belo tapa em seu traseiro. – Amanhã você vai me compensar mulher!

E então nós fomos para casa, já havia passado tanto tempo que parecia que aquela casa era de outra pessoa. Eu fui direto para o banheiro, quando estava tirando a roupa para tomar banho, peguei o bilhete que Alice me entregou do bolso da calça, e nele haviam dois telefones e ao lado de um estava escrito "Celular do Edward" e do outro "Telefone residencial dele". Abri um grande sorriso, guardei o bilhete na minha cômoda e depois tomei um bom banho, coloquei meu pijama e me sentei no sofá, ao lado de minha mãe.

— Você quer conversar sobre o que o seu pai falou comigo? – Perguntou.

— Não. – Eu disse enquanto sentia os meus olhos marejarem novamente.

— Tudo bem. Amanhã a gente fala sobre isso. – Ela disse me abraçando.

Nós assistimos ao filme e comemos bastante chocolate, depois fomos para a cama, eu fiquei chorando a noite inteira e ela apenas me abraçou e ficou acariciando meus cabelos, ambas passamos a noite inteira acordadas, apenas ao som do meu choro.

No dia seguinte eu não saí de casa, e nem ela, já que ainda tinha três semanas de férias. Nós ficamos jogando banco imobiliário, assistindo filmes, comendo mais chocolates.

— Desculpa por não te contar. – Eu disse enquanto assistíamos a um dos filmes. – Não fica chateada, por favor.

— Eu não estou chateada. – Ela disse. – Só queria saber de um passo tão importante na vida da minha filha. Te orientar, te levar na ginecologista. Essas coisas de mãe.

— A gente ainda pode fazer isso. – Eu disse sorrindo levemente.

— E nós vamos fazer meu amor. – Ela sorriu e acariciou meu rosto.

Quando era de tarde, Charlie chegou e nós três conversamos bastante, o resto da tarde passou assim, e até que eu estava me divertindo um pouco, ainda doía, e muito pensar em tudo que ficou no Texas e que eu tinha que esperar tanto pra ver de novo, mas era bom estar com a minha mãe e até com o babaca do Charlie, mas eu ainda não estava em condições de dormir sozinha, então deitei na cama de casal com a minha mãe e Charlie deitou no sofá cama que havia no quarto. Eu sei que estava sendo injusta por ocupar o lugar dele, mas era só hoje, eu realmente estava precisando do colo da minha mãe.

E então, quando fomos dormir, e já estávamos pegando no sono, fomos surpreendidas por um barulho vindo da janela.

— Tem algum marginal tacando pedras na janela? – Charlie perguntou com a voz sonolenta.

— Eu não sei. – Disse minha mãe. – Aqui não costuma ter isso.

— Eu vou ver. – Eu disse.

— Cuidado filha. – Ela disse. – Eu vou com você.

E então nós levantamos e fomos até a janela, e quando abri, não sei como meu coração aguentou e nem como consegui abrir um sorriso tão grande. Era Edward, e ele estava apenas com uma mochila nas costas.

— Tem lugar pra mais um desabrigado aí? – Ele perguntou e eu olhei para minha mãe que também tinha um sorriso enorme no rosto.

Sim, sempre teria um lugar para ele aonde quer que eu estivesse.

Leiam as notas finais!

Notas finais
OI GENTE! BOM, O QUE EU TENHO A DIZER É QUE TEM UM POV ALTERNATIVO DO EDWARD AQUI PRA QUEM COMENTAR NESSE CAP :D
Ah, faltam 2 recomendações pra chegar a 40. Alguém se habilita? *-*