O Cowboy

28 Primeiro encontro


Notas iniciais
Hey guys! Demorei, mas cheguei! É que eu já sabia o que queria pra esse cap, só que simplesmente não conseguia passar para o word, mas meu bloqueio só passou agora de madrugada, depois da rodada de forró que os meus amigos estão fazendo aqui em casa, com certeza meus vizinhos estarão falando no ouvido da minha mãe amanhã kkkkkkk. Bom, o cap não está revisado, pq terminei de escrever agora, e já é tarde, além do fato dos meus amigos estarem enchendo o meu saco pra eu dançar essa porra de forró, que eu só sei o clássico dois pra lá, dois pra cá. Queria agradecer à Prity Weber pela linda recomendação e boa leitura para todas! A gente se vê lá em baixo.

Depois de todo o sexo maravilhoso que fizemos, Edward pediu para que eu descesse antes que Carlisle chegasse e desse minha falta. Então eu o fiz. Quando cheguei em casa, me joguei de qualquer jeito no sofá e liguei a TV. Esperando ansiosa para que eles chegassem e me garantissem que Jacob não tinha morrido, ou na pior das hipóteses, denunciado Edward à polícia.

– Isabella Swan! – Gritou meu pai, enquanto vinha até a sala a mil por hora, ele parecia furioso, o que me assustou.

– O que? – Perguntei me levantando do sofá.

– Quando pretendia me contar?

– O que? – Agora meus olhos estavam arregalados e já entregavam tudo.

– Que está tendo um caso com o Edward.

– Eu... É... Como você ficou sabendo?

– Tânia Denali estava na ala odontológica do hospital, eu a encontrei, perguntei o que houve e ela me contou tudo, inclusive que você disse a ela que estava namorando com o Edward. Que palhaçada é essa Isabella? – Perguntou furioso.

– Pai, não é da forma que está pensando. – Garanti.

– Então ela estava mentindo? – Perguntou com grande expectativa no olhar.

– Não. – Eu disse após encher os pulmões de ar. Já estava mais do que na hora dele saber, se eu escondesse ainda mais, as chances de ele aceitar reduziriam e muito. – Ela não estava mentindo. Edward e eu estamos namorando.

De repente Carlisle começou a ficar pálido e eu estava começando a ficar assustada.

– Eu... Não acredito nisso! – Disse irritado. – Eu confiei em vocês dois, deixei até viajarem sozinhos. E é assim que me retribuem?

– Pai, não foi nada planejado, só aconteceu!

– Ah, aconteceu? – Perguntou com os olhos arregalados. – Estou muito decepcionado Isabella.

– Pai, por favor, não complica as coisas.

– Emmet. – Chamou, me deixando confusa. Por que diabos ele estava chamando o Emmet na hora da verdade?

– Fala. – Disse o grandão chegando ao lado de Carlisle.

– Chame o Edward pra mim, por favor.

– Valeu. – Ele disse saindo.

Fiquei olhando para meu pai, esperando que ele dissesse algo, mas ele nem mesmo olhava para mim, parecia muito chateado. Mas que diabos ele queria que eu fizesse? Ignorar o meu desejo e coração, deixar esse sentimento mais forte do que eu de lado? Isso não era justo e ele deveria ao menos tentar me entender.

Alguns minutos depois, Edward entrou na sala, parecendo tranquilo e chegou ao nosso lado.

– O Emmet disse que você queria falar comigo. – Disse Edward a Carlisle que ficou um tempo em silêncio. – Algum problema Carlisle?

– Tirando o fato de você estar namorando a minha filha menor de idade. Não, não há nenhum problema. – Disse irritado.

– Carlisle. – Disse Edward respirando fundo, ele parecia tão sem graça quanto eu estava agora. – Eu posso...

– Pode explicar? – Perguntou parecendo mais calmo, só que agora, toda sua ira deu lugar a decepção, eu definitivamente preferia a ira. – Eu confiei em você, deixando a minha filha trabalhar contigo, viajar contigo, e é assim que me retribui? Poxa Edward, eu sei que não é superficial o que está sentindo por ela. Porque eu te conheço e tenho certeza que jamais arriscaria o seu emprego e nossa amizade por uma atração qualquer, mas por que esconder isso de mim? Acho que eu tenho o direito de saber.

– Escondemos porque sabíamos que a sua reação seria essa. – Eu disse chegando mais perto dos dois. – Quando considerei te contar tudo, você disse com todas as letras que não permitiria. Queria que eu fizesse o que? Contasse e deixasse você me separar do Edward?

– Mas vocês já pararam pra pensar no futuro desse relacionamento? Porque sinceramente, eu não sei se vejo algum.

– Não importa. – Eu disse. – Eu amo o Edward e não estou disposta a desistir dele. Ninguém tem garantia de nada nessa vida. E só tenho uma coisa a dizer. Eu não concordo com isso, você já foi embora uma vez, levando contigo, o homem que eu amava, que era o meu pai e eu te perdoei, mas não tire outra pessoa importante da minha vida novamente, porque desta vez, eu não sei se vou ser capaz de perdoar. – Eu disse virando as costas e subindo.

– Bella. – Ele me chamou, mas isso não me impediu de ir.

Fiquei um tempo deitada na cama, pensando nas coisas. Eu estava com medo do que ele faria comigo, mas principalmente com Edward, se ele o demitisse eu jamais me perdoaria. Edward precisava do emprego pra terminar a faculdade. Ele não merecia isso, ainda mais faltando apenas um período pra concluir.

– Bella. – Chamou Carlisle do lado de fora. Ele parecia mais calmo. – Posso entrar?

– Pode, né? A casa é sua. – Respondi.

– Mas o quarto é seu. Você permite que eu entre?

– Permito. – Eu disse enquanto me sentava.

Ele entrou no quarto e se sentou ao meu lado na cama.

– Eu não sei o que fazer. – Ele disse. – Se me perguntassem sobre isso em uma situação hipotética como você me perguntou naquele dia, a resposta definitivamente seria “Não, eu não permito este namoro.” Só que as coisas estão tão diferentes agora que eu vejo que tudo isso é real. Eu não quero ver você, nem o Edward tristes. Isso é demais pra mim. Mas ao mesmo tempo eu tenho tanto medo que ambos saiam magoados depois.

– É um risco que a gente corre. A vida é isso. O senhor não pode me proteger de tudo.

– Eu sei. É por isso que eu vou deixar vocês namorarem.

– Jura?! – Perguntei com os olhos maiores do que a cara. Eu estava tão feliz que mal cabia dentro de mim.

– Juro, só que tem algumas condições que eu já falei com o Edward e ele aceitou.

– Diga.

– Em primeiro lugar eu quero saber se isso tudo é sério mesmo ou é só uma paixonite.

– É sério, Edward e eu vamos permanecer juntos depois desses três meses. – Garanti.

– OK. Vamos às regras então. Você não vai mais trabalhar com o Edward.

– O que?! – Perguntei indignada. – Não, o senhor não pode fazer isso!

– Por quê?

– Porque eu amo cuidar da fazenda. Dos animais. Eu simplesmente amo tudo isso!

– Bella, você pode ficar o quanto quiser com os animais. Alice e Rose podem ir com você todos os dias para visitá-los. Eu só não quero você trabalhando mais.

– Tsc. Não tenho nenhuma chance de eu te convencer né?

– Não, você não tem.

– Tudo bem então. – Eu disse olhando para baixo triste.

– Você e o Edward vão ter horários para ficar juntos.

– Hã? – Perguntei com os olhos arregalados.

– Isso mesmo. Vão poder namorar das seis às dez da noite. E na varanda! Sem essa coisa de “A gente vai ali.” – Sério que ele estava fazendo isso? O que ele estava tentando preservar? Naquela hora me deu uma vontade imensa de dizer “Pai, acorda! Tudo que eu tinha pra dar a ele, eu já dei, agora me deixe foder com o Edward em paz, como uma boa namorada!” Mas é claro que eu não diria isso, senão no mínimo levaria um belo tabefe na cara. – Ah, você também não vai poder sair todos os dias pontualmente às sete da noite. Não pense que eu não percebi. Eu só achava que você saia pra cavalgar sozinha, por isso nunca te questionei sobre e nem fui atrás de você, mas agora vejo que não era bem esse o motivo das suas saídas. Então a senhorita está proibida de ficar saindo à noite.

– Então vou ficar presa aqui?

– Não, você pode fazer o que quiser durante o dia, enquanto Edward está trabalhando. Só que depois que ele sair, só ficará aqui, por baixo dos meus olhos.

– Ah não, você vai ficar olhando a gente?

– Não, isso foi só uma expressão. Vocês tem direito de ficar a sós, só que qualquer um pode passar por ali a qualquer momento, então não recomendam que façam nada demais. – Disse piscando.

– Infelizmente. – Murmurei.

– O que?

– Nada não. – Respondi com o sorriso mais deslavado desse mundo.

– Ótimo. – Ele disse sorrindo. – Só quero ver o que a Reneé vai dizer disso tudo.

– Ela já sabe. – Eu disse simplesmente.

– Já? – Perguntou com os olhos arregalados.

– Já, nós contamos quando fomos à Nova Iorque.

– E ela aprovou?

– Sim.

– Maravilha. Um problema a menos pra eu me preocupar. – Ele disse aliviado.

– Mas tem uma coisa que eu esqueci de te perguntar.

– Fala.

– O Jacob. Como ele está?

– Ele deslocou o maxilar, quebrou o nariz e ficou com alguns hematomas e machucados.

– Nossa. – Eu disse com a mão na boca. – Você acha que ele vai denunciar o Edward?

– Olha, não vou mentir pra você não, provavelmente. E ele tem provas o suficiente pra isso.

– Ai meu Deus.

– Mas pode ficar calma, o Edward é amigo dessa cidade inteira, duvido que o delegado o prenda.

– Tomara né? – E antes que Carlisle respondesse alguém bateu à porta.

– Quem é? – Perguntei.

– Esme.

– Entra né? – Eu disse sorrindo.

Esme entrou, meio receosa, estudando nossas expressões.

– O que é mulher? – Meu pai perguntou e eu sorri.

– Hum, pelo visto já se acertaram. – Ela disse aliviada.

– Ah, dona Isabella, agradeça à Esme por eu ter deixado. Ela quem praticamente me obrigou a isso.

– Sério? – Perguntei contendo um sorriso de alegria, afinal, ela poderia muito bem ter deixado que meu pai nos impedisse e ainda não sairia mal, só que não foi o que ela fez. Acho que isso é sinal de que estou aprovada pela minha cunhada, mesmo a minha madrasta não se dando muito bem comigo. OK, são a mesma pessoa, mas ainda sim, funções diferentes.

– Na verdade eu só vim pra chamar vocês, porque o Edward quer dizer algo. – Ela disse.

– OK, vamos então.

Nós três descemos e Edward estava nos esperando na sala. O que será que ele queria naquela hora? Eu realmente esperava que tivesse algo a ver com o tempo juntos na varanda que tínhamos direito.

– Pois não Edward. – Disse meu pai.

– Bom, eu sei que quanto às suas regras, não é permitido que a gente saia sozinho. – Disse Edward. – Só que eu pensei que como é o começo do nosso namoro oficial, eu podia levar a Bella para um encontro.

– Um encontro? – Meu pai perguntou sorrindo. – É, me parece algo interessante para namorados fazerem. Eu deixo.

Olhei para meu pai sorrindo e ele piscou para mim. Se eu soubesse que mesmo pestanejando de início ele deixaria depois, já tinha contado há muito tempo, e de quebra poupado todo aquele incômodo por estar fazendo algo escondido.

– OK. – Edward disse olhando para mim. – Te pego às sete.

– Fechado. – Respondi sorrindo.

Edward saiu e eu fiquei com Alice e Rose, contando tudo que tinha rolado, inclusive sobre meu primeiro encontro com Edward. Quando estava perto da hora de eu ir para o jantar, nós subimos e escolhemos a minha roupa. Optamos por algo simples e recatado, bem familiar ao primeiro encontro de uma garota inocente. – Ou nem tanto. Me vesti e depois desci, Edward já me esperava e sorriu lindamente ao me ver.

– Já vão? – Meu pai perguntou.

– Vamos. – Respondi.

– Quero os dois de volta até às dez, e juízo hein.

– Pode deixar. – Respondemos juntos e em seguida sorrimos com a coincidência.

– Vamos a cavalo? – Perguntei, enquanto caminhávamos para fora da mansão.

– Não. – Respondeu. – Vamos de moto.

– Hum. – Respondi empolgada, eu adorava andar de moto.

Edward e eu fomos até sua moto que já estava estacionada perto de onde ficavam os automóveis da família, subimos na moto e ele me entregou um capacete e eu o coloquei, ele também colocou o seu e em seguida saímos. Edward pilotava rápido, mas com desenvoltura. Parecia já estar acostumado a pilotar. Provavelmente esse era o seu meio de transporte para ir à faculdade. Não demoramos muito para chegar na cidade e ele estacionou em frente a um restaurante, que fiquei encantada ao entrar, a grande maioria dos bares pela cidade eram neste estilo texano, mas esse era diferente, porque não parecia como os outros onde os homens só iam para beber e ver as garçonetes de shorts curtos, tops e chapéus de cowboy. Provavelmente isso era devido ao fato de ser um restaurante e não um bar. Era realmente incrível.

– Eu sei que não é nenhum restaurante cinco estrelas como os que você costuma ir. – Disse Edward sem graça. – Mas é o melhor que posso pagar. Ao menos hoje né? Porque só recebo no fim do mês.

– Deixa de ser idiota. – Eu disse sorrindo. – Esse lugar é incrível. E ainda faltam duas semanas pro fim do mês. Tem certeza que não quer ir pra algum motel baratinho? Depois a gente compra algum hambúrguer pela rua e vamos pra casa. Vai ser bem legal também.

– Não, eu posso pagar esse restaurante sem passar fome pelo resto do mês. – Disse sorrindo. – Meu dinheiro sempre sobra porque eu não tenho com o que gastar. E além do mais, não tem como eu te levar para um motel sem ser preso depois.

– Ah é. – Eu disse me lembrando que era menor de idade. Malditos sejam esses oito meses!

– Vamos entrar? – Perguntou.

– Vamos.

Edward segurou minha mão e nós entramos. Praticamente o restaurante inteiro falou com ele, e as mulheres ficavam se atirando feito um bando de cadelas no cio. Será que essas malditas não estavam vendo que ele estava acompanhado? Mas no final estava tudo bem, porque ele me apresentava como sua namorada e a cara das vadias ia ao chão. Quando finalmente conseguimos sentar, veio a garçonete que devia ter uns trinta e cinco anos, mas um corpão de dar inveja a muita garota de 17, exceto eu, que graças a Deus, nunca tive problemas com o meu corpo.

– Edward! – Disse com os olhos brilhando e quase jogando os seios espremidos em um decote exageradamente grande em cima do MEU namorado. – Que bons ventos o trazem aqui?

– Eu vim jantar, com a minha namorada. – Disse sorridente e a vadia murchou, mas não o suficiente para parar de praticamente esfregar os seios na cara dele. – A propósito, Irina, esta é a minha namorada, Bella. Bella, esta é Irina, minha prima.

– Prima é? – Perguntei com os olhos arregalados. Nunca fui de ter papas na língua, não seria agora que eu ia ter. – Depois vocês daqui do Texas dizem que nós, Californianas somos assanhadas. Eu não me lembro de ficar esfregando os peitos na cara de nenhum primo meu.

De repente Edward ficou vermelho como um pimentão, já a mulher pareceu ter ficado bravinha com o meu comentário.

– Nossa, mas que garota mau educada essa sua namorada hein Edward. Fica dando ferroada em gente que nem conhece. – Disse no mesmo tom, mas visivelmente incomodada, eu apenas ergui as sobrancelhas e sorri.

– Ela é uma verdadeira Abelhinha mesmo. – Disse Edward. – Mas é boa pessoa.

– É Edward... Acho que merece coisa melhor.

– Como é que é garota? – Perguntei levantando a voz.

– Bella, calma. – Disse Edward calmamente. – Irina, traga um chili com carne para mim, por favor. O que vai querer Bella?

– O mesmo. – Respondi.

– OK. Traga dois desse e duas cocas.

Irina anotou o pedido e em seguida saiu, então Edward começou a rir.

– O que? – Perguntei.

– Nada, só tava pensando no quanto eu amo essa marrentinha que tá na minha frente.

– Acho bom mesmo. – Eu disse fazendo biquinho. – Mas me fala, você já dormiu com ela?

– Já. – Respondeu tão naturalmente que até me assustou. Sério que ali era normal sair com primos?

– Mas ela é a sua prima!

– Abelhinha, a cidade é muito pequena, praticamente todo mundo é meu parente de alguma forma por aqui. Antes de te conhecer, a minha única regra era não pegar a minha irmã, o resto estava liberado.

– Nossa. Eu conheço alguém por aqui que também seja seu parente?

– A Tânia.

– O que? – Perguntei com os olhos arregalados.

– É minha sobrinha de segundo grau.

– Tsc, tsc, tsc. Coisa feia hein Edward. – Eu disse me fazendo de séria. – Comendo suas próprias sobrinhas.

– Ela pode ser minha sobrinha, mas só é três anos mais nova do que eu. Na verdade, os meus primos em geral, são mais velhos do que eu e os meus sobrinhos da minha idade. É que os meus pais me tiveram depois de velhos, minha mãe engravidou de mim quase quinze anos depois que a Esme nasceu, eu vim sem querer.

– Pra quem não foi planejado até que você dá um caldo, hein gatinho. – Eu disse sorrindo e ele me acompanhou.

Quando o nosso prato chegou, nós jantamos enquanto conversávamos e ríamos feito dois idiotas, em seguida Edward me levou para andar no parque que ali tinha. Era uma noite de terça feira, então não havia mais ninguém além de nós dois no parque, então aproveitamos para correr feito duas crianças pra lá e pra cá, brincando de pega. Em seguida fomos para os brinquedos, e ficamos no balanço. Edward conseguia se balançar muito alto, enquanto eu não passava da mesma altura mediana.

– Não é justo. – Reclamei. – Eu não consigo me balançar alto como você.

– Eu te balanço então. – Ele disse parando.

Edward desceu e foi para trás de mim, segurando o meu balanço para pará-lo e em seguida começou a empurrar, muito alto, parecia que eu estava nas nuvens, era simplesmente maravilhoso! Ser criança de novo, nem que seja por um curto espaço de tempo é uma das melhores sensações que alguém pode experimentar. Tirei minhas sapatilhas com os pés mesmo, ficando descalça, para sentir por completo tudo que aquele momento representava. Então Edward parou de me balançar e foi para a minha frente.

– Pula amor. – Ele disse abrindo os braços para mim.

– Ai Edward, eu estou com medo.

– Vem, não posso garantir se vamos cair ou não, mas vou estar aqui te segurando... Sempre. – Ele disse dando ênfase ao “Sempre”. Abri um grande sorriso com suas palavras, e sem pensar duas vezes pulei, no momento em que o balanço estava no alto, caí em cima dele e ele me abraçou, mas não aguentou me segurar e nós caímos na grama, rindo feito dois idiotas apaixonado, o que de fato nós éramos.

– Você está muito fraco. – Eu disse sorrindo. – Duas líderes conseguem me segurar quando eu caio de uma altura até maior do que essa, e você aí caindo por nada.

– Só que aqui você caiu de frente pra mim, e o seu peso veio com tudo contra o meu corpo, enquanto lá, você cai reto, então o seu corpo empurra o delas pra baixo, aí é mais fácil.

– Hum... Muito inteligente esse meu namorado. – Eu disse o beijando em seguida.

Eu deitei ao seu lado e nós ficamos observando as estrelas, tentando achar as mais brilhantes, depois eu peguei minhas sapatilhas, mas não as calcei, Edward também tirou seu tênis e nós apostamos corrida até a árvore que estava perto do lago. Ele me ganhou é claro. Assim que chegou lá, largou os sapatos no chão e começou a subir na enorme arvore, quando cheguei, fiz o mesmo, deixando também minha bolsa, subi rapidamente até o topo da árvore, que era onde ele estava, ficando de frente para ele.

– Eu sei que sou irritante com isso, mas me promete que quando esses três meses passarem nós não vamos nos separar, porque a cada segundo que passa, eu tenho mais certeza que não posso suportar ficar sem você. – Ele disse.

– Nós não vamos nos separar. – Eu disse firmemente. – Eu te amo e eu te quero Edward, não há nada nem ninguém nesse mundo que possa me convencer de algo diferente desta verdade, fique tranquilo, meu Cowboy gostoso.

– Eu também te amo e te quero, demais. – Ele disse abraçando minha cintura. – Minha Abelhinha linda.

Eu o beijei e comecei a passar a mão propositalmente por cima de sua calça, já sentindo sua ereção.

– Amor... – Murmurou ofegante pelo nosso beijo gostoso. – Eu não tenho camisinha aqui.

– Não tem problema não. – Eu disse me desvencilhando de seus braços e descendo mais um galho da árvore, ficando na altura de seu membro. – Vira de frente para mim.

Edward se virou e agora sim, era só me deliciar, e levá-lo à loucura também. Abri sua calça e coloquei a mão por dentro de sua cueca, tirando seu pau para fora em seguida, ele já estava completamente duro, o que me fez soltar um gemido de excitação, por querê-lo dentro de mim. Comecei a masturbá-lo, e Edward imediatamente gemeu, minhas mãos foram deslizando lentamente por todo o seu comprimento, indo da base ao topo rapidamente, e até fazendo barulho, em seguida comecei a beijar sua coxa, perto de seu membro, enquanto minhas unhas deslizavam por elas, levei meus lábios até seus testículos e os chupei, dando leves mordidas ocasionalmente, Edward estava ficando louco e se eu continuasse naquilo ele não resistiria por muito tempo, então, me aproximei e dei uma lambida suave na cabeça de seu pau, o engolindo por inteiro em seguida, indo e voltando por todo o seu enorme membro que ia até minha garganta, fazendo com que eu me engasgasse, mas ainda sim, ficasse mega excitada, principalmente pelos gemidos altos e másculos que ele soltava. Suas mãos estavam em meus cabelos, impedindo de que caíssem sobre o meus rosto e me puxando para mais perto, fazendo com que eu engolisse até o talo, eu olhava diretamente em seus olhos, provocadoramente, e uma de minhas mãos estava em seus testículos, fazendo carícias, enquanto a outra estava segurando sua coxa, afinal, estávamos em uma árvore enorme, eu podia perder o equilíbrio e cair a qualquer momento se não me segurasse.

– Abelhinha... Tá vindo... – Ele avisou, mas eu estava motivada e iria até o fim.

Continuei o chupando, então o jato veio de uma vez só, quente, direto na minha garganta, o gosto não era dos melhores, mas ainda sim, sua cara de prazer compensava tudo isso. Edward tirou de minha boca e começou a se masturbar depositando o resto de seu gozo em minha boca. Enquanto gemia deliberadamente.

– Tem alguém aí? – Perguntou alguém lá embaixo.

– Caralho. – Edward sussurrou enquanto colocava tudo para dentro e abotoava sua calça novamente. – Vem Abelhinha.

Me levantei rapidamente e ele começou a ir para o canto da árvore, onde havia mais folhas, eu fui junto e nós ficamos ali em silêncio.

– Não tem ninguém aí não cara. – Disse o outro. Ao olhar bem, percebi que eram dois policiais.

– Porra, você não ouviu os gemidos não?

– Ouvi, mas não deve ser aqui.

– Claro que é, a gente seguiu o som que nos trouxe até aqui e foi só a gente chamar pros gemidos cessarem.

– Você vai subir nessa árvore?

– Eu não, vai me dar uma canseira do caramba.

– Então vamos embora, pode ter alguém precisando da gente, enquanto estamos aqui tentando pegar duas pessoas que só querer foder em paz. – Exatamente colega!

– OK, vamos então.

Os dois saíram e quando já estavam longe, Edward e eu descemos.

– Como eles não viram os nossos sapatos e a minha bolsa aqui? – Perguntei sorrindo.

– Dois bisonhos. – Disse Edward. Ele olhou no relógio em seguida, e arregalou os olhos.

– Dez e meia!

– Ih, meu pai vai encrencar.

– Vamos embora. – Ele disse.

– Vamos.

– Hei, vocês dois! – Disse uma voz distante, quando olhamos eram os policiais que já estavam bem longe e com certeza não conseguiam nos ver com clareza.

– Corre! – Edward disse.

Nem perdi meu tempo calçando minha sapatilha e saí correndo com ela e a bolsa em mãos mesmo, Edward também estava com seu tênis nas mãos, olhei para trás e vi os dois pequenos pontos vindo atrás de nós. Quando chegamos na moto, subimos nela em velocidade record, colocamos os capacetes, Edward me deu seu tênis, e começou a pilotar rapidamente, tanto para fugir dos policiais quanto para chegar mais rápido em casa. Quando chegamos, ele calçou seu tênis e eu minha sapatilha e nós fomos até a mansão, onde Carlisle estava sentado na espreguiçadeira da varanda.

– Dez e cinquenta e quatro. – Disse Carlisle.

– A gente perdeu a noção da hora. – Eu disse. – Perdão.

– Tudo bem, mas olho no relógio na próxima vez hein. – Ele disse.

– Não vai acontecer novamente. – Edward garantiu.

– Tudo bem. – Disse tranquilamente.

– Agora eu vou para casa, porque já está tarde e eu tenho que levantar cedo amanhã.

– Tudo bem, boa noite Edward. – Disse Carlisle.

– Boa noite Cowboy. – Eu disse.

– Boa noite Carlisle, boa noite Abelhinha. – Ele respondeu.

Edward me deu um selinho e cumprimentou Carlisle que entrou junto comigo em seguida. E sem sombras de dúvida, esse foi o melhor encontro que já tive!

Notas finais
E aí? Gostaram? Tava todo mundo pensando que seria muito mais difícil pro Carlisle aceitar, né? Viu? Fizeram tempestade em copo d'água. Esse cap não ia ter sacanagem não gente, eu juro, só que uma música que o pessoal tava ouvindo aqui me motivou, mesmo eu não gostando de forró e a letra não ter nada a ver com a fic. Enfim, a música que me inspirou é essa aqui: http://letras.mus.br/bonde-do-forro/647149/ To até com vergonha de indicar isso pra vcs, já que foge muito do meu gosto, mas acho que ela merece né? Afinal rendeu um bom boquete. ahuashashasua Ah, estou sentindo falta de algumas pessoas nos comentários hein, vamos lá galera, comentem, não custa nada né? Além de me fazer feliz :)
Bjinhos e até quinta ;)